Por Um Segundo

7 Já que é obrigatório...


Notas iniciais
Gente, desculpem mesmo pela demora. Eu amo PS e nunca abandonaria a história no meio. É que eu entrei no Ensino Médio, então tá muito difícil. Se alguém aí está no Ensino Fundamental, dica da tia Ana: aproveitem muitoo, porque não volta mais, sério kkk
Enfim, antes eu chegava e escrevia um capítulo, agora não tenho mais esse poder.
Muito obrigada a todos que reclamaram e puxaram minha orelha, por favor continuem comentando e me dando força. Eu ando surtando esses últimos dias kkkk'.
E muuito obrigada para a Kaah_Sandaniel, que recomendou a minha história. Kaah, a sua recomendação foi a gota d'água para que eu postasse hoje, e eu fiquei muito feliz quando vi. Muito obrigada a todos pelos comentários, e não tenho tempo de respondê-los, eu me sinto uma grossa, mas saibam que eu li todos, ok?
Obrigada mesmo. Boa leitura, espero que gostem.
Mil beeijos, o próximo já está pronto, pretendo postar em breve.

"Por vezes faço o obrigatório, por vezes o prazeroso, mas nunca o entediante."

Kléber Novartes



– HOJE? Nós vamos sair com a prima dele hoje? — Pergunta Tensy, na cadeira à minha frente, enquanto esperamos sra. Nichols chegar.

– Vamos. Você vai, não quero nem saber.

Ela coloca uma mecha loira para trás da orelha e me olha irritada.

– Vem cá, se ela é prima do Griffin, ela também é prima da Blake. Por que ela não cuida das visitas dela?

– Porque elas não se dão bem, Tensy. — Esclareço.

Ela levanta as sobrancelhas.

– Minha simpatia por essa Viper aumentou de repente. Talvez eu vá.

Eu rio.

– Experimenta não aparecer. — Ameaço.

Tensy revira os olhos.

– Ok, eu vou, chata. Te pego na sua casa hoje à tarde.

– Não precisa.

– Eu quero. — Ela insiste. — Agora que posso dirigir, você nunca mais vai andar a pé.

Eu sorrio.

– Viper não veio hoje de novo? — Tensy pergunta.

– Não. Griffin me disse que ela quer sair com a gente para ver se ficamos amigas e só assim ela vai começar a estudar em Westward. Ela não quer forçar nada.

Tensy ri.

– Eu nunca vou entender essas pessoas que querem fazer tudo certo o tempo todo. — Murmura, virando para frente no mesmo segundo em que sra. Mckingdom e sra. Nichols adentram a sala.

– Bom dia. — Diz sra. Nichols.

– Bom dia. — Respondem alguns nerds da frente.

– Bom dia. — Fala a sra. Mckingdom, com um sorriso.

– Bom dia. — Responde a turma inteira. Sra. Nichols cerra os dentes.

– Sra. Mckingdom quer dar um aviso. — Anuncia ela.

A diretora se posta no meio da sala. Estou distraída batendo as unhas na mesa enquanto penso que roupa posso usar para me encontrar com Viper.

– Imagino que todos vocês conheçam o jornal da escola. — Ela começa.

Paro de bater as unhas imediatamente. Encaro sra. Mckingdom com um pouco de rapidez demais e algumas pessoas perto de mim me olham. À menção do nome do jornal, os alunos bufam, inclusive Tensy. Bufo também para não levantar suspeitas, mas parece um sopro estranho por causa do nervosismo e Tensy me olha esquisito. Apenas os nerds não mostram reação. Sra. Mckingdom ignora o desprezo da turma e continua:

– Pois bem, a partir de agora, a participação no jornal será obrigatória.

Todos arfam com o anúncio. Os alunos começam a falar em voz alta demais.

– Silêncio. — A diretora ordena, e a turma se cala imediatamente. — Este ano, todos terão que ler o Westpaper e fazer uma resenha de um assunto que leram. Valerá nota para todas as matérias.

Agora todos reclamam com muito mais força do antes.

– Eu ainda não acabei. — Informa sra. Mckingdom, mas os alunos continuam falando.

– Calem a boca! — Grita sra. Nichols, dando um tapa patético no quadro. Apesar de patético, os estudantes se aquietam.

– Acho que já ouviram falar da coluna "Pergunte à Amy". — Diz a diretora.

