Notas iniciais
Olá a todos? Como estão?

Quero agradecer a todos que leram o primeiro capítulo e deixaram reviews comentando... Fui muito bem recebida pelo fandon de Naruto e isso me deixou imensamente feliz!

Deixo um agradecimento especial a minha mentora, amiga e irmã SION NEBLINA que betou o primeiro e também o segundo capítulo. Obrigada DIVA. Se não fosse por sua ajuda e generosidade, esta fic ainda estaria parada.

Desejo a todos uma boa leitura.

- Não Fugaku, está agindo no calor do momento. Não... faça... – implorou Mikoto ajoelhando-se perante o marido em prantos.

Itachi permaneceu firme, olhando nos olhos do pai. Então era assim que seria? Ou baixava a cabeça e se tornava submisso às vontades de Fugaku ou seria expulso de casa e esquecido como filho? Sentiu uma vontade louca de chorar, mas se fraquejasse agora nunca mais conseguiria se reerguer. Percebeu que Madara ao seu lado não desviava a atenção do seu rosto. Sabia que ele dizia silenciosamente que estava ali, e agradeceu a Deus por ter seu tio. Respirou fundo muito lentamente.

— Que assim seja... – disse se retirando em direção as escadas.

— Onde pensa que vai?

— Buscar minhas coisas...

— Itachi! Filho pára com isso... Peça desculpas ao seu pai. Vamos ficar bem você vai ver...

Itachi abraçou a mão com força, e ela entendeu que perdera seu filho. O único naquela casa que conversava com ele de igual para igual, o único que aguardava que se sentasse à mesa para começar as refeições; o único que dividia sua vida com ela.

— Não posso! Isso não vai parar e a senhora sabe disso. Sinto muito... Fiz de tudo para não terminar assim, mas não posso mais...

— Ah meu filho...! – Mikoto agarrou-se a Itachi e chorou verdadeiramente sofrida. – Não me esqueça... Não deixe minha vida...!

— Jamais mãe. Eu te amo!

Itachi beijou a testa da mãe e caminhou para a escada.

— Pegar suas coisas? Que coisas moleque? Você não tem nada seu. Tudo aqui fui EU quem comprou! Nem a roupa do corpo te pertence!

— Fugaku! Itachi é nosso filho! Não pode fazer isso com ele!

— Ah, não só posso como vou! Quer sair moleque? Vai mesmo fazer esta escolha estúpida? Ótimo vai sair nu em pêlo!

— Não ele não vai. – pronunciou-se tranquilamente Madara, fazendo Fugaku engolir a risada escarnecida que dava. – Mikoto, fique tranqüila. Itachi é minha responsabilidade a partir de agora.

- E você acha que com os ganhos daquela empresinha de garagem, conseguirá suprir as necessidades de Itachi? Custo com roupas, colégio, faculdade ano que vem... Não que faça rir, Madara!

Madara tirou o sobretudo de forma charmosa e caminhou até a escada entregando-o a Itachi.

- Pegue vista. Não quero que saia daqui levando nada que tenha saído do bolso do seu pai. Agora você é minha responsabilidade e se vestirá e terá tudo de acordo com suas necessidades e não de acordo com as dele.

- Agradeço, tio. Mas tenho sim coisas minhas. Coisas que conquistei por meu esforço e inteligência.

- Ah é? E posso saber o quê? – perguntou Fugaku estreitando os olhos.

- Todo material escolar do Itachi, inclusive uniformes,desde o primeiro colegial ele ganha tudo da escola como incentivo pelo seu desempenho. A única coisa que você paga é a mensalidade. Nem re-matrícula é cobrada mais dele e isso desde o ginásio. – falou Mikoto com orgulho na voz. Fugaku engoliu seco. Lembrava-se sim de algo do tipo, mas muito vagamente.

- Quer ajuda para juntar seus materiais e uniformes?

- Você não dará um passo para além desta escada! Está na minha casa, Madara.

Madara perdeu a paciência virou-se e caminhou friamente até o irmão agarrando-o pela gola da camisa e o jogando violentamente contra uma parede. Mikoto gritou e Sasuke fechou os olhos com medo. Itachi segurou firme no corrimão e principiou uma decida, mas foi detido pelo tom de voz ameaçador do tio.

