Por Um Segundo
21 Peça seu dinheiro de volta
Notas iniciais
Yaaay! E aí, meus amores? Não acharam que ia se livrar de mim tão fácil, né? kkk
Estou em semana de prova, por isso demorei. Mas corri com esse capítulo hoje porque faltavam alguns detalhes, mas está aí.
Uma coisa importante: se lembram das leitoras fantasmas que apareceram no capítulo passado, e tal? Pois é, elas sumiram de novo. Por favor não desistam de mim kkkk
E eu corri com esse capítulo, como eu disse, porque acho que eu estava há muito tempo sem postar e porque eu não aguento mais olhar pra esse 99 comentários. Não aguento mesmo. ALGUÉM TIRA DESSE 99, POR FAVOR. Eu tô a um passo dos 100 reviews já tem semanas kkk
Enfim. Boa leitura =D
No último capítulo de "Por um Segundo" *voz de suspense de filme americano*
"O cara que está dirigindo a Ferrari desce. [...] olha o papel um breve instante e anuncia [...]:
– Um presentinho para Bellie Harper."
"A experiência ensina-nos a desconfiar de tudo."
Condessa Dash
Você já se sentiu como se você estivesse apresentando um trabalho, com a sala toda te encarando e de repente é como se você esquecesse todas as falas, informações, nomes, inclusive o seu, a diferença entre uma lâmpada e uma mesa, entre a professora e uma vaca leiteira no interior do Mississipi?
Então.
É meio como eu me sinto agora.
Misturado com uma vontade de desmaiar. E vomitar. E sair correndo montada em uma vaca leiteira para o Mississipi.
– Bellie Harper. — Anuncia o choffer de novo.
Eu não vou lá. Eu não quero esse carro. Quem comprou isso? Quem me daria uma Ferrari? Deus?
Griffin.
Eu olho para ele, mas sua expressão é tão genuinamente surpresa que não tem como ele estar atuando.
– Bellie Harper. — Repete o choffer, em voz muito mais alta.
Acho que se eu não aparecer lá agora, o motorista provavelmente vai subir no capô do carro e dançar uma música da Lady Gaga gritando o meu nome.
Ou não.
A escola toda me encara. Quero morrer.
Eu me viro lentamente e encaro Griffin.
– Você me comprou uma Ferrari?
Ele arregala os olhos.
– Não. E eu não ia aparecer com uma assim no meio do...
– Bellie! — Grita Hannah Proffer, a alguns metros de mim. — Vai lá!
Esse tipo de coisa só acontece comigo.
– O que está acontecendo aqui? — Grita a recém saída do corredor Sra. Nichols, acompanhada de uma estupefada Sra. Mckingdom.
O choffer parece meio perturbado. Olha um papel em sua mão de novo, murmurando.
– Acho que me mandaram para o endereço errado.
– O que é isso? — Berra sra. Nichols com a voz irritantemente aguda, apontando para a Ferrari.
O choffer olha para ela como se ela fosse louca.
Como as coisas certas ficam tão óbvias assim em pouco tempo.
– Um carro. — Responde ele.
– E o que esta banheira vermelha está fazendo no meio do meu estacionamento? — Questiona a professora.
Ah. Agora ela comprou o estacionamento.
– Se acalme, Amanda. — Ordena Sra. Mckingdom, com a mão no ombro dela. — O que o senhor veio fazer aqui? — Pergunta a diretora, calmamente, ao motorista.
O homem olha para sra. Nichols como se quisesse dizer "é assim que eu quero ser tratado" e se vira para sra. Mckingdom.
– Eu só entrego. Me mandaram dar este carro a uma... Bellie Harper.
Eu prendo a respiração. O rosto da diretora se vira imediatamente para mim, como se soubesse que eu estava aqui o tempo todo. O olhar do choffer acompanha o de sra. Mckingdom.
– Bellie, por favor — Pede ela. — Venha pegar a sua encomenda.
Ah, não. Vou querer embrulhada.
Eu olho para Griffin. Ele estava tão quieto que, se eu não estivesse apertando a mão dele com todas as minhas forças, eu teria esquecido que ele está do meu lado. Como resposta para minha dúvida, Griffin solta a minha mão. É. Vou lá pegar uma Ferrari e já volto.
Eu ando devagar, tendo certeza que cada passo meu é vigiado por cada pessoa aqui.
– Vocês não deviam estar em sala? — Berra Sra. Nichols, para não perder a pose. — Vamos, dispersando, todo mundo. Vocês tem outras coisas para fazer.
Os alunos nem sequer se mexem.
– Quem não sair daqui agora perde quatro pontos de todas as matérias! Vamos. — Ela tenta de novo, vermelha de tanta raiva.
