Por Todas As Primaveras
13 Epílogo
Notas iniciais
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Nem vou falar muita coisa, leiam e vou deixar para "chorar minhas pitangas" lá em baixo. AUHAUHAU
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Beeeeijos.
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Epílogo
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EDWARD POV
“Papai... sabia que a mamãe disse que você é muulto gato?”
“Sério?” ri da minha princesa enquanto tentava passar as mangas do casaco por seus pequenos braços.
“Anham.” Elisabeth mexeu a cabeça freneticamente. “Eu escutei ela convesá com a tia Lice sobre os maridos...”
“E você concorda com a mamãe?” sorri, acabando de vesti-la e levantando da cama com ela em meus braços. Bella tinha me deixado com a missão de arrumá-la enquanto ia até a floricultura de nossas mães.
“Já disse... você é o papai mais lindo do mundooo todo...” abriu seus bracinhos como se quisesse demonstrar o tanto, para logo em seguida esconder o rosto em meu pescoço.
Eu ri das suas bochechas vermelhas. Sempre que alguém a fazia dizer que me achava bonito, ela corava.
Exatamente como a minha Bella.
Tínhamos chegado ontem à Forks para o feriado de ação de graças e era praticamente a primeira vez de Lizze em nossa cidade natal. Nossa filha estava perto de completar cinco anos e apesar de já ter vindo aqui antes, seria a primeira vez que ela realmente poderia conhecer e guardar memórias da cidade. Entre a faculdade, o tratamento que ainda tive que fazer por anos, minha residência e o trabalho que Bella arranjou em uma grande editora após se formar, foram poucas as chances que tivemos de voltar à Forks.
Tanto, que fazia mais de dois anos que não vínhamos.
Eu sabia o quanto minha esposa sentia falta dessa cidade. Ela sempre estava falando do tempo que vivemos aqui, da casa de campo onde tinham as amendoeiras, do parque onde adorávamos ir e ficar por horas. Contudo, não apenas Bella sentia falta de Forks, como eu também, e por isso estava tão ansioso para mostrá-la a minha surpresa.
Cinco anos.
Incrível como as vezes parecia ter sido ontem.
Mesmo após o transplante, não foram os cinco anos mais fáceis de nossas vidas: o tratamento que ainda tive que fazer por mais de dois anos, a Faculdade que sugava muito de nós dois, o desafio de criar nossa pequena como pais de primeira viagem; tudo isso não fez desses anos uma tarefa fácil, mas o importante é que havíamos conseguido. E estávamos aqui agora.
Casados. Com nossa filha.
E todos saudáveis.
Há poucos meses eu pude finalmente ouvir a palavra cura por parte dos médicos. Claro que ainda terei que continuar fazendo exames rotineiramente e algumas consultas por ano com o Dr. Dane. O que é perfeitamente normal após se recuperar de um câncer.
“Cadê a mamãe?” Lizze perguntou enquanto a sentava na bancada do banheiro da casa de meus pais para que pudesse pentear seus cabelos.
“Ela foi ver as flores na loja da vovó Esme e da vovó Renne.” tentava desembaraçar, sem muito sucesso, seus cabelos loirinhos. Eles eram lisos na raiz, mas cheios de cachos nas pontas como os da mãe.
Apesar de Elisabeth ter puxado a cor de cabelos da minha família, seus olhos eram castanhos chocolates, iguaizinhos aos de Bella.
E eu adorava isso, porra.
Eu fitava minha filha e via minha amendoeira em absolutamente tudo. Nariz, boca, olhos, até no gênio teimoso e irritadinho. Não havia palavras para o quanto me sentia orgulhoso.
Porra, tudo bem, talvez eu fosse até um pouco babão. Alice e Emmett adoravam me zuar por conta disso.
“Elas vendem flores?” arregalou os olhos que eu amava.
“Sim, pensei em irmos lá buscar a mamãe para dar um passeio. Que tal?” guardei a escova e beijei sua testa pegando-a no colo mais uma vez.
“Siiiim!” gritou balançando as pernas em animação. Sorri de sua alegria deixando o quarto em direção as escadas. Enquanto as descia, lembrei das luvas de Lizze as quais Bella tinha feito questão de me recomendar, pelo menos umas dez vezes, que não esquecesse caso saísse para algum lugar e levasse Elisabeth.
Forks estava frio como de costume, mas eu estava feliz que fosse primavera e isso permitisse mostrar o parque a nossa filha.
Peguei as luvas e sentei no sofá para colocá-las em Lizze enquanto ela não parava quieta, se mexendo de animação o tempo todo.
