Pontos de vista, e teorias sobre tudo
8 Uma carta para os suicidas
Notas iniciais
Quem tira a própria vida apertando o gatinho acha que com a morte sua dor terminará, e dependendo de sua crença religiosa o suicida se dá a si mesmo futuros dos mais diversos. Tem os que acreditam que vão para o “paraíso”, outros que vão para o céu, outros que Jesus vai os aliviar da dor, e por ali vai. Mas, o que acontece é bem mais terrível do que se imagina, dependendo da escolha que se faz para tirar a vida.
1º Quem escolhe estourar a cabeça com uma bala, vai destruir o cérebro. A massa encefálica vai virar puré de batatas. Durante todo o tempo de vida na espiritualidade vai ficar inconsciente, dormindo, pois não existe “cirurgia espiritual” que consiga refazer um cérebro moído. E, na sua próxima encarnação, ele vai ser um doente mental. Dos mais deficientes que existem, sentado em cadeira de rodas, baba caindo pela boca, palavras desconexas, olhos que giram para todos os lados e sem nenhum movimento corporal.
2º Pulou desde as alturas! Quem decidiu cair do telhado, as consequências serão conforme os danos e as partes do corpo comprometidas. Os médicos espirituais farão de tudo para recompor a coluna, as pernas quebradas, os braços, recolocarão intestinos para dentro, e examinarão a cabeça. Se por acaso o cérebro permaneceu por inteiro, então ele pode vir a reencarnar na próxima vida como uma pessoa inteligente que fala, estuda, mas, infelizmente, se sua coluna vertebral não ficou boa nessa “cirurgia espiritual”, ela vai confina-lo a uma cadeira de rodas. O mais possível é que nasça paraplégico.
3º A morte por afogamento é uma morte doce, pois assim que o cérebro fica sem oxigênio o suicida desmaia, e morre durante a inconsciência. Mas, infelizmente, o espirito necessita de ar para abandonar o corpo. Com todas as entradas aéreas entupidas de água ele não conseguirá sair, ficará preso, fica como um peixe de água se deixando levar pelas ondas do mar, ou pelas correntezas do rio. Se seu corpo começar a ser comido por criaturas marinhas, ele vai sentir as mordidas, sem dor, mais vai senti-las uma a uma. Vai ter consciência de que seu corpo esta inflando, descompondo, boiando. Quando o corpo soube para a superfície marinha, o espirito começa a sair finalmente por algum orifício livre, uma orelha, ou a boca, enfim. Mas, as penúrias da vida irão junto com ele e chorará por nada e por tudo durante o tempo de vida espiritual. Lamentar-se-á por uma vida que o levou ao suicídio. É provável que na próxima reencarnação ela seja uma pessoa com uma profunda tristeza no olhar e um terrível “medo de água”.
4º O enforcamento é também uma morte doce. A inconsciência toma conta e o espirito começa a sair assim que o coração para de bater. Sai pelas orelhas, nariz, devagarzinho, apenas com uma dor profunda na garganta. Mas como não há motivo para uma cirurgia na vida espiritual ele ficará por ali, perambulando, sem chamar atenção de ninguém. Tanto ele como o afogado terá que superar suas magoas por conta própria, tentar analisar sua vida sofrida, e fazer de tudo para reencarnar sem ódios nem rancores. E se o tempo espiritual em nada o ajudar, ele vai reencarnar briguento, chorão e depressivo.
5º O envenenamento é uma morte dolorida. Horripilante! As dores de estômago e de intestinos continuarão durante a vida espiritual com a mesma intensidade da morte. Seu corpo vai ficar estendido no chão aos berros, na longa espera de uma equipe médica chegar para auxiliá-lo. E eles chegam à corrida assim que podem, dão antídotos, o fazem dormir, e assim que as dores desapareçam ficará a sós, com as outras dores que o levaram ao suicídio: — a depressão, as desilusões da vida, os fracassos, e chorará por nada e por tudo. Dependendo dos danos causados no aparelho digestivo ele nascerá um menino doente, preferentemente com câncer no estomago, ou no esôfago, ou cólon, enfim.
6º Mas, nada é PIOR do que explodir num colete cheio de dinamite. O que sobrar de seu corpo será o “que vai ser” durante sua vida espiritual. Infelizmente, conforme a quantidade de explosivos, geralmente sobra apenas à essência do espírito, o miolo, a centelha divina, que é bem pequena e está localizada em meio do tórax. Ela não tem mais de uns 10 centímetros, e não há nada que uma equipe médica espiritual possa fazer com isso. Essa centelha divina sequer é mais um ser humano. Essa sobra espiritual se for colocada num feto, ela MATARÁ o feto imediatamente. Então, esse espirito que um dia foi um ser humano ficará vagando por ali, ao vento, a mercê dos destinos da natureza. E a natureza na sua sabedoria o fará encarnar de novo em alguma criatura parecida com ele. Quem sabe uma “estrela do mar”, ou, uma “água viva”, ou, uma tartaruguinha, mas, isso quem vai decidir é ela.
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