Ponto De Atração
31 First Kiss
Notas iniciais
P.S: Quando dois nomes aparecem na narração, é porque o segundo narra, mas é o primeiro que está vivendo aquele momento, tipo no caso, Arin está sendo o Anthony, vivendo o que ele viveu e sentiu, além dos pensamentos, qualquer coisa perguntem depois! :3
[Arianna/ Anthony]
O momento certo se aproximava e eu nunca me sentira tão excitado em fazer algo como agora, que o momento de finalmente domar aquela filha nervosinha de Ares estava chegando. Meu horário da aula de luta Greco- romana era daqui uns minutos e eu já estava muito empolgado, mas o que eu faria?
Eu nunca havia beijado ninguém antes, deuses! Como seria beijar? A maioria dos meus amigos assim como eu, tem 13 anos e falam que não sabem dizer como é, só que é bom. Espero que eles estejam certos.
Cheguei em frente a sala de lutas com uns minutos de antecipação e fiquei esperando por Arianna nervosamente, meu coração estava acelerado e eu achei que se ela demorasse mais um minuto do que demorou eu iria embora para lamentar minha falta de coragem.
- Já chegou molengão!
- Sim... Faz tempo.
- Então vamos começar logo, odeio deixar meus oponentes esperando por uma surra muito tempo.
Entramos dentro da sala em silêncio e nos posicionamos para lutar, Arin um ano mais nova que eu, se destaca como uma ótima lutadora corporal e também pela fama de “touro indomável” em todo o acampamento, mas eu, Anthony Michael, dominaria esse touro.
- Vai querer lutar agora ou podemos dar uns amassos antes?- Falei e lancei meu sorriso mais sedutor.
- Cale a boca porque eu vou te amassar quando você apanhar, bebezinho- Arianna rosnou em minha direção e ficou com o semblante mais carregado de raiva.
- Não seja tão rude Arin! Eu sei que você me quer!- Mal terminei de proferir tais palavras e tive que me jogar para trás, esquivando de um soco que provavelmente quebraria meu nariz. Droga! Será que ela não vai aceitar que me acha o mais lindo do acampamento? Por que ela se faz de difícil? Acho que vou ter que dar meu jeito para amassar esse pão...
- Eu disse: Cale a boca! Será que até isso é tão difícil para você entender?
Fiquei com um pouco de raiva de Arin, ela nunca admitira que eu tinha o coração dela, não que eu tivesse certeza disso, mas onde há ódio, há amor...
Senti que aquela luta havia sido uma péssima ideia e comecei a dar para trás, eu poderia machucá-la e isso era totalmente inaceitável para mim, que só desejava um beijinho e nada mais.
- Arin... Acho que não vamos lutar hoje- Falei tentando cancelar o que eu planejara a tempos, dar para trás é normal... Não?
Desviei de mais um soco e minha posição de ataque se desfez, minha guarda baixou como símbolo de que eu não lutaria mais.
- O que? Vai fugir- Arin riu debochada.
Não doçura, não vou.
Comecei a atacar Arin, mas tive que me defender constantemente já que ela era mais habilidosa do que eu. Os golpes de Arin eram contínuos e encaixados, pegando pontos mais dolorosos do corpo, como a lateral das costelas e o queixo, mas eu conseguia me desviar e não deferia nenhum golpe contra Arin, machucá-la estava fora de questão.
- Lute como homem! Será que não consegue ver um oponente melhor que você que treme na base e não consegue nem ao menos desferir um único golpe?
Não vou te machucar, quero fazer outra coisa...
Ela apenas estava deixando meu objetivo mais desejável e então concentrei toda minha força para agarrar o pulso dela e conseguir parar com os golpes, que ela ainda tentava acertar inutilmente.
Senti-me triunfante, como se eu tivesse ganhado um prêmio inestimavelmente incrível e senti que eu estava ficando mais excitado, com o coração acelerado na adrenalina de fazer algo pela primeira vez.
- Me solta coisa idiota!
- Não...
Agora! Vou mostrar que um homem pode oferecer, afinal, meus primeiros pelos da barba começaram a crescer!
Girei o pulso de Arin e a virei de costas e consegui imobilizar os braços dela de forma muito rápida, de modo que ela não esperava e foi mais fácil. Colei meu corpo no dela, para que ela não pudesse fugir e sussurrei no ouvido dela:
- Vamos travar outra luta, que tal?
- Não! Me solta!
A girei e a coloquei de barriga para cima no chão, cai junto com ela num baque mudo no chão acarpetado e a pressionei mais firmemente entre mim e o chão, o calor que irradiava dela me deixava louco de vontade de beijá-la, mas eu só conseguia pensar se eu não iria beijá-la como um boi, ou melhor, apenas babar nela ao invés de beijar.
- Para! Eu vou gritar!
- Ué, cadê a pose de filha de Ares?
- Me solta Anthony Michael!
- Então fala que sente algo por mim, fala que quer me beijar, fala que eu não sou como os outros garotos que você odeia...