Fechei a porta da casa dos meus pais e caminhei até um dos carros de Carlisle que eu estava usando desde que chegamos. Coloquei Lizze na cadeirinha no banco de trás e entrei no carro dirigindo até a Floricultura.
[...]
“Como assim a Bella não está aqui, mãe?” perguntei enquanto passava minha filha para os braços da avó.
“Eu já disse querido, ela não veio para cá, tudo o que sei é o que Renne me disse quando me ligou há pouco. Bella passou lá rapidamente para ver os pais e depois Alice apareceu e as duas saíram de carro sem dizer para onde.”
“Mas...” franzi o cenho confuso. “Ela saiu de casa dizendo que viria passar a tarde aqui. E isso faz mais de quatro horas, porra!” resmunguei irritado, olhando rapidamente para Lizze e respirando aliviado ao ver que ela estava muito entrertida para prestar atenção ao meu xingameno.
Bella me matava se soubesse que o tinha feito na frente de nossa filha.
“Vai ver ela viria após passar na casa dos pais e Alice acabou a recrutando para alguma missão. Sabe como sua irmã é!” Esme revirou os olhos enquanto mostrava algumas flores para Elisabeth.
“Pode ser.” bufei, pensando que minha irmã era bem capaz disso. “Vou ligar para ela.” peguei o celular em meu bolso discando seu número.
Tocou umas sete vezes até que ela atendesse.
“Olá?” sua voz soou baixa.
“Olá?” murmurei chateado com a saudação. “Onde você está, anjo?”
“Oi amor, eu não te disso que iria à floricultura?”
“Disse, e é exatamente onde eu estou agora. E você não!” respirei fundo para me acalmar. Alguma coisa estava muito errada. Bella não era de mentir para mim.
“Oops.” riu nervosa.
“Ops? Ops, Bella?” argui também nervoso. “Você vai me dizer o que está havendo? Aconteceu algo sério e você não quer me contar, não é?” fui logo pensando em várias coisas ruins, e ficando ainda mais nervoso.
“Calma, amor. Eu falo com você já, estou chegando ai com Alice daqui a poucos minutos, ok?” falou rápido e desligou a ligação.
Na minha cara.
Porra.
“O quê, droga?” perguntei para ninguém exatamente.
Preocupado, fui para dentro da loja esperando que esses minutos de merda passassem logo.
...
BELLA POV
“Acho que ele ficou uma fera, Alice.” mordi o lábio, nervosa.
“Ah, que se dane Bella! O meu irmão já está bem adulto para ter esses ataques de pelanca!”
Rimos juntas. Edward nunca deixaria de se preocupar. Isso era impossível.
Meu coração acelerou quando vi que o carro de Alice estava perto da rua da floricultora. Eu estava tão ansiosa para contar tudo ao meu marido!
Os últimos anos só tinham feito com que nos uníssemos mais. Apesar de toda a correria em cuidar de uma filha, apoiar Edward com o tratamento e fazer faculdade, não poderiam ter sido anos melhores. Tudo o que passamos só fez com que nos tornássemos mais fortes e companheiros.
A surpresa que eu tinha para ele só serviria para aumentar ainda mais nossa felicidade.
Eu estava tão feliz.
Tínhamos nos casado assim que Lizze completou um ano e escolhemos Forks para isso, afinal era nossa cidade e onde nossa família vivia. Foi tudo simples como sempre desejamos, uma pequena cerimônia e festa apenas para a família e nossos amigos mais próximos. Foi lindo, e ter nossa filha presente só deixou tudo melhor.
Elisabeth era nossa maior benção. Eu não acho que poderia haver dois pais mais babões que nós. Edward era um pai maravilhoso, como eu sempre soube que seria mesmo quando Liz ainda estava para nascer. Ele sempre fez questão de estar presente em tudo, mesmo com seu curso de medicina e depois com a residência, se esforçou para acompanhar cada coisa nova que nossa filha fazia.
Teve vezes que ele ficou triste por ter perdido uma coisa ou outra, é verdade. Como quando Lizzie disse a primeira palavra. Eu estava arrumando seus bichos de pelúcia em seu quarto enquanto ela brincava no berço quando a ouvir gritar começando a me chamar de ‘mama’. Nem preciso dizer como chorei. Quando Edward chegou tarde da noite do Hospital e contei o que tinha acontecido, ele sorriu e me beijou, mas pude ver que tinha ficado um pouco triste em não ter visto. Ele ficou quase uma semana desanimado, até que Lizze o chamou de ‘papa’ e ele vibrou sem parar por mais dias ainda.
