Prêmio Infernal
5 No hospital
Notas iniciais
– Cascão, tá tudo bem com você? — Perguntou Magali preocupada com seu amigo sujinho.
– O q-que aconteceu? — Perguntou confuso enquanto colocava a mão na cabeça e soltava um gemido de dor.
– Uma sombra enorme foi até a sauna onde você estava e te jogou contra a parede, então você bateu a cabeça e desmaiou.
– Uma sombra preta? E como ela apareceu?
– Eu não faço ideia, nunca tinha visto aquilo na minha vida, só pra você saber ela nem pegou eu e Cebola em nenhum momento constrangedor.
Cebola e Magali bateram com a mão na testa.
– Hã... Então tá, mas e aí? Minha cabeça tá muito feia? Tá doendo de mais.
– Bom, fez um corte na parte de trás, mas por sorte acho que não é nada grave — Disse Magali — Eu me preocuparia bastante se acontecesse alguma coisa com você.
Cascão se sentiu meio envergonhado com o comentário mas deu um sorriso pra descontrair.
– De boa, ma eu e a Mô não somos castiçais pra ficar segurando vela, belê? — Disse Cebola cortando todo o clima.
Magali sentiu seu rosto ruborizar e abaixou a cabeça, Mônica pra amenizar o clima e voltar ao assunto realmente importante naquele momento, disse:
– Gente, mas e aquela sombra preta? Como apareceu e o que vamos fazer com ela?
– Ah Mônica, não vai me dizer que está realmente com medo daquela sombrinha preta de nada?
– Eu com medo? Você gritou mais fino que eu quando ela apareceu no quarto.
– Ué, mas você não tinha dito que nunca viu aquela sombra preta na vida?
– Eu disse quando ela apareceu no quarto? Eu quis dizer na sauna, isso na sauna.
Magali irritada com a situação deu um grito fazendo com que todos tapassem os ouvidos.
– Você quer saber o que aconteceu, Cascão? Pois eu te digo, esses dois aí resolverão ficar de pegação no quarto de casal e uma grande sombra preta apareceu pra pegar os dois e eles descerão correndo até a sala, usando roupa íntima, onde eu tava comendo um delicioso cachorro quente, então eu tive que parar de comer aquela delícia pra correr da sombra, então fomos até a cozinha e eu não achei sal grosso pra nos proteger do espírito, se é que aquilo era um espírito, então sem querer abrimos uma passagem secreta em um dos armários e ficamos escondidos lá, mas aí a sombra foi atrás de você, e ouvimos um grito seu, fomos correndo pra ver o que era e a sombra já tinha ido embora e você tava deitado no chão com cara de picolé de chuchu, então ligamos pra ambulância e ela trouxe a gente no hospital e agora a gente tá aqui!!
Todos ficaram olhando Magali assustados, ela tinha se revoltado mesmo.
– Nossa, que pena que era você que tava na sala, eu bem que queria ter visto a mônica só de sutiã.
Môncia ficou vermelha igual um pimentão, e Cebola não deixou barato.
– Cascão! Se essa batida não quebrou sua cabeça, eu mesmo quebro ela agora!!
Mônica impediu que Cebola machucasse ainda mais o Cascão.
Depois de um tempo, todos se acalmaram e Magali pode continuar a falar.
– Gente, o que vocês acham que era aquela sombra preta? — Perguntou.
– Hã... Uma sombra preta? — Disse Cebola rindo.
Magali deu um tapa na cabeça dele e prosseguiu:
– Vocês acham que era alguma alma penada?
– Se liga Magá, isso não existe, deve ter sido pegadinha dos vizinhos, eles adoram sacanear com moradores novos.
– Você acha mesmo Cas?
– O Cascão tem razão, amiga. Vamos voltar pra casa e vai ficar tudo bem.
– Mesmo assim, é melhor alguém investigar né?
– Boa ideia, mas eu não posso, o médico disse eque só recebo alta amanhã, e por sinal, alguém tem que ficar aqui comigo, deixa as meninas irem e você fica aqui comigo, careca.
– Tá doido? Duas meninas sozinhas com um espírito a solta? Melhor a Magali ficar com você e a Mô ir comigo.
– Nananinanão — Diz Magali se intrometendo — Vocês dois vão ficar de agarração e esquecer o verdadeiro sentido de estarem ali, Môncia, fica com o Cascão que eu vou com o Cebola.
Todos concordaram com aquela decisão, então Môncia ficou com Cascão e Magali e Cebola voltaram pra casa em um táxi.
– Nossa, essa casa é bem afastada mesmo, a gente ficou mó tempão no táxi — Diz Cebola.
– Nem me fale, as minhas costas estão doendo pra caramba — Diz Cebola estalando as costas — O que vamos fazer afinal?
