Notas iniciais
Esse é o segundo capitulo! UAU... demorou né? O capitulo "Dois" mostra um pouco mais sobre a atraente e atordoada historia romântica de Emily e Carter. Mergulhem...

Meus olhos estavam compenetrados diante da tela do meu notebook, tinha acessado a página de informações de Carter Johnson na ferramenta de busca do google.

“Meu Deus, ele é lindo.” Desde que vi aquele homem na minha frente, me pergunto constantemente se já conheci algum homem tão gostoso em todos os sentidos, como Carter. A resposta é tão clara, quanto a cor dos meus olhos ou o ar que eu respiro. Não! Não existe nada tão magnífico quanto a presença calorosa daquele homem. Ele é um verdadeiro deus afrodisíaco. E eu queria ser usada de todas as formas por ele. E jamais assumiria isso pra ninguém, nunca.

Fui surpreendida pelas mãos bem cuidadas de Laurien nos meus ombros. “Quem é esse gostosão?.” Laurien vestia um pijama branco com bolinhas pretas e uma calça cinza de moletom, seu cabelo desgrenhado permanecia bonito. “Mal começou a trabalhar e já esta fazendo uma matéria pro jornal?.”

“Eu sou uma simples secretaria ainda, Laurien.” Enquanto ela se sentava no nosso sofá de couro, com uma xícara de chocolate quente, expliquei qual era minha real função no meu novo serviço. Expliquei que se quisesse me tornar uma jornalista conceituada e respeitada em NY, as coisas seriam bem mais difíceis do que simplismente servir cafézinho e atender telefonemas.

“Então quem é ele?”.

“Um cara que eu conheci um dia desses no serviço.” Dizer aquilo, foi como ter explodido uma bomba no apartamento. Essa era uma das coisas que eu teria que aprender ao conviver constantemente com Laurien. – não falar sobre homens gostosos e manter segredo sobre certas coisas -. Um simples comentario poderia fazer com que Laurien me atormentasse até o fim da vida.

“Meu Deus, sua vadia.” Laurien se levantou e tirou rapidamente o notebook da mesa da cozinha, e voltou a se sentar no sofá, lendo em voz alta as informações que eu havia encontrado sobre Carter Johnson. “ Ocupando a quarta colocação no top 10 dos homens mais bilionários de todo o mundo, Carter Johnson tem uma fortuna incalculável e é dono de lojas, salões, boates, apartamentos, prédios, impresas dentro de Nova Iorque...” seus olhos se arregalaram pra mim e ainda que boquiaberta, Laurien me questionou. “Você esta a 2 dias aqui e já esta fudendo com outro homem?.”

“Vai se ferrar.” Eu não podia acreditar que estava ouvindo tal barbaridade da minha melhor amiga. Como ela poderia pensar algo assim, tão íntimo de mim, depois de todas as coisas que ela vivenciou junto comigo? Como ela poderia imaginar que as coisas seriam tão rápidas, sendo que eu ainda sofria constantimente com as coisas que se sucederam... em um golpe sorrateiro, puxei meu computador das mãos dela, e fechei. É claro que eu tinha ficado mexida com Carter... Mas, quem não ficaria? E isso não significava nada pra mim, jamais um homem como ele me notaria no meio de tantas mulheres magníficas em NY, e no mundo.

“Ok, ok.” Ela se justificou “Me desculpe... talvez eu tenha exagerado. Isso tudo é só o reflexo desesperado da minha vontade de dar para um novaiorquino gostoso.”

Soltei uma leve gargalhada, e abracei Laurien. Não tinha como ficar chateada com ela. “vamos comer alguma coisa?.”

“Russ & Daughters?.” me indagou.

“Eu fiquei sabendo que abriu uma dessas aqui perto. E isso vai acabar me deixando gorda. Vamos!”.

