Por Todas As Primaveras
8 Capítulo 8 – Eu faria isso mil vezes
Notas iniciais
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Amei os comentários, fiquei contente que vocês gostaram do capítulo apesar de curtinho, mas como prometi para compensar esse capitulo agora é enormeee (13 páginas de word)! E confesso, é um dos que mais gosto da fic, acho. Vamos ver se alguém concorda comigo.
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Um obrigada especial a Déh e thaís que deixaram recomendações tão lindinhas! Amei, flores. Muito obrigada!
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Vamos ao capítulo e a gente se "ver" novamente láaa em baixo!
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Beijos na bochecha!
Fran.
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Capítulo 8 – Eu faria isso mil vezes
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“— Quer que tente apanhar essa pipa para você?
O seu pomo-de-adão subiu e desceu quando engoliu. O vento agitou o seu cabelo. Pensei ter visto ele fazer que sim com a cabeça.
— Por você, faria isso mil vezes! — me ouvi dizendo. Virei, então, e saí correndo.
Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas não iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo.
Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos. Porque, quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez eu tivesse simplesmente testemunhado oprimeiro floco que se derretia.
Saí correndo.”
(O Caçador de Pipas — Khaled Hosseini)¹
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BELLA POV
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Apesar da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) ser mais comum na infância, em 20% dos casos acomete adultos. É uma doença de evolução rápida, podendo levar ao óbito em poucos meses e, por isso, merece diagnóstico e tratamento precoces.
Enquanto na criança o êxito do tratamento seja em torno de 80%, o mesmo não acontece nos adultos com LLA, que normalmente respondem mal à quimioterapia convencional e suas variantes, assim como ao transplante da medula óssea, cujos resultados são pouco satisfatórios. No entanto, o diagnóstico precoce pode aumentar a chance destes pacientes, pois sua carga tumoral será bem inferior àquela dos pacientes com diagnóstico tardio, possibilitando assim melhores resultados no tratamento.
Segundo os médicos, a doença de Edward foi descoberta ainda bem no início, o era muito importante para a expectativa de bons resultados.
Saber disso me deu mais esperança, acho que me tranquilizou um pouco, se é que falar em tranquilidade era algo possível no momento.Sentia-me quase expert no assunto LLA, não só pelo fato de escutar com toda a atenção tudo de informação que nos era passada pelos médicos, mas devido às minhas próprias pesquisas.
Tudo o que fiz, nos raros momentos em que me ausentei do Hospital nas últimas semanas, foi procurar informações a respeito da doença em livros, internet. Em todo e qualquer lugar. Não que isso fosse de muita valia, mas eu simplesmente precisava saber, conseguir todas as informações possíveis sobre cada batalha que nós teríamos que enfrentar.
Porque era assim que funcionava, tudo que envolvesse Edward, me envolvia também.
No mais, pesquisar sobre a LLA tinha se tornado quase como uma obsessão, um refúgio de meus pensamentos atormentados, um escape em meio à dor que se fazia presente em meu peito há quatro semanas quando tudo pareceu desmoronar.
Quatro semanas.
Um mês praticamente vivendo nesse Hospital em um sofrimento contido para não ser percebido por Edward. Eu não queria que me visse triste, ou chorando, porque sabia o quanto isso o angustiava e agora só queria que ele se preocupasse com seu tratamento e mais nada.
Eu podia ver claramente, todas as vezes em que entrava naquele quarto ou após acompanhá-lo em suas sessões de quimioterapia, como me olhava com atenção tentando decifrar o que eu estava sentindo. Reservei minhas lágrimas para os raros momentos em que estava sozinha, longe dele e do que minha dor poderia causá-lo.
Nunca me permitia chorar na frente de Edward.
Eu tentava sorrir, animá-lo, levar livros e qualquer coisa que pudesse distraí-lo, apenas para mudar a sensação ruim daquele lugar frio e mórbido que era o Hospital.
Toda a família Cullen estava em NY, unida, além de meus pais que passaram toda a última semana aqui e voltaram para Forks há dois dias. Alice e Emmet tentavam seguir com suas vidas na Faculdade como podiam, ao contrário de mim, que não fui capaz do mesmo e tive que escutar Edward me recriminar por trancar o curso.
