Por trás do final feliz

1 Barry x Dawn - Behind the smiles


Notas iniciais
XD Estou tão animada com essa fic x3 Eu adoro Pokémon, é como um estilo de vida, e nenhuma maneira melhor de expressar meu amor do que uma fanfic :D Enfim, espero que gostem! HAPPY!!AYE!!

Estava deitada em minha cama. Sabia que estava na hora de me levantar, mas toda a animação do dia anterior havia me deixado exausta. Meu antigo parceiro, Ash Ketchum, havia ganho sua revanche contra a liga, e tinha retornado para a cidade de Pallet, Kanto, para descansar e reencontrar sua família. Eu me sinto um pouco solitária desde então, mas agora tenho tempo o quanto eu precisar para descansar e decidir que rumo seguir. Quanto a meus Pokémon, eu havia emprestado-os para meu irmão mais novo, que não chegou ao laboratório a tempo de pegar seu primeiro parceiro nas mãos do professor. A ideia de me tornar uma grande coordenadora ainda martelava em minha cabeça, apesar de ser um sonho distante agora. A melhor ideia nesse momento seria ir atrás de Kenny e seguir uma jornada com ele, mas ele havia viajado para Unova atrás de mais fama. Restaram-me apenas duas opções: Ir atrás de Paul, isto é, se ele ainda estiver em Sinnoh, o que eu duvido muito, ou recomeçar minha jornada, como minha mãe tanto quer. Ouço alguém bater na porta, imagino ser a dita cuja.

- Filha, seu amigo Barry está te esperando na sala! Ele diz querer conversar algo importante com você!

Me sento na cama, olhando para o canto próximo á parede, onde Piplup costumava dormir. Retiro meu vestido cinza e rosa e coloco o vestido vermelho para dias frios que havia ganho de meu pai, antes de ele partir para as outras regiões em trabalho. Calço minhas botas cor de rosa e coloco meu gorro branco. Abro a porta do quarto e lentamente desço as escadas. O clima do dia estava congelante, paro no quinto degrau de cima para baixo, tentando controlar o desejo de voltar correndo para meu quarto e me esconder por baixo das cobertas. Chego até o primeiro andar, e vejo Barry, animado como sempre, assistindo minha mãe preparar seus famosos Muffins de Oran Berry. Pela expressão de minha mãe e baseado em meus conhecimentos sobre o Barry, imagino que ele esteja irritando-a um pouco, então apenas puxo-o para o lado de fora e ficamos frente a frente.

- DAWN!! Oi!!

- O-Oi, Barry!- Respondo, um pouco assustada e envergonhada. Não que eu tenha vergonha de andar com ele, muito pelo contrário, ele é meu melhor amigo, mas me sinto meio inferior quando estou próxima a ele, já que completara sua jornada com seu poderoso Empoleon, que sempre intimidou um pouco o meu Piplup.

- Adivinha só! Eu tenho uma novidade que pode te animar um pouco!

- Me animar? O que aconte--

- UM POKÉMON LENDÁRIO!! NO LAGO ONDE COSTUMAVAMOS BRINCAR!! Consegue acreditar nisso?? Pois é, eu também não!!

Sinceramente, não sei se me espanto mais com a notícia ou com sua animação exagerada. Seus olhos parecem brilhar enquanto fitam os meus.

- E então, vamos lá??- Ele continua, com um sorriso fofo no rosto.

-Ahn? Lá onde?- Pergunto, intrigada.

- Lutar com o Pokémon Lendário, ora!

- Eu adoraria te acompanhar, Barry, mas deve se lembrar de que não tenho mais os meus Pokémon. Além de estar desprotegida, serei apenas mais um peso. – Digo, abaixando a cabeça.

-... Dawn...- Ele diz meu nome baixinho, segurando minha mão direita. Olhamos-nos olhos novamente. Confesso que adoro o modo como seus lindos orbes castanhos brilham. A seriedade predominava em seu rosto pela primeira vez, mas seu lindo sorriso logo retorna. – Não se preocupe! Eu te protejo!

