Depois do café da tarde divertidíssimo, Isabel e eu fomos para casa.

Faz pouco tempo que passamos a morar juntas, ainda estamos nos acostumando a dividir o mesmo teto, as mesmas picuinhas, e tudo o mais. É tudo tão novo.

Após fazermos uma massa deliciosa, deitamos lado a lado no chão da sala, escolhemos na tv um filme romântico, e ficamos assim, em silência contemplação do nosso amor. Com um diálogo açucarado como fundo musical.

– Lá pelo meio do filme, desejando tocá-la. Beijei seu ombro lentamente, enroscando-me em seus cabelos encaracolados.

–Você é real?

– Como assim, Fernanda?

–Você sabe, parece tudo tão bom que tenho medo de que tudo se desfaça no ar de repente, do nada, sabe? Parece que se eu desviar o olhar você sumirá, eu ficarei sozinha de novo.

– Sou real. E sou sua, e sempre estarei com você.Olhe em meus olhos, isso. Eu te amo e isso é tão real que mal cabe aqui.

Ela me fala puxando minha mão e colocando sobre seu peito. Sinto levemente seu coração batendo, se acelerando docemente com meu toque.

– O amor chegou pra mim, e agora só consigo pedir que fique, deixe-me te tocar, te abraçar.

–Sempre, meu amor, sempre.

E juntas nos entrelaçamos. E ali mesmo adormercemos sob o som dos créditos finais do filme.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.