Por Um Segundo
1 Primeiras e milésimas impressões
Notas iniciais
Boa leitura !
"Todo mundo tem uma segunda chance, mas a primeira impressão é a que fica."
Renato Afonso
Eu grito que estou pronta. Um segundo depois eu desço, usando a cor de vestido que ele já disse que gosta de me ver usando. Paro no final da escada com um pulinho, giro em torno de mim mesma e faço a inevitável pergunta:
– Como estou?
Ele sorri aquele sorriso maravilhoso de sempre e finge não me ver corar.
– Está linda. — Ele responde.
Eu me aproximo e dou-lhe um beijo no rosto. Nesse instante, minha mãe e meu irmão, Heath, saem da cozinha e me olham impressionados.
– Uau. — Diz minha mãe.
– Você está quase parecendo gente, maninha. — Observa Heath, enquanto passa por mim para subir a escada. Eu reviro os olhos mas não respondo nada. Ele precisa ser bonzinho comigo se quiser que o ajude, de qualquer maneira. — Tem certeza de que quer mesmo levá-la nisso, Griffin? O arrependimento pode ser muito grande depois.
– Heath! — Bronqueio, mas minha raiva é ignorada por meu irmão, que tampa a boca em uma tentativa idiota de não rir de si mesmo e por Griffin, que por outro lado não esconde a risada.
– Quero levar sua irmã a qualquer lugar, Heath.
O pirralho olha para o teto.
– Apaixonados... — Murmura, enquanto sobe a escada.
– Pretendem voltar muito tarde? — Pergunta minha mãe, como se nada tivesse acontecido.
– Não muito. Bellie estará aqui antes da meia noite. — Responde Griffin, dando uma piscadinha para minha mãe. Ela ri abobada.
– Já vamos, então. — Digo. — Tchau, mãe.
– Tchau, querida. Juízo.
– Aham.
– Tchau, Marie. — Fala Griffin, enquanto dá um beijo no rosto de minha mãe.
Eu sorrio. É inacreditável o modo como Griffin conquistou minha mãe e meu irmão tão rápido e se tornou praticamente da família. Heath chega arrancar o telefone da minha mão quando estou falando com Griffin para contar-lhe alguma coisa de videogame ou luta que aprendeu. Meu pai, a óbvia exceção, ainda está meio relutante em relação a Griffin, mas é impossível esconder sua alegria ao conversar com ele sobre qualquer assunto de interesse mútuo, desde carros até viagens ou ciência.
Depois que a porta se fecha e estamos livres de olhares que poderiam nos deixar desconfortáveis, Griffin me beija. O beijo que já conheço tanto, mas me surpreendo a cada vez. Ele se separa de mim, mas mantém a mão na minha cintura. Eu poderia apenas olhá-lo a noite toda vestido nesse terno italiano que lhe cai perfeitamente. Ele está mais bonito do que nunca hoje.
– Vamos? — Pergunta, tirando-me dos meus pensamentos.
Respiro fundo.
– Vamos.
Ele abre a porta de sua BMW branca hipnotizante para mim, como sempre faz. Depois assume o lugar do motorista e liga o carro.
Griffin dirige em velocidade alta demais e eu já cansei de dizer isso a ele. Quem sabe ele acredite em mim quando batermos, rolarmos por um penhasco e morrermos. Se bem que, a essa altura, a razão não teria muita utilidade, mas é bom estar certa. De qualquer jeito, não morremos até agora e isso tem que ser um bom sinal.
Nós não falamos enquanto ele dirige porque estou tremendo demais por baixo do vestido fluido e verde que Tensy, minha melhor amiga, me colocou. Tento não suar para não borrar a maquiagem que ela levou tanto tempo para fazer. Caso contrário ela pouparia Griffin de bater sua BMW nova e me mataria ela mesma com suas unhas rosa pink.
Griffin para na frente do clube chique demais e me olha.
– Nervosa?
Vou mentir. Vou dizer que está tudo ótimo, isso é tudo o que eu queria, sempre quis. Eu não estou nervosa, não estou nervosa.
– Muito. — Respondo.
