Por Todas As Primaveras
6 Capítulo 6 – Difícil de respirar
Notas iniciais
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Agradeço também as palavras de Sandra Nascimento Pena, Marie, Sofia Masen e Páh Cullen em suas recomendações da fic, fiquei super feliz com todas! Valeu meninas!
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Beijos e vamos ao capítulo!
Fran.
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Capítulo 6 – Difícil de respirar
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BELLA POV
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"Edward? Você está bem?" perguntei cheia de nervosismo segurando seu rosto entre as mãos. Sua feição era de dor e sua pele estava mais pálida que o normal. Nunca o tinha visto parecendo tão fraco ou doente e isso me apavorou.
"Estou bem." sua voz soou baixa.
Enquanto lavava o rosto e tentava me acalmar no banheiro, percebi sua voz estranha me chamando e tive a sensação de que algo estava errado. Abri a porta a tempo de vê-lo ir ao chão com um baque surdo. Na mesma hora, o desespero me tomou e me abaixei chamando seu nome freneticamente, tentando fazer com que acordasse.
Como não percebi que estava passando mal? Isso tinha começado na festa ou depois que chegou aqui?
Festa.
Realmente ir até lá não tinha sido uma boa idéia. Quando vi Edward beijando aquela garota, não consegui pensar em mais nada a não ser fugir dali. Sai em disparada e não demorou a chegar até o apartamento, que não era muito longe. Ver aquela cena só acabou plantando mais dúvidas e inseguranças a que vinha tendo desde a vinda dele para NY.
Sabia como a faculdade podia ser cheia de encantos e Edward era jovem, namorando sério pela primeira vez, isso somado a quantidade de garotas que deveriam dar em cima dele. Sinceramente, não sabia mais o que pensar ou no que acreditar, mas isso não era o mais importante agora, primeiro tinha que ter certeza que ele realmente estava bem.
"Acho que deveríamos ir até o Hospital." sugeri sem desviar meus olhos do seu rosto. Estava deitada ao seu lado na cama, perdida sobre o que fazer agora.
"Não é necessário, Bella." resmungou colocando as mãos na cabeça. "Eu só exagerei na bebida com o estômago vazio, não comi praticamente nada o dia todo e bebi muito na festa." tirou as mãos do rosto e me fitou. "Está tudo... bem?" sua voz saiu hesitante. Sabia ao que se referia.
"Não acho que tenha sido apenas isso, Edward." não respondi sua pergunta, continuando a falar sobre seu desmaio. "Você está muito pálido, nunca te vi assim antes.”
“Eu estou bem, apenas fiquei um pouco tonto quando a bebida bateu no meu estômago vazio, mas agora estou melhor." insistiu sem muita força, voltando a colocar as mãos no rosto.
"Certo." suspirei me dando por vencida, ao menos por essa noite. "Acho melhor que durma aqui, não sei se tem condições de ir para seu apartamento." me afastei para sentar na cama e senti sua mão em meu braço.
"Onde vai?" perguntou rápido. Fitei seu rosto vendo seu cenho franzido.
"Ligar para o Emmet e avisar que passará a noite aqui, para que não se preocupe." falei tentando me levantar, mas seu aperto ficou mais forte.
Olhei para ele confusa.
"Vai voltar?" fez uma careta.
"Claro que vou, esse é meu quarto." revirei os olhos. "Onde está o seu celular? O meu acabou a bateria." soltei meu braço ficando em pé.
“Provavelmente na sala, não vejo ele desde que viemos da Faculdade.” falou e assenti caminhando até a porta. "Não demora, Bells." escutei sua voz antes de bater a porta.
Suspirei. Edward era manhoso desde pequeno, principalmente quando ficava doente. Ele sabia que quando fazia isso me deixava sem defesas.
Procurei seu celular por toda a sala até que o encontrei no sofá e disquei o número de Emmet. Tocou um bom tempo até que atendesse.
“Alô? Emm?” falei depressa.
"Ei pequena Bella, pensei que fosse o cabeçudo! Está entediada e resolveu me ligar?”
"Desculpe está atrapalhando grandão, só queria avisar que seu irmão vai dormir aqui hoje." escutei sua gargalhada estrondosa.
"Claro, não imaginaria nada diferente. Estão tentando tirar o atraso?" ironizou.
"Não seja idiota, Emmet Cullen!" ralhei. "Edward passou mal, segundo ele exagerou na bebida com o estômago vazio e acho melhor que fique aqui por essa noite."
