Por trás do final feliz

2 Saturn x Mars: Hat(Lov)e You


Notas iniciais
Oiieeee Povãããão *o* AYE!! Mil perdões pela demora eterna DD: É que eu estava muito ocupada... err... assistindo Pokémon >.< Ah, qualé, é minha vida!! Huahsahausa xP Enfim, eu estava assistindo Pokémon DP Galactic Battles e me relembrei desse casal divo ♥ Espero que gostem :3 Não ficou tão meloso quanto o anterior, mas fazer o que >.< Hu3 P.S.: Os minions na história são os carinhas de cabelo verde da equipe Galactic, não os de Meu malvado favorito, ok? xDDD)

“Você se acha o melhor em tudo! Só por que é mais próximo ao chefe não quer dizer que seja superior!”

“Se isso não quer dizer ser superior, o que significa?”

“Você não pode me dar ordens, não importa o quão perfeito você se acha!”

Estas eram algumas das frases que ecoavam no aposento central do quartel general. Era sempre assim, todos os dias, a mesma discussão e o mesmo tumulto. Ele sempre se achava melhor, por algo tão besta quanto ser apenas o informante do chefe, aquele que estava sempre parado ao lado do mesmo observando as informações que os outros comandantes, como eu, mandavam via satélite. Sempre certinho. Sempre perfeito. Apenas observando enquanto os outros fazem todo o trabalho e arriscam suas vidas. Claro que me orgulho do meu trabalho, afinal, faço pelo meu chefe, que cuidou de mim desde que eu era criança... faço isso pelo nascimento de um novo mundo. Mas, obviamente, nada bom vem fácil. Mesmo com a criação de nosso novo mundo, tenho que lidar com algumas coisinhas complicadas até lá. Como policiais, pirralhos intrometidos... e até colegas de trabalho, se é que podemos chegar até o nível de colegas, e não apenas pessoas com seus próprios propósitos que se relacionam apenas nas missões. Comandante Chefe Saturn. Ouvir esse nome me dá nojo. Simplesmente não consigo lidar com esse modo de se referir ao “brinquedinho de distração” do Chefe Cyrus. Claro que os simples minions da equipe não sabem do meu ódio, então continuam chamando-o por esse nome patético e inoportuno.

- Bom, está claro que entre nós eu sou quem possui mais experiência e melhor disciplina.- Ele se exibe, com aquele nariz empinado de sempre.- Então está clara a razão da escolha do mestre Cyrus em me colocar no cargo de Comandante Chefe! E por eu possuir tal título...

Sem deixa-lo terminar, avanço em sua direção. Gostaria de soca-lo com todas as minhas forças para torcer de vez aquela expressão exibida e ao mesmo tempo séria e sarcástica, mas ele segura meus braços com as mãos.

-... Você e a Jupiter devem me obedecer enquanto o chefe estiver fora!

- Eu prefiro morrer a ter que fazer sua vontade e te satisfazer, seu imbecil!! Eu te odeio!! – Grito, me soltando. Ele apenas retorna para sua pose ridícula de antes.

- Então morra, prometo não sentir sua falta! – Responde, se virando e acenando, andando em direção á saída. Ele retira o cartão-chave Galactic do seu bolso e passa pela leitora de códigos, assim abrindo a porta e passando pela mesma. Fico apenas parada no meio da vasta sala de controle, tentando conter meu ódio.

- Mas que filho da...- Antes que pudesse terminar minha frase, a porta pela qual o Comandante Bobalhão Saturn havia saído se abre do lado de fora, e Jupiter entra na sala com reprovação em seus olhos.

- Vocês dois me dão nojo, nem parecem dois adultos! – Ela fala, me fitando, enquanto continuo cabisbaixa e com punhos cerrados. – Sempre brigando, quase se matando, como dois cães vira-latas disputando por comida.

- Você diz isso por que não tem que lidar com esse... esse... lunático todos os dias se gabando que vive ao lado do chefe!!

- Ficou louca, Mars? Eu também sou uma comandante, e também tenho que lidar com o Saturn, e tento fazer isso da melhor maneira possível, apesar de não suportar ninguém aqui... inclusive você! – Ela cerra os olhos e cruza os braços. Realmente não sei como reagir á sua “bronca”, então apenas continuo cabisbaixa.

- Ele... Ele se acha melhor só por que é... argh... “Comandante Chefe”! Ele acha que pode nos dar ordens, se acha perfeitinho!

