Por Um Segundo
4 Não julgue antes de conhecer
Notas iniciais
EU NEM TENHO FACEBOOK.
E LER É SÓ O QUE EU FAÇO.
Enfim, ele praticamente falou para a sala toda que eu escrevo mal. Estou indignada e dedico este capítulo, a VOCÊ, meu querido PROFESSOR SALOMÃO.
Tomara que esteja em uma língua que você possa entender.
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Agora falando mais sério, Ceci, eu nem tenho o que falar de você. Essa menina doida recomendou a minha história com dois capítulos. DOIS CAPÍTULOS. Ceci, muito obrigada por estar sempre comigo, lendo e recomendando. Ler a sua recomendação significou muito para mim, de verdade. Eu fico realmente feliz que você goste das minhas histórias. Você já leu todas elas, não foi? hahaha
Então, Ceci, esse capítulo é seu.
MAIS DO QUE DO SALOMÃO.
Boa leitura (:
"O único método infalível para conhecer o próximo é julgá-lo pelas aparências."
A.Amurri
Tensy se vira para mim rapidamente e com os olhos arregalados, como se estivesse me pedindo uma explicação para a visão, mas eu sei tanto quanto ela. Procuro em minha mente para saber de onde conheço o rosto da garota, mas desisto quando meu cérebro começa a pensar nos últimos filmes hollywoodianos que assisti.
Especulo algumas prováveis boas reações de minha parte. Dar um tapa na cara de Griffin seria muito dramático? Quebrar os vidros da BMW dele seria exagero demais? Não tenho tempo de escolher uma das opções, que me parecem muito boas, porque quando me vê, Griffin sorri e caminha até nós, trazendo a garota. Troco um olhar rápido com Tensy, que sussurra: "Quem é ela?". Dou de ombros como resposta e quando me volto na direção dos dois, Griffin já está na minha frente.
Então é isso. Ele vai terminar comigo. Aqui, agora, na frente da escola.
– Oi. — Ele fala, e me dá um selinho.
A garota com ele olha para mim.
– Não vai me apresentar, Griffin? — Ela bate com o ombro no dele de brincadeira.
Griffin suspira.
– Essa é a Bellie. — Fala ele.
A menina sorri.
– É claro que é. Ouvi falar muito de você, Bellie. — Ela diz.
Griffin ri.
– Ela me obrigou a contar cada detalhe. — Ele fala, e arranca risadas do grupo atrás de mim, que presta atenção a cada palavra dita.
A garota ri também.
– Você não muda nunca, primo. — Diz ela. — Já que não vai dizer meu nome, eu mesma me apresento. Sou Viper Carmichael, Bellie, é um prazer te conhecer.
Dizendo isso, ela me abraça. Eu a abraço também, um pouco confusa. Mas é claro. A garota é prima de Griffin e Blake, então. Só uma família no mundo conseguiria juntar tanta beleza.
– Viper é de Sao Francisco. — Fala Griffin, assim que o abraço termina. — Vai ficar por aqui uns tempos.
– Você vai vir estudar em Westward? — Pergunto, curiosa, olhando para ela.
Viper Carmichael dá uma olhada em volta.
– Acho que sim, parece legal. Não sei quanto tempo pretendo ficar em Los Angeles, mas tenho que estudar de qualquer forma.
– Viper está ficando lá em casa. — Informa Griffin. — Por que vocês duas não saem para se conhecer melhor? Bellie pode mostrar a cidade.
Os olhos violetas Viper brilham.
– Você me mostraria a cidade, Bellie?
– Claro. — Respondo, querendo matar Griffin. Por mais simpática que sua prima seja, ela ainda é uma Carmichael. — E por que não vem junto, Tensy?
Ah, eu não vou para essa sozinha mesmo.
Tensy pisca com força como se de repente tivesse lembrado o próprio nome. Viper coloca os olhos sobre ela.
– Essa é minha melhor amiga Tensy, Viper. — Digo, e Viper a abraça, como fez comigo.
– Pode ir com a gente, Tens?
– Posso... — Responde, meio distraída. Parece que ela também não anseia por esse passeio.
Viper e Griffin sorriem em sincronia.
– Ótimo. — Diz ele, parecendo realmente achar tudo ótimo. — Vou levar Viper para a sala da sra. Mckingdom. Ela deve estar esperando.
Griffin se aproxima de mim e me dá um selinho e um abraço. Sem que ninguém perceba, ele coloca os lábios na minha orelha.
– Você está bem com tudo isso?
– Estou. — Engulo em seco. — Mas precisamos conversar.
– Assim que eu e Viper fizermos o que temos que fazer eu volto correndo para você, certo?
