Por trás da vida

13 Anestésico das nuvens


Notas iniciais
Feita num dia comum, sem nada de especial.

Ouço vinda de longe, mas seu paradeiro é desconhecido. Barulhos que atordoam a mobilidade, trazem junto de si, a sua sutil chegada. Ela vem fria e constante como o fluxo dos riachos mais profundos.

Não mereço mais que uma olhada e, mesmo assim, contorno os olhos á sua volta. Leve brisa, quase sinto sua pressa. O tic tac das horas limitam seu tempo, você vai solene mas, sua volta sempre termina com lamentos. Seria minha culpa?

Sei de tua enganação, estas lágrimas não te pertencem. Por que choras minhas lágrimas? Suas águas escorreriam uma luz sofrida que desceria até o limiar do peito, acalmaria meus pensamentos aturdidos em mágoa e sofrimento. Por que choras minha culpa?

Notas finais
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