Por Todas As Primaveras
7 Capítulo 7 – A madressilva e a aveleira
Notas iniciais
Como estão? Sentiram minha falta, digo, do capítulo? kkkk
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Obrigada a todas que comentaram o capítulo passado, já respondi todos os reviews, ok? Quem tiver feito perguntas, é só olhar lá.
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Agora, rumo ao capítulo! Espero que gostem, eu o acho mais ou menos light! hehe E, ele é pequeno, ok? Desculpem, prometo que o próximo compensa, pois é beeeem grandinho!
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Beeeeijos na bochecha de todas,
Fran.
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Capítulo 7 – A madressilva e a aveleira
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EDWARD POV
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“Ela está bem!" Emmet repetiu pela décima vez, acho. Contudo, isso não me fazia sentir melhor. Não desviava meus olhos do seu rosto, procurando qualquer indício de mentira nele.
Eu só queria saber como Bella estava com tudo. Não queria pensar na doença, conversar sobre o assunto, falar com os médicos a respeito de qualquer tratamento.
Só precisava que Bella viesse aqui.
Eu havia acordado há algum tempo e, segundo meu irmão, estava no Hospital há mais ou menos umas cinco horas. Assim que abri os olhos, procurei pelo rosto da minha Bella e tudo o que vi foram as faces do médico e de Emmet. Permaneci em silêncio enquanto me davam a notícia do resultado dos exames e apenas assenti em entendimento.
Precisava reconhecer que estava me borrando de medo como a porra de um garoto fragilzinho. Mas eu só... não podia nem se quer pensar em deixar Bella. O pensamento me tirou do transe e olhei para meu irmão mais uma vez, vendo que ele me fitava com o cenho franzido.
"Por que Bella não está aqui?" perguntei novamente. "E pare de enrolar para me dizer." mandei, sem paciência nenhuma para suas respostas evasivas.
"Eu já disse, ela está tentando acalmar Alice, as duas estão esperando Esme e Carlisle chegarem." percebi que desviava os olhos toda vez que respondia minhas perguntas. O conhecia o suficiente para saber que me escondia algo.
"Emmet, fala logo a merda da verdade." exigi nervoso.
Ele respirou fundo, parecendo dar-se por vencido.
"Não foi nada grave, Edward, não precisa ficar assim. Era esperado que Bella ficasse mal com noticia, não é? Dr. Dane cuidou dela pessoalmente, parece que sua pressão baixou muito e ela desmaiou. Ele disse que provavelmente Bella não havia comido nada e junto com o choque e..." parou de falar ao notar meus movimentos. "Mas o que porra você pensa que vai fazer?" ficou em pé e segurou meus braços.
"Me solte, Emmet!" resmunguei tentando me livrar inutilmente do seu aperto. Meu irmão era duas vezes maior que eu e, juntando o fato de ainda me sentir fraco e cansado, não me deixava com merdas de chances nenhuma.
"Você não vai sair desse quarto, Edward."
"Eu quero vê-la." teimei como uma criança. "Você não pode me impedir disso!" eu queria me certificar pessoalmente que ela estava bem. E dane-se, eu só precisava de Bella. A cada minuto, toda a realidade batia com mais força. Meu estado anestesiado com a situação estava passando e isso me deixava ainda mais desesperado para vê-la.
"Isso vai ser do meu jeito." Emmet me obrigou a deitar novamente e bufei. "Eu vou agora mesmo onde ela está, e a trarei aqui." ele viu que eu ia falar algo, mas me cortou e continuou. "Eu prometo, droga. Está bem assim?" assenti, assistindo enquanto ele deixava o quarto.
Uns vinte minutos se passaram e enquanto considerava agir teimosamente e ir eu mesmo procurá-la, a porta se abriu e Bella entrou rapidamente estancando ao me ver deitado na cama.
Examinei seu rosto atentamente. A pele estava pálida e os olhos que indicavam cansaço me fitavam com uma dor absurda. Suspirei, estendendo minha mão em um pedido silencioso para que chegasse mais perto e a segurasse.
Ela mordeu os lábios, seu típico gesto nervoso, e caminhou à passos rápidos até onde eu estava.
Eu tenho um anjo,
Ela não usa nenhuma asa.
Ela usa um coração
Que pode derreter o meu.
