Porque eu amo te odiar!

22 Curtindo momentos felizes


Notas iniciais
Então pessoas amadas, vou tentar explicar... Enquanto estava terminando a faculdade, entrei em depressão, eu me sentia sem chão. Nada me fazia sorrir, mas eu tinha que fingir. Eu não podia demonstrar o que sentia. Fiquei três meses quase que sem sair de casa, eu me larguei, e não conseguia se quer, ter alegria para escrever. Quando foi junho do ano passado comecei a trabalhar, mas nem isso me fazia sentir melhor, fui me descuidando, deixando de me importar comigo, engordei, e comecei a ficar cada vez mais triste, era uma bola de neve, e meio que ainda é. Meu note quebrou e eu não quis consertar, eu queria ficar longe das pessoas, mas como tinha que fingir, então as redes sociais estavam lá, alegre e bem. E nesse passo fui me sufocando pouco a pouco, ate o ponto de pensar em simplesmente sumir, deixar que minha existência se tornasse lembranças. Mas nesse momento eu acordei, e vi que tudo isso estava me matando, e dia apos dia, eu venho lutando para viver, simplesmente viver. Então, eu estou voltando, devagar mais voltando. Essa estória terá sim um fim.

P.o.v.s Clara

Depois de nossa pequena loucura no banho, fomos para a sala do Tavares. E durante quase uma hora, só ficamos ali sentadas enquanto ele nos olhava, em absoluto silêncio.

Quando fiz menção de falar algo, ele simplesmente levantou a mão e pediu silêncio. Já estava de saco cheio daquilo.

Tavares: eu sinceramente não sei o que fazer com as Srtas. Passamos por anos naquelas brigas estúpidas. E agora tenho que impedir as duas de machucar outra colega.

Clara: mas Tavares... ele não me deixou terminar.

Tavares: eu sei que vocês não a deixaram naquele estado, mas ambas desferiram um soco na menina. E isso é inadmissível, vocês não podem resolver tudo na violência. Vejam, como foi dentro da área da escola, eu poderia expulsar as duas agora, sem direito a qualquer apelação. Vejam que lindo! Duas estudantes adultas, sendo expulsas do colégio.

Marina: Tavares por favor, não faça isso. A situação com a Laura foi um extremo.

Tavares: quando vocês brigavam entre si, também era extremo. Ou vocês esqueceram das várias e inúmeras brigas?

Marina: não! Mas nessa situação, a violência da nossa parte, foi uma reação à violência que a Laura iniciou. Nós estávamos na nossa, foi ela quem veio pra cima de mim.

Tavares: eu sei. Não apoio a violência, mas sei quem começou. O que eu quero que entre na cabeça de vocês, é que tentem resolver as coisas com palavras.

Toda vez que vocês estão envolvidas, existe violência. Temos que mudar esse pensamento. E mediante a isso, todos os nossos encontros serão baseados nisso, vou ensinar vocês a falar, em vez de saírem por aí batendo nas pessoas.

Clara: e como isso vai acontecer. Eu só queria sair logo dali.

Tavares: ainda estou pensando, mas pode ter certeza que vocês terminarão esse ano, bem mais calmas. Agora podem ir para casa. E sem brigas dentro da área do colégio.

Saímos de lá quase correndo. Eu já não aguentava mais aquela sala.

Clara: eu já estava enlouquecendo lá.

Marina: ele só quer ajudar.

Clara: eu sei, mas uma sentando sem fazer nada é muito chato. Chegamos no estacionamento e o carro ainda estava lá.

—estranho. Eu achava que elas já tinham ido.

Marina: acho que elas estavam indo e o clima esquentou. Olha os vidros. Ela apontava para o carro que tinha o vidro embaçado.

Clara: vem vamos assusta-las. Fomos andando devagar até o carro, e quando estávamos muito perto, eu dei uma tapa bem forte no vidro. Uma torrente de palavrões foi dita por Vanessa.

—abram essa porta, lugar de transar é no quarto de vocês. Eu já estava rubra de vontade de rir, quando olhei para o lado, minha branquela estava quase roxa de tanto prender o riso.

A porta do quarto foi aberta por uma ruiva e uma morena descabelada. Flavia estava envergonhada, mas Vanessa estava furiosa.

Vanessa: vai ter volta Fernandes! Elas que já estavam no banco de trás, ficaram esperando somente nós entrarmos. Quando olhei para Marina, a explosão de risos foi imediata.

Marina: não acredito que quanto nós tomávamos uma bela bronca do Tavares, vocês estavam se pegando dentro do carro no estacionamento da escola.

Flavia: na verdade nós só estávamos esperando vocês.

Clara: esperando enquanto engolia a Vanessa?

Vanessa: cala boca Fernandes! Liga esse carro e vamos embora.

Marina: ui alguém ficou meio puta por causa de um não-orgasmo.

Clara: se tivessem ido para casa, nada disso teria aconteci... o tapa de Vanessa no meu braço fez um estalo forte.

—Caralho Vanessa, essa doeu.

Flavia: Van não precisava fazer isso.

Vanessa: Cala boca Flavia, vamos embora!

Marina: ela realmente precisa gozar!! Até a Vanessa riu, quase perdemos o ar.

Partimos em direção a minha casa, chegamos já era noite. Mal abrimos a porta, e Vanessa quase passou derrubou Marina e eu, enquanto arrastava Flavia escada a cima.

Marina: pega ela de jeito Van!

Clara: não me decepcione Flah! Vanessa parou no meio da escada e nos mostrou o dedo, virou e sumiu da nossa vista. Puxei Marina para o sofá e sentei com ela no meu colo.

Clara: meu amor, agora falando sério. Sobre o episódio do chuveiro, foi maravilhoso. Mas eu não tenho olhos para mais ninguém, não precisa ficar com ciúmes. Essa morena aqui, é toda sua.

Marina: eu sei que é, mas eu senti necessidade de ti lembrar disso. Não podemos esquecer, que você era bem vadia.

Clara: NÓS éramos! Só para começo de conversa. Mas desde que eu me vi perdida nesses teus lindo olhos, ninguém mais me chama atenção.

Marina: se eu não te conhecesse, eu diria que você está apaixonada. Nos duas rimos e ficamos ali trocando beijos e caricias leves. Meu peito parecia que ia explodir, eu estava muito feliz.

Notas finais
Até qualquer hora!