Ele repetiu diversas vezes não querer atrapalhar minha vida, mudar os planos que me trouxeram a essa cidade, mas eu bati o pé e teimei. Eu sabia que toda a sua insistência se devia ao fato de não me querer passando muito tempo no Hospital ou acompanhando todo o processo da quimio, porque realmente não era nada bom de se observar, mas eu estaria onde Edward estivesse.
Nesse momento, passava pelos corredores, sorrindo fracamente para algumas enfermeiras que tinha conhecido ao longo do último mês e ansiosa para chegar de uma vez ao quarto. Minhas pernas seguiam comandos próprios, dando cada vez passos mais frenéticos.
Exatamente dez horas sem vê-lo.
Eu não queria isso, mas Edward percebeu que eu não vinha comendo bem e tinha emagrecido e se juntou com o resto dos Cullen para me obrigar a deixar o Hospital e passar uma noite no apartamento. As raras vezes em que tinha saído daqui foi para tomar banho, pegar algumas roupas ou pesquisar sobre a LLA. Não passava mais de quatro horas longe e nunca consegui dormir no apartamento. Não até ontem quando Alice ficou no meu lugar após todos me obrigarem a ir.
Talvez estivesse agindo teimosamente, mas a simples idéia de ficar longe de Edward apertava meu coração em proporções que eu se quer conseguia mensurar. Eu queria ficar ali, do lado dele, em todos os momentos.
Finalmente cheguei ao meu destino e respirei fundo antes de abrir a porta.
"Dr. Dane." cumprimentei baixinho o médico ao ver que Edward dormia.
Ele parecia examinar o prontuário e se virou em minha direção com um pequeno sorriso ao notar minha presença. "Bella."
“Tudo bem?” tentei sorrir de volta, mas acho que não fui bem sucedida.
Sorrir parecia algo tão difícil para mim agora.
"Sim. Ele passou praticamente todo esse tempo que você esteve fora dormindo."
Assenti caminhando para mais perto da cama. Já esperava por isso. Alguns remédios para aliviar os efeitos colaterais da quimio davam sono e faziam com que Edward dormisse muitas horas por dia.
"Ele acordou há algumas horas e a primeira coisa que fez foi me perguntar se você já tinha voltado. Depois acabou dormindo novamente."
Eu sorri àquela informação. "Alguma novidade?" perguntei bem baixo, uma pergunta rotineira.
Eu a fazia todos os dias, talvez na esperança de algo milagrosamente bom acontecer.
"Na verdade, uma ótima novidade. Depois de amanhã, ele receberá alta.” após um mês de tristezas, essa notícia finalmente encheu meu peito de uma pequena alegria. "Como disse antes, Edward vem reagindo muito bem à Indução da remissão² e hoje fizemos a última sessão dessa primeira fase da quimioterapia. As fases e sessões posteriores vão poder ser administradas ambulatoriamente, sem que ele precise ficar internado."
Permiti-me um pequeno suspiro de alívio. Ainda havia muito pela frente, eu sabia, mas Edward reagir bem ao tratamento era motivo para sorrir.
Era crucial.
"Isso não significa que diminuiremos os cuidados, Edward vai precisar de repouso e seguir à risca todas as recomendações. O que também não quer dizer que ele terá que levar uma vida diferente de antes, são só alguns cuidados e recomendações os quais explicarei a vocês amanhã. Vamos continuar monitorando a evolução da doença a cada sessão e novo exame, e caso achemos necessário, ele poderá ter que voltar a se internar. Mas vamos torcer que não. Eu sei como todo paciente odeia ficar no Hospital.” ele riu fracamente.
Eu assenti, garantindo que faríamos tudo o fosse recomendado.
Todos estavam confiantes de que Edward se curaria ao final de todas as fases da Quimio, mas também sabíamos da possibilidade de ser preciso um transplante caso ele parasse de reagir às drogas ou os médicos simplesmente achassem mais indicado do que continuar a quimioterapia.
"Agora vou visitar outros pacientes, mais tarde volto aqui para ver como ele acordou."
Agradeci ao Dr. Dane vendo-o sair do quarto.
Sentei-me na poltrona que ficava ao lado da cama aonde vinha dormindo há tantos dias. Recusava-me a dormir no sofá no canto do quarto. Achava-o menos confortável, além de querer ficar mais perto de Edward o possível.
Não sei quanto tempo se passou enquanto observava sua figura adormecida. Estava pensando em cada um dos momentos que passamos desde quando éramos pequenos. Apesar de quase sempre sonharmos com uma vida repleta de felicidades, a vida real não é nada remotamente parecido. Ela não é feita apenas de momentos bons, coisas ruins acontecem, e precisamos aprender a passar por elas.