- Mas ele PODE nos dar ordens Mars! Aceite, ele é superior a nós em cargo, apesar de eu ser totalmente contra isso! – Levanto a cabeça, e olho-a nos olhos. Meu rosto ferve com uma mistura de ódio e desejo de vingança. – Ele é muito inteligente, e essa qualidade é muito apreciada pelo chefe! Apesar de eu também possuir bastante dessa virtude, acho que o Cyrus gostaria de aproveitar mais minha força e desejo por confrontos, por isso me colocou na linha de frente! Já você... bem, acho que tudo que eu tinha que dizer já foi dito! Não queremos que a pequena Mars exploda de raiva novamente, certo?!

Ela se vira de modo provocante e irônico, e apenas sai e olha pra mim do lado de fora.

- Tenta conter um pouco essa inveja e raiva toda, ou vai acabar se tornando a Comandante Tomate!

Ela lança um beijinho e acena ironicamente antes da porta se fechar. Não havia entendido sua piadinha infame, mas olho meu reflexo no vidro de uma das máquinas e percebo que estou vermelha como um tomate maduro. Saio da sala tentando ao máximo esquecer da minha discussão com Saturn. Sinceramente, odeio discutir com ele. Sinto como se fosse errado por algum motivo. Uma estranha dor é acertada em mim a cada grito e a cada xingamento que lanço a ele, e o mesmo quando é retornado, mesmo sendo raro. Apenas ignoro os minions que passam ao meu redor conversando animadamente sobre o nosso objetivo de criar um novo mundo perfeito e sem espírito. Também estou ansiosa com a criação, mas o meu mau humor não me permite demonstrar alegria alguma. Caminho sem rumo pelo longo corredor do Fuego Windworks, nossa atual sede, quando passo em frente ao grande salão em que era guardada a sete chaves as duas grandes e poderosas correntes vermelhas, uma parte muito importante de nosso plano. Avisto Saturn admirando a beleza das correntes, que flutuavam dentro da câmara e emitiam uma bela luz vermelha. Também vejo o velhote Charon, como sempre rindo como uma hiena, observando a imagem que o satélite cuidadosamente posicionado próximo ao Monte Coronet nos fornecia. Me escondo ao lado da porta para ouvir a conversa dos dois.

- Está na hora dar a vida a estas belezinhas! – Diz Saturn, ainda observando as correntes. – Concorda, Charon?

- Hehehe! Sim, Comandante Chefe! Essa operação vai ser um estouro! – Ele responde, e ri novamente, puxando a alavanca que liberaria a energia para carregar as correntes com o poder necessário para invocar os lendários guardiões do tempo e espaço, ou pelo menos metade dela. A outra parte da energia seria fornecida apenas pelo poder dos guardiões dos lagos, Uxie, Mesprit e Azelf, e só assim conseguiríamos carregar as correntes vermelhas. A luz emitida pelas mesmas ficou muito mais brilhante e forte.

- Ótimo! – Saturn comenta, deixando de admirar as correntes e fitando o chão. –Por falar em estouro, Charon, a bomba galáctica está pronta para entrar em ação?

- Está prontinha, chefe! Heheheheh!

- Diga aos minions para leva-la para o helicóptero e prepararem tudo... eu cuido do resto!

Charon consente com a cabeça e sai da sala. Meu rosto estava ardendo novamente só de ver o modo como todos tratam o Comandante Babaca e de ouvir o modo como ele dá ordens, como se fosse o chefe de toda a Equipe Galáctica.

- Boa tarde, Mars! Espionando novamente? Hehehe! – A hiena fala, com a voz irritante que marca a personalidade dele.

- Fica quieto, velhote! – Respondo, ele ri novamente e continua em seu rumo para o lado de fora. Espero ele se afastar o suficiente para entrar na sala e despejar toda a minha raiva no Saturn. Este ainda fitava o chão, parado em frente á câmara das correntes, com os braços cruzados atrás das costas.

- O que foi agora, Mars? – Ele diz, sem sair de sua pose. Fico surpresa, achei que não havia notado minha presença, mas continuo firme.

- ... Quem você pensa que é para dar ordens desse jeito??