Suspirei olhando cada lugar das ruas de Forks.
Eu sentia muita falta daqui, de todos os lugares que significavam tanto para mim e Edward, das memórias de tudo o que passamos. NY era linda e nos proporcionava várias oportunidades, eu mesma adorava o trabalho que consegui em uma editora assim que me formei há um ano. Ainda assim, eu tinha um desejo secreto de voltar para cá, onde estava nossa família e história.
Eu realmente era uma garota da cidade pequena.
Assim que Alice estacionou em frente à floricultura, pude ver Edward atravessando a porta rapidamente.
Nós duas reviramos os olhos.
“Ei... tudo bem?” me abraçou assim que cheguei à calçada.
“Tudo.” sorri passando meus braços por seu pescoço e o apertando com força. Respirei fundo absorvendo seu cheiro que eu amava e deixando a calma me invadir. Agora eu só poderia pensar em contar a novidade de uma vez.
“Tem certeza?” me afastou um pouco para olhar meu rosto. Seu cenho estava franzido.
“Tenho. Não tem nada de errado. Apenas coisas boas.” garanti sem conseguir parar de sorrir. Eu acabei foi rindo mesmo. O que o deixou mais confuso.
“Ok. Que porra eu perdi? Alice?” olhou para a irmã que ia entrando na loja.
“Se você perdeu, não sou eu quem vai falar.” ela lhe deu a língua e abriu a porta.
Edward bufou emburrado.
“Eu queria conversar com você. Podemos ir ao parque?” pedi enquanto ele me puxava pela cintura para entrar também.
“Claro, anjo. Eu vim aqui te pegar justamente para isso. Pensei que podíamos mostrar ele a Lizze.” sorriu pequeno tentando não demonstrar como estava frustrado. Balancei a cabeça, sua tendência ao nervosismo e preocupação nunca iria embora.
Nós entramos e fui direto onde minha princesa estava nos braços de Esme.
“Mamãe!” pulou em meu colo assim que me viu. “Onde tava? Papai ficou tliste porque não te achou.”
Eu ri a beijando por todo o rosto. “Mamãe foi pegar algo importante para mostrar a ele.”
“O que?” perguntou rápido. Minha bebê era tão curiosa quanto o pai.
“Prometo te contar daqui a pouco, ok?” jurei me despedindo de Esme e Alice e indo para a porta onde Edward nos esperava ainda meio emburrado.
[...]
“Nossa. Incrível como ele parece o mesmo!” exclamei passando os olhos por todo o parque e vendo muitas crianças brincarem sob os olhos atentos de seus pais. Apesar de estar frio como sempre em Forks, havia um tímido sol entre as nuvens.
Estávamos na primavera. Sorri olhando todas aquelas árvorese flores lindas.
Eu realmente amava esse lugar.
“Pode brincar?” Lizze pediu olhando fascinada as crianças se divertirem.
“Pode sim, princesa.” Edward a beijou colocando-a no chão. “Mas fique aqui perto onde podemos vê-la, ok?”
Ela balançou a cabeça e saiu correndo.
“Sem correr, Elisabeth!” falei alto para que me escutasse, a vendo me obedecer e começar a andar devagar. Observei em pé ao lado de Edward enquanto ela chegava perto das outras crianças e um garotinho falava algo, acho que a chamando para se juntar a brincadeira.
Ri ouvindo Edward bufar ao meu lado ao ver o garoto segurar a mão da nossa filha.
“Ciumento.” bati em seu ombro de brincadeira.
“Eu não. As crianças de hoje que andam muito espertas!” ele resmungou me abraçando por trás, sem nunca tirar os olhos de onde Lizze estava.
Balancei a cabeça me divertindo com sua irritação e ele nos puxou para sentar próximo a uma árvore, me colocando entre suas pernas. Não me passou despercebido que o lugar escolhido era perfeito para observar onde nossa filha brincava.
Encostei-me em seu peito e suspirei feliz.
“Será que agora você vai me contar o que está me escondendo?” passou os braços por meu corpo e beijou meu pescoço.
“Estou grávida.” disse de uma vez, esperando sua reação. Minutos se passaram e ele continuou em silêncio me fazendo virar um pouco para ver seu rosto.
Ele me fitava com os olhos arregalados e marejados. “Sério?”
Assenti beijando seus lábios. “Muito sério. Fui fazer o exame, por isso sumi com Alice.” peguei o papel em minha bolsa e o entreguei. Edward o abriu e um sorriso enorme inundou seus lábios. Eu sabia que ele ficaria feliz. Estávamos querendo isso desde que Lizze completou quatro anos.
