Por Acaso

13 Sem Segredos


Notas iniciais
Capítulo inventado, sem relação ao recentes acontecimentos em SVU.

O que está acontecendo? Uma voz suplicava ao telefone procurando por uma explicação. Elliot não tinha ideia, mas alguma coisa em Liv parecia ter mudado, e sua autoconfiança parecia um tanto abalada em relação ao que achava que existia entre eles.

– Nada, já te disse, as coisas estão complicadas, não é você que tem que ficar no comando quando o Cap não esta na SVU.

– Não muda o foco da conversa Liv, Você está diferente, porque não me deixa ir até ai? Elliot parecia exigir uma resposta.

– Não fala comigo assim, Stabler, eu já expliquei, agora o problema é seu se não foi o suficiente.

Tututututututu....

– Nossa alguém está muito brava, dizia uma voz zombatória ao fim da sala. Alex estava de pijama sentada atrás do sofá, na mesa de jantar, pelo que parecia estudando alguma petição importante.

– hahaha, engraçadinha, Liv respondeu zangada. Já disse pra você que Elliot às vezes me irrita?

– Às vezes? Ele sempre te irrita, e pelo que sei é por isso que está caidinha por ele rsrsrs

Liv olhou para Alex, refletindo se jogava ou não a almofada que estava segurando na cabeça da amiga, mas ao observar melhor a cena, viu que sob a mesa existia uma xícara de café, e achou por bem das petições, apenas assassiná-la mentalmente.

– Esquece! Disse por fim.

– Ah qual é Liv, você é tão SÉRIA, relaxa, já estou aqui a hum, 3 dias? Você nem me levou pra conhecer a cidade, completou Cabot com ar de ofendida.

– Conhecer a cidade ???? Você morou aqui durante sete anos.... Qual é o seu problema??? Liv agora parecida indignada.

– Disse Bem, morei, mas não moro mais, e você como uma boa anfitriã, deveria me levar pra passear, não posso andar sozinha, posso me perder, dizia a promotora com ar preocupada!

Nesse, momento, Liv esquecendo-se do café mirou a almofada, para amiga, que conseguiu agarrar com maestria o objeto no ar.

– Ainda não Sargento! Posso não estar na ativa, mas ainda sei antecipar um ataque.

Ao fim, ambas começaram a rir desesperadamente. Era um alívio poder se divertir daquela forma, para Liv era como se a vida, estivesse voltando novamente ao que era, sem sombras de dor, nem de um passado sombrio e perverso.

*****

Precisamos conversar, dizia Fin, sério!

– De novo? Você está parecendo meu pai, Rollins retrucou irritada.

– Pois bem, se não me considera um AMIGO, pelo menos tenha mais respeito com meus anos a mais de unidade Detetive Rollins, ou terei que reportar seu comportamento ao Sargento.

– Rollins deixou o notebook sobre a mesa da sala de filmagem virando-se para o parceiro. Desculpe-me não quis ofende-lo Fin.

– Ao ouvir seu nome, Fin, mudou um pouco o tom da voz. Sei que não é da minha conta, mas acho que não vai dar certo o que vocês estão fazendo.

– Tem razão. Não é da sua conta. Amanda disse secamente.

Fin sabia que essa seria a reação de Amanda, por ora achara melhor não forçar, era um tanto constrangedor esse tipo de conversa, mesmo já convivendo há 3 anos com Amanda, não se achava tão íntimo para fazer perguntas.

Salvo por uma chamada na emergência do Hospital Mercy, Fin encerrou o assunto, tentando não pensar mais sobre a conversa.

No hospital Lucas Jackson encontrava-se em estado grave, Elliot o havia encontrado quase sem vida próximo ao rio Hudson, mas ainda assim, restava uma esperança que Lucas pudesse identificar algo relevante sobre o serial Killer.

– Ainda não sabemos por que ele não o matou, repetia Stabler.

– Calma, vai dar tudo certo, vamos pegá-lo, Fin dizia mais para si do que para o amigo.

Elliot, ainda estava exacerbado com o jeito que Liv o tratara mais cedo, mas o trabalho havia tomado sua atenção, como sempre mais do que deveria.