Era quase 11hrs, quando olhei no relogio e percebi que estava praticamente atrasada para o serviço. Peguei a primeira roupa que vi pela frente, era uma saia vermelha de cós alto, e um blusinha regata preta lisa em gola ‘V’ que realçava meus peitos. Coloquei um salto preto e um colar de ouro junto com algumas pulseiras. Pentei meu cabelo e desci rapidamente para fora do apartamento, recebendo diretamente o ar livre da cidade de Nova iorque.

“Emilly faça o resumo da reunião marcada para as 13hrs.” Ao chegar, Agata me entregou um bloco de notas e me direcionou para a mesa me dando as informações necessarias e que precisavam ser avaliadas para a reunião. Agata era morena, cabelos cacheados e um corpo atraente que chegava a dar inveja. Tinha um corpo escultural e era muito elegante. Ela estava com um vestido aberto na frente e comprido atrás, de cor branca, e um salto alto da mesma cor. A combinação do seu tom de pele com a sua preferencia de cor, dava um soar de simplicidade do qual eu adorava. “Esta uma correria hoje.”

“Ok.” Sem muitas palavras, me sentei e comecei a escrever propostas que seriam discutidas mais tardes. Por outro lado, queria conversar com Agata, e fofocar bastante. Ela era obviamente muito engraçada e animada, o tipo de garota que não pensaria duas vezes em sair pra se divertir a noite. Eu realmente adorava esse tipo de pessoa.

“Vamos almoçar as 14hrs?.” Ela parecia ter lido os meus pensamentos.

“Eu adoraria”.

“Ótimo. ” Seus olhos brilharam... “Você se importaria se eu levasse uma amiga?.”

“Pelo contrário, preciso urgentemente conhecer novas pessoas.” Nova Iorque era divertido, quando se tinha pessoas para se divertir. E eu não tinha ninguém além de Laurien, precisava fazer novas amizades o mais rápido possível, precisava sair, me divertir e esquecer tudo que me fazia mal. Agata não sabia, mas estava me ajudando nisso. E eu podia ver nela, a trilha de uma longa amizade se formulando ali, bem na minha frente.

“ Carmine's?.” Perguntou.

“Massa?.” sorri discretamente e sem graça – eu já havia me acabado no lanche de manhã e provavelmente estava alguns quilos mais rechonchuda. “Como adivinhou que hoje eu tirei o dia pra engordar?.”

“Um dom feminino.” Agata sorriu de volta pra mim, se despediu e voltou para a sua sala.

O dia passou voando, e reunião foi um sucesso. Agata e Quenny estavam me esperando no saguão do jornal, perto da porta de saída. “Vamos?” li os lábios de Agata de longe, e quando me aproximei cumprimentei ambas com um abraço e saímos. Carmine’s era elegante e moderno, tinha paredes em quadrados preto e branco, com bancos vermelhos e confortantes virados uns para os outros e um cardápio repleto de diversidades. Massa de todos os jeitos e gostos. O restaurante italiano mais completo que tive a oportunidade de conhecer.

“O que vocês vão querer?.” Quenny perguntou. E eu já sabia a resposta. Optei pelo prato mais calórico da lista.

“Meu Deus.” Ela me olhou surpresa “como você mantem esse corpão?”

“A academia e eu, temos um relacionamento maravilhoso.”

“Você já encontrou uma academia aqui em Nova Iorque?” Quenny era baixa, ruiva e apesar de ser um pouco gordinha, era incrivelmente bonita e segura de si. “Vamos precisar de uma assim que sairmos daqui.” Ela sorriu, simpática.

“Estou à procura de uma academia.” Devolvi o sorriso.

“Ela não precisa de uma academia.” Agata desviou os olhos do cardápio e apertou de leve os braços de Quenny. Olhou pra mim e disse: “você já conquistou um tremendo gato, hein?”

“Quem?” Quenny seguiu os olhos de Agata e me olhou fixamente.

"O que?" Não sabia o que dizer, até porque não sabia do que Agata estava falando. O silêncio parecia ter pairado sobre o ar. Ambas perceberam que eu não queria falar do assunto, não queria me comprometer de maneira nenhuma, e fui salva instantaneamente, quando o garçom chegou a nossa mesa.