"Ok Bella, recado dado. Diga ao idiota para ter mais cuidado da próxima vez, não é tão burro para saber que bebida e estômago vazio não dão certo. Ele não pode me envergonhar desse jeito, afinal fui seu professor."
"Idiota!" exclamei. "Só ensina ao irmão o que não presta.
"Sei." ele riu. "Como se certa garota não tivesse ficado, por acaso, bêbada ontem."
"Foi a primeira e única." garanti emburrada. "Agora vou desligar, preciso ver se ele está bem."
"Certo, boa noite."
Apertei a tecla finalizando a chamada e respirei fundo. O celular começou a tocar e imaginei que Emmet tivesse decidido me atormentar com mais piadas. Franzi o cenho ao olhar o visor e ver o nome que piscava na tela.
Tanya.
Eu não era idiota, algo me dizia que só poderia ser a garota da festa. Ignorei a chamada deixando que caísse na caixa postal e voltei ao quarto com o celular ainda em mãos. Assim que entrei, notei-o sentado na beirada da cama como se estivesse prestes a levantar.
"Para onde vai?" me aproximei e ele virou o rosto, só então parecendo notar minha presença.
"Você demorou, ia te procurar." sorriu hesitante.
"Sabe como seu irmão é." dei de ombros, fitando cada canto do quarto e fugindo dos seus olhos. Ele parecia melhor e dei um suspiro de alívio, talvez tivesse mesmo sido apenas a bebida que o fez mal. De qualquer forma, falaria com seus irmãos ou até seus pais se fosse preciso para convencê-lo a ir ao médico.
Edward era muito teimoso e apesar de cursar medicina, quando se tratava dele mesmo, odiava Hospitais.
"Deita comigo?" voltei o olhar para a cama vendo sua mão estendida em minha direção.
"Ainda tenho que terminar de ler umas coisas antes." menti apontando para a porta. "Tente dormir, descansar fará com que se sinta melhor." olhei para minhas mãos sem saber o que fazer com aquele aparelho.
Não queria começar uma discussão agora, estava tarde e preferia que ele descansasse, só que essas chamadas perdidas somadas ao episódio da festa não eram algo que eu pudesse simplesmente esquecer. Respirei fundo colocando seu celular no criado-mudo, meu intuito era apenas sair dali, mas sua mão segurou meu braço me impedindo.
"O que houve?" examinava meu rosto com um olhar questionador, como se procurasse algo.
"Nada." garanti.
"Bella." suspirou. "Eu já disse, fui pego de surpresa. Não esperava que Tanya fizesse aquilo, ela nunca agiu assim antes!" congelei escutando aquele nome, recebendo a confirmação que queria.
"Tudo bem, agora deite e tente descansar." desconversei, segurando seus ombros e o empurrando para que deitasse na cama. Percebi que fazia força para continuar sentado. "Pare de ser teimoso, Edward!"
"Eu não vou." disse rápido. "Não enquanto não conversarmos direito."
"Eu não quero, está bem?" confessei. "Pelo menos não nesse momento, já está tarde, você desmaiou e parece cansado. Só deite nessa cama e durma."
"Você está fugindo do assunto, Bella. Está sendo infantil." indicou impaciente.
"Eu? Infantil?" perguntei incrédula.
"Isso mesmo." afirmou e bufei.
"Eu tenho direito de não querer falar disso agora. E você tem que respeitar." exigi cansada. Meu corpo pedia por descanso e, do jeito que estávamos, sabia que esse não era o melhor momento para conversas. Precisava pensar em tudo sozinha, talvez amanhã minha cabeça estivesse melhor.
Edward respirou fundo e abaixou a mão do meu braço. "Não vai mesmo... ficar aqui comigo?" perguntou parecendo triste.
"Eu venho assim que terminar de ler." mordi o lábio tendo um pensamento. "Acho melhor que coma algo, para não dormir com o estômago ainda vazio."
"Não estou com fome, não quero nada." deitou na cama.
"Certo, vou deixar que descanse." sai do quarto fechando a porta. Fui para a sala e deitei no sofá resolvendo realmente adiantar alguma leitura para as próximas aulas.
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EDWARD POV
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Respirei fundo fitando o teto.
Bella já tinha saído há quase uma hora e desde então eu tentava controlar o impulso de ir vê-la. Assim que deixou o quarto, eu sabia que não conseguiria dormir, não após notar como estava distante. Ela não acreditou quando disse que não queria beijar Tanya. Eu costumava gostar da garota, era uma companhia agradável nas aulas e nunca havia demonstrado qualquer interesse em mim, ao menos eu nunca tinha notado algo do tipo. Ela sabia que eu tinha uma namorada, durante um ano inteiro me escutou falar sobre Bella e o quanto eu estava ansioso para que viesse morar aqui!
