Estava enfadado e entediado. Perdera seu emprego, porém tinha uma renda ótima que o manteria normalmente. Mas gostava de trabalhar, era uma espécie de alivio para sua alma estar sobrecarregado. Seus pais haviam morrido quando ele era muito jovem e lhe deixado uma pequena fortuna. Lembrava-se ainda do cheirinho de broa saído do forno que sua mãe lhe fazia. Aos sete anos era um garoto feliz, que praticava suas pequenas travessuras nas casas enormes que ficavam não muito longe da sua. Até seus pais morrerem não sabia o que era solidão. Mas sinceramente havia gostado dela, tanto que permaneceu assim durante muitos anos. Só que algo havia mudado não se contentava mais em apenas ler um bom livro e tomar cappuccinos. Apos a morte de seus pais passara um curto período em uma fazenda com seus avós, mas estes estavam tão preocupados com suas terras que mal lhe davam atenção. Não ligava muito alem do mais havia afeição e uma boa relação entre cartas e cartões festivos.

Porém, agora que já esbanjara sua auto-independência algo havia mudado e não sabia identificar o que o incomodava. Seria a solidão? Sempre fora considerado anti-social, mas não sabia se agora estava feliz com isso. As aventuras lidas nos livros deviam acontecer consigo.

Olhou ao seu redor, viu seu, sobretudo que estava pendurado pegou-o e rapidamente o frio suave e ríspido da rua já lhe batia nas faces. Andou primeiro sem rumo pelas ruas em que a neve começava a derreter. Ficou se perguntando o que faria no futuro, se é que teria algum do qual valesse apena pensar.

Entrou em uma rua muito calma, havia um pequeno comercio não muito movimentado, ainda assim muito antiquado.

Entrou em um pequeno café e pediu sanduíche de atum e suco de laranja. Comeu sem animo olhando a rua, sem ter nada melhor para fazer.

Não se surpreendia com muitas coisas, apenas algumas fisionomias ou sentimentos nas quais as pessoas esboçavam — muitas vezes sem sequer se dar por conta. Aquilo que via realmente aguçava sua curiosidade. Obviamente as pessoas não se ligavam na expressão dos olhos das pessoas, mas ele nunca se enganava. Conseguia ver uma pupila se dilatando conforme a mentira se moldava.

Pensava em algumas hipóteses sobre o que fazer pelos próximos tempos. Talvez pudesse ir até a África do Sul ouvira muitas historia de caçadores que matavam leões, poderia até ser mentira, mas adoraria fazer algumas expedições cansativas em um terrível calor. Como estava aberto a novas experiências guardou a idéia e começou a pensar em outras como ir talvez até a Grécia adorava Runas e mitologia, já ouvira falar que quem a visita conhecia o começo do mundo. Por falar em mitologia e antigo o Egito poderia ser interessante, quem sabe conhecer o deserto. Talvez devesse tentar as duas hipóteses. Mal não iria lhe fazer. Nunca pensou que pudesse ter tais idéias, mas resolveu-se que deixaria a Grécia pra outra hora queria explorar algum lugar para ir.

Ficou realmente entusiasmado, sentimento que pouco fazia parte de sua vida, mas estava ávido por mais. Talvez venha a conhecer um major ou quem sabe um lorde. Riu de si mesmo, estava parecendo um garotinho e já tinha seus 27 anos.

Pegou algumas notas de seu bolso e pagou a conta. Resolveu dar uma volta pela cidade. Não tinha muita coisa para ver mais ainda estava pensando qual seria seu caminho, e achou uma boa pedida quando seguiu por uma ruela.

Andou sem rumo olhando as vitrines, com belas roupas e acessórios- não gostava do jeito em que essas grandes lojas atraíam as pessoas, e essas ficavam tão endividadas. Ele por sua vez nunca gastou mais do que precisava, achava fúteis as ricas gastadeiras.

Olhou rapidamente seu reflexo no espelho. Seus cabelos castanhos lisos estavam arrepiados ao vento, tinha uma boa estrutura óssea com as maçãs do rosto alta. Seu nariz era considerado fora dos padrões, mas não tinha má aparência. O trabalho de jornalista não lhe dava muito tempo, sempre procurava detalhes que corrobariam ou afirmaria uma reportagem, suas roupas casuais seriam consideradas normais, mas não estavam novas. Percebeu que sua aparência era seria e rugas prematuras já estavam em seu rosto. Pelo menos seu sorriso era branco colocou suas mãos no bolso sorrindo para sua auto-avaliação, seguiu e seu caminho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.