Por que não eu?
1 Capítulo único.
Notas iniciais
Minha primeira songfic. Foi escrita precisamente no dia 24/10/2012. Sim, há mais de um ano. Achei perdida aqui na pastas de fic de Kuroko no Basket e resolvi postar... Por que não? :')
Bem, esta não foi a melhor fic que eu posto aqui, muito pelo contrário. Mas estou há tanto tempo longe desta categoria que resolvi postar, eu realmente não iria, por motivos óbvios...
-
Imagem de capa não me pertence, mas a montagem sim.
E não, não gostei dessa capa, mas foi o melhor que pude fazer :'D
[...]
Bem, sem mais... Boa leitura!
Aomine Daiki abriu a porta da casa, ao mesmo tempo em que segurava o corpo de sua amiga com cuidado. A moça resmungava algumas coisas sem sentido e logo depois ficava quieta. Daiki soltou um pesado suspiro. Foi guiando Satsuki para o interior da casa, deixando-a encostada em uma parede enquanto ia a procura do interruptor e acendia as luzes da sala e da cozinha. Ao voltar para a sala encontrou Satsuki se jogando no sofá com tudo que tinha, mas de forma pensativa, distante. Daiki observou aquele ato tão simples de forma perdida, começou a viajar em seus pensamentos mais ocultos. Balançou de leve a cabeça de um lado para o outro, de forma que pudesse afastar aqueles pensamentos e ajudar a jovem de cabelos rosados.
Quando ela cai no sofá
So far away
Foi até ela e falou baixinho para que ela se sentasse para que ele pudesse levá-la para o quarto. Satsuki assentiu de forma suave e lenta. Daiki suspirou novamente enquanto pegava o corpo dela com cuidado e caminhava pela casa e subia as escadas para o segundo andar. Depositou delicadamente o corpo sonolento da rosada na cama que a ela pertencia e olhou-a por uns instantes.
Eles haviam acabado de chegar de uma festa. Estavam sentados em uma das mesas do local enquanto conversavam sobre algum assunto qualquer e sem muita importância. Até que viram Tetsuya juntamente com outra garota andando de mãos dadas por ali. Daiki olhou de lado para Satsuki e viu-a encarando a cena com os olhos lacrimejados. Sentiu-se desconfortável. E sentiu-se ainda mais desconfortável quando sua amiga começou a beber além do que devia. Vinho demais.
Vinho à beça na cabeça
Eu que sei...
Foi libertado de seus devaneios pelo movimento do corpo dela na cama, e sons incompreensíveis. Ao olhar para a cena sentiu-se revirar por dentro, como se tivesse sido virado do avesso. Satsuki insistia em beijar o travesseiro. Daiki fechou os olhos fortemente e saiu do quarto, fechando a porta de forma que não fizesse barulho algum.
Quando ela insiste em beijar
Seu travesseiro
Eu me viro do avesso
Eu vou dizer aquelas coisas
Mas na hora esqueço...
Não importava o quanto ele tentasse, sempre era atacado por aqueles pensamentos mais ocultos que jaziam dentro de si, dentro de sua profunda e conturbada mente. Seus sentimentos se misturavam e se confundiam, confundiam a ele, de forma insistente e inapropriada. Pensou em tudo que já tinha passado na vida, pensou na vida. Revirou a mente e recolheu lembranças, todas as lembranças que ele guardava intactas junto a ele. Lembranças dela. Lembranças dos dois. Juntos. Mas apenas lembranças. Que eram falsas esperanças. E ele se perguntava o porquê.
Por que não eu?
Ah! Ah!
Por que não eu?
Ainda era cedo, não passava das nove da noite. Devido aos acontecimentos, tiveram de ir embora mais cedo, de forma inesperada, repentina. Daiki suspirou pesadamente pela segunda vez naquela noite. Talvez estivesse realmente ficando louco, ou simplesmente sempre tenha sido um louco e nada mais que isso. Passou as mãos pelos fios azuis de seu cabelo de forma brusca, deixando o cabelo extremamente bagunçado, mas ele não se importava, ele próprio já estava bagunçado o suficiente. Levantou do sofá onde havia se sentado e pegou o telefone discando o número de um restaurante e pedia um jantar para os dois. Desligou o telefone e parou pra refletir. Mas se ela não tinha nada marcado pra depois, não havia mal algum em jantarem juntos mais uma vez. Sorriu. Um sorriso amargo e arrependido.
