Porque eu amo te odiar!
22 Curtindo momentos felizes
Notas iniciais
P.o.v.s Clara
Depois de nossa pequena loucura no banho, fomos para a sala do Tavares. E durante quase uma hora, só ficamos ali sentadas enquanto ele nos olhava, em absoluto silêncio.
Quando fiz menção de falar algo, ele simplesmente levantou a mão e pediu silêncio. Já estava de saco cheio daquilo.
Tavares: eu sinceramente não sei o que fazer com as Srtas. Passamos por anos naquelas brigas estúpidas. E agora tenho que impedir as duas de machucar outra colega.
Clara: mas Tavares... ele não me deixou terminar.
Tavares: eu sei que vocês não a deixaram naquele estado, mas ambas desferiram um soco na menina. E isso é inadmissível, vocês não podem resolver tudo na violência. Vejam, como foi dentro da área da escola, eu poderia expulsar as duas agora, sem direito a qualquer apelação. Vejam que lindo! Duas estudantes adultas, sendo expulsas do colégio.
Marina: Tavares por favor, não faça isso. A situação com a Laura foi um extremo.
Tavares: quando vocês brigavam entre si, também era extremo. Ou vocês esqueceram das várias e inúmeras brigas?
Marina: não! Mas nessa situação, a violência da nossa parte, foi uma reação à violência que a Laura iniciou. Nós estávamos na nossa, foi ela quem veio pra cima de mim.
Tavares: eu sei. Não apoio a violência, mas sei quem começou. O que eu quero que entre na cabeça de vocês, é que tentem resolver as coisas com palavras.
Toda vez que vocês estão envolvidas, existe violência. Temos que mudar esse pensamento. E mediante a isso, todos os nossos encontros serão baseados nisso, vou ensinar vocês a falar, em vez de saírem por aí batendo nas pessoas.
Clara: e como isso vai acontecer. Eu só queria sair logo dali.
Tavares: ainda estou pensando, mas pode ter certeza que vocês terminarão esse ano, bem mais calmas. Agora podem ir para casa. E sem brigas dentro da área do colégio.
Saímos de lá quase correndo. Eu já não aguentava mais aquela sala.
Clara: eu já estava enlouquecendo lá.
Marina: ele só quer ajudar.
Clara: eu sei, mas uma sentando sem fazer nada é muito chato. Chegamos no estacionamento e o carro ainda estava lá.
—estranho. Eu achava que elas já tinham ido.
Marina: acho que elas estavam indo e o clima esquentou. Olha os vidros. Ela apontava para o carro que tinha o vidro embaçado.
Clara: vem vamos assusta-las. Fomos andando devagar até o carro, e quando estávamos muito perto, eu dei uma tapa bem forte no vidro. Uma torrente de palavrões foi dita por Vanessa.
—abram essa porta, lugar de transar é no quarto de vocês. Eu já estava rubra de vontade de rir, quando olhei para o lado, minha branquela estava quase roxa de tanto prender o riso.
A porta do quarto foi aberta por uma ruiva e uma morena descabelada. Flavia estava envergonhada, mas Vanessa estava furiosa.
Vanessa: vai ter volta Fernandes! Elas que já estavam no banco de trás, ficaram esperando somente nós entrarmos. Quando olhei para Marina, a explosão de risos foi imediata.
Marina: não acredito que quanto nós tomávamos uma bela bronca do Tavares, vocês estavam se pegando dentro do carro no estacionamento da escola.
Flavia: na verdade nós só estávamos esperando vocês.
Clara: esperando enquanto engolia a Vanessa?
Vanessa: cala boca Fernandes! Liga esse carro e vamos embora.
Marina: ui alguém ficou meio puta por causa de um não-orgasmo.
Clara: se tivessem ido para casa, nada disso teria aconteci... o tapa de Vanessa no meu braço fez um estalo forte.
—Caralho Vanessa, essa doeu.
Flavia: Van não precisava fazer isso.
Vanessa: Cala boca Flavia, vamos embora!
Marina: ela realmente precisa gozar!! Até a Vanessa riu, quase perdemos o ar.
Partimos em direção a minha casa, chegamos já era noite. Mal abrimos a porta, e Vanessa quase passou derrubou Marina e eu, enquanto arrastava Flavia escada a cima.
Marina: pega ela de jeito Van!
Clara: não me decepcione Flah! Vanessa parou no meio da escada e nos mostrou o dedo, virou e sumiu da nossa vista. Puxei Marina para o sofá e sentei com ela no meu colo.
Clara: meu amor, agora falando sério. Sobre o episódio do chuveiro, foi maravilhoso. Mas eu não tenho olhos para mais ninguém, não precisa ficar com ciúmes. Essa morena aqui, é toda sua.
Marina: eu sei que é, mas eu senti necessidade de ti lembrar disso. Não podemos esquecer, que você era bem vadia.
Clara: NÓS éramos! Só para começo de conversa. Mas desde que eu me vi perdida nesses teus lindo olhos, ninguém mais me chama atenção.
Marina: se eu não te conhecesse, eu diria que você está apaixonada. Nos duas rimos e ficamos ali trocando beijos e caricias leves. Meu peito parecia que ia explodir, eu estava muito feliz.
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