Por Um Segundo
10 A nova Amy
Notas iniciais
Vocês estão querendo me matar, não estão?
Ontem, eu simplesmente entrei no meu perfil e vi que eu tinha ganhado duas recomendações de uma vez.
Meu Deus, eu não tenho nem palavras pra dizer o quanto foi ridícula a dança que eu fiz. kkkkk' eu tenho que parar com isso.
Vou assumir que ultimamente eu tenho chorado em TODOS os reviews. Eu não sei o que está acontecendo comigo, mas enfim. E essas duas recomendações acabaram comigo.
"Bellie não é só uma personagem, ela é a personagem."
"É incrível o jeito com o qual a Phallas escreve e descreve."
Yan Kimyona e Izabel, muito obrigada mesmo. Vocês duas são leitoras que me acompanham desde a época de ES, e ver que vocês continuam gostando da fase nova da Bellie significa muito. Obrigada por ter me acompanhado e me aguentado esse tempo. Meu Deus, eu chorei muito.
É. Também acho que eu devia procurar um médico.
Enfim, estamos completando uma dezena de capítulos!
Aeeeeeeeeeeee
É. Também acho que eu devia procurar um médico bem rápido.
Boa leitura! ;D
"Não pense nas consequências, pense no impacto."
Gederson Quintino Reis
Entreguei a carta lacrada novamente e respondida para sra. Nichols ontem, sem ninguém ver. Ela estava na cantina devorando uma coxinha com tanta voracidade que eu agradeci por não ter nascido um frango. Me olhou estranho quando lhe entreguei o papel olhando para os lados para se certificar que não havia nenhum par de olhos curiosos ou conhecidos em nossa conversa. A professora levantou as sobrancelhas como se estivesse surpresa por eu estar entregando no prazo certo. Acho que eu meio que suspeitei disso quando ela, após engolir um pedaço particularmente grande da coxinha, me encarou e disse:
– Estou surpresa que esteja entregando no prazo certo, Isabelle.
Ela ainda é uma das únicas pessoas no mundo que insistem em me chamar de Isabelle. Na verdade, acho que é só ela, o meu avô e minha mãe quando está brava. Aliás, é isso que ela me lembra. Uma mãe eternamente brava.
De qualquer maneira, me preocuparei com a próxima coluna daqui a alguns dias. Já fiz uma parte do meu trabalho bi-semanal e acho que isso é um grande avanço. Acho que talvez tenha algum problema em eu ter xingado a sra. Nichols. Ela pode querer me matar. Mas se bem que ela já me odeia, então não tenho nada a perder. Além disso, o que ela pode fazer? Se me punir, me suspender, me fazer pedir desculpas em público, me devorar como fez com aquela coxinha, quem leu o jornal, ou seja, toda a escola, vai saber imediatamente quem é a Amy. E acho que ela não quer perder a oportunidade me torturar por mais um ano.
Ou — penso, mais animada — Jonathan Bravo leu minha carta e achou uma imensa falta de respeito e de juízo e por isso decidiu que eu não estou apta para o cargo. Eu poderia dizer isso a ele antes de tudo começar. Minha esperança é que ele tenha lido e, no seu processo de avaliação, a considerado imensamente incompetente para um jornal sério e nerd como o dele. Às vezes ele até decidiu escrever a coluna no meu lugar, quando viu que eu só tinha mandado uma carta e estava em cima da hora demais para pedir outra. É só fazer isso o ano todo e estou feita.
Para todos os efeitos, como a carta está lacrada, sra. Nichols provavelmente não viu. Coloco meu cotovelo no apoio da porta da BMW de Griffin enquanto seguro a mão direita dele, perfeitamente ciente de que ele está dirigindo a cento e quarenta quilômetros por hora com apenas uma mão. Mas tenho outras coisas com as quais me preocupar sem ser uma morte dolorosa provocada por uma batida de carro.
Griffin estaciona no colégio e abre a porta para mim como sempre e eu desço. Ele me dá a mão e nós entramos.
– Viper não vem hoje? — Pergunto.
Griffin dá de ombros.
– Acho que ela vem, sim. Mas ela chega depois.
Esqueço o que vou comentar quando olho melhor o interior da escola. Aqui nunca foi um dos lugares mais silenciosos do mundo, mas hoje está mais barulhento do que nunca. Escuto risos, comentários altos demais, para serem ouvidos devido à agitação. Grupos grandes de alunos se reunem pela cantina e provavelmente nos pátios, gargalhando escandalosamente e batendo palmas enquanto lançam a cabeça para trás dando inicío a mais uma sessão de risadas altas e retubantes.
– O que está acontecendo? — Pergunto a Griffin.
Ele passa os olhos pelos alunos, tão atordoado quanto eu.
– Não tenho a mínima ideia.
Tensy e Viper caminham até nós rindo tanto que batem uma na outra enquanto andam.
– Vocês já viram isso? — Pergunta a loira, atirando para nós um exemplar do Westpaper que está segurando. Uma cena raríssima.
Griffin e eu trocamos um olhar. Pelas risadas contínuas de Tensy e Viper, alguém deve ter saído com uma roupa horrorosa em alguma das fotos. Abro o jornal e paro na primeira foto, procurando alguém que as duas provavelmente possam considerar como "brega" ou "pessoa que devia seriamente considerar o suicídio".
– Não, Bellie. — Diz Viper, folheando o jornal na minha mão e parando na página desejada, e colocando o dedo com esmalte prateado em cima da "Coluna da Amy" — Aqui.
Ele não desistiu. Jonathan Bravo não desistiu da minha coluna. Ela está ali, inteira, impressa, onde eu corrigi a assinatura da carta e escrevi minha resposta de uma linha.