"Amor." fui tirada dos meus pensamentos ao escutar sua voz baixa e sentir seu aperto fraco em minha mão.
"Ei, dorminhoco." dei um pequeno sorriso, vendo que piscava os olhos tentando ajustar a visão. "Estava cogitando de acordá-lo a força, nunca vi alguém dormir tanto!" tentei brincar e ele riu baixinho, meu peito sendo preenchido por sua risada, a qual mal tinha escutado nos últimos dias.
"O tempo passa mais rápido enquanto durmo." sorriu. "E você volta mais rápido também." meu sorriso sumiu e mordi os lábios para não chorar.
"Eu não queria ter ido, vocês que..." comecei e me interrompeu.
"Eu sei anjo, mas você precisava de uma noite descente. Dói te ver aqui, Bella." deu um pequeno suspiro. "Eu não queria isso, que passasse a praticamente morar nessa merda de Hospital, que faltasse em seu curso, parasse sua vida por minha causa e..."
"Cale a boca Cullen, não quero escutar esse assunto novamente." minha voz saiu mais irritada do que gostaria e ele virou o rosto, desviando os olhos dos meus. Suspirei, piscando com força para deter a umidade em meus olhos. "Eu sempre vou estar onde você estiver Edward. Não há sobre o que lutar aqui, nós simplesmente temos que ficar juntos. Pare de dizer isso, como se... como se me quisesse longe."
"Não!" voltou a me fitar, o cenho franzido ao notar como eu tentava resistir a vontade estúpida de chorar. "Como pode pensar que eu te quero longe? Como... Inferno!" fechou os olhos para abri-los logo em seguida. Quando o fez, percebi com uma dor imensa que ele também segurava o choro. "Eu só não aguento vê-la aqui, comendo e dormindo mal. Olhe como você emagreceu, está sempre parecendo cansada, pálida... Você não está bem e eu não aguento ver isso, Bella!" insistia em tom de desespero.
Então ele tinha notado, percebi com frustração. Mesmo eu tentando esconder.
Há pouco mais de duas semanas, não vinha realmente me sentindo bem. Era cansaço, fraqueza, tontura, enjôo, tudo junto. Não aguentava segurar praticamente nada em meu estômago e também não fazia muita questão.
Não tinha vontade de comer.
Como conseqüência, perdi peso e minha pele parecia mais pálida do que de costume. Claro que todos os Cullen perceberam, Alice e Esme viviam pegando em meu pé junto com Edward para eu comer.
"Eu estou bem." dei de ombros, não querendo vê-lo preocupado comigo.
"Não, você não está bem! Pare de mentir para mim, Bella!" sua voz ficou mais frustrada. Ele me olhava como se estivesse sentindo dor. Me odiei por fazer isso a ele.
"Edward, eu não estou mentindo. É apenas minha anemia, você sabe que sempre convivi com isso desde pequena." inventei.
"Mas você precisa fazer uma consulta. Eu não quero vê-la passando mal."
"Eu estou bem e não vou passar mal. Você que é neurótico." tentei sorrir. "E vou ficar ainda melhor depois de amanhã quando você voltar para casa."
"Depois de amanhã?" pareceu surpreso. Pensei que Dr. Dane já havia lhe dado a notícia, e então me lembrei do mesmo dizendo que Edward tinha dormido quase o dia todo.
"Hoje foi a última sessão da primeira fase da quimio e vamos poder sair daqui. Dr. Dane disse que você está reagindo muito bem ao tratamento."
"Isso é..." parecia procurar algo para dizer. "Graças a Deus!" suspirou, apertando minha mão com mais força e me fitando com os olhos brilhantes. "Assim eu vou te tirar daqui."
"Eu te amo tanto, Edward." balancei a cabeça, comovida e também irritada por se preocupar mais comigo que com ele próprio.
Ele ergueu a mão para tocar meu rosto. "Eu também, minha Bella."
[...]
"É como estar livre de uma prisão após anos preso." ele suspirou, sorrindo e fitando cada canto do quarto. "Vem aqui, anjo." sua mão se estendeu em minha direção e sorri, caminhando para sentar ao seu lado. "Eu estou tão feliz em estar aqui.”