Gemi fechando os punhos em meus cabelos e os puxando com força. Porra. Sabia que aquela festa dos infernos acabaria mal, eu pressentia isso.
A fraqueza em meu corpo parecia ter diminuído e a tontura estava bem menor, realmente devia ter sido a combinação de muita bebida e nenhuma comida. Quando não mais suportei, levantei daquela maldita cama e sai do quarto para ver que Bella dormia no sofá. Ela tinha um livro entre as mãos e parecia estar numa posição desconfortável, agachei tirando algumas mechas de cabelo do seu rosto. Suspirei. Essa situação não podia ficar dessa forma por muito tempo, Bella precisava acreditar em mim. E ela iria. Nem que tivesse que arrastar Tanya pelos cabelos e obrigá-la a contar toda a verdade. E o inferno que não faria isso se fosse preciso!
Passei meus braços por baixo de seu corpo e a ergui. Ainda me sentia um pouco fraco, mas ela era pequena o suficiente para que a carregasse até o quarto sem problemas. Deitei-a na cama puxando as cobertas para cobrir seu corpo e fiz o mesmo ao seu lado, pegando o celular na mesinha para acionar o despertador. Nós dois tínhamos aula amanhã bem cedo.
Congelei enquanto mexia no aparelho, vendo uma mensagem e várias chamadas não atendidas de Tanya. Que porra mais ela estava querendo?
Fiquei tenso imediatamente. Pelas horas das primeiras chamadas, Bella com certeza as tinha visto quando ligou para Emmet. Apertei o aparelho com força e o joguei na mesinha ao lado da cama.
Virei-me para o seu corpo só então notando seus olhos abertos me fitando atentamente. Fiquei em silêncio pensando em sua reação fria e distante. Isso devia ter a ver com a porra dessas chamadas perdidas no meu celular.
"Você estava dormindo no sofá e eu te trouxe.” respondi o questionamento em seus olhos e ela apenas assentiu indicando que tinha entendido. Um minuto depois de silêncio e gemi puxando-a para perto. "Eu não quero que fiquemos dessa forma. Vamos resolver isso agora." falei firmemente, indicando que não daria chance para que protestasse.
"Você está bem?" perguntou examinando meu rosto e revirei os olhos.
“Acredita em mim?” ignorei sua pergunta. Deus, ela tinha que acreditar. Eu nunca seria capaz de fazer nada parecido e pensei que Bella tinha essa certeza. Gostaria de matar Tanya com minhas próprias mãos. “Ela me beijou antes que eu percebesse sua intenção.” minhas palavras saindo nervosas. “Deus, Bella! Não me olhe assim... Tem que acreditar em mim!” continuei soltando palavras nervosas.
“Está tudo bem, Edward.” suspirou. “Agora você deve dormir, vou marcar uma consulta para você amanhã. Boa noite.” virou para o outro lado e deitou a cabeça em seu travesseiro.
Ela era tão transparente, óbvio que não acreditava. Aproximei-me como um louco de seu corpo, meus gestos ansiosos denunciando meu nervosismo. Fechei minhas mãos em seu rosto e obriguei-a a me fitar, coisa que vinha evitando.
“Pelo amor de Deus! Fale comigo antes que eu enlouqueça!" pedi nervoso. "Não finja que está tudo bem, porque eu te conheço Isabella e sei o que está pensando e vou repetir mais uma vez: Eu amo você e não há mais ninguém para mim. Não queria que ela me beijasse, que ninguém me beijasse além de você. Se não estivesse chegado no momento, a procuraria por aquela festa até encontrá-la e contar tudo, porque a simples idéia de que possa me deixar, ou pensar que seria capaz de algo assim, me deixa desesperado.” confessei.
Bella era a única pessoa capaz de me deixar nervoso dessa forma.
“Eu te amo.” ela falou simplesmente. As lágrimas brilhando em seus olhos. “Não quero te perder.”
“Você não vai, anjo.” a puxei para meus braços, não deixando nenhum espaço entre nós. ”Nunca." garanti beijando todo o seu rosto e secando suas lágrimas. "Eu te amo.”
Quando amanheceu nos arrumamos num quase silêncio total e fomos juntos para a Faculdade. Assim que chegamos à NYU, Bells se despediu rápido indo em direção à sua sala. Suspirei. Ela estava estranha e o fato de não parecer acreditar em mim me deixava nervoso.
