Pra Sempre

2 Capitulo 1: Á primeira Vista! (Pov. Bella)


Notas iniciais
Olá para as amadas que já estão aqui!

Capitulo 1: Á primeira Vista! (Pov. Bella)
Setembro de 1992, La Push!


– O que diabos você trouxe nessa mala Alice? – Charlie resmungou tirando a mala do porta malas do carro –


– Tudo o que uma garota normal precisa – Alice resmungou de volta, eles adoravam implicar um com o outro –

– A da sua irmã é a metade do peso da sua – Sabia que teria resposta, eles fazem disso um jogo às vezes. Eu ri –

– Pai, eu disse uma garota normal – Alice disse divertida –

–Ounch – Grunhi e bati com os ombros nela, nós rimos –

Eu adorava esse clima fácil e divertido entre nós. Não queria que perdêssemos isso nunca!

Enquanto Charlie dispensava o táxi, eu e Alice observámos a casa em que ficariamos hospedádos. Uma casa de madeira robusta, branca com janelas azuis. E algumas flores ao redor. Tinha um ar bem acochegante.


– E aí? – Charlie indagou, rodeando seus braços por mim e Alice –Nós demos de ombro, e sorrimos.

– Só posso dizer vendo lá dentro – Alice deu uma esnobada, mas sorria –

Não sei ao certo porque, mas enquanto Charlie e Alice entravam na casinha. Eu permaneci, olhando ao meu redor. Sentindo o fraco sol sobre minha pele, ouvindo um quebrar de ondas ao longe, que trazia também aquele cheiro gostoso de maresia.

Sorri, um vento fresco passou por mim. Eu não sei porque, mas eu sentia que esse lugar me mudaria pra Sempre.
Balancei minha cabeça, limpando esse devaneio da minha mente. E segui atrás da minha familía.

Como esperado, a casa era simples e confortável por dentro também. E já que era casa de verão estava toda mobilhada. De forma simples, mas bonita e confortável também.

Começamos a desfazer as malas pra passar 2 semanas em La Push.
Eu e Alice queriamos conhecer o lugar onde minha mãe nasceu e cresceu. Porém sabiamos que seria dificíl pra Charlie voltar a Forks, já que ele ainda é tão ligado á ela. Então decidimos por La Push que é bem perto, apenas 15 minutos de deslocamento de um para o outro.

Nossa mãe, Renée. Havia morrido há 3 anos exatamente, de câncer.
Era um bom tempo já, mas todos nós continuamos muito ligados á ela. Aos seus ensinamentos, e valores e lição.
Eu principalmente, que era a que mais me identificava com ela.

Fisicamente então, eu era bem parecida… A pele bem clara, olhos verdes, cabelos ruivos.
Já Alice era bem mais parecida com Charlie, desde o jeito. Há algumas semelhenças, como o cabelo e olhos escuros.


Mas não era só pra resgatar lembranças da mamãe que estavámos aqui. Mas também pra passar um tempo só com Charlie, já que depois do fim do verão eu e Alice iriamos pra faculdade, Nova York nos espera.

– Será que a mamãe veio muito por aqui? – Perguntei a Alice enquanto guardava algumas coisas –

Até mesmo aqui dividiriamos o quarto, não que achassemos isso ruim. Não, eu e Allie, como gosto de chamá-la. Somos quase como gêmeas, não nos desgrudamos.

– Acho que sim – Respondeu saltitante como sempre – Sinto a presença dela – Alice era bem sensitiva, Sorrimos-

Depois de tanto nós quanto Charlie organizarmos tudo. Decidimos que a noite, o jantar seria pizza por hoje. Então decidir dá uma volta.

Alice recusou o pedido, e disse que iria tomar banho e dormir um pouco por hora. Charlie também recusou, e já se jogou no sofá se mantendo vidrado na TV.

Desconfio que esse lugar deve haver alguma lembrança marcante pra ele. Por que ele parece avulso e um pouco contido agora.

A simples história é a seguinte Renée morava em Forks, e se mudou pra Phoenix depois de seu pai, meu avó. Que era policial, e dos bons. Ser trasferido pra lá, onde meu pai que estava tentando entrar para o serviço chamou sua atenção, eles se apaixonaram.

E o resto da história é fácil de traçar, não é?

Mas claro os dois vieram aqui, por algum tempo atrás.

Toquei o colar que a minha mãe havia me dado, ele era uma parte dela e minha. Não imaginava minha vida sem ele no meu pescoço, era como perder uma parte de mim…


Andando pelas ruas estreitas e lotadas do pequeno vilarejo praiano, me dava uma sensação estranha, mas boa. Havia lojas artesanais realmente genuínas, Alice iria adorar.