Pois é. Um lembrete básico para mim antes de mentir: eu não minto. Não consigo pronunciar algo que não é verdade, simplesmente não faz parte de mim. E não pense que isso é bom ou que é qualquer outra coisa inútil como "nobre". Não conseguir mentir é uma merda. Porque as pessoas não estão preparadas para ouvir uma verdade. "Seu desodorante está vencido" ou "Você não precisa ter um cabelo terrível como este" não são exatamente as frases preferidas das pessoas.
Como se estivesse lendo meus pensamentos, Griffin ri e desce do carro para abrir a porta para mim. Eu desço também e encaro o clube sofisticado com mais medo do que nunca. Tento respirar fundo de novo, mas o pouco ar que entra é gelado demais.
Eu não queria estar aqui. É horrível que eu tenha que passar por isso, mas eu sabia quando comecei com tudo que uma hora ou outra ia acontecer. E agora está aqui, bem na minha frente e dentro desse clube lotado de pessoas esnobes e coquetéis com rodelas de abacaxi em forma de estrela.
Não acredito que ele me convenceu a fazer isso. O pai de Griffin Carmichael, meu namorado, é um publicitário importante aqui na Califórnia e toda essa palhaçada de hoje nada mais é que a reunião de publicidade mais importante do estado.
Só que Griffin insistiu para que eu viesse junto e, de quebra, conhecesse o pai dele. Infelizmente, já conheço sua mãe Victoria e sua irmã um ano mais velha, Blake Carmichael. Conheci as duas do pior jeito que alguém pode imaginar. Sou a capitã do time de vôlei do meu colégio, Westward, e Blake é a capitã do time rival, o do colégio West High. Antes até mesmo de eu conhecer Griffin, Blake e eu nos desentendíamos dentro das quadras e fora delas. Quando Peter, nosso treinador, sofreu um acidente que só pode ser descrito como patético, Victoria surgiu aparentemente do nada para substituí-lo. Depois de algum tempo, descobri que Victoria Carmichael fora mandada para sabotar o nosso time por Blake e Megan Parsons, uma garota que apesar de ser do mesmo time que eu, me odeia e faria de tudo para me ver com o cabelo pegando fogo. Ela não é tão ruim considerando que eu também faria de tudo e mais um pouco para que isso acontecesse com ela.
Tenho uma leve impressão que talvez eu não seja a pessoa favorita delas.
Griffin pega na minha mão. Ele sorri para mim antes de me dar um selinho e acariciar meus cabelos.
– Vamos. Não é nada demais.
Prefiro não responder, porque sei que estou sem voz agora. Griffin me guia para dentro do clube e estou apertando sua mão tão forte que não sei como seus ossos não se partem.
Eu o localizo assim que entramos. Joseph Carmichael, claramente a única pessoa no mundo que poderia ter dado origem a Griffin. Tanto Joseph quanto Victoria, Blake e Griffin parecem um quarteto de estrelas de cinema, com seus olhos azuis idênticos.
Consigo ver daqui os cabelos loiros brilhantes e compridos de Victoria e Blake e a cabeleira cor de chocolate de Joseph, perfeitamente igual à coloração dos cabelos de Griffin. Eu sorrio durante um mínimo instante, até reparar que os três estão sentados na maior mesa do lugar. Há outras mesas com toalhas chiques espalhadas pelo salão do clube, além de um palco à minha direita. Está lotado aqui, mas a mesa da família Carmichael, faltando exatamente dois lugares, é a que tem maior número de pessoas. Meu coração dispara enquanto nos encaminhamos para lá.
– Oi, pai. — Diz Griffin, dando um aperto caloroso na mão dele. Sei que Griffin é muito ligado com o pai, então tento mandar a Joseph o melhor sorriso que consigo depois de mandar meus dentes pararem de tremer.
Os olhos cor de piscina de meu sogro viram-se para mim.
– Então você é Isabelle Harper. — Fala, com sua voz grossa e, não vou dizer de novo, meio sedutora.
– Só Bellie, sr. Carmichael. — Digo, ainda tentando sorrir, enquanto aperto a mão dele.
Para minha surpresa, ele sorri para mim.