- Agora presta atenção seu fedelho mimado e insuportável! A família é sua, a casa é sua, mas ainda sou seu maldito irmão mais velho e estou MANDANDO você ficar quietinho aí enquanto subo para pegar as coisas do MEU sobrinho. E ante de pensar em me impedir, antes de cogitar chamar a polícia, o bombeiro, o FBI, a Swatt ou que você quiser para armar um escândalo, pense que quando me interrogarem, informarei detalhadamente que sem motivo algum você agrediu uma criança de quinze anos e o expulsou de casa. Um simples exame pericial vai comprovar minha versão; e daí a ser processado e exposto na mídia será um pulo! Já pensou que repercussão? A maior empresa de segurança do país dirigida por um troglodita que espanca o próprio filho dentro de casa?! Do sucesso a sarjeta em minutos, irmãozinho! E aí o que me diz?

Fugaku sentia o estômago doer perante o porte agressivo e ao mesmo tempo frio de Madara. Seu coração batia enlouquecido no peito e embora preferisse acreditar que era de ódio, não podia negar que havia também medo pelas ameaças. Itachi não valia tanto assim.

- Pegue o que tiver de pegar e desapareça da minha casa e de nossas vidas. Mas estou avisando, pegue apenas o que é dele!

- E o que o faz pensar que vou querer algo que foi pago por você na minha casa? – falou Madara soltando-o com um tranco.

Madara virou-se olhou bem nos olhos de Sasuke, que se escondeu atrás da mãe de medo, e subiu a escada ao lado de Itachi que estava com o semblante tranqüilo mas tremia. Amaldiçoou seu irmão uma vez mais por despertar seu pior lado na frente daquela criança. Não que Itachi fosse frágil ou indefeso, pelo contrário; a forma como enfrentara o pai há pouco lhe mostrara que ele era muito mais homem que Fugaku jamais seria. Entretanto, Madara sabia que conseguia ser assustador quando queria, e o que não queria, de forma alguma, era que o sobrinho o temesse.

Entraram no quarto de Itachi em silêncio, e o mais novo puxou três imensos baús debaixo da sua cama. Todos eles continham suas iniciais e o emblema do colégio. Itachi os abriu para arrumar as coisas que chamava verdadeiramente de suas: livros escolares e de literatura, cadernos, apostilas, uniformes, mochilas... Toalhas de banho das aulas de educação física, material de artes, estojo de canetas de uso diário, tudo referente ao colégio. Lotou com isso duas das três malas e a terceira encheu pela metade. Pegou ainda sua carteira com documentos, diplomas de cursos extracurriculares, seu notebook que ganhara de seu tio e que era seu maior tesouro. Pegou o celular que ganhara do pai e fez o back up dos dados para depois apagar a memória dele e do chip. Olhou para sua coleção de cd’s e suspirou triste; amava ouvir música e teria de deixar tudo ali. Sentiu seu tio colocar gentilmente a mão em seu ombro e olhou para ele.

- Terá tudo isso novamente, eu te prometo.

Itachi sorriu triste para ele. Estava muito agradecido mas também com muito medo. Não dele, isso jamais, mas do futuro que se estendia a sua frente. Madara notou o desamparo em seus olhos negros e puxou-o para si num abraço cheio de amor e apoio. Itachi sentiu o coração disparar no peito e uma angústia sufocante subir por sua garganta, até que o alívio veio em forma de lágrimas quentes e silenciosas. Retribuiu o abraço como se assim pudesse tirar forças para seguir em frente. Sentiu um beijo intenso em sua cabeça e abraçou-se mais ao tio escondendo o rosto em seu peito largo. Madara era alto, tinha um metro e oitenta e três, e Itachi alcançava exatamente seu peitoral. Passou a acariciar os cabelos já longos do sobrinho de forma delicada e conversou com ele em voz baixa e segura:

- Vai ficar tudo bem, meu menino! Você vai dar a volta por cima, vai crescer, estudar e ser alguém ainda melhor do que é hoje. Ficará longe desta casa cheia de inveja e maldade. Será feliz... Juro que vou fazê-lo feliz!

- E... Minha mãe? – perguntou num sussurro.

- Vamos dar um jeito de você a vêr sempre. Ela não ficará sozinha... Confia em mim?