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Sem dizer qualquer palavra, cheguei mais para o lado da cama, me afastando o suficiente para que pudesse deitar ao meu lado. O que não era muito difícil considerando como era pequena. Sorri, passando um braço por seus ombros e a puxando para meu peito.
"Pensei que tivesse fugido correndo." brinquei, desesperado para ver um indício que fosse de sorriso.
"Eu nunca fugiria." sua voz baixa me alcançou. Seus dedos brincavam com o pano da horrível roupa de Hospital em que estava vestido e seus olhos fitavam meu peito. Ela evitava me olhar, tentando inutilmente não me fazer ver a tristeza em seus olhos.
E isso era tão minha Bella.
"Eu sei, anjo." suspirei, absorvendo o máximo do cheiro de seus cabelos. "Você nunca me deixaria." afirmei.
Essas palavras nunca pareceram tão verdadeiras.
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Ela usa um sorriso
Que me faz querer cantar.
Ela me dá presentes,
Só com a sua presença.
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"Nunca." repetiu, finalmente levantando os olhos e fitando meu rosto. "Além do mais," seu sorriso, mesmo fraco, finalmente apareceu e senti o alívio me invadir. "eu sempre fui a forte de nós dois quando ficávamos doentes, você sempre foi um garoto tão medroso." revirou os olhos, seu riso fraco preenchendo o quarto e me fazendo sorrir.
O primeiro sorriso verdadeiro que eu dava em toda a merda do dia.
"Eu prefiro ser o médico." dei de ombros. "Ser o paciente é muito chato."
"Manhoso." sua mão foi para minha bochecha, me tratando como uma criança.
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Ela pode fazer anjos,
Vi isso com meus próprios olhos.
Tome cuidado quando tiver um bom amor,
Por que os anjos... Vão continuar se multiplicando.
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"Isso é uma mentira." teimei, revirando os olhos e beijando o topo de sua cabeça. "Eu não sou manhoso."
"Sim, você é." a risada de sinos me invadiu mais uma vez. "Meu manhoso."
Seus olhos perderam o tom brincalhão, a tristeza novamente visível.
"Seu." assenti, fechando os olhos e aumentando o aperto de minha mão em sua cintura. Quando os abri, Bella me fitava com o cenho franzido, uma expressão de dor. Odiava tanto ver isso, seus olhos chocolates não combinavam com dor. Eles eram tão incríveis. Sempre que os olhava, faziam com que todo o resto sumisse. "Minha amendoeira." sorri à menção de seu apelido de criança.
"Eu te odeio tanto por conta desse apelido." fez bico, me deixando com vontade de mordê-lo. Ri, aproximando mais nossos lábios e lhe dando vários selinhos.
"Você é tão mentirosa, Isabella Swan." balancei a cabeça, nunca desgrudando nossos lábios. "Eu sei que você ama quando lhe chamo assim."
Você está tão ocupada mudando o mundo,
Só um sorriso, pode mudar todo o meu.
"Talvez um pouquinho." fez uma careta e sorriu, seu nariz se enrugando com o gesto, e isso meio que me dando vontade de morder todo seu rosto também.
"Eu te amo." alisei as maçãs do seu rosto. Seus lábios impulsionaram os meus com mais força e ficamos assim por alguns poucos minutos, apenas beijando e sorrindo fracamente um ao outro.
Compartilhamos a mesma alma
Oh, oh, oh, oh, ohhh
Compartilhamos a mesma alma
Oh, oh, oh, oh, ohhh
Umm, umm, umm, uhhhhhhmm.
"Quantas você amou antes de mim?" ela quebrou o pequeno silêncio que havia sido estabelecido, sua voz baixa. Sorri, lembrando desse e de outros trechos que ela adorava do seu livro preferido.
"Nenhuma." garanti, como todas as vezes.
"E depois de mim?"
"Nenhuma." * abaixei o rosto para beijar seus lábios mais uma vez.
Essa era toda a verdade. Não existiu e nem existiria mais ninguém. Nunca.
"Meu rosto em teu olha e, o teu, no meu reflete. E do manto do rosto o coração se veste." continuei citando seu livro predileto, nunca desviando meus olhos dos seus. Era incrível tudo o que essa garota me fazia sentir. Agora que a tinha em meus braços, todo o pavor e medo de minutos atrás ao ouvir o médico e meu irmão conversando sobre minha doença, haviam simplesmente desaparecido.
