Por Um Segundo

11 Tenha uma ótima explicação


Notas iniciais
Gente, aí está o próximo capítulo. O plano era postar ontem, mas eu estou doente, daí faltei aula hoje. Ou seja, estou doentinha, postando para vocês.
Isso é consideração, galera. kkkkkkk' brincadeira.
Enfim, obrigada pelos reviews e pela leitura de todas, espero que gostem.
Boa leitura =D

"Não se dê ao trabalho de dar explicações, assuma simplesmente que pode fazer o que bem entender."

Dr. House



– Eu sei, sra. Nichols. — Respondo, olhando para o chão.

Sra. Nichols se levanta. Janet, sra. Mckingdom e os outros olham para mim de um jeito estranho e eu tenho vontade de fugir.

– Isto aqui — Fala sra. Nichols, sacudindo um papel onde provavelmente está a coluna da Amy. — é uma falta de respeito gigantesca. Você, Isabelle, nunca poderia ter feito isso.

– Eu sei que não. — Falo, mordendo o lábio. — E eu me arrependo muito...

– Isso não pode ficar assim! — Grita a professora, jogando o papel no chão. Em seguida, vira-se ferozmente para sra. Mckingdom. — Você tem que fazer alguma coisa.

A diretora aperta as mãos apreensiva e limpa o suor da testa com o lencinho. Imagino quantos litros de suor deve ter naquele pedacinho de tecido, uma vez que parece que ela nunca o lava.

– Acalme-se, Amanda. — Pede sra. Mckingdom.

Sra. Nichols se senta e me lança um olhar mortífero. A diretora suspira.

– Fale, Bellie. — Manda ela.

Contorço meus dedos uns nos outros e encaro meus sapatos, já pensando em como vou dizer para meus pais que fui expulsa do colégio.

– Bom, eu sabia que não era boa nesse tipo de coisa. — Falo, deixando as palavras sairem livremente. — Westpaper é um jornal sério o tempo todo, e eu não sou assim.

Sra. Nichols bufa. Parece que ela acha absurda a explicação, mas não tenho nada melhor para oferecer.

– De qualquer jeito — Continuo, ignorando a revirada de olhos da professora de história. -, eu não achei que o editor do jornal fosse aceitar a coluna.

Jonathan Bravo dá um passo para trás como se tivesse sido atingido por um soco. Ele pisca um pouco e balbucia palavras em voz baixa. Sra. Nichols olha para ele como uma pantera.

– Por que não impediu isso de acontecer, Bravo? — Ela pergunta, com os dentes cerrados. A sala está tão quieta agora que quase podemos ouvir os pensamentos unsdos outros.

– Eu... eu... — Jonathan não consegue formar uma frase coerente mesmo com toda a inteligência que tem, e eu me sinto mal por tê-lo colocado nisso. Ao contrário de mim, deve ser novidade para ele enfrentar algum professor. — Eu achei que seria bom para o jornal mudar um pouco.

Os olhos de sra. Nichols ficam em chamas. Ela se vira para a diretora, que está sentada na cabeceira, ouvindo atentamente a tudo o que é falado.

– Você tem duas pessoas para expulsar. — Informa sra. Nichols a ela.

Sra. Mckingdom suspira demoradamente.

– As crianças estão certas, Amanda. — Decreta a diretora.

A professora de história para imediatamente de se mexer. Depois de alguns longos segundos de silêncio, ela fala:

– Como assim?

Sra. Mckingdom dá de ombros.

– Foi engraçado. — Responde, simplesmente.

– Engraçado? — Surta sra. Nichols. — Engraçado? Não é possível que a diretora de uma instituição de ensino ache um desrespeito público engraçado.

– Bellie disse uma coisa certa quando falou que Westpaper é sério o tempo todo. Isso é um jornal para adolescentes, e não para aposentados. Precisamos de uma pessoa que levanta o ânimo do jornal, coloque alguma graça nele. Essa pessoa é Bellie.

Eu sorrio um pouco. Sra. Mckingdom consegue me surpreender sempre. Sra. Nichols bate a mão com força na mesa.

– Podemos colocar graça no jornal sem ofender ninguém. Nesse caso, é você quem deve tomar uma atitude. — Interpela a professora. — É a primeira vez que um professor é insultado dessa forma.

– Também é a primeira vez que o jornal é lido por mais de cinco pessoas. — Responde sra. Mckingdom sem se intimidar, com a voz firme.

Sra. Nichols fica sem resposta por um momento. Enquanto meu estomâgo faz uma dancinha da vitória, Jonathan Bravo se segura para não sorrir. Os outros membros da equipe estão completamente sérios.

– Não acredito que você vai deixar uma aluna me tratar assim. — Fala sra. Nichols.

– Bellie só disse o que pensava. — Retruca sra. Mckingdom. — É o que os jovens fazem. Não precisa fazer tanto drama por isso, Amanda. Bellie deve ter os seus motivos.

– Mas ela assumiu que escreveu a coluna para não ser publicada! — Se desespera sra. Nichols. — Ela não está levando nada disso a sério! Para ela isso é só mais uma brincadeirinha!

– Isso cabe a mim resolver com Bellie. — Fala sra. Mckingdom, séria. — O jornal está mais conhecido hoje do que já foi desde que foi fundado, e eu quero ver até onde vai. — Ela encara os membros do jornal e decreta: — Bellie fica.