Não queria esse clima estranho entre nós.
Fui para a minha sala decidido a procurá-la para conversarmos com calma assim que as aulas acabassem.
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BELLA POV
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Respirei fundo escutando a explanação do professor sobre a época do Barroco. Graças a Deus que essa era minha última aula. Nesse momento, nem a literatura me faria sentir melhor.
Não podia negar que a cena de Edward beijando outra garota não seria esquecida facilmente. Ainda me incomodava. Mas naquele momento, o que estava me deixando aérea era seu desmaio na noite anterior. Pensei muito antes de pegar no sono naquele sofá e cheguei à conclusão que não percebi sua perda de peso. Ele realmente parecia pálido e mais magro e precisava convencê-lo a procurar um médico, nem que seja para eu ficar mais tranquila.
No começo da aula Alec me perguntou sobre meu desaparecimento da festa sem se despedir e desconversei afirmando que me senti um pouco mal e decidi ir embora. Ele pareceu acreditar e começou a conversar a respeito de um trabalho que faríamos juntos sobre as escolas literárias. Tentei demonstrar interesse, mesmo que tudo que estivesse querendo era sair dali e voltar para meu apartamento.
Não tinha dormido quase nada na noite passada, me sentia quebrada e sem disposição para nada. Estava torcendo para que o horário de aulas acabasse depressa e olhei para o relógio mais uma vez, suspirando ao notar que não demoraria. Alguns minutos depois e o professor deu a aula por encerrada, me fazendo agradecer mentalmente.
De forma lenta, comecei a recolher meu material sobre a mesa enquanto os outros alunos faziam o mesmo e saiam da sala. Alec me chamou para almoçar com alguns amigos em um restaurante próximo ao campus e agradeci respondendo que não podia pois tinha algo importante a fazer. Terminei de jogar as coisas na bolsa e sai decidida a procurar Edward por todo o prédio e obrigá-lo, se fosse preciso, a ir ao Hospital. Se essa tática não desse certo, sempre teria a chantagem de ligar para seus pais.
Caminhei pelos corredores até onde sabia ser a sua sala e parei ao chegar à porta.
Edward estava sentado, sozinho, com a cabeça baixa e apoiada nos braços que estavam sobre a mesa. Franzi o cenho me aproximando cautelosamente e observando aquela cena que me apertou o peito.
Será que ele estava passando mal?
Caminhei até a sua banca, parei levando uma mão aos seus cabelos e dei um passo rápido para trás assustada com a brusquidão do seu gesto ao levantar a cabeça. Quando me viu, ele saltou contornando a mesa, quase correndo em minha direção. Seus braços passaram ao redor de minha cintura e ele enterrou o rosto em meus cabelos suspirando ali.
“Estava pensando em você, amendoeira.” disparou a falar. “Todo o dia eu não consegui me concentrar, eu... Só você estava em minha cabeça. Não havia mais nada. Fiquei pensando porque se afastou tão rápido quando chegamos, que você não acreditou em mim.” falava sem uma pausa para respirar. “Não quero que fiquemos assim, se não estamos bem, eu não consigo fazer mais nada. Eu não gosto de ficar com você dessa forma e...” parou de falar de repente e senti um pouco mais de seu peso, com se estivesse se apoiando em mim.
“Edward?” tentei me afastar um pouco para ver seu rosto. “O que foi?”
"Nada.” me assustei por como sua voz parecia fraca. “Só preciso ficar assim um minuto.” apertou mais forte os braços ao redor do meu corpo.
“O que está acontecendo?” assim que acabei de falar, senti todo o peso do seu corpo e precisei de muita força para que nós dois não desabássemos no chão. “Amor?” consegui erguer sua cabeça com dificuldade e tremi ao fitar seu rosto.
Ele estava muito pálido.
“Edward, o que você tem?” minha voz saindo mais alta com meu desespero.
“Estou bem.” fechou os olhos e franziu a testa.
Antes que eu conseguisse notar, seu corpo foi ao chão e gritei com o susto.
“Edward?” agachei ao seu lado, pegando seu rosto em minhas mãos. As lágrimas já ardiam em meus olhos. “Edward?” ele não parecia desmaiado, só fraco demais para permanecer em pé. Seus olhos estavam fortemente fechados e uma careta de dor tomava seu rosto.“Socorro!” gritei, as lágrimas ficando mais fortes. Agora estava me culpando por não termos ido ao Hospital ontem. Porque fui acreditar que tinha sido apenas a bebida? Era minha culpa ele está assim agora, sabia como era teimoso e que não iria ao médico ao menos que insistisse.
