Por Acaso
2 Capítulo 2 - Encontro
Notas iniciais
Narração Mônica
Cheguei em casa, almocei, e logo depois fui me trocar. Fiz chapinha em meus cabelos, passei um creme muito cheiroso em meu corpo, pintei minhas unhas, e fui escolher minha roupa. (http://www.polyvore.com/m%C3%B4nica_encontro/set?id=89801621 copiem e colem) eu achei uma roupa bem bonita. Ai meu Deus! Eram 16:15, daqui 15 minutos ele estará aqui. Estou com medo. Peraí! Eu estou com medo do que? Medo do Do Contra? Estou louca? Eu estava realmente confusa dos meus sentimentos, o Cebola, com a Irene, nem me cumprimentava, sentava em cadeiras longe da turma, para ficar a sós com a Irene. Odeio isso! Eu ainda amo o Cebola, amo sim. Se ele viesse me cumprimentar eu me derreteria para os braços dele. Mas e o Do Contra? Todo mundo falava que ele me ama, e blá blá blá, ele ficaria muito triste se eu pulasse para os braços de Cebola. Eu realmente não sei o que fazer. Nessa hora que a campainha toca. Era ele, Do Contra. Desci as escadas para abrir a porta, e vi Do Contra, por alguns instantes ele ficou com a boca aberta olhando para mim, resolvi cortar isso e falei:
-Oi, quer entrar?- Disse, abrindo mais a porta.
-Não, obrigado. Vamos passear por aí?- Disse ele, com um sorriso bobo, estampado em seu rosto.
-Ah, claro!- Depois que eu disse isso, fechei a porta, tranquei e guardei a chave em minha bolsinha.
-Onde vamos?- Disse, curiosa.
-Você vai ver. É surpresa.-Depois que ele disse isso, deu uma piscadinha, o que me fez corar.
Ficamos andando por aí por um longo tempo, até que ele resolveu tomar um táxi. Rondamos no táxi por uns 20 ou 15 minutos pelo meus cálculos. Depois desse tempo, eu via a paisagem, via uma montanha russa, roda gigante. Ele havia me levado a um parque de diversões. Ah não, eu morro de medo das atrações altas e perigosas, que andam em alta velocidade. Olhei para a montanha russa entrando em ação, e fiquei branca, estremeci...Até que ele falou:
-Mô, você tá bem?-Disse ele, preocupado.
-Ah, sim, não foi nada, estou bem!- Disse, com um pingo de mentira em minha frase.
Quando chegamos, ele pagou o táxi, e andamos em direção ao parque, eu estava morrendo de medo, e eu tinha vindo de salto! Eu não poderia ir nas atrações radicais, ufa! Pelo menos eu teria uma desculpa convincente para não ir naqueles brinquedos medonhos. Até que ele resolveu tocar no assunto, que maravilha:
-Escolhe o brinquedo que vamos primeiro!- Disse ele, entusiasmado.
-Carrinho bate-bate!- Eu disse, sorrindo.
-Ok! Vamos.-Disse ele me puxando em direção aos carrinhos bate-bate.
Ficamos um tempo na fila, até que avistamos Cebola e Irene, saindo daqueles brinquedos, sorrindo, e se beijando. Senti uma faca atravessar meu coração. Gelei, e Do Contra percebeu:
-Mô, o que aconteceu? Você tá bem?- Disse ele, muito, muito preocupado, ele se preocupava comigo, diferente de Cebola, pera pera pera, eu tava defendendo o Do Contra? Estou meio louca, acho! Licurgo: Eu não sou LOUCO!
-Sim, estou bem, foi só um mal estar passageiro...Não se preocupe.-Falei, com o intuito dele se divertir, no parque, e não ficar preocupado comigo, e deixar o dia chato para ele.
-Tem certeza?- Ele disse, olhei em seus olhos e ele ainda parecia preocupado.
-Sim! Totalmente, vamos? Chegou nossa vez.- Falei, e eu estava realmente entusiasmada para jogar e ganhar dele.
-Eu vou ganhar!- Disse ele, se acomodando em um carrinho.
-Você é quem pensa!- Falei, tentando sentar em um carrinho, de salto(Tenso né?).
Jogamos, por um tempinho(10 a 15 minutos aproximadamente), e ninguém ganhou, uma menininha que estava com a gente, ganhou de nós, isso foi humilhante, até demais. Agora foi a vez dele escolher a próxima atração. Eu estava com medo! E se ele escolhesse algo, digamos, medonho?
-Agora eu escolho a próxima atração!- Ele falou, com um sorriso sarcástico.
-Ok, escolha, mas não escolha algo assustador.- Falei, me encolhendo.
-Pode deixar, vou escolher o trem fantasma.-Ele falou, parecia que ele estava feliz em me deixar com medo. Muito feliz para o meu gosto. Ele amava me irritar, que ótimo.