– Só Bellie então.- Seus olhos brilham de um jeito jovem quando ele diz meu nome, e não posso deixar de ver Griffin neles. — Mas por favor, me chame de Joe. Sente-se do meu lado. — Ele convida. — Já conhece minha mulher Victoria, Bellie?
Eu estava gostando dele até aí.
Victoria vira-se para mim com um sorrisinho como se nada tivesse acontecido entre nós e me estende a mão. Eu a cumprimento com o sorriso que vinha treinando para este momento.
– E minha filha Blake? — Pergunta Joseph, apontando Blake, como se alguém no mundo não conseguisse perceber uma garota com a beleza de uma atriz de Hollywood.
Ela olha para mim com desprezo, mas vejo pelo canto do olho Griffin mandá-la um olhar duro de repreensão. Com a bronca do irmão, Blake me manda um sorrisinho falso, mas vira o rosto tão rápido que não tenho tempo de ponderar se devo responder ou não.
Então me lembro. Blake também está nervosa. Não só por minha causa, mas todos esses outros publicitários podres de ricos aqui estão nesta mesa por uma razão. Blake está a procura de uma bolsa para entrar na faculdade, provavelmente por causa do vôlei. Não que ela precise de uma bolsa, mas é bom ter no currículo que você entrou na faculdade porque confiaram que você não vai demolir a instituição. Mas eu acho que Blake seria capaz de demolir a instituição.
Se bem que eu também deveria estar começando a pensar o que vou fazer da minha vida. Estou indo para o terceiro ano e não tenho ideia da faculdade que vou fazer.
– Quero que conheça alguns amigos meus, Bellie. — Diz Joseph, e começa a falar nomes de publicitários milionários que sei que nunca vou lembrar. — E esses são Albert Galiarddi e seu filho, Vince.
Essa é única parte na qual presto atenção. Não por ser a última, e não só porque Griffin, quando os dois nomes foram anunciados, fez uma careta discreta que só eu consigo perceber. Mas principalmente porque Vince é simplesmente um dos garotos mais lindos que eu já vi na minha vida. O segundo, talvez, perdendo para Griffin. Quando são apresentados, sr. Galiarddi e Vince se levantam prontamente, e me dão um aperto de mão. Os cabelos loiros de Vince caem sobre os olhos cinzas quando ele se senta, e ele faz um leve movimento para colocar os fios no lugar.
– Essa é minha nora, Isabelle Harper. — Diz Joseph, a todos os publicitários, cujos nomes me escaparam.
– Bem, voltando ao assunto... — Diz Blake, que devia estar em seu ponto crucial para a conquista da bolsa quando chegamos, e parece estar desesperada para manter o foco nela.
– Isabelle Harper? — Interrompe um dos publicitários mais velhos, cravando os olhos em mim com curiosidade. — Filha de Anthony e Marie Harper? Os cirurgiões plásticos?
– Sim. — Respondo, olhando para chão. A última coisa que eu quero é ser o centro das atenções desta mesa.
– Seus pais são grandes profissionais — Comenta o homem. — Minha mulher fez muitas operações na clínica deles.
Eu assinto com um sorriso encabulado enquanto os outros concordam. Imagino que todas as mulheres desses caras tenham o rosto completamente botocado pelos meus pais.
– Certo — Fala Blake, batendo as unhas na mesa. — Se pudermos voltar ao que estávamos conversando...
– Mas eu já ouvi falar de você também. — Diz outro publicitário, fazendo Blake cravar as unhas com força na toalha de mesa. — Onde eu já vi seu nome?
– Não sei... — Respondo, corando.
– Bellie joga vôlei no Westward. — Diz Griffin, entrelaçando os dedos nos meus por cima da mesa. — Talvez tenha visto o nome dela no jornal ou coisa assim.
O rosto do publicitário se ilumina.
– Sim. Acho que é daí mesmo. Vocês vão para a liga estadual este ano, se não me engano, não é?
– Sim. — Respondo, tentando fingir que não percebo a cor roxa do rosto de Blake.
– É uma grande oportunidade. — Comenta outro.