Itachi acenou que sim com a cabeça e mirou os olhos negros do tio. Ficaram algum tempo se fitando completamente perdidos até que Madara quebrou o encanto perguntando se era tudo o que ele queria levar. Itachi confirmou e olhou para as próprias roupas. Suspirou e caminhou até o baú com os uniformes pegando o agasalho de educação física, a sunga de natação, meias e um par de tênis. Foi até o banheiro para se trocar. Minutos depois, voltou trocado e trancou os baús. Empertigou-se e olhou para Madara. Era a hora de partir.

Tiveram de fazer três viagens escadas acima e abaixo para descer tudo. O carro de Madara era um BMW Concept X-5 M Sport cor chumbo e mesmo assim ficou lotado. Voltaram para casa para que Itachi se despedisse da mãe.

- Cuide-se mãe. Por enquanto não poderei vir aqui, mas ligarei todos os dias em horários que estiver sozinha para podermos conversar está bem? Eu te amo. – declarou Itachi com um aperto no peito.

- Vou me cuidar querido. Cuide-se também. E confie no seu tio. Ele vai cuidar bem de você! – disse beijando seu rosto, ainda chorosa, mas um pouco mais conformada.

Itachi caminhou até Sasuke, olhando-o sério e completamente indiferente. O menino empinou o nariz com ar de vitória mas Itachi percebia o desconforto em sua postura.

- Prestou bastante atenção no tapa que levei, não foi? – perguntou e após receber um receoso aceno de cabeça continuou – Então guarde-o bem na memória pois ele não foi nada comparado ao tapa que você levará da vida. – disse, e o irmão baixou os olhos – Ao contrário do que pensa não aguardarei ansioso por este dia, pois por mais que tenha destruído minha vida ainda amo muito você. Mas quando esse dia chegar, você estará sozinho, e espero que seja forte o suficiente para suportar o peso da sua provação.

Afastou-se de Sasuke, deu mais um beijo em sua mãe e sem nem ao menos olhar para o pai, deixou a casa. Madara garantiu a Mikoto que Itachi ficaria bem e seguro consigo e também se retirou sem olhar ou dirigir palavras ao irmão ou ao sobrinho caçula.

O silêncio que se seguiu foi pesado. Ainda chovia lá fora e Mikoto subiu as escadas num choro dolorido e silencioso. No meio do percurso, porém, parou; virou-se, olhando bem para o marido e desceu a escada novamente o estapeando no rosto. Subiu novamente, trancando-se no quarto que fora de Itachi. Fugaku respirou fundo e começou a subir as escadas; a certa altura parou e rosnou para um atônito Sasuke:

- Espero que não me decepcione depois de tudo o que fez para tirar seu irmão do seu caminho.

(...)

O trajeto em direção a casa de Madara foi silencioso. Itachi estava com a cabeça recostada no encosto do banco e olhava a cidade passar pelo vidro do carro. Sua rua, seu bairro... Tudo foi ficando para trás. Após algum tempo percebeu que estavam se afastando do Centro da cidade. O caminho ficava mais arborizado e se via cada vez menos casas e mais árvores. Virou a cabeça olhando para seu tio que estava com o cenho franzido e não tirava os olhos da estrada. Madara respondeu a pergunta implícita naquele olhar:

- Não moro num bairro chique de gente fresca como seu pai. Nunca gostei de ostentação e nem de aglomerados. Minha casa é bem menor e bem menos luxuosa também, mas é aconchegante e acolhedora. É cercada de árvores e após algum tempo de caminhada chegamos numa reserva natural protegida contra desmatamento e caça predatória onde temos um lago de águas cristalinas com muitos peixes e uma pequena queda d’água. Vai gostar de lá. Mais alguns minutos e chegaremos.

Itachi imaginou uma casinha pequena tipo um chalé com a descrição dada pelo tio. Ficou olhando em volta mais animado agora. Imaginou o quanto deveria ser lindo ali durante o dia. Percebeu que à medida que adentravam pela estrada de terra que apareceu ao final de uma curva na estrada principal, os sons de carros sumiam aos poucos. Seria incrível viver afastado de tudo, na mais completa paz. O garoto sorriu com este pensamento e relaxou no banco. Madara, que acompanhava discretamente as reações do sobrinho, sorriu de lado ao percebê-lo mais tranqüilo.

O caminho se tornou mais aberto alguns minutos depois, e Itachi preparou-se para ver a pequena casa. Nada, absolutamente nada, o prepararia para a maravilha arquitetônica que surgiu diante de seus olhos.

