Powerful
8 The Lost Chalice
Notas iniciais

— Eu sabia que não seria tão fácil. — Alya resmungou enquanto tentava se soltar.
— Dá para parar de reclamar? — o filho de Apolo falou.
— Não! Se não fosse sua ideia genial entrar na toca das Empusae sem mais nem menos, elas não teriam nos amarrado aqui.
— Você não tinha um plano, então eu dei a ideia e vocês aceitaram.
— Ai, querem parar de discutir? — Marinette disse furiosa com a briga — Já estamos dentro, de alguma forma precisávamos entrar e agora conseguimos. Então ao invés de brigar, precisamos nos unir para dar um jeito de sair daqui.
— Tem razão. — disse Adrien — Alya, você pode usar sua adaga?
— Acha que já não tentei?
— Mas eu não tentei. — comentou Marinette.
— Como assim? — a azulada não respondeu, apenas levou a mão que estava nas costas até perna de Alya e puxou a adaga. — Boa! — com cuidado ela conseguiu cortar a corda e libertá-los.
— Isso aí, Mari! — Adrien comemorou. — Todos com o cordão no pulso? — elas assentiram. — Certo. Agora só precisamos achar o cálice do Sr. D e dar o fora daqui.
— Não tão rápido meio-sangues! — uma Empusa com os cabelos flamejantes se aproximou deles.
— Procurem o cálice. — Marinette abriu o escudo dado por seu pai e a espada que utilizava como sua arma de combate — Eu cuido dela.
— Tem certeza? — a filha de Poseidon confirmou com a cabeça e os dois amigos saíram correndo.
A Empusa ficou brava assim que viu Adrien e Alya correndo e soltou um grito estridente. Marinette pôs o escudo na frente e rebateu o efeito sônico do grito, jogando de volta na criatura.
Ela olhou encantada para o próprio escudo. Não pensou que fosse possível fazer algo do tipo. Enquanto isso, a Empusa levantava atordoada. Marinette avançou, porém ela desviou e conseguiu golpear a meio-sangue pelas costas. A azulada caiu no chão e colocou o estudo sobre si antes que o efeito sônico do grito da Empusa a acertasse.
Alya tinha dito à ela que Empusae não são boas em lutas de curta distância — o que facilitava para ela, já que esse era seu estilo de luta.
Marinette conseguiu levantar, entretanto assim que a Empusa atacou, ela saltou para desviar. A garota se mantinha firme na luta e vez ou outra desferia golpes, no entanto um dos fatores que complicava seus ataques, era o cabelo flamejante da criatura. Mas como era filha de Poseidon, rapidamente pensou em uma solução. Seu olhar pousou no pequeno riacho que passava ali do lado, então ela estendeu a mão e quando a Empusa ia atacá-la, a água a acertou em cheio.
— Acho que encontramos o cálice. — Alya avisou — Vamos embora. — a azulada olhou para a Empusa que estava pronta para dar outro grito. Então ela se protegeu com o escudo e rebateu o golpe de volta para a criatura novamente. Por fim ela virou pó, como Tikki havia explicado.
A filha de Poseidon correu na direção dos amigos e guardou a espada e o escudo. Os três saíram correndo o mais rápido possível dali, pois viram que mais Empusae furiosas se vinham ao local. Quando estavam em uma distância segura, pararam para descansar.
— O cálice está aqui. — Adrien mostrou uma caixa com detalhes dourados — Mas não foi só isso que encontramos.
— O que mais vocês encontraram? — a azulada perguntou curiosa.
— O verdadeiro tesouro.
— Como assim?
— O do último verso da profecia. — Alya explicou — Na verdade não o encontramos.
— Então como sabem que é verdadeiro tesouro?
— Porque são os escritos de uma profecia aparentemente antiga que levam a esse tesouro. — Adrien mostrou o local na caixa onde estava gravada a profecia.
— Você sabe ler isso? — Marinette questionou fazendo careta. Aquilo definitivamente não era grego, muito menos sua língua usual.
— Eu... C-Claro que não. — o loiro riu meio nervoso.
— Tá legal, Agreste! Desembucha. — Alya cruzou os braços — Sabemos que você está escondendo algo.
— Eu...
— Pode confiar na gente. — Marinette sorriu amigável e tocou a mão dele. Adrien suspirou e se deu por vencido.
— Alguns filhos de Apolo nascem com o dom de ler o que o Oráculo dos Delfos registra ao longo da história. Eu posso fazer isso, mas não contei à ninguém porque o último meio-sangue do acampamento que fazia isso, tinha sido amaldiçoado por "saber o que não devia".
— Não precisa ter medo. Estaremos sempre com você, caso algo aconteça.
— É, por mais que você seja meio irritante, somos suas amigas. — Alya falou e eles riram.
— Obrigado pessoal. Fico feliz em saber que posso contar com vocês. — sorriu em agradecimento.
— Agora diz o que está escrito aí. — Alya pediu ansiosa, fazendo Marinette rir. O loiro pigarreou e se concentrou.
"Quando o mar, o sol encontrar
O grande poder do Égide vai revelar
Juntos são destinados a ficar
E então, o Olimpo, juntos, vão salvar"
*
— Meu precioso! Estava com tanta saudade de você! — Sr. D praticamente abraçou o cálice. — Aquelas Empusae malvadas te fizeram algo?
— Meus parabéns! — Quíron exclamou — Vejo que concluíram a missão com sucesso. Não é mesmo Sr. D? — o deus parou de amar o cálice e encarou os três semideuses.
— É claro, claro. — eles riram pela falta de interesse do diretor e em seguida foram guiados até a rua pelo centauro.
— Quíron, precisamos falar uma coisa com você. — Marinette começou. — Durante a missão, encontramos uma profecia antiga que achamos fazer referência ao "verdadeiro tesouro". — Alya entregou à caixa dourada para o superior, que analisou cautelosamente.
— Como conseguiram ler isso? — os três se entreolharam. A azulada pensou em inúmeras desculpas para preservar o segredo de Adrien, porém quando abriu a boca para falar, foi interrompida.
— Fui eu quem conseguiu ler. — o loiro deu um passo a frente.
— Então você consegue ler registros antigos do Oráculo dos Delfos. Interessante! — Quíron levou a mão até a barba. — Porque não contou antes? Por causa da maldição? — ele assentiu. — Não há com que se preocupar rapaz, isso foi há muito tempo. Mas se o deixar mais tranquilo, isso será um segredo, certo?
— Obrigado, Quíron. — sorriu enquanto recebia um tapinha nas costas.
— Agora, vão tomar um bom banho e trocar de roupa. O jantar será servido em vinte minutos. — os três se despediram do centauro e saíram andando em direção aos chalés.
— É, parece que conseguimos. — disse Marinette — Missão concluída!
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