Eu sorrio.
– Certo. Mas porque você sumiu?
– Ela chegou em cima da hora. E estava tão ansiosa para conhecer você que eu sabia que seria a primeira coisa que faríamos quando ela chegasse.
– Ah. — Digo, tentando olhar com olhos melhores a prima de Griffin.
– Nos vemos depois. — Fala ele, me dando mais um beijo e jogando um tchau para a turma atrás de nós. As meninas suspiram enquanto ele vai embora.
– Caramba. — Fala Tensy.
– O quê? — Digo, virando-me para ela.
Tensy balança a cabeça rapidamente.
– Nada. Vamos mesmo ter que mostrar tudo a essa garota.
– Vamos. Nem pense em desistir. Você disse que iria, então você vai.
– Mas não é só isso. — Observa Patriccia Vanndersar.
– Como assim? — Pergunto.
– Vocês vão ter que ser amiguinhas dessa garota, ué. — Responde, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
E meio que é.
– Nada disso. — Falo, rapidamente.
– A tal da Viper é prima do Griffin, Bellie. Vocês são tipo que da mesma família agora. — Comenta Hannah.
– Claro que não. — Bufo.
A última coisa que eu preciso é de mais uma pessoa para enganar. Além disso, por trás da simpatia, sorrisinhos, borboletas e arco-íris, Viper deve ser mais uma menina rica metida e fútil, assim como Blake e Victoria. Ficar longe dela é a coisa mais sensata a fazer.
Hannah e Patriccia dão de ombros. Eu franzo a testa e encaro o chão. Tensy joga uma mecha de cabelos claros para trás e quebra o silêncio:
– Bom, pelo menos as roupas dela são bonitas.
○ ○ ○
– Bellie! — Chama a voz de Griffin.
Eu me viro e me deparo com ele vindo em minha direção. Nós não conseguimos nos falar no restante do intervalo e das aulas, de modo que agora já é hora da saída.
– Onde está Viper? — Pergunto.
– Foi para casa. — Ele diz, enquanto chega mais perto.
– Ela vai estudar mesmo aqui, então?
– Vai. Mas ela disse que pode estudar em casa se você sentir qualquer desconforto...
–Não precisa. — Interrompo.
– Está tudo bem mesmo em mostrar a cidade a ela?
– Está. — Eu desvio o olhar.
– Tem certeza? Não precisa se sentir obrigada a fazer nada.
– Eu sei, é só que... por que Blake não faz isso?
Griffin morde o lábio inferior e dá uma olhadinha para o lado.
– Viper não se dá muito bem com Blake.
Minhas sobrancelhas se levantam de surpresa. Está aí uma coisa que eu não esperava.
– Por que não?
Griffin dá de ombros.
– Simplesmente não se entendem. Blake é uma pessoa difícil de lidar.
Assinto concordando.
– Por isso Viper escolheu estudar aqui e não no West High?
– Exatamente. E por causa disso ela gosta tanto de você. Contei sobre as rivalidades entre você e Blake no vôlei e sobre você roubando a bolsa de estudos dela no sábado.
Ele ri com a lembrança, mas eu me sinto corar.
– Que que alguém se divertiu.
Griffin dá dois passos para frente e me beija. Por mais que muitas coisas tenham mudado e provavelmente vão mudar entre nós. o beijo dele continua igual e eu tento tirar a tensão de meus lábios.
– Vamos. — Ele chama, e aponta para a BMW, parada na calçada.
– Não, eu vou com Tensy. — Digo.
Griffin finge que não me ouviu e abre a porta do carona com um suspiro.
– Eu vou ter que ir até aí te pegar no colo?
Coloco as duas mãos na cintura e levanto as sobrancelhas em desafio. O rosto de Griffin se contrai em um sorriso torto sexy. Com um outro suspiro, ele anda até mim e como se eu não pesasse nada, ele me pega no colo.
– Me coloca no chão! — Grito, esperneando nos braços dele. — Me deixa descer!
– Não, eu avisei. — Diz ele, sem arfar.
As pessoas estão olhando e rindo. Para quem não sente que está prestes a cair, a situação deve ser mesmo muito engraçada.
– Griffin! — Escandalizo. — Me coloca de volta no chão agora!
Ele revira os olhos e me coloca no banco do carona do carro. Fecha a porta antes que eu possa fugir e assume o volante. As pessoas ainda estão olhando para nós enquanto saímos. Já fizemos nossa cena de primeiro dia de aula.
– Nunca. Mais. Faça. Isso. De. Novo. — Digo, ofegando.
Griffin bufa.
– Você sabia que eu não ia te deixar cair.
Não respondo. Eu sabia.
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