A casa era toda feita em madeira, pedra polida e vidro, inclusive por dentro e contando com o andar térreo a casa possuía três andares. A garagem tinha espaço para quatro carros do mesmo estilo do usado pelo tio, e descobriu que além do BMW em que estava agora, o tio ainda possuía um BMW Z4 M Coupe azul marinho de enlouquecer qualquer mortal. A casa possuía cinco quartos, sendo três suítes, biblioteca, cozinha ampla, sala de jantar; sala de estar com dois ambientes, sendo sala de estar e um espaço mais privado para televisão e vídeo com lareira. No segundo andar na parte de trás ainda havia uma piscina pequena com vista para a linda paisagem do bosque e do lago.

Itachi estava completamente encantado com a casa e até entendeu o que o tio queria dizer quando falava que a casa não era tão grande, pois a mesma tinha muitos cômodos, mas eram todos de tamanho funcional; nem grandes e nem pequenos demais. Quando Madara por fim o levou para o quarto que ocuparia, que era no último andar e no lado oposto ao quarto do dona da casa, o garoto ficou parado na porta mirando tudo com atenção. Era a primeira vez que entrava no cômodo, que não estava arrumado para receber alguém, embora estivesse impecavelmente limpo. Ainda assim, Itachi sentiu-se em casa.

- Bem, tenho lençóis e toalhas limpas em meu quarto, então por hoje será o que você usará. Assim que tivermos tempo livre, sairemos para comprar jogos novos pra você. – falou chamando a atenção do sobrinho – Se não tiver nada importante para fazer amanhã à tarde, podemos cuidar das compras amanhã mesmo, inclusive, de roupas, e hoje você dorme com um pijama meu... Não deve ficar muito grande.

Itachi olhou-o calado por um longo tempo. Somente agora caía a ficha de que não tinha nem ao menos um pijama ou uma cueca. Meias e tênis eram fornecidos pelo colégio como parte integrante do uniforme, e tinha suas sungas então não havia problemas por hora, mas pensar que nem sabonete ou escova de dente possuía o fez respirar fundo e dar as costas ao tio para que este não visse as lágrimas inundarem seus olhos. Não queria ser fraco e nem tão pouco que o tio o julgasse mal agradecido, afinal, Madara já estava fazendo muito por ele. Mas estava sinceramente desesperado e sentindo um vazio sem precedentes. Havia acabado de ser expulso de sua casa e deserdado por seu pai. Fechou os olhos e as lágrimas escorreram todas de uma vez. Sentiu a mão quente e macia do mais velho tocando-lhe o rosto e quis enfiar-se debaixo da terra de vergonha.

- Perdoe minha fraqueza, mas... . – e perdeu a capacidade de falar afogando-se em seu pranto aflito.

Madara comprimiu os lábios torturado por ver o rosto delicado de Itachi tornar-se vermelho por conta do choro. Logo estaria inchado e congestionado se continuasse chorando daquele jeito. Diabos! Não sabia cuidar de criança. Como poderia ajudá-lo? Lembrou-se da forma que havia abraçado o mais novo mais cedo e repetiu o gesto. Imediatamente Itachi repetiu a mesma reação. Madara entendeu que um lar e roupas novas não seriam suficientes para devolver a segurança de seu amado sobrinho. Sem pensar desceu os braços pela lateral do corpo de Itachi e o segurou pela parte inferior das coxas impulsionando-o para cima, para seu colo. Itachi, por um instinto desconhecido, abraçou a cintura do tio com as pernas e agarrou-se ao seu pescoço, escondendo o rosto em seu ombro. Madara sustentou o corpo menor junto ao seu e deixou o quarto do sobrinho o levando para o seu próprio quarto. Não o deixaria dormir sozinho numa cama e casa estranhas depois de tudo o que ele suportou naquela noite. O pequeno dormiria consigo até que se sentisse forte para organizar e ficar em seu próprio quarto. Entrou deixando a luz apagada, caminhou até a cama onde deitou-se trazendo Itachi sobre seu peito. O sobrinho se assustou e tentou se erguer, Madara, contudo, não permitiu. Pediu que ele permanecesse onde estava e deixasse sair todas as lágrimas que possuía até que se sentisse realmente calmo, independente de quanto tempo aquilo levasse.

