Possible Love...

2 Quer saber? Já cansei de você, vaca!


Notas iniciais
Hey hey aipoos! Hehe, 6 devem estar pensando qual é a do aipos... Eu também não sei muito não, mas enfim, espero que gostem!

Entrei na sala de inglês, encarei todos e vice-verso, me virei para sair da sala, mas o professor segurou meu braço e me virou. Acho que foi um “se sair da sala eu te mato!” Considerei um aviso, para nunca mais sair da aula de inglês. Pelo menos, não sem permissão.

– Vamos começar a aula! Eu sou o Cebola, o professor de inglês.

Ele é bem novo… E bonito… E gostoso! Pff! Magali, controle! Ele é seu professor.

– Alguma pergunta?

– Professor, quantos anos você tem?

Perguntou uma das menininhas metidas da primeira fileira.

– Vinte e dois.

– Você não é muito mais velho que agente.

Essas vacas da frente já estão interessadas no professor novo!

– Engraçado, eu acho que cinco anos muda muito uma pessoa.

Uh! Fatality!

– Eu tenho uma pergunta!

Hum… Marina! Essa vaca vai falar merda!

– Pergunte.

– Você acha que uma, nerd qualquer, teria chances com um dos garotos mais gatos da escola?

Essa indireta foi bem, BEM direta!

– O que você acha?

Não, não pergunta não!

– Eu acho impossível que um gatinho vá querer uma nerd qualquer!

– Eu acho que não é impossível, apenas pouco provável.

Hum… Isso é bom, ou ruim?

A aula continuou e o professor explicou algumas coisas, como qualquer professor faria, e depois liberou agente uns dez minutos antes da próxima aula. Acho que ele queria causar uma impressão muito boa mesmo!

Nesse intervalo entre as aulas, eu aproveitei… Pretendia aproveitar, para estudar ou só ler qualquer livro, mas ao invés disso…

– Ai!

– Desculpa! Você viu a… Magali!

– Eu?

– Era com você mesmo que eu queria falar!

– Se for para você acusar ela falsamente, vai ficar querendo!

– Mônica, você pode nos dar licença um minuto?

– Para você esculachar ela de novo? No chances, my friend!

– Magali, você pode desligar o seu porta-voz por favor?

– Olha só, mauricinho, você acha que…

– Mô, sai um pouquinho.

– Que? Ficou louca? Já esqueceu o que ele te disse? De que ele te acusou

– É, mas eu creio que se ele veio aqui de novo, é por um motivo importante.

– E se não for? E se ele só quiser te humilhar de novo? Se isso acontecer, eu dou na cara dele!

– Bom, fique à vontade para dar na cara dele se ele fizer de novo…

_ Ei!

_ Shii! Quieto mauricinho!

_ … Mas por favor, como eu vou saber se ele vai fazer de novo, se eu nem deixar ele falar?

_ Ah… Tá, tá, que seja! Se precisar de ajuda, whatsapp sem pensar duas vezes, ok?

_ Ok, te vejo depois.

_ See you!

_ Bom, o que você quer?

– Eu quero pedir desculpas. Eu não devia ter falado daquele jeito com você, nem te acusado.

– Você por acaso achou quem fez a folha, ou bateu com a cabeça?

– Na verdade, eu já sei quem fez a folha, mas de qualquer jeito eu, acreditando ou não em você, viria pedir desculpas.

– Por quê?

– Porque me ensinaram a ser educado.

– Ensinaram mal, então.

– Nossa! Tá tão malcriada hoje.

– É, né. É a vida.

– Posso saber o por que?

– Você não acha que tem muito “por que” nesse diálogo?

– E “por que” você acha isso?

– Ah, imbecil!

– Haha! Só estou brincando, mas eu realmente quero saber por… Causa de que você está assim.

– Lamento informar que você vai ficar querendo.

Virei e ia sair dali, mas a Carmen chegou do nada e me deu um tapa!