"Eu também." confessei, aceitando o espaço que me dava na cama para que deitasse. Virei-me, ficando de lado e vendo que fazia o mesmo, nos deixando um de frente pro outro. Fitei-o intensamente alisando seu rosto enquanto ele devolvia o carinho em meus cabelos.
Edward havia decidido raspar a cabeça, assim que seu cabelo começou a cair semanas atrás. Era um pouco estranho não o ver com aquele ninho bagunçado que era sua marca registrada, mas ele continuava lindo. No fim, não fazia diferença. Ainda era meu Edward. E ele estava bem aqui, e apesar de tudo, parecia bem.
Tínhamos deixado o Hospital há algumas horas. Toda sua família estava lá para vê-lo sair e viemos juntos para o apartamento que eu dividia com Alice. Eles ficaram um bom tempo conversando e foram embora agora a pouco. Esme queria alugar uma casa e levar o filho consigo para poder cuidar dele de perto, mas Edward se recusou, alegando que era desnecessário e preferia ficar aqui comigo. Para mim não fez muita diferença, já que se ele tivesse preferido ficar em seu apartamento com Emmet eu com certeza passaria mais tempo por lá do que aqui.
Antes da alta, Dr. Dane nos passou uma lista de recomendações. Não era nada muito complicado. Edward precisaria apenas repousar bem, evitar bebida alcoólica, não ingerir qualquer medicamento sem informar aos médicos e não fazer esforço excessivo. Além disso, Dr. Dane explicou sobre os efeitos colaterais dos medicamentos da quimio, como enjôos, tontura, vômitos, entre outros.
No resto, Edward levaria sua vida de sempre. Um paciente em quimio pode manter as atividades de trabalho normais, devendo apenas comunicar ao médico qualquer reação do tratamento e por isso ele não queria atrapalhar a rotina de seus pais, os mantendo aqui em NY.
Carlisle aceitou o pedido do filho, até por ele ser médico e conhecer todo o procedimento da quimioterapia, apenas Esme que teimou um pouco no começo. Eu não poderia culpá-la. Ela era mãe e queria apenas estar próximo ao filho, mas não sabíamos quanto tempo Edward teria de tratamento, poderia levar um, dois, três anos, tudo dependia exclusivamente da reação de seu organismo aos medicamentos.
Edward entendia sua mãe e eu via como lhe doía contrariá-la. No fundo, ele fazia isso apenas por não querer vê-la viver a vida em função dele a partir de agora. Sempre foi o tipo de pessoa que odiou despertar preocupação nas pessoas que amava, além de que Carlisle tinha seus pacientes no Hospital e Esme a Floricultura com minha mãe. Edward não queria atrapalhá-los.
Seus pais acabaram decidindo voltar à Forks nesse fim de semana, mas Esme garantiu que viria aqui a cada 15 dias.
"Você está com fome?" quebrei o silêncio. Ele tinha almoçado no Hospital, mas isso já fazia algumas horas. "Eu posso preparar algo, talvez uma gemada, queijo ou massa."
Edward tinha perdido um peso considerável nos últimos meses e Dr. Dane nos instruiu a fazê-lo comer esses alimentos que auxiliariam no aumento de seu peso.
"Depois." abriu um pequeno sorriso. Seu olhar estava fixo em meus lábios enquanto passava os dedos neles. "Quero aproveitar um pouco você aqui perto de mim."
"Pois uma hora vai acabar abusando, já que eu não planejo sair de perto de você nunca." afirmei, vendo seu sorriso crescer e me fazendo sorrir também.
"Eu acho que posso conviver com isso." assentiu, se mexendo para chegar mais perto. Seu braço passou por minha cintura e ele me puxou, aproximando nossos corpos o máximo possível. Sua bochecha colou à minha e ele enterrou o rosto em meus cabelos, respirando fundo.
Fechei os olhos, meu corpo tremia com o contato do qual senti falta por tantos dias.
No Hospital, raramente ficávamos assim, o máximo eram toques de mãos, pequenos beijos e um abraço ou outro.
Eu sabia que estava sentindo falta de nosso contato, mas agora, ali envolvida por seus braços, estava me dando conta do quanto. Era mais do que apenas sentir falta, era uma necessidade de estar mais perto, de sentir sua pele contra a minha e me certificar que estava tudo bem, que estávamos juntos e que nada mudaria isso.
Eu só queria minha vida de volta. Edward de volta como antes. Sem doença alguma. Porque pensar que ele estava sofrendo, o mínimo que fosse, era como ter meu coração esmagado por uma força invisível que fazia todo meu corpo doer. Eu sentia em mim cada pequena dorzinha que o acometia, e isso era apenas como éramos, como fomos desde pequenos.
