Pontos de vista, e teorias sobre tudo
37 O que seria, ser um animal?
Notas iniciais
A maldade não passa de um mito, pois os demônios foram inventados pela religião e o homem é apenas um ser em evolução. O crime faz parte do comportamento animal, e temos isso como herança de nossos ancestrais, os macacos africanos.
Dentro desse comportamento animal existem fatos terríveis:
— Leão mata por ninharias, pois ele é o primeiro a comer a carne, embora suas esposas, as leoas, e mães de seus filhotes, abocanharem a presa. Se um filhote dele tentar dar uma mordida na carne antes dele, vai receber um tabefe animal. E quando esse macho egoísta tem vontade de fazer sexo não pede licença para a leoa (que correu dias atrás da caçada), ele cai por cima dela até 20 vezes seguidas, conforme sua tesão. E o gato do mato? Nossa! Esse ali é um pouco mais sádico. Cai por cima das gatas de improviso, num salto mortal, morde o pescoço da fêmea sem dó, e quando descobre a ninhada de filhotes os mata, para que a fêmea deixe de dar de mamar e entre no cio de novo. E o cão? Esse cãozinho que amamos tanto? Dê comida para dois cães ao mesmo tempo. O mais forte vai comer rapidinho sua ração, e em seguida vai cair de boca no prato do outro totó. E o cachorro agredido, se ele não se afastar, vai morrer de uma mordida no cangote.
Isso é comportamento animal! E todos nós, descendentes de símios africanos, herdamos o instinto animal quando se deu a virada, de bicho para homem, há uns 4 milhões de anos. Carregamos nos nossos genes o comportamento animalesco, a conduta da besta, os desejos mais ferozes de satisfazer nossas vontades na mordida, no ataque, ou tomando tudo dos mais fracos para nosso mantimento.
Em estudos recentes com bandos de chimpanzés foram testemunhadas guerras por território, sendo os machos as vítimas preferidas. – “Testemunhamos a morte de apenas uma fêmea (de um total de 21 baixas ao longo de uma década), diz John Mitani, antropólogo da Universidade de Michigan que coordenou essa pesquisa em Uganda. Outra tática: em vez de combates em campo aberto, os agressores preferem tocaias. Se um bicho do grupo rival tiver o azar de ser achado sozinho ou com só um ou dois companheiros, acaba sendo linchado pelos patrulheiros”. Super, abril, 2012.
Conforme a ciência da Psicologia, o instinto animal que o homem carrega dentro de si tem o nome de ID. É no ID que se encontram nossos impulsos para satisfazer nossos desejos. Tudo que herdamos das bestas como guerra por territórios, roubo de fêmeas, homicídio em tocaias, se encontra no ID , no âmago de nossa mente.
Mas, após milênios de evolução, além do ID o homem também desenvolveu o EGO! O ego seria a parte HUMANA, o que nos diferencia dos chimpanzés, nascida do raciocínio, e do aumento do QI (capacidade de resolver problemas). E essa parte humana nos levaria a satisfazer os nossos desejos, mas educadamente, sem machucar aos outros. É a parte humana que nos ensinou a amar, nos impulsiona a negociar, trocar favores, conversar, e partilhar o que temos. E essa parte humana, após milênios, nos empurrou a desenvolver sentimentos mais nobres ainda, que se aglutinam num lugar chamado SUPEREGO, o setor mental que nos impulsiona a sermos amigos fraternos, altruístas, bons e preocupados com o bem-estar dos OUTROS.
A nossa personalidade então, seria a somatória desses três poderes que mandam no âmago de todos nós, e o dominante é o que nos faz sermos melhores, ou piores, ou bons ou ruins. Ser um animal nas nossas atitudes nos tornará violentos, egoístas, maldosos e criminosos, já o contrário nos fará sermos amorosos, tenros, caridosos e fraternos. Então a maldade é isso, a falta de superego, ou, a abundância desmedida de ID, de “instinto animal” dominando todas as nossas vontades humanas.
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