Eu olho para o lado quando escuto uma risada baixinha e tímida. Linda Heart está passando por ali com uma amiguinha, o jornal em mãos. Eu sorrio quando vejo e sinto vontade de correr atrás dela e abraçá-la, dizendo que eu sou autora da frase ridícula que colocou um sorriso no rosto dela, mas não o faço. Acho que poderia parecer suspeito. E estranho, já que nunca nos falamos.
Griffin gargalha quando termina de ler. Eu tento rir também, apesar de estar apavorada.
– Isso está passando no colégio todo. — Comenta Viper. — Todos só estão falando disso.
Ótimo. Tudo isso é porque eu xinguei uma professora. Não acredito que isso está acontecendo. Eu vou matar o Bravo. Onde ele estava com a cabeça?
– Eu não sei quem é essa Amy, mas ela tem o meu respeito. — Diz Tensy. — Falar de mal de alguém da escola assim, na frente de todo mundo.
Griffin e Viper concordam.
– Quem será que escreve essa coluna? — Fala Viper.
– A gente nunca descobriu, mas muda a cada ano. — Responde Tensy. — Mas esse definitivamente vai ser o ano mais interessante.
– Com certeza vai. — Viper assente.
Griffin morde o lábio inferior.
– O que será que vai acontecer com a tal de Amy?
Tensy ri.
– Não está preocupado mesmo com isso, não é, Griffin? Pode acontecer qualquer coisa com Amy, desde que ela continue escrevendo outras colunas como essa. — Ela fala.
Viper sorri e eu sorrio também, meio forçado, mas sorrio. Minha tentativa de parecer alegre desmancha quando olho para o lado e vejo Megan Parsons se encaminhando para a cantina. É a primeira vez que ela aparece aqui esse ano. Eu entrego o jornal de qualquer jeito para Tensy e dou dois passos para frente, mas paro quando Griffin me impede. Uma das mãos dele, antes no meu ombro, desce para a minha cintura e puxa meu corpo para perto dele com facilidade.
– Não. — Ele sussurra, com os lábios no meu ouvido, para em seguida me dar um beijo na bochecha, provavelmente a fim de disfarçar o que acaba de fazer.
Tensy estala a língua, desaprovando a atitude de Griffin. Viper não parece entender o que aconteceu. Eu já contei a ela sobre Megan quando falamos sobre Blake, mas talvez ela não a tenha reconhecido.
O sinal toca e nós vamos para a aula de Álgebra, felizmente uma das que tenho com Griffin, Tensy e Jason. E infelizmente uma das muitas que tenho com Megan e Helaina. Viper se despede de nós enquanto se encaminha para a aula de Sociologia, com metade dos meninos atrás dela. Eu entro na sala desanimada por causa de Megan e sento em meu lugar habitual, com Tensy na minha frente e Griffin atrás de mim. Megan crava os olhos azuis-escuro claramente em mim por longos segundos antes de se sentar do outro lado da sala. Quando Jason Cronwell entra com alguns amigos, ele me manda um aceno no ar e se senta longe de mim. Eu junto minhas sobrancelhas enquanto Griffin fecha os punhos. Ele não gostamesmo de Jason.
Sr. Priddy entra e dá bom dia com sua voz fanha irritante. A turma responde sem sincronia ou vontade.
– Bellie, sra. Mckingdom quer falar com você. Alguma coisa sobre o time de vôlei, acho. — Anuncia o professor, quase que imediatamente.
Megan cruza os braços com força e joga o corpo contra o encosto da cadeira. No mundinho perfeito que ela criou para ela, as coisas relativas ao time de vôlei são tratadas diretamente com ela, ou menos preferencialmente a outras pessoas, mas nunca a mim. Acontece que no mundo real as coisas são exatamente ao contrário.
Andando pelo corredor, penso que é bom falar com a diretora sobre um assunto que eu conheço, e não sobre coisas que envolvem responsabilidade e vergonha na cara.
Chego na sala de sra. Mckingdom e não encontro Janet Phorbe, a secretária. Eu franzo a testa, achando estranho. Mas Janet, provavelmente, foi fazer alguma coisa para a diretora fora daqui. Como ninguém mais está aqui, abro a porta do escritório de sra. Mckingdom devagar. Quando olho para sua sala cheia de estátuas e quadros chamativos e empeirados, não encontro ninguém. Isso é extremamente estranho. Sra. Mkingdom nunca ia deixar o escritório vazio, não com Janet fora. E por que ela me mandou aqui, se sua sala está desocupada?
Entro na sala olhando para os lados e encontro um bilhete em cima de sua mesa.
Certo. Tenho a impressão de que não foi realmente para falar de vôlei que a diretora me pediu para vir aqui. Pego o bilhete e escuto a porta trancar atrás de mim quando passo por ela. Saio correndo para a edição e procuro a Sala de Reuniões como da última vez.
Quando abro a porta, vejo onde estão sra. Mckingdom e Janet, afinal de contas. Também estão todos os nerds presentes da outra vez, além de uma sra. Nichols com uma cara assassina.
E, pela segunda vez, tenho a impressão de todos os olhares julgadores sobre mim.
– Você tem muito o que explicar.
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*Nota da autora chata de PS*
Gente, uma das minhas leitoras, a Yan Kimyona, pediu que eu postasse uma foto minha de novo.
Eu não me responsabilizo (não mesmo) pelos pesadelos de vocês. kkkkkkk' ai meu Deus, eu vou perder leitoras com isso. kkkkkkkk'
Bom, vou parar de enrolar kk essa é a Bellie Harper da vida real:
Conseguiram ver? (torcendo pra que ninguém veja)
Notas finais
Um viva para o Google Chrome! AEEEE
Um outro viva para as férias, que está me deixando.
kkkkkk' obrigada por lerem! O próximo sai em breve!
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