Porque eu amo te odiar!
13 É só sexo!
Notas iniciais
P.O.V.s Marina
Acordei e percebi que estava sorrindo idiotamente. Sentia meu corpo verdadeiramente vivo. O tempo lá fora parece bem escuro, mas dentro de mim está tudo tão bem. Ainda podia sentir os toques dela, aquela boca macia, o corpo quente, o olhar entregue. Se eu não a odiasse eu poderia ama-la? mas eu a odeio e isso não vai mudar so por causa desse desejo consumidor.
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P.O.V.s Clara
Eu preciso ficar sozinha para pensar. Esse desejo é delicioso é, mas eu não sinto e não quero sentir nada por ela. Isso não daria certo nem se fosses amigas, que dirá tendo passado a vida inteira brigando. O corpo dela me deixa louca, mas eu tenho que esquecer isso. Ontem foi a única vez que isso aconteceu! Eu tenho que esquecer isso.
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O dia estava cinza, o céu poderia desabar a qualquer instante. Mas estava tudo calmo, com exceção de Clara e Marina todas dormiam. Clara se levantou fez sua higiene, tomou seu banho, colocou uma calça jeans, uma camiseta sem mangas mas solta, pegou sua jaqueta de couro e as chaves de sua moto, hoje precisava ficar longe das coisas. O vento no rosto a ajudava a pensar. Como so teria aula depois das 10h resolveu sair mais cedo, e depois iria para a escola.
Quando estava saindo de seu quarto deu de cara com Marina no corredor. Sua mente deixou de pensar por um instante e ela prendeu o corpo menor na parede e deu um beijo quente. Marina que foi pega de surpresa correspondeu avidamente. Mas o momento não durou, quando Clara notou o que fazia empurrou Marina e saiu como um jato para as escadas.
Marina: garota maluca!
Clara: vai pro inferno Meirelles! Bateu a porta com muita força.
– eu digo que vou esquecer e agarro-a na primeira oportunidade. Isso e loucura.
Marina seguiu para o quarto para tomar um banho. Se olhando de frente ao espelho, via seu corpo marcado, manchado e riscado. Todas as marcas eram uma lembrança desse desejo avassalador. Tocava cada uma e podia ver e sentir a morena as fazendo. A porta do banheiro se abriu.
Luiza: oh Clara vo.... Marina desculp... a voz sumiu os olhos percorreram o corpo branco com todas aquelas marcas.
–quem foi que te agrediu assim Marina? olha seu corpo ta todo machucado...
Marina: isso e so sexo selvagem Lu! Relaxa, agora e melhor voce sair. Vai que a Gisele pega a gente aqui assim.
Luiza: ela não e ciumenta, mas depois nós vamos conversar sobre essa seu sexo selvagem mocinha. Ah e cadê a Clara? Não a vi lá embaixo.
Marina: tive o desprazer de ver ela descendo, estava com as coisas da escola, apesar de nossas aulas so começarem mais tarde, enfim. Deu de ombros.
Luiza: ta bem então! Vai tomar seu banho. E Marina?! a branca já estava entrando no box.
Marina: que?
Luiza: voce e bem gostosa hein?!
Marina: Luiza vai procurar sua turma vai. A morena sai rindo.
Todas estavam sentadas em volta da mesa tomando café.
Vanessa: vamos Flavinha já estamos atrasadas. Vamos de carro Fernandes hoje.
Marina: pode ir com o meu, graças a vadia da Clara eu vou ter que dá um jeito de ir sem nada, porque ela saiu de moto, e o Tavares não vai me deixar vir sozinha.
Luiza: nos te levamos de carro, e voce volta com ela.
Flavia: pega no meu quarto o meu capacete. Beijos!!! Vamos amore. As duas saíram apressadas.
Gisele: parece que o mundo vai desabar lá fora.
Marina: as vezes fica assim e não cai uma gota de agua. Vou pegar o capacete da Flavia porque daqui a pouco dá a hora de ir. O tempo passou rápido e já estava na hora de Marina.
Luiza: vamos Marina!
Marina: to indo, garota mandona. Não sei como voce aguenta Gi.
Gisele: com muita paciência Mah, com muita paciência. Terminou dando língua para namorada que a olhava de cara feia no banco do carona. A viagem até a escola foi tranquila.