Sinto minhas bochechas arderem, me imagino vermelha como um tomate. O brilho alaranjado do sol se pondo no horizonte realçava ainda mais a beleza de seus olhos.

- Bom, acho que devemos ir, não é mesmo?

- S-Sim, claro! – Respondo, ainda envergonhada.

- Ótimo! Vou pegar minha mochila em casa e te encontro na saída da cidade, onde encontramos o Professor Rowan no nosso primeiro dia como treinadores! Se lembra?

- Claro! Como esquecer de momentos tão marcantes, não é?- Digo, agora com um sorriso verdadeiro estampado no rosto.

- Hehe! Fico feliz que se sinta como eu! Enfim, melhor irmos logo antes que anoiteça! Até logo! – Ele fala, acenando para mim e partindo em direção á sua casa, que era bem próxima á minha. Assim que o vejo passar pela porta, por algum motivo meu sorriso desaparece. Fico parada na entrada de casa por um tempo, apenas assistindo o pôr do sol por entre as árvores. Por algum motivo, ter Barry próximo a mim me deixa mais confiante, mais feliz. Claro, desde que o conheço, sempre exalou felicidade e animação e deixava tais atributos por onde passava. Estava presa em meus devaneios, quando me lembro de que deveria ter subido para pegar minha bolsa há muito tempo. Abro a porta e subo o mais rápido que posso. Entro em meu quarto e pego rapidamente minha Pokédex, algumas Berries, um pequeno kit de primeiro socorros que sempre carrego comigo e uma lanterna, caso ficássemos fora por mais tempo do que o esperado.

Saio de casa e corro para a entrada da cidade. Avisto Barry me acompanhando com os olhos enquanto me aproximo do local combinado.

- E então? Tudo pronto? – Ele pergunta, quando chego mais perto. Confirmo com a cabeça. – Certo! Então vamos andando!

Ele estende a mão direita em minha direção. Fico parada por alguns segundos sem saber como reagir, mas logo preencho-a com minha mão esquerda. Ele me olha nos olhos e sorri. Andamos para o lado direito, onde fica o enorme lago onde eu e Barry costumávamos brincar na infância, mas desde que a Equipe Galactic tomou conta do local algum tempo atrás, todos os Pokémon que alegravam o lugar foram embora para procurar um lar mais seguro. Tudo ficou mais triste e sem vida em volta do lago desde então. Enquanto passávamos pelo escuro corredor de árvores que separa a cidade do lago, um estranho som, uma mistura de choro com grito, começa a ecoar. Em um movimento súbito, abraço meu parceiro com força e deito minha cabeça em seu ombro, de olhos fechados.

- C-Calma... D-Deve ter sido só o vento!- Ele diz, segurando minha mão, na tentativa de me acalmar.

- É... acho que sim...- Respondo, ainda abraçando-o. Após alguns segundos, retiro meus braços de seu pescoço e envolvo seu braço esquerdo com os mesmos. Me sinto mais segura quando estou perto dele, ter o calorzinho de seu corpo próximo ao meu me dá confiança. Continuamos andando em direção ao norte, o lugar parece ficar mais escuro a cada segundo. Após dez minutos, chegamos á margem do lago.

- Segundo os rumores que ouvi, o Pokémon lendário está escondido naquela caverna!- Ele aponta para uma pequena ilha com uma caverna no meio do lago, uma forte luz branca era emitida de dentro da mesma. Fico meio preocupada ao avistá-la, e aperto seu braço com mais força. – Está tão ansiosa com isso quanto eu?

- Claro...!- Respondo, olhando-o nos olhos.- Mas como vamos chegar lá?

Sem dizer nada, ele retira uma Pokébola de dentro de sua mochila. Um Floatsel sai de dentro da mesma.

- As damas primeiro!- Ele diz, estendendo a mão para me ajudar a subir nas costas do Pokémon. Com cuidado, me apoio em sua boia de flutuação, e Floatsel me leva á pequena ilha, já que não conseguiria carregar a mim e Barry ao mesmo tempo. Quando chegamos perto o suficiente, pulo das costas do Pokémon, mas perco o equilíbrio e acabo caindo no chão.