“Wow. Porra.” revirei os olhos. Ele não seria Edward se não dissesse isso. “Inferno. Acho que vou chorar.” riu engasgado e beijei todo o seu rosto mostrando minha felicidade.
Edward continuou rindo nervosamente e me apertando em seus braços até que suas mãos foram para minha barriga.
“Outro bebê...“ beijava meu pescoço sem parar de rir. “Dessa vez espero que seja um garoto para me ajudar a tomar conta das mulheres da minha vida. Elas me dão muito trabalho.” brincou.
“Seu chato.” bati de leve em sua perna.
“Obrigada, anjo. Essa é a melhor notícia do mundo.”
“Eu sei.” suspirei vendo Lizze rir com as outras crianças.
“Eu também tenho algo para contar.” não parava de alisar minha barriga por dentro da blusa. “Você sabe a casa dos Hamptons que Carlisle disse que foi colocada à venda há alguns meses?” eu assenti, curiosa com o assunto, e olhei para a casa que ficava ali próximo ao parque. O senhor e senhora Hampton moravam aqui desde que éramos pequenos, mas sua única filha resolveu levá-los para Port Angeles para morarem com ela já que os dois estavam em idade avançada. “É nossa.”
“O quê?” exclamei, virando meu rosto para fitá-lo com atenção. “Como assim nossa?”
“Eu a comprei. Antes de virmos para cá, falei com Carlisle e pedi que ele fizesse uma proposta pela casa. Eles aceitaram e eu comprei.” sorriu beijando a ponta do meu nariz. “O gato comeu sua língua, anjo?” implicou se divertindo com meu silêncio.
“Como?” repliquei atordoada. “Nós já temos uma casa!” franzi o cenho pensando na casa de NY que ele comprou antes de casarmos.
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All About Lovin' You — Bon Jovi
Olhando para as páginas da minha vida
Tenho lembranças de você e eu.
Alguns erros que você sabe que cometi
Arrisquei algumas coisas, caí de tempos em tempos.
Querida, você estava lá pra me ajudar a superar
Já estivemos por aqui algumas vezes.
Vou deixar tudo bem claro...
Me pergunte como chegamos tão longe,
A resposta está escrita em meus olhos.
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“Eu sei que você sempre quis voltar a morar aqui, anjo. E eu também sinto falta de Forks.”
“Você tem certeza, Edward? E sua especialização?” perguntei, tentando me convencer que ele realmente queria isso e não era apenas por mim.
Ele tinha acabado sua residência e pretendia se especializar em oncologia pediátrica; Edward sempre gostou de crianças, mas após a luta contra a leucemia decidiu que queria ser um oncologista pediátrico.
“Já está tudo acertado, vou fazê-la em Seattle. O Hospital de lá é muito bom e não fica muito longe daqui, sem contar que não terei que ir todos os dias. Carlisle também já acertou tudo para que nos dias que me sobrem eu atenda no Hospital de Forks.” beijou meus cabelos e me abraçou com mais força. “Você gostou?”
Ele me olhava com expectativa, quase parecendo nervoso pela minha reação.
“Uau.” foi só o que consegui falar olhando para a casa dos Hamptons, agora nossa, que dava para ser vista de onde estávamos sentados no parque.
Ela era linda.
Não era uma casa grande, mas tinha segundo andar, uma varanda linda, cercas brancas ao redor e o melhor de tudo: um jardim enorme... repleto de flores.
“E a gente pode até plantar amendoeiras, anjo...” Edward riu baixinho, me fazendo notar que tinha falado sobre o jardim em voz alta. “Você está feliz com isso?” ele parecia em dúvida agora.
“Muito.” sorri fitando seus olhos. “Muito feliz.” senti as lágrimas se acumulando.
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Toda vez que olho para você, vejo algo novo
Que me deixa mais animado do que antes e me faz te querer mais
Não quero dormir essa noite, sonhar é uma perda de tempo
Quando olho o que a vida vem se tornando
Tudo se resume a amar você.
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“Não pode chorar agora, anjo.” riu beijando meu rosto e enxugando minhas lágrimas. “Eu te amo.” dava pequenos beijos em meus lábios. “Às vezes custo a acreditar que chegamos aqui. Depois de tanta coisa... Quando eu penso que poderia ter morrido e perdido tudo isso... eu...” balançou a cabeça e desviou o olhar do meu.
“Shii...” peguei seu rosto em minhas mãos. “O importante é que passamos por tudo. Juntos.”
“E eu não me arrependo de nada, Bella. Eu passaria por tudo de novo se o resultado fosse o que temos agora.“ garantiu firmemente.