Eu encomendo um jantar
Só prá nós dois
Se não tem nada prá depois
Por que não eu?...
Uma semana antes da fatídica festa, que por sinal foi uma festa de noivado, do casal mais improvável, ou talvez nem tanto: Hyuuga Jumpei e Aida Riko, Momoi havia procurado Kuroko para que eles pudessem conversar, mais uma vez. Durante tanto tempo de tentativas frustradas de tentar conquistar o coração do homem fantasma, Satsuki resolveu tentar falar mais abertamente com o Tetsuya. Saíram juntos para um jantar que era para ser romântico. Daiki despediu-se dela desejando boa sorte por mais que já soubesse onde aquilo iria dar. Satsuki deu um suspiro pesaroso para ele, e reclamou. Aomine sentiu sim o coração apertar no peito, mas continuou com a mesma expressão de sempre. Hoje talvez se arrependesse por não ter impedido-a de ir àquele maldito jantar. Suspirou pela terceira vez naquela noite.
Foram ouvidos ruídos baixos através da escada. Satsuki descia silenciosamente, depois de ter tomado um longo banho gelado e se recuperado o suficiente, ela encontrou Daiki sentado despojadamente no sofá, mas de forma cansada. Daiki olhou atentamente para ela, sem dizer uma única palavra. Ambos sentiam aquela sensação incômoda e conhecida de um nó sendo formado na garganta.
Ouviram o soar da campainha e Aomine se levantou para receber a comida que havia encomendado. Foi para a cozinha colocando as sacolas em cima da mesa. Satsuki seguiu para a cozinha e pegou a sua parte do jantar, agradecendo mentalmente, estava com muita vontade de comer e o estomago reclamava. Daiki pegou também sua parte do jantar e resolveu comer em silencio, até que terminasse e jogasse as embalagens no lixo. Virou-se na direção dela e a olhou mais uma vez, ela retribuiu. Ele perguntou como ela estava, e ela disse que já estava bem melhor, enquanto um sorriso falso e deprimente de formava na bela face da jovem mulher. Daiki sentiu seu estomago revirar diante a cena, respirou fundo. Olhou para ela mais uma vez, mais suavemente dessa vez. Ela estava quieta, ele sabia que ela se sentia sozinha, que ela estava carente. Querendo atenção. Querendo paixão. Ela retribuía o olhar dele de forma interessada. Se aproximou dele lentamente, depois de jogar as embalagens no lixo.
Satsuki o olhava diretamente nos olhos de forma curiosa. Daiki suspirou pesadamente, pela quarta e última vez naquela noite, até que percebeu a aproximação perigosa entre os dois. Ela se sentia solitária e carente de paixão, se sentia triste, se sentia rejeitada, profundamente magoada e quebrada por dentro. Daiki sentia o gosto amargo de toda aquela situação. E quando os corpos se tornaram mais próximos, as respirações de mesclaram e as bocas encontraram-se a centímetros de distância, Daiki indagou-se mentalmente do por que não ser ele nos pensamentos dela ao invés de um outro alguém que a magoava tanto e não a amava tanto quanto ele amava. E disse a ela, com a cara mais lavada: Porque não eu?
Você tá nessa, rejeitada
Caçando paixão
Eu com a cara mais lavada
Digo:
Por que não?... Por que não?
Por que não ele, Aomine Daiki, nos pensamentos dela no lugar do outro que desprezara os sentimentos tão sinceros que ela nutria?
Por que não eu?
Ah! Ah!
Por que não eu?...
Notas finais
Gostaram? Amaram (o que é improvável)? Deixem reviews.
Odiaram? Detestaram? Deixem reviews também!
-
Bem... Não sei o motivo, mas eu quis postar essa fic, mesmo sabendo que não está boa. E não, não espero elogios, muito pelo contrário. É que eu realmente não gostei dela e... Fazer o que né? Mas se há quem gostou, deixe-me saber, por favor. Deixe-me saber também dos motivos que tenha gostado, talvez eu também passe a gostar disso... :')
Só quis compartilhar mais um fic desse casal maravilhoso, porque há tão pouco deles por aqui que até os fracassos são bons de compartilhar...
Agora chega .
Beijos e até uma próxima (;
Fale com o autor