– Quem você acha que é para dar em cima do MEU namorado?

– Que? Eu não… Ah, já cansei de você, vaca!

Eu dei um soco (muito bem-dado, por sinal) e agente começou a brigar! O Dc tentou me puxar, tentou puxar a Carmen, o professor… Cebola? É, acho que é isso. Ele tentou separar. Não conseguiu! Nenhum deles conseguiu me tirar de cima daquela vaca!

A Mônica já estava gritando, “bate mais forte” e aí que eu percebi que a escola INTEIRA estava ali, para conferir o barraco que tava rolando, mas eu nem me importei! Vivi toda a minha vida me importando, pelo menos uma vez eu vou ser inconsequente! Como eu posso aprender com os erros, sem cometer erros?

Ok, ok essa é a pior desculpa ever, mas foi o que eu arranjei! Eu nunca precisei de uma antes… E foi muito divertido! Saiu até uma foto que a Aninha tirou, de mim, pulando na Carmen, hahaha!

Mas, para acabar com a minha graça, o diretor chegou…

– As duas na minha sala agora!

Algo me diz que vai dar ruim! Nós fomos até a sala dele e entrou uma de cada vez. A Carmen foi primeiro e depois de alguns esporros básicos, ele me chamou… Medo!

Entrei naquela sala gelada e tudo em que eu conseguia pensar era, como ele não congela aqui?

– Você…

– Eu?

– Você nunca tinha feito nada errado antes.

– Bom, sempre tem uma…

– Melhor nem terminar essa frase!

– *Glup

– Olhe, eu vou ser direto.

– Tente ser direto e rápido.

– Não pense que pode falar assim comigo garotinha!

– Ok, desculpa, na próxima eu falo francês!

– Suspensa!

– Humpt! Não esperava nada menos que isso.

– E não deveria! Agora saia daqui!

Eu estava saindo, quando ouvi umas vozes… Da Carmen e do Dc.

– Você está defendendo ela?

– Não, eu não estou te dando razão para se ferrar!

– Arg! Quer saber de uma coisa? Vai não dar motivo para ela, por que agora você está livre para ir atrás dela!

– Você tá terminando comigo?

– O que você acha?!

Ela saiu com raiva e velocidade… Tudo culpa minha! Eu tinha que pirar, logo hoje.

– Ei, já pode sair daí. É um péssimo esconderijo.

– A… Desculpe por ouvir, mas o diretor me expulsou da sala e vocês estavam aqui, discut… Conversando e eu não queria…

_ Ok, eu entendi.

– Então… Eu v-vou embora.

– Por que você uma hora é corajosa e outra é tão…

– Indefesa?

– Ah, desculpe por ter falado isso, mas, na verdade, eu ia dizer tímida.

– Mudar a palavra não diminui o sentido e o impacto da frase.

– Desculpe.

– Para de se desculpar, você não fez nada. E eu não consigo… Controlar muito bem as minhas emoções.

– E você tem alguma ideia do porque?

– Bom, minha irmã morreu em um acidente de carro, eu tive que mudar de cidade, escola, amigos… Vida. E tudo, tudo mesmo, calada.

– Eu não sabia que…

– Ninguém sabe.

– Nem a Mônica?

– Nem a Mônica!

– E porquê você me contou? Nós nem podemos nos considerar amigos.

– Por que você não me denunciou para salvar a Carmen, embora você soubesse que poderia fazer isso. Eu comecei aquela briga.

– Se um não quer, dois não brigam, né?

– É, mais ou menos isso.

– Bom, se você confia tanto em mim, eu queria te contar uma coisa, mais que óbvia.

– O que?

– Eu…

*Trim trim

– Ér... O sinal…

– Vamos? A Mônica já deve estar louca de curiosidade!

– Vamos.

– E afinal, o que aconteceu lá dentro?

– Bom, eu…

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado! Vou tentar postar no mínimo um capítulo por dia! Beijitooos!!!