É agora! Eu vou conseguir! Se concentra, para não produzir muita saliva.
Arin fraquejou levemente, como se eu tivesse falado algo que no fundo ela já sabia e me senti triunfante em saber que eu chegava ao coração dela.
- N.u.n.c.a!- Arin soletrou cada letra e me senti mais provocado a beijá-la, mas de algum modo ainda não era o momento certo.
Ficamos nos encarando por um momento, eu totalmente louco de desejo por finalmente poder beijar aquele ser inatingível de todo o acampamento, cheio de um sentimento terno, beirando o amor fraternal, mas ao mesmo tempo quente e pulsante como um fogo crepitando. Senti que uma chama do amor começava a crepitar dentro de mim e aceitei que aquilo seria eterno, não uma coisa passageira e simbólica, aquele momento não era apenas nosso primeiro beijo, mas sim um início de uma história que só acabaria com o infinito.
Baixei a cabeça e deixei minha boca comandar o espetáculo, eu não sabia direito o que fazer e como, e então deixei tudo para os meus instintos. Meu beijo foi veloz e intrometido, sem saber o que eu estava fazendo, salivando em demasia e acabando com um beijo muito molhado, mas eu não iria desistir na primeira tentativa, o beijo é um ato de união, onde são duas pessoas o fazendo e se eu estava nervoso e fazendo tudo errado, Arin estava contribuindo significativamente para isso. Continuei meu beijo, Arin não me fez parar e não estava mais resistindo e então acertei melhor o ritmo, mas acabou num beijo meio infantil e improvisado.
Beijamo-nos novamente e senti uma onda de calor pelo meu corpo, meu coração se encheu de ternura e agradecimento, além do sentimento de conquista, como se beijar Arin tivesse sido o melhor presente do mundo.
Droga! Será que eu fiz tudo certo? Ou será que eu fui muito rápido?
Arin me mordeu e paramos o beijo, mas eu tive uma ideia para nós termos mais privacidade para nos beijarmos.
- Acho que nós poderíamos ir...
Arin me empurrou, aproveitando meu momento de relapso na força com que eu a prendia no chão e me fez voar contra a parede, que bati com força. Ela me olhava com cara de quem estava com raiva, e ela parecia achar a coisa mais normal do mundo jogar o garoto contra a parede depois do primeiro beijo.
- Nunca conte isso a ninguém está me entendendo? Ou eu vou ter que te dar uma bela lição.
Arin saiu da sala com passos firmes e decididos e eu fiquei ali, parado contra a parede, mas Arin voltou rapidamente, se inclinou e me dei mais um beijo breve. Meu coração saltitou de alegria e senti a confirmação do sentimento sendo correspondido, afinal, não há alegria maior do que amar e ser amado. Pensei em falar algo, ou puxa-la para perto de mim, mas ela não se demorou com o beijo e partiu sem dizer mais nada, meu coração estava alucinado, assim como a minha mente. Tudo fora tão rápido! Será que eu tinha feito tudo certo?
Mas apenas uma certeza estava gravada em meu coração, ela seria minha e juntos, nos amaríamos num amor tão ardente como um fogo que consome um maço de palhas.
- Aquela ali já está na minha, Anthony Michael, o cara mais incrível do acampamento!
[Arianna]
- Deuses! Mas o que...?- Pisquei freneticamente, tentando esclarecer a cabeça.
- Gostou queridinha?
- Foi...
- Diga!
- Assustador! Num momento eu estava aqui e então lá, eu vi tudo o que aconteceu como Anthony! E eu lembrei! Foi nosso primeiro beijo, eu tinha 12 anos! Ai Ares! Nós tínhamos ido lutar um contra o outro, mas então aconteceu isso e eu gostei e...
- Acalme-se! Respire...
- Não dá! O que você fez?
- Lhe dei uma lembrança sob o ponto de vista de Anthony, as lembranças e os sentimentos dele, inclusive os pensamentos dele, ou seja, você foi ele.
- Estão explicados aqueles pensamentos idiotas e os sentimentos que não eram meus.
A Deusa riu e olhou para mim, depois pegou mais um bule e colocou o líquido em outra xícara, dessa vez ele estava rosa e cheiroso como flores do campo.
- Beba este, a lembrança que Jeremias guarda com mais estima!
- Vou sentir tudo aquilo novamente? Vou ser ele?
- Certamente!
- Não sei se eu quero então... A lembrança do Anthony já me deixou muito confusa, não sei se quero mais uma confusão pra minha vida de peão no seu joguinho.
- Você quem sabe, mas será injusta com Jeremias, então...
Parei e olhei fixamente para a Deusa, ela sabia como jogar sujo.
- Tudo bem, mas não tomo mais nada com você!
- Tudo bem...
- Último maldito gole...
- Tin Tim!- A Deusa sorriu maliciosamente para mim e senti aquela estranha sensação de não ser você mesma mais uma vez.
Notas finais
Ah! Repararam que esse é grande? Só para me redimir com vocês >
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