Itachi chorou muito e por muito tempo; tremia e tossia com o esforço e por mais que sentisse vergonha, sentia-se também seguro em chorar nos braços de Madara. Aos poucos, o choro foi diminuindo, se tornando suaves soluços e o cansaço o consumiu. Ficou em silêncio apenas sentindo os carinhos do tio em seus cabelos e costas. Madara notou o quanto o sobrinho estava suado e se sentou recostando-se na cabeceira, buscando apoio para despi-lo. Mas antes de fazê-lo avisou carinhosamente:

- Você está suado e exausto. Deixe-me despi-lo e refrescar seu corpo com uma toalha úmida para que durma mais a vontade.

Itachi mordeu o lábio inferior e fechou os olhos acenando sua concordância fracamente. Sentia-se envergonhado, mas deixou-se cuidar. Precisava demais se sentir protegido e querido. Madara foi até o banheiro, voltando com uma toalha de rosto umedecida em água quente, e uma outra seca. Ao começar a deslizar o pano pelo tórax do mais novo, percebeu seu incômodo e começou a cantarolar baixinho para distrair seus sentidos. Notou que, pouco a pouco, o mais jovem relaxava, até que apagou completamente.

Madara continuou cantando e limpando seu corpo com cuidado e doçura; quando terminou, o deixou nu na cama, deitado de bruços. Levantou-se e caminhou até o guarda-roupa pegando um pijama e quando se virou para cama parou por um segundo admirando o corpo jovem do garoto. Itachi tinha quinze anos, mas era alto e tinha musculatura bem desenvolvida, principalmente das coxas e braços, e seu abdômen bem como seu peitoral já evidenciava desenvolvimento adiantado também. Seus ombros e quadris eram largos na mesma proporção e sua cintura delicadamente marcada. Vestiu-o com o pijama, o cobrindo com um edredom leve. Tomou um banho rápido e deitou-se ao lado do garoto. Passou um longo tempo vendo-o dormir até que adormeceu também.

Itachi acordou cedo como de costume. Não precisava de despertador para isso. Notou que estava vestido, coberto e acompanhado, olhou para o lado encontrando Madara dormindo como um anjo. Sorriu e fez um carinho nos cabelos rebeldes e macios do tio, sussurrando um obrigado para ele. Levantou-se e foi para seu quarto tomar banho e se vestir para ir ao colégio. Estava banhado, trocado e arrumava sua mochila, quando ouviu uma batida na porta.

— Entre. – falou, olhando na direção do som.

Madara abriu a porta e entrou, causando admiração ao sobrinho; estava com uma calça preta que, Itachi imaginou ser peça de um de pijama, e um roupão da mesma cor por cima desta; sem camisa, o cabelo aparentemente arrumado com as mãos e pela cara de sono, deveria ter acabado de acordar.

- Bom dia. Dormiu bem? – perguntou encostando-se à cama.

- Bom dia. Estou bem sim, tio. Obrigado pelo o que está fazendo por mim. Sinto-me outro. – respondeu abrindo um sorriso sincero e suave. Madara deu de ombros, sorrindo também muito sem jeito pela declaração do menor.

- Não fiz nada demais. Na verdade estou feliz por ter acertado. Aliás, apesar da situação estou muito feliz por você estar aqui. Muito feliz mesmo.

Itachi sorriu novamente. Era bom saber que alguém queria de verdade sua presença.

- Que horas você entra no Colégio? – perguntou Madara levemente preocupado.

- Sete e trinta. Acordo super cedo. Gosto de organizar minhas coisas pela manhã. Fazer tudo com calma... – respondeu Itachi tranqüilo — Tio, não sei cozinhar, mas posso aprender. Não precisa se desdobrar em cinco só porque estou aqui.

- São seis horas agora. Vou tomar um banho e me trocar e então o levarei ao Colégio. No caminho há em um Café parisiense que conheço e tomaremos café lá sem problemas. A partir de amanhã nos organizamos melhor dará tempo de fazer tudo, está bem? – perguntou e antes de receber resposta começou a se dirigir para a porta. Já ia saindo quando parou e voltou a falar:

- E sim vou ensiná-lo a cozinhar... Mas nos finais de semana, pois teremos mais tempo, certo? – e saiu sem aguardar resposta.

Notas finais
Meta cumprida: segundo capítulo postado no feriado!

Obridaga a todos que estão acompanhando e por favor, sintam-se a vontade para comentar; a casa é de vocês!

A todos uma páscoa de muita paz e harnomia ao lado daqueles que amam e um magnífico feriado.

Até o próximo capítulo,

Lothus.