Ela se despiu e entrou no chuveiro. Estava triste. Chorou. A água quente fundiu-se com suas lagrimas, que escorriam com muita facilidade pelo seu corpo nu. Só pensava em Charlie. Os eventos daquela noite estavam gravados em sua memória, jamais esqueceria.

Charlie estava conversando com ela e seus amigos em uma mesa de restaurante, na avenida principal do centro. Tinham chegado as oito, e estava bebendo drinques, Oliver estava um tanto bêbado sempre fora fraco para bebidas. Charlie estava radiante fizera 29 anos a pouco tempo, conseguira uma boa promoção em seu trabalho, ela o observava encantada. Eles iriam se casar agora que estariam em boas condições financeiras. Alem do aniversario de Charlie, Oliver, Mark, Marianne, Miriam e ela comemoravam o novo futuro. Os momentos que sucederam desde então não deram certo, Oliver caiu da cadeira, as luzes piscavam pessoas se esbarravam indo dançar a lenta melodia, Miriam havia corrido para acudir Oliver que logo estava de pé, ela disse que iria levá-lo para casa e ambos saíram cambaleando para a saída. Dois minutos depois Charlie estava caído, pálido e contorcido. Ela se desesperou, um homem que ela nunca vira estava agachado, sacudindo a cabeça em negativa.

– Ele está morto. Eu sinto muito.

Charlie esta morto pensava consigo. Não queria acreditar nisso, era terrível pensa estava em choque.

Passara-se quinze minutos depois de anunciada a morte, pelo homem que se identificara como garçom. Ela não se deixara absorver pelos vários pensamentos que lhe viam a cabeça. Apenas observava a multidão que se esvaia a mando da administração do bar. Quase que instantaneamente a policia e ambulância chegara e colocando Charlie em uma maca e depois um pano branco cobrindo-lhe todo o corpo.

Mari e Mark sentaram-se ao seu lado. Um policial calvo se dirigiu a eles.

– Vocês são acompanhantes do falecido? — perguntou

– Sim — respondeu Mark vendo que as palavras da noiva de Charlie, não saiam de seus lábios pequenos e frios. — Tem alguma suspeita do que houve?

– Desculpe, terão de esperar o laudo da autopsia. Podem me dizer o nome da vitima?

– Charles Ridgwood — Mark saiu com o policial para lhe fornecer dados.

Agora mais calma Jane permitiu-se certos pensamentos, que se apossaram de sua cabeça rapidamente. Depois de alguns minutos Mark voltou com a informação que a policia entraria em contato deveriam ir para casa.

Assim o fizeram e Jane agora esta no banheiro, onde finalmente chorou.