Segui o cheiro de maresia até chegar a praia, e era linda. A areia era alva, o mar de um verde escuro lindo, cheia de pedras e penhascos ao redor…

Ela não estava lotada, talvez por causa do sol timído que estva no céu. Mas tinha movimento, com crianças brincando na areia. Era um cenário lindo e familiar. Devia ter trazido minha câmera, isso daria fotos perfeitas.

Encantada e distraída com tudo ao meu redor, eu não prestei atenção em grupo de garotos que jogavam na beira do mar. Quando vi que a bola vinha em minha direção, assim como um garoto que correndo tentava agarra-lá pra não me atingir.

Meus pés travaram no chão, e eu não consegui me mover nem um milímetro sequer. Então o corpo do garoto me atingiu. Não podia reclamar, se fosse a bola viria em cheio no meu rosto.

O choque do nosso corpo me jogou sentada na areia, foi um pouco doloroso. ‘Meu salvador’ se agachou na minha frente,afobado e preocupado. Então quando lancei meu olhar pra ele, nossos olhos logo se encontraram. E algo estranho aconteceu..


Uma brisa tocou meus cabelos e sentimentos muito fortes me invadiram. Reconhecimento era o mais forte deles!Aqueles olhos, olhos negros.

Sabe, aquela pessoa que está do outro lado... E você a olha e vê sua alma?Era assim...

Milhares de borboleta invadiram meu estômago… Eu me faltou o ar.

Aquele garoto estava quebrando todas as minhas barreiras, estava me ganhando. Deixando sua marca em mim, com aquele olhar profundo de mar sem fim…

– Você está bem? – A voz meio rouca, me causou arrepios e me tirou de navegar em seu olhar –

– Acho que sim – Respondi com a voz sufocada –

– Ela está bem Jake? – Vi os vários garotos morenos e muscolosos ao meu redor –

Mas minha mente não se focou nisso e sim, na palavra: Jake, Jake ,Jake!

– Estou bem – Afirmei, agora em um tom mais alto –

Os garotos não se ligaram nisso, em mim. Pegaram a bola e voltaram para seu lugar de antes. Menos o garoto, quer dizer, Jake.


Ele me estendeu sua mão pra me ajudar a levantar, eu a peguei. Firme, sentindo a pele suave encostada na minha. Ele me levantou, e nós ficamos meios próximos.

Ele estava sem camisa, eu arfei. E minhas pernas bambearam.

Ele foi rápido mais uma vez e me segurou. Suas mãos cravaram na minha cintura, firme. E me levou pra perto dele, nossos corpos se tocaram desta vez.

Por um longo e constrangedor momento. Nós ficamos nos encarando, meu coração na mão. Até que ele rompeu o silêncio e falou:

– Desculpa, pelo ato. Não queria que a bola te machucasse, mas eu acho que meio que fiz isso – Ele sorriu, e tudo se iluminou ao meu redor – Te machuquei? -

– Não, você me salvou – Respondi – Meu herói – Brinquei –

Sorrimos, e voltamos a nos encarar de forma atrativa e intensa. Olhei ao nosso redor, e ninguém parecia nos olhar. Era um momento só nosso. E isso me deixa estranhamente feliz.

Mas não durou, suas mãos desceram da minha cintura. Deixando um calor sob minha pele.

Aproveitei então pra reparar ele. Pele bronzeada, cabelos negros e grandes, um sorriso maroto brincando nos lábios, Lindo…

– Então… — Ele gesticulou, eu mordi meus lábios em ansiedade e… -

– Preciso ir – Quis morder a lingua por dizer isso, eu não queria ir –

Mas tudo que eu tinha sentido aqui, era totalmente novo e embaraçoso. Eu era a garota do silêncio, da solidão. De músicas e livros, sem romances ou paqueras. Mas esse garoto estava mudando tudo.

Comecei a refazer meu caminhdo de volta, sentindo minhas costas arder sobre o seu olhar. Então me permiti olhar pra trás por um minuto, e ele ainda estava parado lá, me olhando. Mesmo que os outros garotos estivessem o chamando insistentemente.

Com meu coração aos pulos, com uma felicidade estranha, com um soriso bobo nos lábios e um sentimento forte e irreconhecível no meu peito. Eu voltei para a casa.
E mesmo durante os momentos e o jantar com minha familía, eu ainda não conseguia parar de pensar naquele garoto da praia.

JAKE…



Notas finais
Espero que gostem! beijinhos!