– É, sim. — Concordo.
– Você joga vôlei desde quando? — Pergunta um homem do lado do pai de Griffin.
– Desde os oito anos. — Falo.
As sobrancelhas de alguns homens levantam e eu coro mais ainda. Ótimo. Vejo pelo canto do olho que Griffin sorri e Blake me manda um olhar mortífero. De repente a coisa toda fica mais divertida.
Os outros publicitários conversam comigo sobre vôlei durante vários minutos, parando somente quando o nome "Joseph Carmichael" e chamado ao palco para receber um prêmio anual importante de publicidade e fazer um discurso. Depois que sr. Carmichael desce do palco, muito aplaudido, os homens continuam perguntando minha opinião sobre táticas de vôlei e sobre a situação do esporte no país e no estado.
Tento dar respostas curtas porque sei que não sou eu a pessoa a quem essas perguntas deveriam ser dirigidas. Blake roda o copo na mão fazendo muito barulho e boceja alto para atrair alguma atenção. Tento não deixar parecer que isso me incomoda, mas tenho vontade de bater nela.
Já está quase se aproximando da meia noite e algumas pessoas já estão indo embora. As perguntas continuam e eu odeio a sensação de que estou sendo entrevistada. Não aguento mais todos os olhos da mesa voltados na minha direção. Me faz querer sair correndo.
– Então, Bellie... posso te chamar de Bellie? — Diz o publicitário que me fez mais perguntas a noite toda.
– Claro. — Respondo.
– Você estaria interessada em uma bolsa, Bellie?
Meu coração para ao mesmo tempo que Blake arfa e Griffin faz seu melhor para esconder uma gargalhada. Ela joga seu copo de cristal no chão, despedaçando-o por inteiro. A cena chama a atenção das pessoas restantes do salão, mas Blake não parece se importar. Ela sai do clube a passos pesados e largos. Em seguida, ouvimos um barulho forte do motor de um carro potente, saindo em disparada. Sr. Carmichael suspira.
– Ela pegou o Jaguar. — Comenta.
Griffin está ficando vermelho tamanho esforço que ele faz para não rir.
– Mas então, o que nos diz, Bellie?
– Eu... não sei...
– Ela vai pensar. — Diz Griffin, rapidamente.
O publicitário sorri.
– Ótimo. Você tem tempo. Pense com carinho.
Não quero pensar em nada. Estou pensando em Blake, morrendo de ódio, enlouquecida dentro de um Jaguar podendo matar metade da cidade. É nisso que estou pensando.
Todos se levantam e me dirigem um sorriso com ar de genuína felicidade. Quero sumir. Aperto a mão de todos, me demorando sem perceber um pouco mais na mão de Vince. Ele e Griffin se despedem com alguma tensão entre eles e eu me pergunto por quê.
– Quer que os leve em casa, pai? — Pergunta meu namorado aos pais, uma vez que a irmã pegou o carro com que tinham vindo.
Sr. Carmichael olha para mim.
– Não, obrigado, filho. Vou ligar para o motorista.
Griffin morde o lábio.
– Tem certeza? — Pergunta. — Não acho uma boa ideia.
– Posso levar Bellie se quiserem. — Diz uma voz doce e sensual atrás de mim. É Vince Galiarddi.
As mãos de Griffin de fecham em punhos.
– Não, obrigado. — Responde ele, sem na verdade gratidão nenhuma, tornando a voz dura.
– Meu carro está aqui, Griffin. — Diz Vince, como se achasse que talvez Griffin não tivesse entendido. — Levo Bellie até a casa dela sem problemas.
– Acontece que não precisamos, Galiarddi, obrigado. — Ele afirma, destacando a última palavra, sem olhar para Vince. Griffin vira-se para o pai. — Ivan vai vir, então?
Sr. Carmichael assente. A esse sinal, Griffin pega minha mão e anda para fora do clube rápido demais.
– Foi um prazer, Bellie! — Grita sr. Carmichael, atrás de mim.
– O prazer foi meu! — Grito de volta, virando-me o quanto posso, com Griffin me puxando.
– O que foi aquilo, Griffin? — Pergunto, antes mesmo de entrarmos no carro.