- Você está bem?- Barry pergunta, preocupado.

- Estou sim, foi só um arranhão!- Respondo, sorrindo. Ele sorri de volta e chama o Floatsel para trazê-lo para a ilha. Enquanto isso, resolvo dar uma olhada na caverna. Coloco a mão na parede e olho por dentro da entrada. Apenas vejo uma silhueta brilhante presa dentro de um grande tubo de vidro, com muitas mesas de controle em volta. Fico meio assustada com a visão, e resolvo esperar por Barry para entrar. Antes que eu pudesse me voltar novamente em direção ao lago, sinto algo, ou melhor, alguém, puxar meus cabelos. A pessoa me ajoelha no chão, de costas pra ela, e coloca uma arma em minha cabeça.

- Ora, ora! Uma pirralhete indefesa invadindo os domínios da Equipe Galactic! O que devemos fazer quanto á isso, Jupiter?

- Eu não sei, Mars! Ela podia ser nossa refém... ou podíamos acabar com isso agora mesmo, para não haverem testemunhas!

Eu gritava e esperneava, implorando para me soltarem, mas as chances de isso acontecer agora eram mínimas. Sinto o dedo da pessoa que me segurava apertar o gatilho, mas antes que a bala pudesse ser disparada, um forte jato d’água atinge a garota, que é jogada para frente e deixa a arma cair. Os outros dois que estavam próximos á garota retiram cada um uma arma do bolso, apontando-a para a direção do jato.

- Deixem-na em paz! – Fala Barry, quase gritando, pulando das costas do Floatsel.

- Melhor parar de gritar, garotinho! Não vai querer que suas últimas palavras sejam gritos, vai?- O rapaz de cabelo azul marinho diz, com um tom sarcástico.

- É uma pena ter que matar criancinhas assim, com tanta coisa para ver e viver... Mas é questão de segurança!- Fala a mulher de cabelo rosa.

- ...Se quiserem atirar em mim, atirem, mas... Deixem-na em paz!

Meu coração bate forte e rápido com a situação. Sem nem perceber, me vejo a chorar em um ritmo frenético. Estou meio tonta e minha visão está meio turva devido á força com a qual puxaram meus cabelos, mas ainda consigo ver a determinação e tristeza nos olhos de Barry.

- Que lindo, um casal de apaixonados se aventurando pelo lago escuro!- A mulher de cabelos rosas diz, sarcástica.

- É uma pena que a história tenha que acabar sem final feliz! – O homem fala.

- Vocês dois falam demais! – Barry responde, com uma expressão de raiva que eu nunca havia visto. – Vamos logo, atirem!

Os dois o olham com desprezo e apertam o gatilho. Ele desvia se abaixando e passando pelo o espaço que separava eles dois. Ele rapidamente se ajoelha em minha frente e pega a arma que a garota ruiva havia deixado cair e dispara em direção aos dois, que caem, provavelmente mortos, no chão. Barry apenas abaixa a arma, sem dizer uma palavra.

- B-Barry...- Tento dizer seu nome, ainda chocada e surpresa com a situação que havia se passado. – V-Vo-Você me salvou! O-Obrigada!

Abraço-o de costas, mas noto algo diferente. Seu corpo não possui o mesmo calor de sempre. Este foi trocado por um frio assustador. Todas as partes de meu corpo que tocam o seu são dominadas pelo frio, exceto pelas minhas mãos, que estavam repousadas em seu peito, que sentiam o calor de sempre. Me afasto um pouco dele, ainda ajoelhada, mas seu corpo cansado acaba se deitando sobre meu colo. E então vejo a fonte do calor. Sangue. O líquido escarlate escorria incontrolavelmente e sujava toda a sua blusa branca e laranja. Este jorrava com tanta força que mancha o seu cachecol verde limão que sempre usava como acessório. Arregalo os olhos ao ver a cena. Fico completamente desorientada, não sabia o que fazer. Levo as mãos ao rosto e com elas cubro a boca e o nariz, e assim deixo as lágrimas voltarem a escorrer. Viro meu olhar em direção ao seu rosto pálido. Ele sorria. Seus olhos castanhos fitando os meus, enquanto um singelo sorriso se exibia em seus lábios.