Os nerds reviram os olhos. Não estou entendendo por que todos estão agindo assim. Os únicos que esboçaram um sorriso foram Jonathan Bravo e Caitlin Evans, a escritora da coluna de Culinária, se não me engano.

Sra. Nichols comprime os lábios, pega sua bolsa e vai embora.

Já posso fazer minha dancinha agora?

– Estão liberados. — Diz sra. Mckingdom.

Os nerds se levantam e se encaminham para a porta. Caitlin Evans esbarra em mim levemente, e me olha como se pedisse desculpas com seus grandes olhos castanhos, antes de andar rápido para a saída.

Olho para a sala antes de sair. Sorrio novamente e saio. Escuto vozes no corredor. Me encosto na parede onde não posso ser vista e tento ouvir. Não sei por quê faço isso, mas as pessoas descobrem coisas importantes assim no filme.

– Ela chega aqui agora e já é a rainha do jornal. — Resmunga uma voz que reconheço como a de Edgar Baker, o escritor da coluna de eventos.

– Por que a diretora puxa tanto o saco dela? Ela nem quer estar aqui. — Reclama a voz de Nathan Concordia.

– Escrevemos colunas há anos e essa garota escreve uma linha e o jornal fica famoso. É ridículo. — Fala uma voz de garota.

– A coluna da Amy virou um lugar de piada agora. Ela nem mesmo ajuda as pessoas. — Concorda outra voz.

Então me lembro de Linda Heart rindo hoje com minha resposta à sua carta. Ela parecia feliz.

– O Bravo deixou isso acontecer. Ele tinha que ter jogado aquela coluna fora. — Opina a primeira voz.

As outras concordam. Não consigo ouvir mais. Me viro bruscamente, para ir ao outro lado, mas esbarro em Caitlin Evans de novo.

– Desculpe. — Ela diz, com sua voz de criança, que não parece com nenhuma voz que eu estava ouvindo.

– Me desculpe também. — Aperto meus dedos na têmpora. — Eu estava indo lá para fora.

– Eu também. — Ela responde. — Posso ir com você?

Assinto para ela e eu olho para os dois lados antes de sair da edição, para me assegurar de que ninguém está me observando. Caitlin e eu caminhamos lado a lado, apenas o som de nossos sapatos batendo no chão. Mas eu tenho que fazer isso. Se eu não perguntar agora, não vou perguntar nunca.

– Caitlin — Falo. Ela me olha surpresa. Acho que ela não esperava que eu soubesse o nome dela.

– O quê? — Ela diz, docemente.

– Por que a equipe do jornal não gosta de mim? — Pergunto, me fazendo parecer uma criança.

– Eles não têm nada contra você. — Caitlin me assegura.

Eu sento em um dos bancos estreitos e circulares no canto da cantina. Por um breve momento, Caitlin pondera se deve se sentar ou não, mas acaba se sentando.

– Têm sim. Eu ouvi vocês comentando.

– Eu não disse nada. — Ela se defende.

– Eu sei, desculpe. Mas os outros disseram coisas terríveis. Por que eles não me querem no jornal? Pode me dizer.

Caitlin certamente acha que não deve me contar. Mas ela me olha por um instante e fala:

– Bem... eles têm medo de você. — Responde.

– Medo? De mim? — Fico surpresa. Esse era uma das últimas perguntas que eu esperava ouvir.

– É. — Caitlin balança a cabeça. — Veja bem, a maioria escreve para o jornal desde o Ensino Fundamental, e nós nunca tivemos ninguém aqui tão popular quanto você.

– Como assim?

– Ano passado, quando sra. Mckingdom avisou que a próxima Amy seria a capitã do time de vôlei, todo mundo ficou estranho.

– Sra. Mckingdom tinha na cabeça de me pôr no jornal desde o ano passado? — Pergunto, o queixo caindo.

– Sim. — Ela fala. — Ela sabia que as reações não seriam as melhores, então foi para todo mundo se ambientizar antes que você chegasse.

Estou completamente surpresa. Sra. Mckingdom me queria de Amy há muito tempo. Talvez tenha sido por isso que ela não me culpou pelo muro que eu obviamente pichei. Ser Amy já era castigo demais.

– Mas isso é bom para todo mundo, não é? — Arrisco. — Agora todo mundo lê o jornal.

– Todo mundo lê a sua coluna. – Discorda ela. — As nossas são ignoradas como sempre foram. E mesmo assim, eles querem que o jornal seja famoso pelo conteúdo, e não nas costas de uma pessoa popular.

Eu coço a cabeça.

– Não sou tão popular assim.

Caitlin nega com a cabeça.

– A pessoa mais popular que tínhamos era o Nathan. Mas você é diferente. Todo mundo fala de Bellie Harper. Você é a capitã do time de vôlei. Você é uma das meninas mais bonitas do colégio. Você namora o... Griffin. — Ela suspira ao dizer o nome dele. — E é como se você, Tensy e Viper fossem as rainhas da escola.

Eu mordo o lábio inferior.

– E agora eu sou a rainha do jornal.

Caitlin olha para o chão.

– É.

Eu me levanto.

– Vou honrar minha majestade, então. — Decreto.



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Notas finais
Bom, só para finalizar, a coluna da Amy aparecerá apenas nos capítulos de número ímpar, ok? Mas se não der, não me matem. E que bom que todo mundo está gostando da Amy.
Obrigada!
Beijos ^^