“Senhoritas? O que vão querer?” O garçom era incrivelmente bonito, e as garotas praticamente deram em cima dele, na cara dura. Nossos pedidos foram anotados e o garçom saiu discretamente “É pra já!”

“Essa conversa ainda não acabou.” Quenny voltou seus olhos na minha direção novamente. Era ótimo poder fofocar, e era ótimo estar com novas meninas e principalmente estar fazendo novas amizades. O problema é que não estava disposta a falar sobre mim, e muito menos sobre interesses amorosos. Eu não queria ter um novo compromisso durante muito tempo.

“Eu não sei do que vocês estão falando”.

“Carter Johnson...” Meu coração disparou, meu sangue gelou, e uma pitada de adrenalina percorreu pelo meu corpo, fazendo meu ventre se contrair por inteiro e uma vontade louca de dar para aquele homem se tornou visível em meu rosto corado. “Esse nome te lembra alguma coisa?”

“Você não pode estar falando serio. Um dos homens mais ricos do...”.

“Não tem nada a ver.” interrompi Quenny rapidamente, me explicando. “Nem nos conhecemos.” Finalizei seca.

“Você que pensa, Emily.” Enquanto nossos pratos chegavam a mesa, Agata se ajeitou e começou a falar “Você respondeu para o homem que comanda todos nós, a nossa chefe, dona Public Theater, viu tudo. Ela iria te dispensar, não era nem pra você ter começado, depois daquilo que disse para o homem que faz os negócios dela funcionarem. Ela conversou em ele depois daquela cena, disse que você não estaria mais conosco no dia seguinte. Ele não deixou. Disse que queria um dossiê da sua vida e que se você fosse dispensada ele romperia o contrato com a Public... E a troco de que ele faria aquilo? A troco de que ele romperia um contrato milionário com a gente pra te deixar lá dentro?”

“Ele é um mulherengo. ” Quenny estava tão espantada com a historia quanto eu. Meus olhos arregalaram e a minha boca se secou completamente. Meu apetite havia desaparecido de uma hora pra outra, e me faltava ar. Estava desesperada e assustada. Não havia sentido nenhum fazer isso. Não havia sentido algum um dossiê sobre a minha vida, e não havia sentido algum o que aquele homem tinha feito por mim sem nem me conhecer. Era loucura.

“Eu vou até lá, e vou pedir demissão.” agarrei a minha bolsa e me levantei em um golpe sorrateiro.

“Você não pode fazer isso, eles não sabem que eu te contei... é sigiloso, mas eu precisava que você soubesse. Você não pode perder um homem desses...” Sua expressão desesperada era clara. Não era justo fazer isso com ela.

“Você tem razão.” Tornei a sentar na cadeira, e me ajeitei. “Não vou perder nada. Carter é um mulherengo filho de uma puta!”

Cheguei em casa de baixo de chuva, e era como se uma nuvem negra pairasse sobre mim também. Depois das revelações de Agata no meu horário de almoço, meu dia tinha acabado completamente. E eu estava cansada demais, pra pensar em algo a se fazer em relação aquela situação. Eu queria começar de baixo, me empregar, me estabilizar financeiramente e crescer conforme o meu próprio talento, do qual eu sabia que tinha. Se quisesse ser protegida por alguém, então trabalharia junto com a minha mãe e receberia milhares de dólares por mês. E agora, descobrir que estava sendo protegida por um homem que mal me conhecia, e queria saber tudo sobre a minha vida... era horrível, assustador e era também, tudo que eu não queria que acontecesse.

Claro que se tratava de Carter Johnson, um homem manipulador e dominador. Que era capaz de fazer tudo para alcançar seus objetivos. E qual seria os seus? Me usar? Como costumava usar uma sequencia de vagabundas delinquentes e viciadas em sexo? Eu não queria um compromisso com homem naquele momento, e o sexo casual estava dentro dos meus planos, talvez, tanto quanto Carter. Mas eu precisava de algo diferente. Eu já havia sido usada de mais, e todas as sombras do meu passado eram como uma amarra de sentimentos ruins acumulados dentro do meu peito. Toda minha dor não seria revelada para Carter ou qualquer pessoa que se envolvesse comigo. Eu não deixaria.