– Nada. — Ele responde, entrando no carro e batendo a porta com mais força do que o necessário.
Ele arranca a BMW e corre mais do que o de costume.
– Você não devia ter deixado seus pais lá. — Falo, depois de alguns minutos de silêncio.
– O motorista vai pegá-los, Bellie. — Ele diz, sem prestar muita atenção em mim. — Não precisa se preocupar com eles, meus pais já são grandinhos.
Eu estranho o modo como ele fala. Antes Griffin parecia tão preocupado em deixar os pais ali, e agora de repente não se importa mais. A mudança brusca de comportamento aconteceu depois que Vince me ofereceu carona...
– Por que não queria me deixar ir com Vince?
Ele aperta as mãos no volante.
– Por nada. Só acho que eu sou o seu namorado e por isso sou eu quem deve te deixar em casa. Estou errado?
– Não, é só que...
– Mas então você conseguiu uma bolsa, hein? — Griffin muda de assunto, tentando parecer animado.
Eu o encaro.
– Não vou aceitar, Griffin.
O sorriso no rosto dele se desfaz.
– Por que não?
– Não é possível que você não desconfie. — Digo, revirando os olhos.
Ele bufa.
– Não acredito que não vai aceitar a bolsa por causa da Blake.
– Não é só por causa dela. — Esclareço. — Quer dizer, tenho que tentar me dar bem com ela. Por mais que eu não goste, ela é sua irmã.
Griffin sorri e eu quase sorrio junto. Ele para a BMW na frente da minha casa e se vira completamente para mim. Tira com dois dedos uma mecha de cabelo na frente dos meus olhos.
– Por que não, então? — Pergunta, dando um beijo no meu pescoço.
Eu esqueço sobre o que falávamos. Tento respirar apesar da proximidade dele e formar frases coerentes. Ridículo. Namoro Griffin há quase três meses e ainda não me acostumei com ele. Pensando bem, Griffin não é o tipo de pessoa com a qual você pode se acostumar.
– Porque eu não quero uma bolsa. Não quero ter obrigações com esses publicitários, não sei ainda que profissão pretendo seguir, e não quero frustrar ninguém.
Ele ri.
– Você não vai frustrar ninguém. E suas obrigações não serão muitas. Os publicitários estão mais interessados em propaganda do que nas suas notas.Por isso publicitários milionários financiam atletas que pareçam promissores para a faculdade. Eles dão bolsa para o esporte porque é só jogar com uma camisa com o nome da empresa que eles querem promover e você faz todo mundo feliz.
Eu mordo meu lábio.
– Mesmo assim. Não quero depender deles. E tem a sua irmã. Eu roubei a bolsa dela, não roubei?
Griffin ri de novo. Quando termina, me encara.
– Roubou.
Na verdade essa não é a resposta que eu queria ouvir.
– Mas se eu não aceitar eles ainda podem patrociná-la, não podem?
O garoto balança a cabeça.
– Publicitários não aceitam não como resposta, Bellie. O trabalho dos publicitários é justamente arrancar um sim de você a qualquer custo. E agora que te conheceram, eles não vão querer patrocinar Blake sendo que podem patrocinar a capitã do time da cidade que vai estar debaixo dos olhos do estado inteiro. Então, é, você roubou mesmo a bolsa dela.
– Foi sem querer. — Digo, olhando para o chão.
– Sei disso. Escuta. — Diz ele, olhando nos meus olhos. — Eu não vou deixar eles te obrigarem a fazer o que não quer. Você tem um ano para pensar e descobrir o que quer para você.
– Eu sei o que eu quero agora. — Respondo, me aproximando dele para beijá-lo.
Desço do carro e paro na calçada de frente para ele. Griffin me olha do lugar do motorista. Acho que eu tenho muita sorte de ter um namorado como ele. Mas ainda tem um assunto não resolvido...
– Vi que você não gosta de Vince. — Começo. — Por quê?
Sorrindo, Griffin pisca para mim enquanto arranca com o carro.
– Isso é segredo.
Notas finais
Obrigada pela leitura! s2'
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