Por você
11 Extra: Beijo na praia
Notas iniciais
11 anos atrás...
— Steven! Vem logo.
Connie corria na minha frente segurando uma das minhas mãos, o vestido branco que ela usava voava enquanto ela corria assim como o cabelo preso em uma simples trança que tenho orgulho de falar que foi eu quem fez. Ela com toda animação me puxava e eu quase não conseguia acompanhar, já que em um momento de cavalheirismo ou burrice ainda não me decide entre os dois, eu me ofereci para carregar sozinho toda a cangalha de praia que incluía um guarda-sol, minha mochila, a bolsa da Connie, a cesta de piquenique e a bolsa térmica, eu mal conseguia acompanhar Connie, ela parou der repente me fazendo tropeçar.
— Finalmente férias. — Connie soltou minha mão e se virou para mim, o rosto dela estava tão radiante, ela colocou a mão nas minhas bochechas. — Você sabe o quanto isso é maravilhoso? Eu posso ficar aqui até tarde sem minha mãe me ligar e ficar falando que tenho aula de violino, ou que tenho que ir pra casa fazer dever de casa.
Ela estava tão entusiasmada, parecia tão livre. Enquanto eu me perdia na imensidão que era o olhar dela, ela se aproximou me dando um beijo, fiquei sem reação quando senti seus lábios que eram tão quentes e deliciosos.
Ainda me lembro do nosso primeiro beijo que posso afirmar que foi algo mágico para mim, nós tínhamos acabado de retornar de uma missão com as gems, ela nos acompanhava desde que Pérola disse que Connie estava pronta e terminara as aulas de espada, o desempenho dela nas missões era muito bom, ela tinha habilidade de sobra. Quando retornamos, Garnet foi guardar o artefato na sala onde Ametista e eu temos a entrada proibida já que fomos acusados de causar uma pequena explosão,mas que fique claro que não foi nossa culpa, Pérola foi arrumar sua coleção de espadas e Ametista possivelmente foi bagunçar mais o quarto dela ou dormir, ficando assim só eu e Connie ali.
Eu a chamei para jogar vídeo game e começamos então a jogar “Corrida mortal 5” nesse jogo quanto mais destruição você causava mais pontos ganhava e quando esbarrava no carro de outro jogador ocorria uma luta, era um jogo muito maneiro.
Em algum momento entre eu bater no carro da Connie e ela me vencer na luta ocorreu o nosso beijo, aquele beijo foi como uma viagem a lua, parecia que eu estava flutuando.
Voltando ao beijo na praia quando nos separamos, ela me olhou envergonhada.
— Me desculpa! Eu não sei o que deu em mim — Connie estava entrando em pânico por ter me beijado.
—Calma tudo bem. — Larguei as coisas no chão e me aproximei dela.
—Tudo bem? Isso já está ficando fora de controle, as gems podem pensar coisas erradas a meu respeito e elas podem não deixar você me ver.
Connie estava surtando agora e não sei por que não consegui me controlar e gargalhei fazendo um olhar de fúria se direcionar a mim.
— Desculpa, foi maior do que eu. — Falei tentando me conter inutilmente.
— Eu aqui preocupada e você rindo de mim. — Ela me deu leves tapas no braço com raiva.
— Desculpa.
— Não te desculpo e não to vendo graça. — Ela cruzou os braços erguendo o nariz e ficando de costas para mim.
— Eu to, você é linda brava.
Suspirei olhando para ela que continuava de braços cruzados me olhando, revirando os olhos ela riu me empurrando.
— Você é um bobo mesmo.
Ela olhou para mim com um sorriso sincero e lindo, então um sorriso travesso surgiu nos seus lábios, ela se abaixou e abriu sua bolsa pegando uma pistola de água na bolsa e logo começou a jogar água em mim.
— Ei! Eu não to preparado. — Falei colocando a mão na frente do rosto.
— Isso é para você aprender a não rir de mim.
