Notas iniciais
Esse é apenas o início de uma longa jornada.

E lá se foi mais um dia angustiante, tedioso e estressante da minha vida, pessoas chatas falando com pessoas sem escrúpulos que fofocam sobre a vida de pessoas que elas nunca serão. Podem ser pessoas de classes altas, ou “populares”, ou pessoas julgadas “legais”.

Nenhuma com uma opinião formada sobre certo assunto, nenhum com uma independência fixa, apenas robôs criados pela sociedade, para encherem o saco de pessoas que estão tentando achar a dimensão real deste mundo, mas que na verdade são atrapalhadas por esses “robôs”, fazendo com que acabem se tornando pessoas denominadas “estranhas” por essa sociedade sem ideais.

Exatamente, a cada dia a mesma história se repete, nada acontece, tudo absolutamente, e literalmente igual. Panelinhas formadas em cada canto do mundo, fazendo com que certos alguéns tentem, supostamente, digamos que, se encontrar!

Crianças, jovens, adolescentes, adultos generalizando uma ideia de vida não existente, tentando superar Deus, tentando fazer suas próprias regras, procurando poder, e aumentando suas ambições de forma catastrófica, sem limites.

Não sou antissocial, apenas prefiro não me misturar com pessoas alienadas. Tenho pais separados, moro com a minha mãe, ela é muito carinhosa, quando ela quer. Sua vida se resume em brigar com o papai pelo telefone, e servir ao governo. Ela nem sempre está em casa, então na maioria das vezes eu preciso me virar, tipo, arrumar a casa!

Depois de terminar as minhas tarefas, sendo didática ou doméstica, eu me deito na minha cama, coloco meus fones e fecho os olhos, é quando as minhas aventuras começam. É tudo tão diferente, e parece muito mais real do que aquele mundo, as vezes tenho vontade de mergulhar por total na minha imaginação, tento não lembrar das coisas que acontecem fora do mundo que eu tenho em minha mente.

Eu não durmo de verdade, apenas sonho acordada, com as coisas que gostaria que existissem, da forma que eu gostaria que fossem. Um mundo evoluído, um mundo onde as pessoas tem uma opinião e pensam, tem conversas instigantes, coisas que mesmo eu, não poderia imaginar.

A cada dia um novo mundo pode ser criado, uma nova aventura pode acontecer, quando eu quiser, aonde eu quiser. Eu posso viajar no passado, posso ir pro futuro, ou posso viver o presente, isso só depende de mim, só depende da minha capacidade de imaginar, sem coisas superficiais, apenas coisas que eu sinto. Eu posso viver uma emoção, posso me apaixonar, posso sentir raiva, posso ser compreendida, eu posso, realmente, ter uma vida.

Mas tudo termina, não conheço muitas coisas que durem para sempre. Exatamente ás cinco horas a Lily, minha cadelinha, me acorda, e mesmo com o rosto todo babado, tenho que colocar de volta meus pés no chão, e a única coisa que posso fazer é esperar, esperar a minha próxima aventura, e criar novas histórias, para que a depressão desse mundo, e a alegria superficial dele não me engulam, a ponto de não saber mais quem eu sou.

Notas finais
Acabei de começar, minha mente é muito fértil então, não se contentem em ler apenas isso, a história nem ao menos começou, essa é a primeira parte de aventuras surpreendentes.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.