Eles saem aos poucos, e andam olhando para trás para saber o que eu vou fazer em seguida.
Acontece que eu também não sei o que eu vou fazer em seguida.
– Sra. Mckingdom. — Falo, baixo para que ninguém ouça, colocando os dedos de leve no capô da Ferrari, com medo de encostá-la. — Acho que isso foi um engano.
Sra. Mckingdom ri.
– A sua vida é feita de enganos, Bellie.
Minha boca se abre. Como assim, essa diretora maluca acha que me conhece para ficar falando essas verdades sobre mim?
Estou ensaiando uma cara de ofendida quando Sra. Mckingdom tira a carteira do bolso de trás de sua calça de tecido roxo e paga o choffer.
– Obrigada. Você já pode ir. Vamos resolver isso. — Ela fala.
– É em cada uma que me colocam... — Murmura ele, indo em direção a um carro preta que esperava por ele.
Assim que ele some de vista, olho ao redor. Todos já foram, inclusive Griffin, Tensy e Viper. Tensy provavelmente foi arrastada, porque com certeza ela queria ficar aqui para ver o que vai acontecer.
– Eu não sei quem me daria isso. — Falo.
A diretora olha para mim.
– Não foram seus pais, ou qualquer coisa assim?
Claro. Meus pais iam me mandar uma Ferrari vermelha no meio da aula.
– Não. Eu não tenho a menor ideia de quem me mandaria isso.
Ela morde o lábio. Eu não gosto da reação.
– O que eu faço? — Pergunto, entrando em desespero.
– O que você quiser, querida. Olhe, tenho que cuidar de uns documentos atrasados, eu gostaria muito de poder ficar aqui com você, mas não posso. Por que não deixa o carro no estacionamento dos professores até que você decida o que fazer com ele?
– Ok. — Falo, mais por falta do que dizer.
Eu suspiro e coloco os dedos no carro de novo. Não consigo pensar em ninguém, nem em uma alma viva que me mandaria um carro desses, assim, do nada. E por que, de todos os carros, uma Ferrari California?
Eu dou uma volta no carro. É lindo. É perfeito. Definitivamente, é o que todos gostariam de ter. Então por que, meu Deus, alguém daria isso a Bellie Harper, que provavelmente faria picadinho de Ferrari nos primeiros cinquenta metros que andasse com ela?
Eu abro a porta do motorista. Passo as mãos sem medo pelo painel, olhando para ver se alguém está vindo, apenas por precaução. A chave está na engrenagem. Será que alguém ia perceber se eu só...
Eu fecho a porta e encosto a cabeça no banco macio da Ferrari. Até o teto dela tem alguma coisa a mais. Por isso acho que tem alguma coisa muito errada. Ninguém sai por aí distribuindo Ferraris. Me imagino chegando em casa, minha mãe me perguntando como foi a escola e eu respondendo, com a naturalidade de quem faz isso sempre.
– Ah, nada demais. Tirei zero na prova de Física, dormi na aula de Literatura e ganhei uma Ferrari California vermelha na frente de todo mundo. Ah! E tomei um suco de maçã no intervalo.
Minha mãe arregalaria os olhos e diria:
– Sério?
Eu olharia para ela e calmamente responderia.
– Sério. Não tinha de laranja.
Eu sou realmente uma vidente.
Dou mais uma olhada na cabine do carro, reparando cada detalhe.
Só então em percebo.
É um papel, dobrado, ao lado do câmbio de marcha. Minhas mãos o alcançam uma velocidade incrível. Desdobro o papel com o máximo de cuidado que posso, mas minha ansiedade não me deixa ser muito cuidadosa. Meus olhos, sem saber para onde olhar primeiro, focalizam uma caligrafia fina e clara. Com mais alguma dificuldade, consigo distinguir as palavras.
"Querida Bellie,
Ficamos sabendo do que aconteceu. É uma pena. Era um bom carro.
Esperamos que esse brinquedinho melhore seu humor e faça com que você pense em nós com carinho.
Seu amigo,
Albert Galiarddi"
**(se alguém não conseguir ler)
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Prezada Amy,
Estou em um dilema e preciso da sua ajuda. Quero pintar meu cabelo, mas estou em dúvida entre verde e rosa. Gosto muito das duas cores, mas não quero me arrepender. Como eu escolho?
Fiona Liberttam
Queridinha F.L.,
A resposta é muito simples. Escolha as duas. Pinte de xadrez.
Coloridamente,
Notas finais
E lembrando: próximo capítulo tem CCA. :)
Obrigada pela leitura!
Beeijos ♥
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