Marina: meninas obrigada! E voltem com calma. Vou prender essa droga na moto da Fernandes e vou pra aula. Beijinhos!
Luiza/Gisele: tchau, beijos!!! Marina se encaminhou até a moto de Clara prendeu o capacete e foi em direção a sua sala. Os corredores eram calmos visto que todos estavam em horário de aula. Quando ela chegou na porta da sala ouviu seu nome ser chamado.
–Marina Meirelles! Não acredito!
Marina: Laura Montenegro! E correu para abraça-la.
– o que voce está fazendo aqui criatura?
Laura: vim fazer um intercâmbio de duas semanas. Tenho que ficar nessa sala agora.
Marina: vai assistir a minha aula então. Mas voce está maravilhosa hein! Laura era uma loira de olhos verdes de parar o transito, suas curvas eram uma verdadeira perdição.
Laura: olha quem fala Marina, voce está uma delícia. E esse perfume enlouquecedor. E passou o nariz na curvatura do pescoço de Marina. Clara que chegava nesse momento junto com Vanessa, praticamente rosnou. E fez questão de falar bem alto.
Clara: Van avisa pra puta da sua amiga, que os corredores não são motel. Os olhos de Marina brilharam de raiva, os de Laura quase tiveram uma vertigem de ver Clara a sua frente, e Vanessa fazia cara de nojo para Laura.
Marina: vai ver se eu to lá na esquina vai garota! Van voce se lembra da Laurinha?
Vanessa: infelizmente sim! Revirou os olhos.
–vamos Clara a aula já vai começar. Pegou na mão da morena e entraram.
Laura: Vanessa como sempre um amor de pessoa! Agora quem e a morena desbocada?
Marina: uma idiota qualquer, liga não vem vamos entrar. Puxou a loira para dentro da sala.
–voce veio fazer intercâmbio de que mesmo?
Laura: em robótica e física.
Marina: coisa de nerd, bem a sua cara ne?!
Laura: a Mah para ne! Mas onde voce senta? Quero me sentar ao seu ladinho. Fez uma cara maliciosa;
Marina: infelizmente não vai dar Lau, eu tenho que sentar com a Fernandes, regra da escola.
Laura: que droga mas tudo bem, me mostra onde e. Marina se encaminhou para a terceira fileira de cadeiras, onde Clara estava sentada com Vanessa.
Clara: Vanessa quem era a vadia com a Marina?
Vanessa: e a insuportável da Laura, aquilo e um catiço. Não sei como Marina aguenta aquela idiota.
Clara: talvez porque a Marina seja uma idiota também.
Marina: idiota e voce Fernandes! Clara se virou e percebeu as duas paradas ali.
Vanessa: bom vou para o meu lugar, nos falamos depois Clarinha! Tchau Marina! e saiu deixando as três ali. Clara revirou os olhos e virou para frente. Marina se sentou e Laura se encostou em sua mesa.
Laura: mas então Marina, eu posso te fazer uma visita depois? Quem sabe um lanche e depois...
Marina: não vai dar Lau. Eu estou encarcerada, minha casa teve uns problemas hidráulicos e meu paizinho me prendeu em uma casa.
Laura: nossa que chato! Então pelo menos almoça comigo? Pegou a mão de Marina e falava languidamente. Os punhos de Clara já estavam cerrados de raiva, o ciúme que ela não queria sentir estavam ali presentes.
Marina: que sim lindinha. Quando acabar a aula nós vamos almoçar, no restaurante em frente da escola.
Laura: que bom, agora deixa eu me sentar que a professora já chegou. A loira desceu da mesa, e deu um selinho em Marina e saiu. Clara trincou os dentes.
Clara: mas e uma puta mesmo. Disse baixo, por entre os dentes. Mas Marina ouviu perfeitamente.
Marina: voce e extremamente insuportável Fernandes! Clara levantou os olhos e encarou Marina.
Clara: eu não sou obrigada a ver essa merda acontecendo debaixo do meu nariz e ainda sorrir.
Marina: se eu não te conhecesse eu diria que voce está com ciúmes... e ela estava com muito ciúme, era algo irracional, mas ela não conseguia evitar. Mas também não ia dar o braço a torcer.