Ela pegou a arma e assoprou a ponta rindo, aproveitei o momento de distração dela e peguei na mochila a minha arma. Connie me olhou e vendo a arma na minha mão deu alguns passos para trás.
— Steven! Não ouse me molhar!
— Vingança! — Gritei levantando o braço, ela gritou e começou a correr. — Não foge de mim, eu só quero brincar.
Falei enquanto corria atrás dela tentei soltar uma gargalhada do mal, mas não consegui. Ela riu da minha gargalhada e parou.
— É assim que se faz uma gargalhada do mal.
Ela colocou a mão na cintura e tentou imitar a gargalhada de Sardonyx, desde o dia que Connie viu Garnet e Pérola se fundirem ela diz que a risada da Sardonyx parece com a de uma vilã de desenho e depois que ela me falou isso eu tive que concordar.
Segurei-a pela cintura, tropecei nos pés e cai no chão, ela caiu em cima de mim, ficamos nós olhando a bochecha dela estava corada e eu sentia minhas bochechas queimarem. Desviei o olhar para a boca dela, estava entre aberta e a respiração lenta. Nos encaramos em silêncio, os olhos castanhos dela eram hipnotizantes, eu me aproximei para beijá-la.
A sensação do contato entre nossos lábios era maravilhosa e naquele momento eu só conseguia pensar no quanto queria ela ao meu lado por toda minha vida, eu olho para ela e vejo nosso futuro espelhado em seus olhos, ela é a luz que me guia nessa confusão que é a minha vida. Ela me completa.
Já ouvi muitas pessoas falarem que o amor só surge com o tempo, que aquele famoso “amor a primeira vista” não passa de uma leva atração momentânea que tende a acabar com o tempo, acho que estavam errados. Amor a primeira vista é quando você vê uma pessoa pela primeira vez e algo dentro de você fica diferente, acho que é o coração de certa maneira avisando que você ta apaixonado mesmo sem você saber, aonde quero chegar é que eu acho que desde o momento em que eu vi essa garota estou perdidamente apaixonado por ela.
Levantamos sem graça em silêncio olhando um para o outro.
— Vou arrumar nossas coisas... — Ela se virou.
— Eu te ajudo.
Ela concordou acenando com a cabeça, olhei para ela arrumando a toalha na areia.
— Connie? — Chamei ela.
— Sim?
— Você quer namorar comigo? — Perguntei encarando ela que levou um susto e me olhava parecendo que estava sem reação.
— O que? — Ela me perguntou.
— Eu perguntei se você quer namorar comigo. — Ela estava surpresa, já que colocou as duas mãos sobre a boca e seus olhos estavam arregalados. — Connie?
Perguntei cutucando a barriga dela, ela olhou para mim e gritou abrindo os braços e se jogando em cima de mim.
— Você não sabe o quanto que eu esperei por isso.
Connie passou os braços pelo meu pescoço e me deu um abraço aproveitei isso e a abracei pela cintura a fazendo levantar o pé do chão então comecei a girar enquanto ambos gargalhávamos de felicidade.
Quando abri os olhos já tínhamos virado Stevonnie e de dentro dela eu podia sentir a felicidade de Connie, eu sabia que éramos jovens para assumir um compromisso sério, mas o amor não tem idade, certo? Não existe idade perfeita para encontrar o amor da sua vida, que pode ser aquele seu velho amigo que você nunca prestou atenção ou pode ser aquele seu vizinho que você quase não dá bola ou então pode ser alguém que passará rápido na sua vida, mas que vai deixar em você memórias incríveis que você nunca irá esquecer, bom eu fico com a primeira opção e deixo claro que eu sempre a notei.
A minha coisa favorita no amor é que ele é imprevisível, ele chega devagar como quem não quer nada e quando você se dá conta já está tão envolvido que já não respondi por si, e é essa imprevisibilidade que deixa o jogo muito mais interesse.
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