“Estou bem. É só uma pequena tontura... já vai passar.” vi o esforço que fazia para falar e gritei mais alto, alguns alunos que passavam no corredor entraram assustados. Ouvi vagamente uma pessoa dizendo que iria ligar para emergência e agradeci sem tirar meus olhos de Edward.
“Não... Não quero ir pro Hospital..." falou fracamente, a voz nervosa. "Bella... você acredita em mim?”
"O quê?" murmurei confusa.
“Eu preciso saber.” implorou e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele desmaiou em meus braços.
[...]
Malditas lágrimas que não paravam de cair. Maldito Hospital com paredes brancas e ar mórbido. Maldita hora em que não trouxe Edward aqui antes!
Estava retorcendo as mãos nervosa naquela sala de espera com Alice e Emmet ao meu lado. Chegamos a mais de uma hora com Edward ainda desmaiado e ninguém vinha nos dar qualquer informação. Quando vi que ele tinha perdido a consciência, gritei mais alto por socorro e alguém tentou me tranquilizar afirmando já ter chamado a emergência.
Liguei para seus irmãos no caminho e eles vieram depressa tão preocupados quanto eu. Assim que vi Emmet, me joguei em seus braços. Era o mais velho, e apesar das brincadeiras, sempre foi quem tomava o controle junto com Edward nas situações tensas. Me sentia menos perdida agora.
Olhei de lado ao sentir uma mão apertar a minha, Alice me fitava com o rosto preocupado. "Vai ficar tudo bem, Bella." garantiu.
"Você ligou para Carlisle e Esme?" limpei as lágrimas com a mão livre e ela assentiu. Claro que não tínhamos noção de nada, mas eram seus pais e precisavam saber que o filho estava no Hospital.
"Minha mãe atendeu, mas pedi para falar com meu pai. Não tive coragem de contar a ela." afirmou balançando a cabeça.
"Eu entendo." disse e me levantei depressa ao ver o médico que atendeu Edward quando chegamos vir em nossa direção.
"Vocês são da família?" parou à nossa frente, sua expressão séria me deixando ainda mais nervosa.
“Irmãos e namorada.” Alice explicou rapidamente nos apontando.
“Certo.” suspirou. “O paciente recobrou a consciência não muito depois que o levamos para a sala de exames e dessa forma pudemos conversar com ele a respeito do seu estado. Entendam que sintomas como fraqueza, anemia, dores e desmaios podem indicar vários tipos de doença, mas fizemos alguns exames preliminares e com os primeiros resultados nossa suspeita inicial está praticamente confirmada. Contudo, ainda precisamos esperar algumas horas pelo resultado de um exame mais detalhado que...”
“E o que é? O que suspeitam que seja?” o cortei cansada de uma explicação tão grande. Por acaso não via nosso nervosismo?
“Eu sinto muito ter que dar essa notícia...” e ali estava. Assim que escutei aquelas palavras, desabei na cadeira, mesmo antes que ele terminasse. Porque não podia ser bom. Não quando um médico começava a frase dessa forma. “Senhorita, está bem?” se aproximou de onde eu estava.
“O que ele tem?” choraminguei ignorando sua pergunta.
“Tudo indica para LLA. Leucemia linfóide aguda.” suspirou fitando nós três. Senti que meu peito era oprimido. ”É um câncer das células brancas do sangue. Caso amanhã com o resultado do último exame nossa suspeita se confirme, teremos que iniciar o tratamento imediatamente.”
Nesse momento, minha visão já estava completamente embaçada pelas lágrimas.
Estava tão difícil de respirar.
Ouvia vagamente o choro baixo de Alice, Emmet tentando juntar forças para discutir com o médico sobre o estado do irmão. De repente, a sala fria e silenciosa foi invadida por soluços, altos e desesperados.
Surpresa, notei que eram os meus.
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Notas finais
Eu sei, capítulo hiper tenso, mas deixe para decidirem se matam ou não depois do epílogo, juro que a raiva de vocês da autora passa até lá! UAHUAHAU
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Flores, espero muito que mesmo com a tensãom o capítulo tenha agradado.
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Por favor, comentem o que acharam, os BBB (vulgo leitores que lêem na moita rs) please, também comentem, nem dói deixar um review né, flores? Isso para o autor é o que dâ animo, sejam elogios ou criticas construtivas. E quem achar que merece a fic, recomende também.
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Beijos,
Fran.
Fale com o autor