- Mars... – Ele se vira em minha direção, sua expressão possuía mais seriedade do que o normal. – Todos nós, desde comandantes até minions, chegamos aqui de alguma maneira, temos uma história atrás de cada um de nós! Eu sempre fui um garoto prodígio, tirava notas altas em todas as matérias escolares e sempre tive um rendimento muito bom e relacionamento amigável com meus Pokémon. Meu espírito de liderança é perfeito, e consigo coordenar um grande grupo de pessoas ao mesmo tempo. E sua história...? Você era uma reles e patética garota de rua que cresceu roubando com o Purugly e que foi salva do relento pelo mestre, não tem o mínimo respeito com as pessoas a seu redor, e pensa apenas em si mesma. Apenas tente raciocinar uma vez na vida, quem é melhor para exercer o cargo de chefe na falta do Cyrus?

Congelo enquanto suas palavras voavam em minha mente. Realmente não sei como reagir á seu comentário, uma parte de mim gostaria de espanca-lo aqui e agora, mas a outra não queria fazer nada, apenas ficar parada, esperando as feridas do passado que foram abertas com suas falas perfurantes serem curadas.

- ... Como... COMO VOCÊ OUSA?? VOCÊ NÃO SABE NADA SOBRE MIM SEU IMBECIL!! – Grito em sua direção, as lágrimas escorriam descontroladamente por meu rosto, tento dar-lhe um tapa forte, mas novamente ele segura meu braço ao e me impede de atingi-lo. Não consigo me segurar em pé, minhas pernas parecem perder a força, caio ajoelhada no chão, levo minhas mãos ao rosto e tento conter as lágrimas, mas não adianta.

-... Você não... não entende, não é?! Ninguém entende, NINGUÉM!!...

-...

-...Ninguém entende o quão isso tudo é... importante pra mim!

Ouço-o se aproximar lentamente, e alguns segundos depois, sinto meu corpo ser envolvido por seus braços. O calor de seu corpo tocando o meu era reconfortante. Ele afaga lentamente meus cabelos enquanto eu repouso minha cabeça sobre seu ombro.

-... Me desculpe... Meu comportamento é desprezível... eu nunca questionei como você se sentia...

-... Eu fui salva pelo Cyrus naquela noite, Saturn... Realizar os sonhos dele, ser um orgulho para ele... é o meu maior objetivo nessa vida...

- Agora eu entendo! Me desculpe por tentar apagar o seu brilho, Mars! Você é forte do seu jeito, e tenho certeza que o Cyrus nunca te deixaria para trás, não importa o seu posto.

-...

- Eu nunca gostei de discutir com você, sempre senti que era errado, afinal, não conhecia muito sobre sua história... Mas prometo que serei compreensivo com você de agora em diante, ok? Espero que perdoe meu comportamento anterior!

- ... O-Ok! A culpa de todas as brigas é inicialmente minha... espero que você me perdoe também!

Ele deposita um beijinho leve em minha testa. Devo estar mais vermelha que um morango, afinal, nunca esperei ter um contato tão próximo com o Saturn. Continuamos abraçados por um longo tempo, não queria sair daquele paraíso. Colada com ele, sentindo seu calor, eu me sentia protegida e forte. A única vez que me senti assim na vida foi quando conheci Cyrus, em uma noite chuvosa, em que ele me salvou do relento e me levou para a antiga sede da Equipe Galáctica, onde cuidou de mim até completar quinze, quando me tornei uma comandante. Nunca esquecerei daquela noite, assim como nunca esquecerei desta. Dez minutos se passaram rápidos como o vento, e logo ouvimos a voz do Chefe Cyrus, que acabara de voltar de Sunyshore, onde havia ido para checar se todas as áreas estão normais e sem suspeita alguma do que está prestes a acontecer, ecoar por toda a sede. Aperto a camisa de Saturn no local onde minhas mãos estava repousadas, próximas a sua nuca, isso me dava certa sensação de proteção.

- Está na hora! – Ele diz, me soltando lentamente. Por mais que me doa, também o solto, e nos olhamos nos olhos, ainda ajoelhados, por alguns minutos. Ouço a porta se abrir atrás de mim, e Jupiter entrar com passos firmes e pesados. Ela para em frente a mim e Saturn e cruza os braços, em reprovação.

- Vocês são surdos, por acaso? Acho que o Chefe falou alto o suficiente para todos ouvirem o chamado! – Ela reclama, nos fitando com desprezo. – Aposto que os dois cachorros de rua estavam brigando novamente!