-Ai meu Deus! Eu morro de medo disso. Você escolheu justo um dos que estavam na minha lista da morte.- Falei, chateada.
-Você escolheu o primeiro, não seria justo se você escolhesse os outros!-Ele falou, dando uma piscadinha.
-Ok, mas eu vou dar uns gritinhos histéricos, na hora, você se incomodaria?- Falei, meio brava por ele ter escolhido trem fantasma. Eu poderia ter pesadelos!
-Mônica, a dona da rua com medo de um trem fantasma, não fica assim gata, você vai dar risadas, quando terminar o trem fantasma. Vai rir do que você estava com medo!- Falou ele, me encorajando, pera, ele me chamou de gata? Corei na hora.
-Ok, vou confiar em você.-Depois que eu disse isso, fomos em direção a fila do trem fantasma. A fila estava pequena, para minha infelicidade, só havia 2 pessoas em nossa frente, e elas iriam juntas. Que raiva.
Ficamos conversando de várias coisas, até que chegou nossa vez, sentamos no carrinho, e ele começou a andar. Ficou escura a visão e falei:
-Estou com medo! Não gosto do escuro!-Falei, encolhida em minha cadeira.
-Calma, nem aconteceu nada ainda! Vai dar tudo certo, relaxa gata.- Falou, dando uma de machão, pelo meu ver, ele me chamou de gata denovo? Que isso Do Contra?
Estávamos sentados com o carrinho andando no escuro. Até que algo se ilumina, e cai na minha frente. Era um homem morto, com uma corda em seu pescoço, com sangue. Meu coração quase pulou pela boca.
-Ahhhhhhhhh!- Logo depois que eu gritei, abracei o braço de Do Contra, nossa, e que braço, musculoso, meu, que braço perfeito. Mônica, você tá pensando em como o braço dele é lindo? Meu deus viu? Minha mente adorava me contrariar.
-(risos) Precisava ver a sua cara! (risos)- Falou ele em um tom de deboche, logo depois que ele parou de rir, me ajeitou no colo dele, parecíamos um casal, e um dos lindos. Meus pensamentos estavam estranhos hoje, muito estranhos.
Logo depois, eu estava calma, nos braços de Do Contra, ele exalava um tipo de perfume masculino, muito gostoso, queria cada vez cheirar mais o pescoço dele, até que o carrinho parou. No meio do trajeto, e parou! Ai meu deus.
-Que isso? Porque parou? Ai eu vou ter um ataque, é hoje que eu morro.-Falei, histérica, saindo dos braços de Do Contra, para olhar ao redor, não havia nada. Eu estava realmente com muito medo. Medo de ficar ali para sempre, de morrer, em um trem fantasma.
-Também não sei, mas acho que é uma parte do trem fantasma, para nos deixar com medo. Vai dar tudo certo.- Falou ele, olhando nos meus olhos, e acariciando meu rosto, até que nos chegamos mais perto, e quando vi, nossos lábios haviam se tocado, a língua dele pedia passagem, eu concedi. E ficamos nos beijando, até se tocarmos, que estávamos se beijando. Ele beijava muito bem, cada vez eu queria mais. O beijo dele me lembrou do Cebola, e então eu resolvi falar:
-D-desculpa...- Falei, cabisbaixa.
-Não precisa se desculpar linda.- Falou ele, colocando minha cabeça no colo dele, e acariciando meus cabelos.
-E se o trem não andar mais? Já estamos parados aqui faz um bom tempo!- Falei, com um pingo de medo na minha frase. Ou melhor, muito medo na minha frase, eu estava quase cagando de medo.
-Ele vai andar, não iriam nos deixar parados aqui até morrermos, né?(risos).-Ele falou, levantando meu rosto, e deixando ele cara-a-cara comigo. Corei, minha pele estava queimando, eu me sentia com muita vergonha perto dele, isso não ocorria quando eu estava com Cebola, o que será que está acontecendo comigo?
-É, acho que não...- Falei, com esperança de nos tirarem de lá.
-Ah Mônica, se você soubesse o quanto esperei por esse dia, o quanto sonhei com você, o quanto te amei, o quanto esperei por um "sim" seu, só para passearmos, mas você só tinha olhos para Cebola, mas hoje, foi diferente, até nos beijamos.-Ele falou, nossa, aquelas palavras que ele falou foram como uma faca em meu coração, ele esperando todo esse tempo, por mim. E eu apenas, com olhos para Cebola. Do Contra esperava, por mim...Ele deixou de namorar outras meninas, para esperar por mim...Não acredito no que ouvi, então respondi com um beijo, e enquanto estavamos nos beijando, o trem andou, e ficamos se beijando até ele parar. Quando uma voz conhecida me chama:
-MÔNICA?
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