Notas iniciais
Mais um pra vcs bbês. :3

O despertador tocou, acordei. Me mexi o minimo que pude para sair da cama sem acordar o Frank. Mas acho que não deu certo.

- Bom dia Gee. — Falou, bocejando.

- Bom dia Frank. Vou para a escola. Se quiser pode continuar dormindo ai. — Falei.

- Não... Eu vou levantar também. — Falou, se levantando.

Fui para o banheiro e me arrumei para escola. Tenho o costume de me arrumar no quarto, mas não poderia, não com Frank ali. Me arrumei e encontrei com todos na cozinha. Tomamos o café, eu e Mikey fomos para a escola. A mesma rotina de sempre. Minha mãe e o Frank ficaram em casa. Levei o Mikey para a escola dele e fui para minha.

Cheguei lá e vi que os alunos estavam silenciosos demais. Isso não era normal, certamente estavam assustados com o tiroteio que houve. Tocou o sinal, entrei na sala, Ray entrou depois de mim. O diretor entrou depois de todos.

- Alunos. Tenho uma péssima noticia para dar. — Falou o diretor.

- Segura que lá vem bomba. — Falou Ray.

- Alunos. O professor John morreu ontem. Ele foi baleado anti-ontem no tiroteio no antigo Porto da cidade. — Falou o diretor. Todos ficaram surpresos. O diretor se retirou da sala. Alguns alunos ficaram em choque, outros apenas em silêncio, sem expressão, frios. Eu fiquei sem o que pensar, dizer. Eu queria ingerir aquela informação. Nosso professor John de artes estava morto. O sinal tocou, todos fomos liberados, não tivemos aula alguma, todos os professores estavam de luto. Ficaríamos assim, sem aula por 7 dias.

Fui para o Porto dos Pássaros. Sentei-me na escadaria e fiquei pensando em como em um dia a nossa cidade toda se calou, a nossa cidade toda chorou. Fiquei em silêncio vendo os pescadores que se arriscavam trabalhando lá. Fiquei perdido em pensamentos e silêncio até que uma voz me chamou.

- Hey Gee. — Falou e sentou ao meu lado.

- Hey Frank. — Falei.

- A vista daqui é muito bonita. É grande. Eu conheço todos esses pescadores. Eu sentava para descansar com eles, são todos muito legais. — Falou.

- Eu sei, falo com alguns. E a vista é muito bonita mesmo, é uma das minhas preferidas, esses pássaros que cantam e ficam aqui, deixa tudo mais bonito. — Falei.

- E pensar que eles mataram gente aqui. — Falou e abaixou a cabeça.

- Isso também me machuca. — Falei. Olhei para cima e vi os pássaros que ali voavam.

- Gee... Eu reparei que você nunca falou do seu pai. Onde ele está? — Perguntou.

- Ele morreu em uma viagem de barco. O barco afundou, e até hoje ninguém sabe o que aconteceu. Eles escondem noticias da gente. — Respondi. Ficamos no silêncio, e pela primeira vez me senti mais próximo dele. Não era um silêncio que incomodava, era um silêncio de respeito. Um silêncio que dizia "tudo bem, não precisa falar comigo agora, cada um tem seu tempo".

Ficamos apenas apreciando a vista e os pássaros, ele ficou pelo menos. Eu as vezes tentava olhar pra ele, disfarçadamente, mas acho que eu chamava um pouco da atenção.

- O que foi? Vai ficar me olhando? — Perguntou.

- Eu não estou te olhando. — Respondi.

- Não, eu que estou imaginando coisas. — Falou, sarcástico.

- É que... Você é muito bonito. — Falei.

- Obrigado. Você também é. — Falou.

- Obrigado, mas não sou. — Falei.

- É sim. — Falou.

- Não sou. — Falei.

- É sim, e se falar mais uma vez que não é te parto em dois. — Falou.

- Olha, o baixinho está raivoso, tudo bem, não falo. — Falei.

- Não sou baixinho, só você que é muito alto. E sim, estou nervoso. — Falou.

- Tudo bem, eu que sou muito alto. — Falei e dei uma risada. Ele riu depois, e logo estávamos rindo juntos. E assim ficamos, contando piadas, falando bobagens e as vezes caindo até no silêncio. Eu me senti mais próximo dele, apesar de conhece-lo a menos de dois dias, eu já via ele como um amigo. Um grande amigo.

Ficamos nisso até anoitecer e voltamos para casa. Foi um bom dia. Pra falar a verdade, o melhor dia que eu passei naquele porto.

Notas finais
Reviews?