“Eu também. Por tudo.” assenti, olhando para onde nossa filha ainda brincava e fazia amigos. Tinha certeza que ela também ficaria feliz ao saber que viveríamos aqui. Lizze sempre falava do quanto queria morar perto dos avós e tios, já que Alice e Emmett tinham voltado para a cidade há algum tempo.
Ficamos em um silêncio confortável, abraços enquanto observávamos nossa filha brincar.
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Já vivi, já amei, já perdi, já paguei dívidas
Já estive no inferno e voltei.
E dentre tudo isso você sempre foi minha melhor amiga
Por todas as palavras que eu não disse e todas as coisas que eu não fiz
Hoje vou encontrar um jeito...
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“Amendoeira?”
“Hum?” ri com aquele apelido ridículo de criança que ele se recusava a esquecer. “O que foi, cabelo de cenoura?” devolvi, lembrando que odiava quando eu o chamava assim e implicava com seus cabelos. Quando éramos pequenos, Edward era bem ruivo, mas depois a cor foi ficando mais acobreada.
Olhei para seus cabelos começando a alisá-los. Sorri. Eu tinha ficado imensamente feliz quando começaram a crescer novamente após o transplante.
Senti muita falta desse ninho. Eu realmente amava seus cabelos.
“Você acha que vai me amar pra sempre? Tipo, que nunca vai me esquecer?” Edward sorriu divertido.
Ergui uma sobrancelha lembrando perfeitamente do dia que ele me perguntou isso, exatamente nesse parque. Tínhamos acabado de voltar da casa de campo e feito as pazes após ele brigar com James por ter roubado o meu diário.
“Por que está perguntando isso?” entrei na brincadeira.
“Não sei. Eu ouvi que quando as pessoas ficam adultas, costumam esquecer-se dos outros facilmente, sabe. Não queria que você me esquecesse." riu, sem nunca parar com o carinho em minha barriga.
“Eu nunca vou te esquecer, bobo. Nunca. Eu te amo.” passei os braços por seu pescoço descansando a cabeça em seu ombro.
“Por todas as primaveras.” sussurrou próximo a minha orelha, beijando meus cabelos em seguida.
Não precisei responder. Meus olhos marejados corroboravam com tudo o que ele dizia.
Nosso amor era a melhor parte de tudo. E seria assim para sempre. Todos os dias. Enquanto respirasse.
Por todas as primaveras.
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Você pode acabar com o mundo todo,
Você é tudo que eu sou.
Somente olhe para o meu rosto
Tudo se resume a amar você.
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Notas finais
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Agora é o fim mesmo!
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*Cry*
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Flores, quero deixar aqui meu imenso agradecimento a todas que acompanharam e comentaram com tanto carinho, também às garotas que acompanhavam quando eu postava a história antes e foram tão legais comigo ao voltar a acompanhar. Muito obrigada mesmo! Tenham certeza que todos os reviews que deixaram eu li com todo o carinho e fiz questão de responder um por um justamente por isso.
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Sim! Antes que eu esqueça girls, tava pensando em, talvez, fazer alguns extras para cá, se vocês quiserem! Por isso deixem suas opiniões nos reviews, e se preferem bônus com flashbacks desses anos que passaram ou então momentos do futuro. Não sei quando poderei escrever e postar os extras, mas é algo que queria fazer, se vocês quiserem claro, para agradecer com carinho a todas que comentaram, já que tantas infelizmente só leram sem se manifestar! :(
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Bom, eu realmente odeio despedidas, por isso só quero agradecer e deixar um beijo na bochecha de todas. As que se interessarem, por favor, fiquem olhando meu perfil que pretendo postar outras histórias!
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E para não perder o costume, e pela última vez aqui, DEIXEM REVIEWS E RECOMENDAÇÕES, PLEASE! UAHUAHUA
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PS: VOCÊ LEITOR QUE JÁ PEGOU A SHORT FINALIZADA, QUE TAL PARAR UM MINUTINHO E COMENTAR? POXA, NÃO DÓI NADA, FLORES! EU VEJO O CONTADOR DA HISTÓRIA DE LEITORES SUBINDO DEPOIS QUE FINALIZEI, MAS NÃO RECEBO UM REVIEW SE QUER! :( ISSO É MUITO TRISTE! DESANIMA! PENSEM NISSO, SE VOCÊ CONSEGUE TEMPO PARA LER, TEM SIM UM MINUTINHO A MAIS QUE SEJA PARA COMENTAR!
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Beeeeeeeijos,
Fran.
E até uma próxima! :D
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