Clara: ciúmes?? De que exatamente? Sua cara era debochada.
Marina: de mim, por causa de ontem...
Clara: faça me um favor Meirelles, ontem foi um erro. Eu não fiz nada além de comer uma puta gostosa. Nada além disso. O sorriso de Marina desapareceu, mesmo não sabendo o porquê aquilo machucou um pouco.
Marina: é mas não foi isso que pareceu enquanto voce gemia na minha mão, e melava meus dedos e minha boca. As duas já se encaravam com olhos faiscando de desejo e raiva, as cenas passavam vividas em suas cabeças.
Clara: mas foi exatamente isso, nada além de sexo. Nós aproveitamos e passou. Por mim voce pode dar o quanto quiser para aquela piranha, eu so não sou obrigada a assistir essa putaria.
Marina: Fernandes me faz um favor, vai pro inferno! E se virou para prestar a tenção na aula que já tinha começado.
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P.O.V.s Clara
Mas que droga! Estou sentindo ciúmes agora? Já tinha decidido que não ia mais dar trela para ela, e estou aqui cheia de ciúmes, e o pior sem motivos nenhum, foi so uma transa. Eu continuo a odiá-la. Fica repetindo isso quem sabe voce se convence Clara.
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P.O.V.s Marina
Ela está com ciúmes, e isso mesmo? O que me interessa o ciúme dela? E porque doeu quando ela falou aquilo? Foi so sexo, nada além disso! Estávamos com desejo e rolou. Não existe sentimento nenhum entre nós. Nem ódio...
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A aula passou calma depois da discussão. Quando o sinal tocou avisando do fim, Laura já estava grudada na mesa de Marina.
Laura: vamos Mah? Vanessa que chegou nessa hora, olhou para Clara e viu a cara de nojo para aquilo.
Vanessa: desculpa atrapalhar mas vamos Clara, a Lu e a Gi resolveram vir almoçar conosco aqui no restaurante em frente, o Flavinha e o Cadu já estão lá.
Clara: vamos sim Van. Elas já saia.
Marina: Van espera, nos duas vamos para lá também, podemos sentar todos juntos? Vanessa olhou para Clara que fazia cara de raiva, olhou Laura dos pés a cabeça.
Vanessa: desculpa Mah, voce até pode. Mas essa... respirou fundo para não falar o que pensava.
–mas essa senhorita não e bem vinda em nossa mesa. E so para amigos e gente do bem.
Marina: Vanessa! olha como voce fala. E desde de quando o Cadu e seu amigo?
Vanessa: pode não ser um amigo próximo ainda, mas e um cara do bem, diferente de uns e outros por ai. Agora vamos Clara, depois vocês ainda tem treino. E saíram sem olhar para trás.
Laura: deixa essas crianças para lá Marina, bom que almoçamos sozinhas. Vem vamos. Laura passou a mão pela cintura de Marina, e a puxou para fora do colégio.
Ao chegarem no restaurante viram a mesa com todas as meninas e Cadu. A risada era solta. Laura puxou Marina para um mesa na outra ponta, sentaram-se e fizeram os pedidos. Marina sentiu algo a puxando para a mesa dos amigos, e quando olhou viu Clara a encarando com raiva. A morena se levantou e foi em direção ao banheiro, Marina disfarçou um pouco e pediu licença a Laura. Ela se encaminhava para o local com um pouco de pressa.
Quando entrou viu Clara apoiada na pia com os olhos fechados. Andou até ela a virou e grudou seus lábios com vontade. Os beijo ardia em chamas. As mãos de Marina estavam presas no cabelo de Clara.
Clara: o que voce está fazendo Meirelles?
Marina: saciando meus desejos... ainda não acabou... Clara teve um lampejo de razão e afastou as bocas, mas os corpos continuavam grudados.
Clara: isso tem que parar...
Marina: isso e so sexo... nada além de sexo... esse desejo e forte, mas não envolve mais nada. O coração de Marina falhou uma batida ao dizer isso. O de Clara parecia se contorcer.
Clara: verdade, não envolve mais nada! Nós ainda nos odiamos. Clara deu mais um beijo e saiu do banheiro. Marina se olhou no espelho viu seu rosto vermelho.
Marina: nós nos odiamos....
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