Notas iniciais
Mais um ai p/ vcs.

Acordei, e para minha surpresa Frank já estava acordado, me olhando com seus belos olhos de cores indecifráveis, com uma carinha muito fofa.

- Bom dia baixinho. — Falei, e beije-o na testa.

- Bom dia meu amor. — Falou.

- Sim, seu amor. — Falei. — Vamos levantar?

- E eu? Sou o seu amor? — Perguntou. — Vamos.

- Não. — Respondi. Me levantei da cama seguido por ele.

- Não? — Perguntou.

- Não. — Respondi — Você é o amor, a minha vida, o meu tudo.

- Bobo. — Falou, depois de uma pequena risada, tão fofa.

- Sou bobo e feio. — Falei e ri.

- Bobo, feio e gordo. — Falou.

- Não sou gordo, sou fofo. — Falei.

- Bolo fofo. — Falou e riu.

- Sou um bolo fofo? — Perguntei e ri.

- O bolo fofo que eu amo. — Respondeu, riu e me abraçou.

- E você é um anão de jardim que eu amo. — Falei, apertando mais o abraço e depois o beijando.

Descemos e nos sentamos no sofá para ver um pouco de tv. Minha mãe não estava em casa, com certeza tinha levado Mikey para casa de algum amigo. Geralmente ela demora pois faz algumas compras. Eu queria falar com ela hoje.

Ficamos vendo tv e almoçamos como todos os dias, só que dessa vez com algumas trocas de beijos, caricias, xingamentos e mordidas.

Minha mãe chegou algum tempo depois. Com duas sacolas grandes de comida, com certeza hoje estava tendo feira perto do porto. Se bem me lembro, quando eu era mais novo ia a feira com minha mãe no porto. Os pássaros ficavam em cima da gente procurando restos de comidas e um lugar para pousar. Alguns comerciantes jogavam alpiste para eles, enquanto outros os espantavam com revistas. A feira sempre era um desastre no ultimo dia, pois os pássaros ficavam mais bravos e com mais fome. Estávamos ocupando o lugar deles. Antigamente, costumava acontecer quase uma semana de feira, direto. Hoje, parece que o ritmo deles diminuiu, poucos ainda ousavam sair de casa nessa cidade.

- A feira estava lotada, tive que aproveitar algumas promoções. São apenas três dias de feira esse ano, infelizmente. — Falou ela.

- Triste, comprou o peixe? — Perguntei, fingindo estar interessado.

- Sim. — Respondeu ela. Todos os anos nos comprávamos na feira um peixe que vinha de muito longe, e era muito gostoso, era caro no mercado normal, mas na feira vinha a um preço muito baixo, então aproveitávamos.

- Mãe, eu queria conversar com você, pode ser mais tarde. — Falei.

- Tudo bem, mais tarde então, irei preparar o peixe. — Concordou e foi para a cozinha.

Eu e Frank ficamos vendo tv até a tarde. Quando chegou a hora de ir buscar o Mikey, eu e minha mãe ainda não havíamos conversado, ela disse que buscaria o Mikey e depois viria para a conversa.

Ficamos esperando, até que ela chegou com o Mikey, nós nos sentamos na cozinha e iniciamos a conversa.

- O que quer falar menino? — Perguntou.

- Mãe, eu tenho uma coisa para contar. — Respondi. Chamei o Frank para mostrar a ela que ele também estava relacionado.

- Pode falar. — Falou.

- Mãe... Eu e o Frank... — Fiz uma pausa. — Eu e o Frank estamos namorando.

- Isso é bom... — Ela disse. Sua expressão era de surpresa, também um pouco de alegria, eu não saberia deduzir. — Seu pai não ficaria feliz com isso.

- Mãe, muita coisa não aconteceria se o pai estivesse vivo. — Falei.

- Verdade. — Falou. — Vocês são novos, mas não vou, não quero julgar vocês.

- Obrigado mãe. — Falei.

- Nada, eu não sou como certas mães que eu vejo por esta cidade. Mães como elas não mereciam ter filhos. — Falou. Com certeza ela estava falando de nossos vizinhos, eles negam a opção sexual do filho mais velho. O que é uma pena.

Ficamos na cozinha conversando com ela sobre qualquer assunto até a hora da janta, quando terminamos fomos para a sala jogar videogame com o Mikey. Estava na disputa do jogo entre mim e o Frank, o baixinho perdeu.

- Perdeu, cadê meu beijo agora? — Perguntei. Frank me beijou, o mesmo beijo perfeito de sempre.

- Se for pra te beijar toda vez que eu perder, quero perder sempre. — Falou, e sorriu.

- Frank é namorado do Gee? É? — Perguntou Mikey.

- É Mikey, é sim. — Respondi. Mikey fez um bico enorme. — Por que o bico?

- Porque agora que você tá namorando, você vai esquecer de mim. — Falou Mikey, chateado.

- Eu nunca que vou me esquecer de você coisa fofa. — Falei. Dei uma mordida em sua bochecha esquerda e baguncei seu cabelo.

- Acho bom. — Falou Mikey.

- Sua vez. — Falou Frank e lhe entregou o controle. Voltamos a jogar videogame até o fim da noite daquele domingo.

A semana havia passando muito rápido, logo eu voltaria a escola, se tivesse aula, o que seriamente não me deixava feliz, eu não gostava daquele lugar, mas era obrigado a frequentar.

Já estava quase de madrugada quando eu e Frank subimos para dormir, apesar de eu ter que acordar cedo no dia seguinte, eu não sentia sono antes da madrugada. Nos deitamos em minha cama, Frank mais uma vez se aconchegou no abraço, meu abraço.

- Vou acordar cedo amanhã. — Comentei.

- Por que? — Perguntou.

- Talvez eu tenha aula, tenho que ir lá confirmar. — Respondi.

- Vai me deixar sozinho a manhã toda? — Perguntou, iniciando um bico.

- Ei, eu não quero, mas talvez sim. — Respondei. — Não faz bico.

- Vai me morder se eu fizer? — Perguntou.

- Não, vou fazer algo muito pior. — Respondi.

- O que? — Perguntou.

- Cócegas. — Respondi, ameaçando com as mãos.

- Ah, por favor, não, não faço mais. — Falou.

- Só se me der um beijo. — Falei. O baixinho colocou a mão na minha nuca, me levando para perto dele e me beijou, foi um beijo curto, logo nos separamos. — Obrigado.

- Nada. — Falou.

- Boa noite meu baixinho. — Falei.

- Boa noite meu bolo fofo. — Falou e riu.

- Qual a graça? — Perguntei. — Não sou um bolo fofo.

- É meu bolo fofo. — Respondeu e riu, de novo.

- Tá, seu bolo fofo, que você ama. — Falei.

- Que eu amo demais. — Falou.

- E quer saber? Também amo demais meu baixinho. — Falei e selei os nossos lábios de novo. — Durma com os anjos.

- Já estou dormindo com um. — Falou.

- Eu também estou dormindo com um. — Falei.

Apertei ele mais ao meu abraço, dei-lhe um beijo na testa e adormecemos, com bons sonhos, acho eu.

Notas finais
Reviews?