Depois que Brian fora embora, o vazio do apartamento no Brooklin começava a parecer cada vez maior, Liv sabia que estava certa, friamente fora melhor terminar com Brian, mas não imaginava que sua ausência seria sentida tão intensamente.

O caso no distrito também ia de mal a pior, era fato e até corriqueiro um caso não passar de 30 dias sob os cuidados de Olívia, mas à essa altura já não se podia arriscar mais nada.

As coisas em sua vida pessoal também não tinham melhorado, depois daquela noite com Nick, era complicado demais avançar em algo mais sério com Elliot, na verdade Liv estava tão dividida que não conseguia decidir entre o fácil e o certo.

Às 2:30 da manhã um telefone inesperado tira sua atenção dos inúmeros vídeos de segurança que Benson e Tutuola estavam analisando.

– Sarg. Benson!

– Liv é o Don

– Cap! Algo errado ?

– Temos um problema! Dizia o capitão pausadamente.

Liv demorou alguns momentos para processar a história, sabia que Don só telefonaria se algo realmente ruim acontecesse.

– Diga, disse Liv com preocupação.

– Primeiro preciso ter certeza que você irá acatar toda e qualquer ordem minha.

– Claro cap! Olivia respondeu automaticamente.

– Benson, estou me referindo a qualquer ordem. Isso incluir se afastar, ou até mesmo se esconder.

Nesse momento, Liv não tinha muita certeza no que responderia, sabia que essa promessa poderia não ser cumprida, mas não havia outra solução.

– Sim Capitão, quais são as ordens? Liv disse com firmeza.

– Você está na delegacia certo ? Cragen perguntou incerto.

– Sim Senhor, Fin está comigo, aconteceu alguma coisa?

– Certo. Deixe-me falar com Fin. Cragen parecia decidido embora sua voz não parecesse tão certo de suas ordens.

–Cap, o que está acontecendo ?

– Sagerta Benson, isso é uma ordem, deixe-me falar com o detetive Tutuola.

Nesse momento, Liv já estava em pé rodopiando a pequena sala de vídeos, enquanto Fin a observava curioso.

Liv olhou para Fin, meio contrariada, mas ainda assim repassou o celular para o amigo.

– Cap? Fin na escuta.

Os segundos passaram amargamente, e pareciam ter durados horas, Olivia ainda irritava olhava fixamente para Fin, querendo não perder nada da conversa.

A expressão do amigo não ajudava em nada. Ele apenas pronunciou os letras que para Olívia significavam um mundo entre a vida e a morte.

– Ok! Disse o detetive desligando o aparelho.

– Você, disse pausadamente não ouse em me esconder, Fin! Ameaçou Liv.

– Liv, eu.... me desculpa!

– Você não pode, não tem o direito. Eu PRECISO saber.

– Lewis sofreu uma parada respiratória, foi levado pra emergência e...

– Onde ele está? Interrompeu Olivia.

– Não sabemos. Disse Fin sincero.

– Eu sei, afirmou a Sargenta.

– Não, não sabe Liv, e nós sabemos o que vai acontecer, ele virá atrás de você e isso está acima de qualquer caso.

– Não. Fin é isso que ele quer eu não vou parar minha vida por causa dele, Lucas precisa de mim, ainda não o achamos. Preciso terminar isso.

– e Lewis também, Tutuola disse olhando fixamente para Benson. Agora ele estava em pé junto com a amiga. E determinado continuou.

– Temos Stabler, ele é tão bom quanto você Liv, e já sabemos que provavelmente o assassino atravessou a fronteira do Estado. Lewis pode usar o caso contra você, Não vou permitir que ele te pegue novamente.

– Eu não sou um alvo tão fácil assim, respondeu Olivia ofendida.

– Não, Não é, e por isso Lewis se empenha tanto em pegar você. Eu não vou permitir esse jogo. Eu o quero também Liv, mas precisamos cuidar da sua segurança. A unidade já aceitou dois Federais para cuidar da sua segurança. Eles estão a caminho.

Olivia precisava pensar rápido, sabia que cedo ou tarde isso poderia acontecer, mas ainda sim, sua confiança no sistema deixara que a dúvida a tranquilizasse.

– Ok, concordou Liv por ora. – Hum, preciso avisar Nick, e Elliot.

Fin olhou para Olivia desconfiado, sabia que seria uma tarefa difícil afastar a Sargenta do caso, mas a falta de resistência de Olivia o preocupava.