“Eu te amo tanto, anjo." seu suspiro me fez abrir os olhos. "Tanto que... é difícil de explicar. Você sempre me fez parecer um idiota sem palavras."
"Você está certo, sempre foi um garoto meio idiota." sorri, chegando mais perto para lhe dar um pequeno selinho, que acabou se transformando em um beijo desesperado. Minha mão foi para a sua nuca e a dele começou a apertar com força minha cintura.
Sua língua afoita procurou a minha, e aceitei o contato com a mesma ansiedade que ele. Nossos gestos eram intensos ao ponto de sentir meus lábios protestarem com a força que colocávamos no beijo, mas isso em nenhum momento me fez parar.
Eu só necessitava senti-lo, desesperadamente, com cada fibra do meu ser, e de todas as formas possíveis. Nossas respirações eram pesadas quando nos separamos e seus lábios foram para meu pescoço. Suas duas mãos pousaram em minha cintura e senti que me puxava na intenção de me fazer deitar sobre seu corpo.
Apesar de querer muito fazê-lo, eu me afastei, apenas o suficiente para fitá-lo.
"Er...," mordi os lábios, insegura. "Nós podemos fazer isso?"
Tinha receio de que o prejudicasse. Quer dizer, ele não deveria estar um pouco cansado e o médico não avisou para evitar esforço excessivo?
Fui surpreendida por sua risada e senti meu rosto corar como um tomate. Será possível que seria sempre assim? Mesmo após tanto tempo, ainda me comportaria como a última virgem de Forks?
Bufei. "Está rindo da minha cara?"
"Claro que não, amendoeira." o sorrisinho sacana de sempre reapareceu e ele me puxou, deixando meu corpo totalmente sobre o seu. "Preste atenção que eu sou o médico. Ou quase." não parava de rir, como se estivesse vendo algo muito divertido. Revirei os olhos, guardando o impulso de dizer que ele ainda não havia se formado. "A quimioterapia não interfere nem prejudica as... relações sexuais." ergueu uma sobrancelha, sabendo que isso me faria corar mais. "Podemos fazer isso normalmente... minha vermelhinha." passou os dedos nas maçãs do meu rosto.
"Mas...," mordi os lábios e franzi a testa. Ainda não estava totalmente convencida. "O médico recomendou repouso, disse para evitar esforço excessivo. Não quero prejudicá-lo e...”
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Há quanto tempo eu estou nessa tempestade?
Tão oprimido pelo oceano informe.
Está se tornando cada vez mais difícil caminhar sobre as águas,
Com essas ondas quebrando em minha cabeça.
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"Ei." me interrompeu, nunca deixando de sorrir. "Nada que façamos juntos pode me prejudicar." suspirou e balançou a cabeça negativamente. "Eu não queria atrapalhar sua vida, que sacrificasse qualquer coisa por minha causa, mas...," suas sobrancelhas juntaram-se como se pensasse em algo extremamente sério. "Você só me deixa mais forte, anjo."
Pisquei, não acreditando que choraria agora, mas era tão difícil não o fazer escutando aquelas palavras. Como era possível, meu Deus, amar outro alguém tanto assim? O que eu sentia por Edward não podia ser medido, eu sabia que não.
"Você também sempre me cura." sorri e acho que chorava ao mesmo tempo. "E por você, eu faria isso mil vezes."³
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E eu vou andar sobre as águas
E você vai me segurar se eu cair.
E eu vou me perder dentro dos seus olhos
E tudo ficará bem.
E sei que tudo está bem.
É.
Tudo está bem.
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…
EDWARD POV
...
"Você sempre me cura... E por você, eu faria isso mil vezes." Bella disse.
Sorri como diota, guardando para mim a merda da vontade de chorar. Não queria lágrimas, somente aproveitar para ficarmos o mais próximo que podíamos após um mês tão sofrido e turbulento no qual mal nos tocamos.
Eu só precisava de Bella como a porra de um desesperado.
Eu queria fazê-la amor até nossos corpos caírem totalmente exaustos nessa cama, passar meus lábios por cada partezinha do seu corpo e admirar a minha garota nua para mim, como se não precisássemos de nada do mundo lá fora e só nós dois existíssemos sobre tudo e qualquer coisa.