“Emily!” Meus pensamentos foram interrompidos pelos gritos exagerados de Laurien, da sala de estar. “Visita pra você...”

Estava exausta, e não havia sentido algum ser incomodada aquele momento. Não havia ninguém que sabia o meu endereço, ou que seria capaz de me procurar ali, a não ser a minha mãe. Ou... “Estou indo." Não pode ser! Meus olhos se abriram de uma vez só, e me levantei da cama em um pulo grosseiro. Coloquei meu salto alto, e por sorte ainda estava elegante, conforme tinha saído do trabalho. Carter não podia estar ali, não sabia do meu endereço, e não tinha motivo algum para me procurar. Sai do meu quarto, torcendo para que não fosse ele... Em vão. Ao chegar na sala de estar, Carter estava sentado no sofá, de costas pra mim bebendo um copo de agua. Laurien fazia companhia pra ele, e quando me notou se levantou do outro sofá, piscou pra mim, e foi para o seu quarto.

“Carter Johnson” cumprimentei. Johnson se virou, e seus olhos castanhos me encararam por alguns segundos. Johnson vestia um terno preto feito sobe medida, com apenas um botão fechado no meio. Uma gravata cinza, comprida e com traços de linho fino azul clarinho e uma blusa branca e lisa por baixo, acompanhado por uma calça da mesma cor que o terno. Seus sapatos estavam assustadoramente engraxados e o conjunto estava incrivelmente sexy.

“Srta Emily.” Sua voz rouca e grossa foi firme e seca. Carter, sinalizou com a cabeça, em um gesto autoritário, para que eu me sentasse ao seu lado.

“O que devo a honra dessa sua visita?” Lancei para Carter meu sorriso mais irônico e malicioso. Talvez o mais malicioso que ele já tivera a oportunidade de conhecer. Sem nenhuma pressa, me sentei ao seu lado.

“Eu vou ser bem direto...” Carter segurou meus braços tão firmemente, que pude sentir sua tensão. Sem nenhuma cerimonia, sua expressão fria foi substituída por uma face sombria e atormentada. “Eu não tenho tempo para mulheres melosas e românticas. Emily, eu quero ver você com o meu pau na boca. Quero deixar sua bucetinha molhada, e depois fuder tanto ela...” Continuou “Quero te fazer gozar como você nunca gozou antes. Quero te possuir de todas as formas e jeitos possíveis.”

“Você está louco?” Me senti anestesiada e paralisada. Isso era loucura. Não podia acreditar que tinha um homem dentro da minha casa, me dizendo aquele tipo de coisa. Era Carter Johnson. Foda-se! Eu não era uma prostituta e não seria usada da forma com que todas as suas ex-fudedoras-sei-la-o-que foram usadas. “Você não pode estar falando sério!”

“Eu nunca falei tão serio em toda minha vida.” Carter estava me assustando. Eu não o conhecia, mas sabia que ele era o tipo de cara do qual eu deveria manter distância.

“Isso não é um jogo, meu caro”.

“Mas eu estou disposto a jogar. Eu sempre estou disposto a jogar com mulheres interessantes como você, Srta Emily. E eu posso pagar o preço.

“Eu não estou à venda”.

“Eu não estou falando de dinheiro”.

“Eu quero que saia da minha casa, já!”

“Eu não vou desistir.” Me direcionei até a porta e a abri, com educação apontei para fora e pedi mais algumas vezes para que Carter saísse de lá amigavelmente. Até que ele saiu. Meus sentimentos foram envolvidos por tristeza e excitação. Eu estava tão excitada com o fato de um homem como Carter me desejar, mas me sentir usada seria uma chave para abrir feridas do passado. E eu não estava disposta a reviver isso tudo. Nem com Carter, nem com ninguém.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.