-... Não chore...Vai ficar tudo bem...

- COMO ASSIM VAI FICAR TUDO BEM?! VOCÊ.... VOCÊ FOI...

- Eu sei... A ferida está feia... Aqueles dois tiveram tempo de atirar... Mas pelo menos você está bem...

Minhas lágrimas descem ainda mais rapidamente, repousando sobre sua camisa. Trago-o o mais perto de mim possível, envolvendo seu pescoço com um braço e acariciando seu rosto com o outro.

-... E é tudo que importa...! Afinal... Eu prometi... que iria...- Ele começa a tossir um pouco de sangue, dificultando sua comunicação. Agora nossas lágrimas escorrem por nossos rostos em coro. -... Eu prometi que iria te proteger...

- Não... NÃO, BARRY!! NÃO É ISSO QUE EU QUERO!! DE QUE VAI ADIANTAR VIVER SE NÃO VOU PODER TER VOCÊ AO MEU LADO?? EU...

Não tive tempo de terminar minha frase. Ele apenas vira a cabeça e seus olhos se fecham. Sinto sua respiração parar lentamente. Minhas lágrimas se misturam com seu sangue, formando uma enorme poça escarlate.

- E-Eu... Eu t-te amo...

Repouso minha cabeça em seu tórax, próximo á ferida, e me ponho a chorar. O silêncio dominava todo o local próximo, e tudo que podia ser ouvido era o meu choro. Fico imóvel, não consigo pensar em mais nada, não consigo fazer mais nada. Era a mais pura sensação de que meu mundo havia desmoronado. Em um movimento rápido, pego minha bolsa e vejo o que possuo no kit de primeiro socorros que poderia ajudar. Eu tinha apenas algumas bandagens e remédios para alergias. Mesmo que possuísse algo útil para o caso, já era tarde demais. Fico parada por alguns minutos, simplesmente imaginando como seria minha vida de agora em diante, e como eu poderia dar a notícia para seus pais, até que sinto alguém afagar levemente meus cabelos.

-... Eu também te amo!

Pulo para trás com o susto. Ele.... ele estava se movendo e falando normalmente... Não pode ser, a bala o atingiu no peito, sua morte era certa... como?

- B...Barry...? Como... Como sobreviveu?

- Sinceramente, eu também não sei!

- ...

- Bom, isso não importa! O importante é que você está b-

Antes que ele pudesse terminar a frase, pressiono levemente meus lábios contra os seus. Eu senti saudades. Senti saudades do calor de seu corpo, de tê-lo perto de mim, e imaginei que nunca mais poderia ter essas sensações. Como sua sobrevivência aconteceu, é um mistério. Mas enquanto eu puder abraça-lo e ama-lo, serei feliz. Ficamos de bocas coladas por mais alguns minutos, e então resolvemos voltar para Twinleaf, pois já eram quase oito horas e prometemos voltar antes das oito e meia. Pra falar a verdade, eu estava preocupada com as pessoas que havíamos possivelmente matado, era a última coisa que eu gostaria de ter feito em minha vida. Mas agora que tudo acabou, aprendi a dar mais valor ás coisas que tenho. A vida é mais cheia de surpresas do que se pode imaginar.

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Eu observava as duas crianças voltarem calmamente para suas casas. A tristeza nos olhos daquela garotinha era... um sentimento puro. Após ser preso por pessoas que apenas queriam minha magia de cura, achei que os humanos eram criaturas que deveriam ser temidas por nós, Pokémon. Estava próximo a morte e achei que nada mais pudesse me salvar, até que dois meros treinadores derrotaram os monstros de mal coração. Poupar a vida do garotinho era o mínimo que eu poderia fazer como guardião das emoções humanas. Espero que hajam mais humanos deste tipo por aí afora, com amor no coração e pureza na alma.

Notas finais
♥ Espero que tenham gostado :D Por favorzinho com moranguinho e granuladinho, deixem reviews com opiniões e sugestões de casais que eu posso escrever sobre ♥ Beijos e Abraços de urso! AYE!!