Potterdrugs
7 Rio de Janeiro, ou quase isso
Belatrina ajeitava o cabelo com a sua varinha torta. O aviso de aperte o cinto foi ligado. O avião começou a tremer.
– Ai, como eu odeio voar. – Walton fez uma careta.
– Bem – Larry virou-se para ele – Se você quisesse correr o risco de estrunchar novamente. Igual aconteceu daquela vez...
– E, Walton, querido... Considere o fato de que a Kelly nos deu a passagem de graça...
– Kelly? Quem é Kelly?
– Era a tiazinha lá... Da Air master.
– Vocês se conheciam? – Perguntou Larry
– Não, não mesmo... Mas ela tinha cara de Kelly. – Herminda deu de ombros.
– Ah, calem a boca. Sangue ruim e traidores do sangue – Belatrina ajeitou o travesseiro da companhia aérea. A estampa dizia: Oceanic®, não era Air master?
O avião tremeu violentamente. Belatrina acordou, com um pulo, irritada. Herminda olhou pela janela. A asa pegava fogo. O desespero começou.
– Ok; precisamos manter a calma... – Disse Larry
– Belatrina olhou para a turbina do avião pegando fogo. Começou a gritar; se espernear e gritar mais. Com certeza ela estava bem calma.
– Estamos caindo! – Walton fez a descoberta.
– Ah, não me diga! – Herminda berrou.
Na hora do desespero, ninguém quis saber de dívida e de pouca verba. Larry foi o primeiro a desaparatar. Foi parar na casa dos Ruivos. Walton e Voldie desaparataram ao mesmo tempo. Walton foi para a sua casa também. Voldie-Mort foi para o Siri Cascudo, tentar descobrir a fórmula secreta do hambúrguer de siri. (Sim, ele foi)
Herminda e Belatrina iam desaparatar também, mas quando elas tentaram, uma mensagem brilhante apareceu diante de seus olhos. Créditos de aparatação foram esgotados. Recarregue o mais rápido possível, com qualquer quantia.
– Fudeeeeu! – Belatrina e Herminda se abraçaram, tentando inutilmente se proteger... Lá ficaram, por uns 5 minutos, a multidão corria de um lado para o outro no avião. Nunca iria cair? Já era para ter chegado ao chão. Pllufft. O avião caiu. Belatrina estava de pé, assim como Herminda. As duas foram arremessadas em direção ao teto. Mas, rapidamente, Herminda apontou a varinha para o teto
– Diffindo! – Um buraco se abriu na fuselagem.
As duas bruxas foram arremessadas para fora do avião, caindo na areia de uma praia. Era uma ilha. Enorme, por sinal.
Herminda olhou a lateral do avião, onde dizia Air Master. Mas, logo em baixo estava escrito, bem pequeno. Associated with Oceanic ®
– Ah, Oceanic 815! Estamos na maldita ilha de Lost? – Belatrina estava fora de si, jogando tudo que encontrava pelo chão (areia) para os lados. Ela bagunçava o cabelo e puxava a manga da blusa.
– Sim, Belatrina; estamos. – Herminda olhou para os lados, viu o acampamento antigo que o Jack, a Rose e o Bernard criaram. – Bem, pelo menos temos uma cozinha improvisada. E tem também esses produtos da – Herminda leu o rótulo de uma caixa de cereais – Dharma Initiative. Podemos sobreviver alguns anos com eles.
– Anos? – Belatrina berrou – Anos? Eu não vou ficar aqui uma semana!
– Claro que não! Os meninos vão recarregar o nosso saldo logo... Eu acho...
Os outros passageiros sobreviventes começaram a descer do avião, feito formigas. Era um total de 47 pessoas. Todas ficaram desoladas, descontroladas, desesperadas... 5 pessoas subiram no alto da fuselagem e se jogaram, todas caíram nas turbinas do avião, que ainda giravam. Viraram carne moída.
– Bem, temos que fazer alguma coisa. Uma fogueira, qualquer coisa. Não podemos ficar parados aqui! – Disse um homem, Elton Willis.
– Ah, podemos sim! – Belatrina mostrou o dedo do meio para ele.
– Você fica então, mulher estranha!
– Quem você chamou de estranha? Quem? Eu sou rica! Eu sou ricaaa!
– Belatrina! – Herminda pousou a mão em seu ombro direito. – Você não é rica não... – sussurrou, para que ninguém ouvisse.
– Ele não precisa saber disso, minha querida. – Ela deu um sorrisinho, mostrando seus dentes podres.
Herminda virou-se para Elton Willis
– Ei! Quem você pensa que é? O Jack Shephard? Quem te colocou no comando? Hã?
– Alguém tem que fazer isso, não é? – Elton fez cara de desdém.
– Então – Belatrina apontou a varinha para a testa de Elton – Que sejamos nós! Avada Kedavra! – O raio verde saiu da ponta torta da varinha de Belatrina. Atingiu a perna de Elton. Ele rodopiou e caiu no chão. Pelo lado oposto ao mar, o lado da floresta, saiu um filhote de javali, que pegou o corpo de Elton e levou para dentro da floresta. Ia ser um tremendo banquete.
Todos os passageiros restantes começaram a gritar; se espernear e levantar os braços, como um me rendo.
– Calados! – Herminda foi à frente do pessoal. Fez um gesto com a varinha. Um palanque de areia se ergueu. – Senão todos terão o mesmo fim do tiozinho!
– O nome dele era Elton... – Começou uma garotinha loira e bem feinha – Ele era o meu pai – Ela começou a chorar.
– Avada Kedavra – Belatrina matou a garotinha, que também rodopiou e foi arrastada para a floresta por um javali. O banquete deles estava aumentando.
– Porra Belatrina! Vai matar todo mundo? – Herminda gritou
– Mas você falou para calarem a boca! – Belatrina fez biquinho. – Ela falou que...
– Tudo bem, Bela, tudo bem.
– Nós estamos no comando agora! – Herminda anunciou. – Exigimos respeito! E nada de pânico! Não vamos causar-lhes mal.
– Só se vocês me perturbarem – Belatrina deu um sorriso daqueles de bêbado, mas incrivelmente, ela estava sóbria.
– Somos seus novos líderes! – Herminda e Belatrina esperaram um pequeno tempo, para ver se ventava. Ventou, elas fizeram pose, seus cabelos esvoaçaram, como acontece em final de filme.
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