Não queria pensar em doença, tratamento, remédios, dores. Nada disso. Nada que não fosse minha Bella.
Beijei as maçãs do seu rosto enquanto descia as alças do seu vestido azul, distribuindo pequenos beijos em seus ombros que iam se desnudando. Mudei de direção indo para seu pescoço e intercalando beijos e mordidas em sua pele macia enquanto ouvia sua respiração irregular.
Girei nossos corpos ficando por cima e desci meus lábios para seu colo, abaixando seu vestido até a cintura e me permitindo admirar seus seios nus. Minha respiração se agitou e abocanhei seu seio esquerdo, passando minha língua pelo bico e dando leves mordidas.
Ergui minha cabeça, apenas o suficiente para fitar seus olhos chocolates.
Seus lábios se abriam lentamente em um pequeno sorriso preguiçoso e Bella parecia lutar para controlar a respiração. Sorrindo para suas reações, voltei a abocanhar agora seu seio direito enquanto minha mão trabalhava no outro, apertando o bico entre meus dedos.
O som do meu nome saindo de seus lábios em forma de gemido apenas me incitava a continuar, me pondo cada vez mais desesperado para estar dentro dela. Após mais algum tempo em seus seios, fui descendo por todo o seu corpo, passando por sua barriga lisa, mordi e beijei bem em cima do ossinho do seu quadril e isso a fez gemer um pouco mais alto.
Abaixei o resto do seu vestido, tirando-o do seu corpo e me afastei um pouco, me permitindo observá-la por completo. Senti em meu pescoço e sorri, deixando que me puxasse para cima. Nossos lábios se chocaram com força e suas mãos foram para minha camisa, tentando abrir os botões. Do jeito atrapalhado que pude, ajudei a retirá-la e acabei conseguindo. Quebrei o contato dos nossos lábios para retirar minha calça e a boxer de uma vez, voltando logo a cobrir seu pequeno corpo com o meu.
Naquele momento, qualquer cansaço que pudesse sentir pelo último mês tinha se dissipado. Wó havia em mim um fogo e desejo absurdos e, sobretudo, o amor que preenchia cada canto do meu peito.
Bella impulsionou seu corpo para cima e sua coxa tocou meu membro, me fazendo silvar e gemer seu nome. Tentando manter um pouco da minha sanidade, respirei fundo e abri mais suas pernas com meu joelho, ficando no meio delas. Nossas intimidades roçaram e nós dois gememos em uníssono.
Olhando bem fundo em seus olhos e, com minha boca aberta grudada à sua, sem realmente nos beijarmos, fiz meu caminho entrando em seu corpo e sentindo suas paredes se abrirem para me receber.
"Porra." gemi, abrindo e fechando os olhos. Eu tinha sentido tanto a falta do seu calor me envolvendo daquela forma.
Enfiei minha língua entre seus lábios entreabertos e comecei a me mover, primeiro lentamente e depois aumentando a intensidade, sentindo seu corpo se erguer do colchão para aumentar nosso contato. As mãos de Bella desceram por minhas costas até pararem quase no final delas, perto da linha do meu quadril. Suas unhas se cravaram na minha pele e isso provocou um grunhido em minha garganta, me fazendo enterrar em seu corpo com mais força.
Eu sugava sua língua com a minha e aumentava a velocidade das estocadas ouvindo sua aprovação em forma de gemidos. Minhas mãos se espalhavam por toda sua pele e nosso suor se misturava enquanto uma corrente elétrica poderosa parecia se propagar por todo meu corpo.
"Edward... mais..." ela gemia em minha boca sem controle. Seus gemidos acabavam com qualquer resquício de sanidade que eu ainda pudesse possuir.
"Porra, Bella." separei nossos lábios e enterrei meu rosto em seu pescoço, o mordendo e sentindo em minha própria língua o gosto do seu suor. "Eu... amo... você..." disse pausadamente, entre as estocadas, apertando minhas mãos em sua bunda e fazendo seu corpo subir com mais força de encontro ao meu.
Eu estava me rendendo. Eu sempre me rendia à Bella.
Nossos gemidos desesperados se misturaram e ergui sua perna direita passando-a por minha cintura, me permitindo penetrá-la mais fundo. Conhecia cada uma das reações do seu corpo para saber que ela estava perto assim como eu. Diminui um pouco o ritmo e tirei meu rosto do seu pescoço, determinado a fitá-la enquanto gozasse.
