Pró da Imortalidade
12 Lágrimas
Minha mente só cria uma criatura, com uma calma grande, coloração avermelhada, linda. Mas quando tento fazer meu corpo formar a fênix da algo errado eu não consigo me transformar.
Sinto dores em minha cabeça.
Quase desmaio.
E vomito.
Parece que vou morrer, mas, pensando bem, se eu morrer, será por ela, então, valeria a pena.
– Como posso ajudar você amor?
– James, em minha situação, não vejo como você poderia ajudar sabe.
– Sim, tudo bem.
– Mas qualquer coisa eu te chamo.
– Estarei aqui Liz.
Meus gritos de dor são agonizantes tanto para James, como para mim, mas são mais para ele.
Nada que eu faça permite eu me transformar na única forma de ajudar minha única amiga.
Cada pedaço de meu corpo grita por ela, e é como se ela me ouvisse, e desse sua mão, pois, eu não desmaio, não deixo minha mente apagar.
( VERÔNICA EU NÃO VOU DESISTIR DE VOCÊ )
Sinto meu corpo ficado menos, depois de tantas tentativas, de tantos dias sofrendo, finalmente consegui.
Sinto penas crescendo, isso dói, e quando percebo, tenho asas, e pela luz da lua, vejo minha sombra, e tenho a forma de um passado com uma calma enorme, eu finalmente consegui!
– Finalmente conseguiu amor.
Eu aceno a cabeça.
– Temos que fazer suas lagrimas caírem na boca de Vera, rápido.
Voo até a janela do quarto de Vera, vejo ela com um rosto mais sorridente, como se ela soubesse que eu estou aqui, que eu consegui, por ela.
Demoro, mas finalmente deixo minhas lagrimas caírem sobre ela, são lagrimas claras, como água limpa, bem clara, é algo lindo.
Elas entram pela boca de Vera, minhas esperanças aumentam muito.
Mas vão embora ao ver que não surtiu efeito algum.
Mas logo Vera solta um suspiro longo, como se estivesse tomando ar, eu consegui salvá-la.
Na manhã seguinte o mesmo médico que botou ela na cama me acordou com um sorriso otimista.
– Garotinha, sua amiga acordou, parece que está tudo bem, ela não tem mais nenhum sintoma do câncer, acho que foi um anjo que salvou ela.
– Isso é ótimo, talvez esteja certo, foi um anjo. ( ou um demônio sugador de almas como vocês humanos me chamam )
Meu coração bateria rápido, se ele batesse.
Nunca me preocupei tanto com alguém antes.
– Liiiiz!!!!
– Veeraaa!!!!
Quando menos espero ela me da uma abraço, o melhor abraço que eu já recebi em toda a minha vi... esqueçam.
– Eu pensei que nunca veria você garota.
– Eu também Vera, eu também.
– Mas, o que aconteceu, como eu me curei, o que você fez, você me mordeu, eu estou morta?
– Calma, eu até pensei nisso, mas não mordi você.
– Certo, mas, o que aconteceu?
– Vera, você lembra de Harry Potter e a Câmara Secreta?
– Sim, o que tem?
– Fênix.
– Isso é impossível, você só ode se transformar em algo que já viu pessoalmente.
– Não duvide de mim. Eu faria tudo por você. Vera, você é a minha primeira amiga de verdade que eu tive, e única, eu amo você.
– Eu também amo você.
Verônica me abraça, seu abraço não é forte, mas firme, me envolve, sinto meu corpo ficar frio, mais frio, e tremer.
Tudo fica lento, minha barriga treme quando noto que somente a cabeça dela se move para se alinhar a minha.
Sua bochecha raspa na minha, é macia.
Sinto sua respiração ficar profunda, junto a minha, suas mãos ficam em minha cintura e as minhas em volta no pescoço dela. Eu quero isso.
Seus olhos estão fechados, e ela se inclina em minha direção, deixo meus sentimentos me moverem, e fecho meus olhos e me inclino para ela.
Nossos lábios se tocam levemente, e ao sentir a doce língua dela tocar a minha eu corpo entra em choque, e crio uma vontade insaciável de sentir mais.
Nos beijamos com força, e carinho, ela sabe como me tocar, como me beijar, suas leves mordidas em meus lábios me deixam mais excitada do que qualquer coisa no mundo.
Ela geme levemente quando brinco com minha língua com a língua dela enquanto pego ela pelo pescoço, arranhando de leve, sinto ela se arrepiar e tremer.
Duas mulheres no máximo do prazer, nossas almas se ligam, mesmo eu não tento uma.
Vera toca meus seios com leveza, isso me deixa louca, não me controlo, e aperto os dela com mais força.
Nós não falamos, não precisamos.
Ela é certa para mim.
Não sei o que teria acontecido se eu não tivesse ouvido passos.
Mas era tarde de mais.
James estava na porta, com um olhar assustado.
– Amor, eu...
– Não... Diga.
E James corre do hospital com seu coração partido.
E o meu confuso.
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