– Está certo. Você pode terminar com os vídeos enquanto eu aviso os dois. Algum problema se eu deixar você aqui? Fin ainda parecia duvidoso.

– Acho que pra mim está ok. Aparentemente estamos numa delegacia, e não acho que consiga fugir pela grade da janela, disse Olivia ironicamente.

– Liv, não estou te prendendo, colabore! Fin retrucou amargo.

– Certo, Acho que concordamos que você iria avisar os rapazes certo??? Pode chamar a Rollins se não confia em mim.

– Acho melhor. Fin discou o ramal da recepção convocando a parceira enquanto Olivia sentava-se operando o editor de vídeo.

Amanda demorou 20 minutos para aparecer, Fin já estava pensando em desistir quando a parceira cumprimentou Olivia apreensiva.

– Acredito que já saiba, Disse Olivia ainda manipulando os vídeos.

– Sim, na verdade Amaro me ligou, disse que está vindo pra cá.

– Certo, Acho que não precisa se preocupar com ele, afirmou Olivia olhando para Fin.

– Hum, ok. Mas preciso falar com Elliot, acho que, hum, precisamos falar sobre o caso do Lucas. Volto mais tarde. Despediu-se.

Fin parecia desesperado em sair da sala, Se não estivesse tão incomodada Olivia seria capaz de cair na gargalhada ao ver a cara do amigo.

Amanda e Fin se entreolharam, mas decidido o detetive saiu da sala enquanto Rollins procurava por alguma coisa no meio dos relatórios das imagens.

Olivia sabia que não podia resistir diretamente, acabaria perdendo se fosse contra toda a Unidade. Mas tinha uma certeza. Precisava sair dali o quanto antes.

– Acho que temos alguma pista, disse Amanda apontando pra imagem.

– Não. Não temos. É só o entregador de pizza, tentando não ser visto, pra poder trepar com a vizinha dos 603. E se você parasse de me tratar como criança eu ficaria muito feliz Amanda.

Rollins olhou para Olivia um tanto encabulada, mas ainda assim sustentou o olhar de provocação.

Estou só fazendo meu trabalho Sargenta. Disse Rollins levantandos as mãos em sinal de rendição.

Passada, algumas horas, Liv já estava cansada, infelizmente as imagens apenas confirmavam que o suspeito havia atravessado o estado. E a essa altura, a jurisdição da Unidade já havia excedido.

Rollins também parecia cansada, porem ainda estava alerta caso Olivia tentasse alguma coisa.

– Acho que vou descansar, informou Olivia.

– Sem problemas, Amanda concordou juntando os registros sob a mesa.

– Será que eu consigo me livrar de você ainda hoje Amanda?

– Acho difícil Sargento, sou boa no que eu faço.

– Não tenho dúvida. Concordou Liv irritada. – Posso derrubar você aqui mesmo, ou te dar uma desculpas pra me deixar sair, você quem sabe.

Rollins sabia que Olivia falava sério, era certo que a Sargenta não iria permitir que a tratassem daquele jeito. Mas também sabia que não devia concordar com o plano.

– Não posso deixar Sargenta!

– e Não vai, sei que está fazendo seu trabalho, agradeço, Olivia estendeu a mão para um cumprimento, sendo aceito de bom grado por Amanda, mas nesse descuido, Liv, atribuiu um golpe que deixou a colega, caída no chão.

Esse movimento deu a Olivia apenas alguns segundos de vantagem, mas fora suficiente para despistar a colega e dar-lhe tempo sozinha para pensar no que fazer.

Sabiamente Olivia deixou a porta do saguão que dava para saída aberta, mas ao invés disso subiu até a cobertura para refletir e observar o movimento da delegacia.

Olivia não sabia ao certo o que fazer, conseguia ver alguns recrutas correndo para fora do prédio, provavelmente a sua procura. Olivia também viu o momento que Nick chegara, sendo interceptado por Amanda e ambos seguiram de carro pro lado Oeste da Cidade.

Liv sabia que o Hospital de Lewis ficava praquele lado, mas não seria tão estúpida em pensar que ele ainda podia estar por lá.

Poderia ser algo estúpido a se fazer, mas naquele momento só restava Stabler e ele era o único que ela queria ver.

Por um segundo o toque de SMS do celular a assustara, estava tão longe que ali, a metros de distância do chão pareciam quilômetros de distancia da Terra.

Algumas palavras fizeram o coração de Liv acelerar.

– Não Faça Nenhuma Besteira, com Amor Ell.