Desci minha mão até seu clitóris e comecei a estimulá-lo escutando seu grito abafado enquanto eu balançava a cabeça para sua tentativa de me beijar.
"Quero vê-la..." respondi com dificuldade sua pergunta muda. "Quero olhar em seus olhos enquanto goza pra mim."
Suas unhas se cravaram com mais força em minhas costas e ela cerrou os olhos.
"Não Bella..." disse em meio a um gemido, sentindo como se meu corpo recebesse descargas elétricas. "Abra... abra os olhos, amor." pedi como um desesperado e ela obedeceu, deixando à mostra seus orbes chocolates.
Ali, naquele momento, enquanto sentia a força do orgasmo nos atingir, me recusei terminantemente a perder a visão do seu rosto e ela fez o mesmo comigo. Grudei nossas testas, as respirações aceleradas de ambos indicando o quão intenso havia sido tudo, e finalmente me permitir fechar os olhos.
Encostei meus lábios levemente nos seus dando pequenos beijos, e esperando voltar a sentir meu corpo que ainda permanecia dormente.
Rolei para seu lado após um curto momento, evitando que sentisse meu peso. Abri os olhos e fitei o teto, sentindo minha respiração se acalmar e voltar ao normal. Olhei de lado, vendo-a na mesma posição, e girei, ficando de lado e levando uma mão à sua cintura para puxá-la para mim.
Percebendo o que eu queria, Bella me ajudou, se mexendo até que ficássemos o mais próximo o possível. Estiquei meu braço, num convite silencioso para que se aconchegasse em meu peito e assim ela o fez.
Comecei a mexer em seus cabelos, tirando uma a uma as mechas grudadas em seu rosto. Aproximei-me mais para beijar sua testa, espremendo os olhos pelas emoções que assaltavam meu peito naquele instante.
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Have I told you lately — Van Morrison
Eu te disse ultimamente que te amo?
Eu tenho lhe dito que não há ninguém mais importante que você?
Preenche meu coração de alegria, afasta minhas tristezas
Melhora meus problemas, é isso o que você faz.
Pára o sol da manhã em toda a sua glória,
Saúda o dia com esperança e conforto também.
Você preenche minha vida com risada, você a faz melhor
Me ajuda com meus problemas, é isso o que você faz.
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"Você está bem?" seu sussurro baixo quebrou o silêncio e notei o conhecido olhar de dor em seu rosto. Era o mesmo olhar com que me fitou por todo o último mês. "Você precisar comer. Eu vou para a cozinha fazer algo e..." desviou os olhos dos meus, parecendo examinar todo o quarto.
"Shii." levei um dedo até seus lábios. "Eu estou bem, anjo. Um pouco cansado é verdade, mas isso não é novidade. Você sempre me cansa." eu disse e ri, esperando ouvir sua risada em resposta.
O que não veio.
Suspirei.
"Eu estou bem, Bella." assegurei, desesperado para mudar àquele seu olhar de preocupação. "Eu estou aqui do seu lado e estou feliz. O resto não importa." balancei a cabeça negativamente.
"Eu sei." sua voz quebrada me surpreendeu e apertei os olhos, controlando minhas emoções para não começar a chorar como a porra de um bebê.
Era a primeira vez, do tempo que comecei a quimio, que a via dessa forma. Desde que fui internato, percebi sua luta para se fazer de forte na minha frente para que não notasse o quanto ela sofria. Eu tinha a certeza que uma hora isso chegaria, minha Bella se fazia de forte, mas eu simplesmente sabia, eu via o quanto estava sofrendo.
"Bella." minha voz saiu embargada e encostei minha testa na sua. "Não faça isso, eu não aguento ver você assim."
"Me desculpe. Me desculpe..." começou a pedir entre o choro. "Sou uma estúpida. Estávamos bem, foi tudo tão lindo. Eu estou feliz que você está aqui e..."
"Pare." a interrompi. "Não aguento vê-la sofrer por minha causa."
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Afasta minhas tristezas, preenche minha vida com alegria,
Ajuda-me com meus problemas, é isso o que você faz.
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"Mas as coisas são assim, Edward." senti sua mão quente em meu rosto, limpando as lágrimas que nem percebi que eu derramava. "Você sofre eu sofro, lembra?"
Abri os olhos. Sempre dizíamos isso quando criança.