Meu coração dispara. Todos os alunos, absolutamente todos, bufam e soltam risadinhas.

– Talvez não achem tão engraçado quando eu disser que todos vocês terão que mandar pelo menos uma carta para Amy. — Comenta a sra. Mckingdom.

A sala explode em palavrões e outras expressões desrespeitosas. Tento não afundar na cadeira completamente ou sair correndo. Alguém poderia suspeitar de alguma coisa.

– Para que essa palhaçada, diretora? — Pergunta Vinni Prettery, um dos valentões do colégio, daqueles que vê poucas coisas além dele mesmo. Bebida e mulheres apenas, acho.

– Não é uma palhaçada, Prettery. — Sra. Mckingdom responde, claramente tentando não se irritar. — Irá nos ajudar a diminuir conflitos em sala de aula se soubermos quais alunos precisam de apoio psicológico ou algum tipo de ajuda. Como o senhor, que parece ter uma forte tendência a desprezar tudo.

Rimos levemente com frase. Riríamos mais se sra. Nichols não estivesse nos olhando com uma cara assassina.

– Já que poucas pessoas têm coragem de buscar ajuda, a ajuda agora será obrigatória. — Continua a diretora. — Além disso, Westpaper é um ótimo jornal e merece uma chance.

– Pelo menos tem a coluna de esportes. — Comenta Vinni, enquanto ri e bate na mão de um de seus companheiros.

– Oh, é mesmo, Prettery, isso me lembrou uma coisa. — Diz sra. Mckingdom, obviamente sem lembrar nada, e tentando inventar enquanto fala. — Nenhum garoto poderá fazer resenhas sobre a mesma coluna repetidamente. Se quiserem fazer da mesma coluna, terá que ser sobre a coluna da Amy, uma vez que o assunto é sempre diferente.

Os alunos bufam.

– Sra. Mckingdom, uma dúvida. — Fala Vinni, esticando a mão como uma criancinha, esparramado na cadeira. Ele se ajeita quando a diretora manda a ele um olhar estranho e continua: — Vamos ter que identificar nossas cartas?

– Claro. — Responde ela. — Como saberemos quem são os alunos problemáticos se as cartas não têm nome?

A turma reclama de novo. Eu acompanho meus colegas, para não levantar suspeitas, mas acho que não estou me saindo muito bem. De qualquer forma agora eu tenho outras coisas para me preocupar. Agora não saberei somente o segredo, e sim o segredo e o dono do segredo. É impossível eu conseguir manter tudo para mim, uma vez que receberei escritas, na minha frente, todas as fofocas do colégio direto da fonte principal. Só na minha série, o terceiro ano, sei que há muitas coisas interessantes das quais a maioria não tem nem ideia...


○ ○ ○



– Heath, se você não calar a boca nesse instante eu juro que vou até onde você estiver e te jogo da janela mais próxima. É uma coisa que quero fazer há muito tempo, aliás. — Grito.

– Viu, mãe, a criatura horrível à qual você deu à luz? — Diz Heath.

– Bellie, não seja tão má. — Adverte minha mãe.

– Eu não teria que ser má se você jogasse esse pirralho no próximo vôo para Londres. Você não gosta de paz, mãe. — Argumento.

– Até ela quer que eu vá. — Fala Heath. — Deixa, mãe, por favor?

Era bonitinho no começo. Meu irmão ir atrás do que ele quer, ou seja, ir para a Inglaterra para fazer a mesma coisa que ele faz aqui: nada. Mas agora eu não aguento mais ouvir o nome do país.

Ouço minha mãe respirar fundo.

– Heath, querido. Vai assistir Bob Espoja. — Ela manda.

– Estou muito velho para Bob Esponja. — Murmura meu irmão, batendo a porta de seu quarto. A primeira coisa que escuto é uma televisão sendo ligada e a risada do personagem amarelo ecoando. Eu sorrio.

Escuto uma buzina lá embaixo e desço, sem descer nada para ninguém. Tensy está um pouco adiantada, o que é estranho. Tranco a porta e quando me viro, não é Tensy que me espera.

Encostada em uma Range Rover de um jeito assustadoramente familiar, com a bolsa Luis Vuitton refletindo em seu antebraço magro, está Viper Carmichael.



Notas finais
Gente, assunto nada a ver (os nada a ver são os melhores): alguma leitora minha tem Tumblr?
É isso aí, obrigada.
Beijão. s2