"Um par de hemisférios que melhor se complete. Onde há, sem norte ou declinante oeste?" Bella completou, sorrindo.
"Em desigualdade tudo o que morre está. Se o nosso amor é um só e formamos um par..." respirei fundo, passando os dedos por seu lábio inferior. Ia terminar a frase, mas ela foi mais rápida e me cortou.
"De amor tão igual e forte, ninguém morrerá.*” sua voz saiu firme e quebrada ao mesmo tempo. Como se houvesse toda a certeza, apesar da dor.
"Eu realmente espero que não." tentei brincar para afastar aquela sensação sufocante que de repente tinha se abatido sobre nós.
Mas ela não sorriu. Em vez disso, seus olhos me fitaram dolorosos e marejados.
E isso quebrou a porra do meu coração.
Eu tenho um anjo,
ela não usa nenhuma asa.
E nós compartilhamos a mesma alma.
"Você não vai morrer." ela piscava numa tentativa falha de segurar as lágrimas.
"Eu não quero morrer, Bella." franzi o cenho, sentindo a dor se espalhar por meu peito. "Não quero deixar você." desviei os olhos, fitando um canto qualquer do quarto, tentando impedir que visse as lágrimas em meus olhos. Eu só não queria fraquejar em sua frente.
Eu tinha que ser forte.
"E isso não vai acontecer, está me ouvindo?" forçava meu queixo para que a olhasse. "Você não vai morrer. Não vai. Somos a madressilva e a aveleira, lembra? Nem vós sem mim, nem eu sem vós!"* sua voz soava cada vez mais desesperada, expondo mais ainda a ferida aberta em meu coração. "Lembra disso, Edward?" percebi que estava ficando frustrada por não respondê-la.
"Eu lembro, anjo." afirmei, trazendo-a para mais perto o possível. Beijei seus cabelos inúmeras vezes, limpando suas lágrimas que ainda caiam, uma a uma.
"Nós vamos enfrentar isso juntos." ela voltou a falar, recebendo toda a minha atenção. "Você vai fazer todo o tratamento necessário, e nós estaremos com você. Sua família, seus amigos e eu, Edward. Eu sempre estarei com você." afirmou. E mesmo não tendo duvidado nem por um segundo, ouvir aquilo era muito bom.
Eu tenho um anjo...
Compartilhamos a mesma alma.
Oh, oh, oh, oh, ohhh
Nós compartilhamos a mesma alma
Oh, oh, oh, oh, ohhh
Umm, umm, umm, uhhhhhhmm.
"Eu sei, amor." beijei seu rosto. "E obrigada por isso."
"Não é para agradecer, idiota." revirou os olhos, sorrindo com mais vontade e me vi fazendo o mesmo.
Nós ficamos ali, apenas abraçando um ao outro, silenciosamente prometendo que enfrentaríamos isso juntos.
"Bella?" chamei após alguns minutos em que estávamos calados.
"Hum?"
"Por todas as primaveras."
Ouvi seu riso baixo e fechei os olhos lembrando-me de quando, anos atrás, dissemos isso pela primeira vez. Era apenas uma pequena promessa de crianças que temiam crescer e se separarem. E, apesar de todo o tempo passado, a promessa permanecia intacta.
Assim como o sentimento.
Porque, no fundo, ainda nos sentíamos como as mesmas crianças com medo do futuro.
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N/A:
* Todos os trechos citados pertencem ao livro Tristão e Isolda, uma lenda medieval antiga e já adaptada para o cinema.
*O nome do capítulo faz referência a um dos trechos do livro: "(...) somos como madressilva quando se enrola à volta do ramo da aveleira: uma vez a ela ligada e presa, ambas podem durar juntas eternamente, mas, se as querem separar, a madressilva morre em pouco tempo e o mesmo sucede à aveleira. Tal é o nosso caso: nem vós sem mim, nem eu sem vós! (Tristão e Isolda)"
Notas finais
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Torço para que tenham gostado! Acho essa música que usei no capítulo tão fofinha e a cara dessa casal! *----*
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Reviews? Recomendações? *pisca* kkk Geeente, comentem, please, quanto mais gente comenta, mais rápido volto com o próximo!
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Ah... quem quiser me perguntar qualquer coisa, pode fazer nos reviews, ou então usar o twitter pra isso, o endereço no meu está em meu perfil.
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Beeijooocas.
Fui.
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