- Por mais que isso seja estranho pra você, Jupiter, você não sabe de tudo! – Saturn responde, se levantando e me ajudando a fazer o mesmo.

- Hmpf, agora eu sei por que a Mars implica tanto com você! Sua personalidade é desprezível!- Ela retruca, se virando e desfilando ironicamente até a porta. A moral dela para falar da personalidade dos outros é tão grande quanto minha vontade de sair do conforto dos braços de Saturn, mas eu sabia que era preciso ser realizado. Pegamos as cápsulas com as correntes vermelhas e carregamos com cuidado, passando pelos estreitos corredores. Parecia ficar mais pesada a cada passo que dávamos, apesar das correntes parecerem leves e fáceis de serem transportadas. Chegamos ao lado de fora após cinco longos minutos. Não havia nada de inesperado: Dois helicópteros, um para nos levar ao Spear Pillar e outro para despachar a bomba no lago, e um caminhão disfarçado onde iriam alguns minions e a chave para a ruína. Fico completamente envergonhada e desapontada comigo mesma ao ver a decepção no rosto do chefe.

- Estão atrasados! – Ele diz, com o olhar assustador que o caracteriza.

- Perdão, mestre Cyrus. – Eu e Saturn respondemos em coro. Um par de minions se aproxima e pegam as cápsulas com as correntes de nossas mãos e colocam dentro do caminhão, pulando dentro do mesmo em seguida.

- Tudo pronto para partirmos, senhor! – Um deles fala.

- Certo! – Cyrus responde. – Todos para suas posições! Mars, você irá com Saturn até o Lago Valor para dispensar a bomba galáctica e capturar o trio lendário!

- Perdão, mas qual o motivo dessa troca, senhor? – Pergunto, apenas por curiosidade.

- A caçadora de Pokémon J ainda não apareceu, então precisaremos de ajuda dupla no lago. Não me decepcionem!

Consentimos com a cabeça e caminhamos juntos até o helicóptero. Subimos as escadas e ocupamos os dois lugares dos fundos, afinal, ambos gostaríamos de conversar sobre o que ocorrera na sala de controle, e não gostaríamos que algum minion ouvisse qualquer informação que pudesse ser usada contra nós no futuro. Observo distraída o pôr do sol pela janela. Era lindo, fantástico. Raramente temos chances de sair do quartel general, além das missões e buscas, então não conseguimos apreciar uma coisa como essa todos os dias, muito menos eu, que estou na Equipe Galáctica desde os oito anos.

- Admirada com o que vê? – Ele pergunta, sorrindo. Não achei que estivesse me observando.

- Sim...!- Respondo, calma. – É lindo! Como uma enorme bola de fogo!

Ele apoia sua cabeça em meus ombros, e me abraça pelas costas. O conforto e a sensação de proteção de estar envolvida por seus braços voltam aos poucos.

- O que pretende fazer quando essa missão acabar...? – Ele me pergunta, ainda me abraçando. Sinto seu hálito quente tocar meu pescoço e me arrepiar por inteiro.

- Como assim? Nós vamos com o mestre para o mundo perfeito, como ele prometeu, e lá viveremos em paz. – Respondo, olhando-o nos olhos. Seu sorriso se transforma em uma expressão séria.

- Mars, toda essa história de mundo perfeito... nunca se teve certeza do que aconteceria caso uma fenda fosse aberta no tempo e espaço. A suposição é que isso causaria um enorme vazio distorcido e maléfico, onde ninguém seria capaz de sobreviver. Eu não tenho a intenção de ir para este lugar.

-...E-Então... Por que esteve com o Mestre Cyrus e a Equipe Galáctica todo esse tempo? – Pergunto, meio surpresa e espantada.

- Você já deve saber que eu sempre fui estudioso, mas chegou a um ponto em que percebi que havia perdido muito tempo de minha vida com pesquisas e estudos sobre tudo que pode imaginar, então saí pelo mundo á procura de aventuras, coisas que um jovem em minha idade faria para se divertir. E então achei a Equipe Galáctica. Achei interessante toda a oferta que me fizeram, e então acabei entrando só por diversão, não pensei que fosse tão longe... Mas estou ciente de que, caso a fenda for aberta, se não morrermos do lado de fora pelo alto uso de energia vital desta, morreremos ao passar por ela!

Não sei como reagir á notícia. Simplesmente congelo em minha posição, esperando que fosse apenas uma brincadeira de mal gosto. Ele beija levemente minha bochecha, afagando meus cabelos em seguida.