– Vamos ver se tem alguma pista na casa, tipo alguma mensagem oculta ou alguma coisa fora do comum.
– Beleza, vamos entrar e acabar logo com isso.
Os dois entraram na casa e se separaram, Cebola foi no andar de cima e Magali no andar de baixo.
Cebola não queria saber de procurar nada, então se sentou na sala de cinema e começou a assistir um filme com classificação X, já que Magali estaria ocupado o bastante pra ver o que ele estaria fazendo.
Enquanto isso, no andar de baixo Magali caminhava pra lá e pra cá, sem achar nada de interessante, ela já ia subir pra avisar Cebola mas uma coisa chamou sua atenção.
Era uma boneca, uma linda boneca de porcelana.
– Nossa, que boneca linda, me lembra até de quando eu era pequena, e brincava de dar comidinha pra ela. Falando em comida, vou fazer um lanche, tô morrendo de fome.
Magali colocou a boneca sobre a mesa de centro da sala, e foi até a cozinha fazer um lanche.
Quando ela entrou na cozinha, a boneca estava sobre a mesa da cozinha.
– Ué, duas bonecas? Gozado... Antes, quando eu vim fazer um lanche essa boneca não estava aqui.
Um barulho vindo da sala, chamou a atenção de Magali.
Ela pegou sua bandeja de lanche e foi até lá ver o que era, quando chegou lá, derrubou tudo no chão, de susto.
A boneca que estava sobre a mesa de centro, agora estava em cima do sofá, com o controle remoto sobre ela, os barulhos que ela tinha ouvido, era da televisão que até pouco tempo atrás estava desligada.
– C-cebola, essa brincadeira não tem graça — Disse faltando atravessar a parede de tanto que se escorava nela.
Mas Cebola estava lá em cima, nem sabia de nada que estava acontecendo.
Magali pensando que era só uma brincadeira, voltou a cozinha pra pegar mais um lanche, e talvez um pano pra limpar a bagunça que tinha feito na sala.
Quando chegou na cozinha, a boneca estava sentada sobre a pia, com uma faca sobre ela, e algumas legumes espalhados sobre uma tábua, a pia também estava aberta e a água jorrava.
Magali colocou a mão no coração e respirou fundo.
– C-cebolinha? É v-v-v-ocê mesmo? — Perguntou branca de tanto medo.
– Não conheço nenhum Cebolinha — Disse a boneca.
Magali deu um grito e saiu da casa correndo, só quando estava fora de casa que foi se lembrar:
– Cebolinha! Essa não.
Ela tentou abrir a porta, mas estava trancada, ela bateu desesperadamente mas ninguém abriu.
Magali então se sentou na soleira e começou a chorar desesperadamente.
Enquanto isso, lá em cima, Cebola estava "fapeando" enquanto assistia aquele filme.
– Droga, esqueci do papel higiênico — Disse se levantando.
Quando Cebola já ia sair dali pra buscar o papel, ouviu uma voz chamando por ele.
Ele se virou e viu que quem estava falando com ele, era a protagonista do filme.
– Hã.. Você tá falando comigo? — Perguntou confuso.
– Sim Cebola, você conhece a história do meu filme né? — Perguntou sensualmente.
– C-clalo que sim, você conhece um cara pela internet e quer muito conhecer ele pessoalmente, mas ele mora muito longe então você vira garota de programa pra ganhar dinheiro e encontrar ele.
– Isso mesmo, você é bem espertinho heim? Mas olha, o que acha de se tornar o meu novo amado? Eu estava aqui observando você e você é bem mais bonito que aquele idiota do Charles.
Os olhos de Cebola brilharam com aquela proposta, mas ele se lembrou de Mônica e resolveu deixar pra lá.
– Sabe como é moça? É que eu tenho namorada.
– Namorada? está falando daquela dentuça ridícula? Por favor, vai mesmo me trocar por aquela gorducha? E outra, vocês nem namoram de verdade, pode muito bem ficar comigo.
Cebola hesitou por alguns segundos, mas a mulher do filme fez uma proposta irrecusável.
Ela tirou sua camiseta deixando seus seios á mostra.
– E seu eu fizer assim? Você vem? — Perguntou, mas Cebola ainda estava um pouco relutante — Ah, vamos, pode tocar se quiser.
Depois disso Cebola não conseguiu se aguentar e foi se aproximando ada vez mais.
Quando estava quase tocando na menina, ela se transformou pro completo, seus olhos ficaram brancos, suas mãos ficaram enrugadas, suas roupas viraram trapos.
Antes que Cebola pudesse fazer alguma coisa, ela o puxou pra dentro da tela.
Continua...
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