Seu olhar era um pedido silencioso para que eu concordasse, corroborando com suas palavras. Porém, não me julgando capaz de falar algo naquele momento, apenas me limitei a assentir em um balançar de cabeça enquanto tentava passar com meu olhar o quanto eu acreditava naquilo.
Era isso. Não havia forma de lutar contra.
Eu podia odiar, repudiar a idéia de fazê-la sofrer com meus problemas, e tentar inutilmente afastá-la de mim para que não tivesse que sacrificar qualquer coisa por minha causa. Mas era inútil. Tão inútil quanto tentar matar o amor louco que sentia por essa garota. Inútil como achar que poderia viver sem ela.
E eu também estaria sendo egoísta se a afastasse, da mesma forma que me sentia egoísta por mantê-la perto, por não poder permitir que se afastasse.
“Eu...” comecei quando senti confiança em minha voz. “Inferno. Eu nunca conseguirei sem você.” me rendi.
Porque àquela era toda a porra da verdade.
“É perda de tempo pensar nisso, eu jamais vou sair do seu lado. Nós vamos enfrentar o que vier como sempre fizemos. Juntos.” sorriu de lado e acariciei suas bochechas.
“Minha amendoeira.” me aproximei, dando pequenos selinhos em seus lábios molhados por suas lágrimas. “Obrigada por isso... por estar aqui agora.”
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Eu te disse ultimamente que te amo?
Eu tenho lhe dito que não há ninguém mais importante que você?
Preenche meu coração de alegria, afasta minhas tristezas
Melhora meus problemas, é isso o que você faz.
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"Por você, eu faria isso mil vezes!" voltou a repetir a mesma frase de antes.
Meu peito foi preenchido de calor. Mesmo em meio aquele tormento de emoções e incertezas, sobre nosso futuro, a doença e o que aconteceria depois, o sentimento que compartilhávamos era maior que tudo.
Eu não queria morrer e deixá-la, perder de realizar tudo o que sonhei em minha mente ao seu lado, como me formar, construir uma família, uma vida juntos. Eu não queria perder isso. Não podia perder.
Tentava passar toda a intensidade dos meus sentimentos enquanto nos fitávamos, não confiando novamente em minha voz para tal.
Eu a amo, Bella. Era o que eu dizia mudamente.
Eu a estava amando com tudo o que me era permitido, meu corpo, minha respiração, meu olhar...
Minha alma.
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N/A:
1. O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini) – é um romance que conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 70. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.
2. Indução da remissão: A quimioterapia normalmente consiste de uma fase de indução da remissão, fase de consolidação (ou intensificação) e fase de manutenção. Essa primeira fase tem o objetivo de eliminar as células doentes, os blastos. Às vezes, em uma ou duas semanas eles somem do sangue porque são muito sensíveis à quimioterapia. Embora no início o tratamento seja bastante dramático e agressivo, em poucas semanas de internação hospitalar, há a indução da remissão. Um novo mielograma costuma revelar que não existe mais doença na medula óssea. O paciente atingiu de fato a remissão. Sabe-se, porém, que essa intervenção terapêutica não basta para eliminar de vez a leucemia. Podem ter sobrado pequenas quantidades de células doentes que farão a doença voltar invariavelmente. A indução é o primeiro passo para cura, mas se o tratamento parar aí, a doença recidiva.
3. Por você, eu faria isso mil vezes. - Frase do Caçador de pipas, considerada uma das mais marcantes em todo o livro.
Notas finais
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Eu realmente acho que esse é meu capítulo preferido na fic. Apesar de ter um pé atrás com cenas de sexo (que não é de verdade meu ponto forte para escrever) eu gostei de como essa ficou. Nada muito apelativo, até porque acho que esse casal não combinaria com lemons apelativas.
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Bom, eu fico aqui falando, falando, mas o que realmente importa é a opinião de vocês. kkkk Por isso, espero seus comentários. Please, sei que tem pessoas que colocaram a fic nos favoritos, que acompanham e não deixam review... poxa pessoal, não entendo o porquê, sério, não doi deixar um comentariozinho, e esse é um dos maiores motivos para autores perderem a animação de postar. Quem também escreve sabe do que estou falando. Enfim, só peço que quem está lendo comente.
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Flores, vou responder os reviews do capítulo passado daqui a pouco. Quem fez perguntas pode olhar lá depois.
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Mais uma vez, obrigada, e peço de novo também a quem acha que a fic vale, que recomende.
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Beeeeeeeeijos na bochecha,
Fran.
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Fui.
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