- Sei como se sente quanto a isso... Mas prometo que vou te proteger não importa o que aconteça...!

- Saturn... – Me viro em sua direção e seguro suas mãos com força.- Temos que salvar eles!!

- Não dá mais tempo, Mars...! Eu contatei a caçadora de Pokémon J dizendo que cancelamos a missão, exatamente para que Cyrus nos mandasse para o lago, tudo é planejado! – Arregalo os olhos, apesar de ele parecer calmo como sempre. – Mas... você precisa confiar em mim!

Abraço-o com força, as lágrimas descem descontroladamente dos meus olhos.

- ...E-Eu... Eu confio...

- Obrigado! – Ele responde ao abraço, e beija meu pescoço. – Precisamos pular desse helicóptero o quanto antes! Se pularmos logo, podemos cair próximo á Cidade de Pastoria.

- M-Mas... irão nos reconhecer pelo uniforme...!

-... Escuta, não importa o que quiserem fazer conosco caso nos vejam, eu irei te proteger com minha vida...! – Ele diz, e nos separa, desfazendo o abraço. Ele abre a mochila que havia deixado no banco de trás sem ninguém perceber, nem mesmo eu, e de dentro da mesma retira um paraquedas.

- Foi tudo que pude trazer sem Cyrus perceber. Quero que use! Fuja daqui, vá para um lugar seguro!

- M-Mas... E você?!

- ...Eu ficarei bem! Confie em mim!

- M-Mas...

Saturn toca seus lábios levemente nos meus, as lágrimas escorriam descontroladamente por meu rosto corado. Envolvo seu pescoço com meus braços, trazendo-o para perto de mim, não queria que esse momento acabasse, queria senti-lo ao meu lado, seu calorzinho, sua proteção... queria tê-lo comigo para sempre. Ele interrompe o beijo ao ver que estávamos próximos á Cidade de Pastoria. Se levanta rapidamente, seu olhar possuía uma mistura de tristeza e seriedade.

- Bem... Hora de ir...! – Ele me ajuda a levantar, pega o paraquedas e me faz sinal para levantar os braços. Assim o faço, e ele me ajuda a colocar o instrumento. Caminhamos juntos até a porta do helicóptero. Saturn abre-a com força, o ar rapidamente invade toda a cabine. Ficamos frente a frente, ambos cabisbaixos. Tento ao máximo conter o choro.

- ...Quero que saiba que eu adorei cada segundo que passamos juntos... mesmo durante as brigas... Quero que saiba que sempre te achei perfeita... Pelo menos perfeita para mim! Eu... Eu acho que te amo!

Não consigo conter o choro com sua frase, então me desfaço em lágrimas. Ele tenta me animar, mas foi em vão. Quando sinto minhas pernas começarem a perder sua força, contenho ao máximo as lágrimas.

- E-Eu... Eu também te amo!

Sorrimos um para o outro. A última troca de olhares. A última vez que poderei sentir o seu delicioso calorzinho. Não poderei saber se estará vivo ou não, ou se estará ferido... Nosso destino divido em dois mais uma vez.

-... Então é isso... Te vejo depois...Fique bem...!

Era assim que terminaria. Vidas incompletas, destinos revirados. Mas...É natural do ser humano fazer mudanças na sua vida, mesmo que para isso tenha que sacrificar a de outros. Então... Por que não mudar nossos destinos? Não deixaria que algo insignificante como a ‘sorte’ mudasse o que combina... o que é perfeito. O último raio do sol antes da chegada da noite resalta dois vultos, juntinhos, planando suavemente. Puxo-o para perto de mim, novamente a solução para todos os meus problemas era sentir seu corpo próximo ao meu. Caímos juntos, na terra agora coberta pelas estrelas. Levantamos juntos. Seguimos juntos. Para sempre. Sem dar a mínima para opiniões e preconceitos alheios. Afinal, quem precisa de um universo inteiro quando dois planetas são o suficiente para criar a felicidade: Marte e Saturno.

Notas finais
*u* Eles são tão divos, genteeee!!! ADOLO ELISS *u* *Fangirl detected* Hu3 xP Enfim, espero que tenham gostado :3 Pretendo fazer um yaoi SEM LEMON, SÓ ROMANCE no próximo cap, de outro casal que eu adoloo ;3 Até lá, Meus Cupcakes o AYE!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.