Era complicado dar conta de tudo, tinha os filhos ainda na escola, as meninas terminando a faculdade, e ainda havia Katy, que mesmo depois de tudo ainda, continuava a trata-lo com certo carinho. Isso o deixava um tanto sem jeito, sabia que seu casamento havia acabado, mas ainda se sentia em dívida com a ex-mulher, no entanto depois de tanto tempo, depois de tudo que acontecera com Liv, não conseguia pensar num mundo no qual ela não existisse.

Não apenas como sua colega, ele sabia, era mais forte, sempre fora, agora, ela era dele, pelo menos fora. Esses pensamentos iam e vinham em sua mente, deixando muitas vezes que ele vagasse a quilômetros de distancia daquela sala de espera.

De repente um toque próximo ao seu coração o despertara do devaneio, era da unidade, na esperança de ouvir a voz de Liv, Elliot atendeu rapidamente.

– Elliot, é a Amanda, Fin estava indo para o Hospital, ele já chegou?

– Sim, está comigo, ele não atendeu? Questionou Eliot curiosamente.

– Na verdade, acho que o celular dele está sem bateria, ele comentou alguma coisa, antes de sair. Estou enviando o resultado dos testes do Lucas, parece que a areia que encontramos no tênis dele não é tão comum assim. Diga ao Fin, que assim que puder para retornar à unidade. Acho que podemos ter encontrado algo relevante.

– Ok.

********

Liv não consegui dormir direito, não sabia ao certo o motivo, seu pensamento sempre era invadido por flashes do que havia acontecido com Lewis. Em meio ao silêncio ainda conseguia ouvir a respiração fugaz do psicopata. Benson tentava disfarçar, pois não queria preocupar Alex que dormia ao pé da cama sob um colchonete improvisado, mas seus espantos durante a noite acabara, acordando a amiga.

– Não consegue dormir? Perguntou Cabot.

– Não, disse Liv com sinceridade. Não se preocupe, isso às vezes acontece.

– Eu sei, Alex parecia não saber exatamente o que dizer, embora tão boa oradora, muitas vezes ficava sem palavras quando tentava consolar Olivia.

– Não se preocupe, disseram Juntas, Liv olhou para Alex, ela um tanto zombeteira, devolveu o olhar fixamente.

Alex, levantou, retirou todas as cobertas de cima do corpo e rapidamente, correu para a cama de Olivia, envolvendo-a num forte abraço.

Pega de surpresa, Liv apenas sorriu, aconchegou-se sob o colo da amiga, apenas aceitando de bom grado o carinho oferecido.

Alex começou:

– Você precisa parar de tentar parecer forte pra todo mundo Liv, sou sua amiga, mais que isso, somos irmãs lembra? Você é tudo que me restou depois de tudo, Alex parecia um tanto triste, ao completar a frase.

– Eu sei, é que às vezes, é complicado. Disse Olivia por fim.

– é tudo complicado Liv, acho que é a Lei da vida, é tudo complicado, mas olhe, eu estou aqui, como você também esteve para mim um dia. E é isso o que importa, é isso que realmente vale. Somos mais fortes juntas. Não deixe que isso separe a gente ok. Quebramos a barreira há muito tempo. Sem segredos lembra?

– Sim. Sem segredos, recordou Liv.

As palavras de Alex, falaram ao fundo no coração de Liv, há tempos sua amizade com Alex mudara de patamar, e o amor fraternal que existia entre ambas tornara-se tão grande, que era desnecessário qualquer explicação. Com esse pensamento uma lágrima rolou sob a face quente de Olivia, que, deixou-se invadir por uma emoção profunda.

Logo seu pranto constante, invadiu o quarto, e saber que aquele momento ficaria apenas entre elas a deixava reconfortada.

Liv, não soubera dizer a quanto tempo ficou chorando, apenas adormeceu, sob os suaves afagos de Alex. Naquele momento seu coração estava mais leve, e seus pensamentos desnuviavam-se num Elliot Jovem e sorridente.

Notas finais
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