Ponto De Atração
39 5 dias
Notas iniciais
Espero que gostem e comentem, falta tão pouco para o 110! :3
1º dia
[Anthony Michael]
Eu havia pegado um cavaleiro para estar comigo, eu sou mais do que autossuficiente para andar por ai sozinho, ainda mais com meus poderes, mas eu sabia que era melhor andar com pelo menos um cara da região, estoquei comida que eles me deram e peguei o melhor cavalo que achei nos estábulos, um cavalo marrom como chocolate, disseram que era o melhor macho que havia ali, e também que era muito bom em guerras. Peguei outro cavalo para a bagagem com a comida e então vesti o resto de minha armadura e sai pelo portão da frente em direção a floresta.
Jeremias ainda não havia partido, ele estava falando com umas pessoas.
Ele ainda não havia entendido que isso aqui era um jogo, mas eu iria relevar, ainda mais que isso me daria uma enorme vantagem, sem contar com o sangue de Afrodite.
Cavalguei durante muito tempo, Frankie, meu escudeiro, não falava nada e também não era preciso, eu estava apenas querendo ir em frente e achar o presente, certamente não seria uma maça de uma das árvores.
- O que acha que é o presente que devo achar para Lady Arianna?- Perguntei enfim para meu escudeiro.
- Não sei, talvez uma seda longínqua, ou algum artefato que ela não tenha...
- Não. Não é isso, é algum detalhe, algo pequeno, vamos ficar atentos para qualquer coisa.
- Sim.
Andamos durante mais um longo tempo em silêncio até que ouvi uns passos pela floresta, Frankie ficou atento assim como eu e paramos os cavalos. Os ruídos se aproximavam e então saltou em nossa frente um grupo de cerca de oito assaltantes, todos moribundos e sedentos por um pouco de comida e também por sangue derramado.
- Larguem essas armas!- Ordenei, mas eles nem sequer obedeceram, pularam para cima de mim e Frankie como uma manada de bois assassinos.
Lutar montado em um cavalo é muito difícil, mas te dá uma vantagem por estar mais alto, o problema é que um deles feriu meu cavalo na primeira oportunidade e fiquei muito bravo, meu cavalo era ótimo. Matei dois deles, mas como era autômatos nenhum sangue saiu, nem fios de eletricidade, eles apenas caiam no chão.
Frankie matou três e ele não parecia achar estranho o fato de que não saia sangue dos homens mortos, mas então lembrei que Frankie também era um deles.
Um fugiu na surdina e os outro dois vieram para cima de mim, um cortou minha armadura, mas não chegou a me ferir e então consegui matá-lo com um golpe no peito, Frankie já havia cuidado do outro.
- Belo trabalho- Falei a Frankie.
- Obrigado.
Olhei para meu cavalo e ele era real, estava sangrando e a pata machucada, a dianteira esquerda estava dobrada num ângulo estranho pela queda, eu sabia que não poderia mais utilizá-lo, mas vê-lo sofrer era muito triste, ambrosia não funcionaria com ele e me senti mal por deixá-lo morrer aos poucos.
- Devemos matá-lo, vê como a pata está apoiada apenas por um pouco de pele? Ele está morrendo, é melhor acabar com a dor dele- Frankie entregou minha espada para mim e tirei o elmo que cobria meu rosto.
Ergui a espada e dei um golpe no pescoço do animal, ele apenas deixou a cabeça cair e senti sangue em meu rosto, cobrindo meus lábios, o gosto salobro de matar uma criatura viva, assim como você. Eu nunca havia matado, senão monstros.
- Vamos, limpe-se- Frankie me entregou um trapo e me limpei, subi no cavalo de carga e me arrumei para partir novamente.
- Sabe a quanto tempo estamos andando?- Perguntei para Frankie.
- Cerca de meio dia, já passamos da hora do almoço há muito tempo- Frankie respondeu e esperou que eu andasse, coisa que fiz com agradecimento, eu não iria conseguir ficar mais muito tempo perto do pobre animal.
Andamos até que o dia caiu e lanchamos andando a cavalo, pois eu não queria parar, a não ser para dormir. Frankie me ajudou a montar uma fogueira e me avisou sobre os animas da floresta, foi ele quem fez o primeiro turno de vigia.
Deitei nas folhas úmidas da floresta e fiquei pensando qual seria o presente que Afrodite havia dito, era algo que agradasse a Arin ou algo em específico? Maldita hora que esqueci de perguntar sobre esse detalhe.
Acabei dormindo num sono profundo e só fui acordado quando o dia já havia amanhecido, Frankie não precisa dormir, afinal.
[Jeremias]
Eu havia escolhido quatro homens para irem comigo, um pedreiro geral, um caçador e dois escudeiros, todos eles conheciam toda a floresta e sabiam andar por lá como ninguém, mas também sabiam sobre um possível presente que estava escondido ali, num riacho. Eu iria até lá, para mim seriam quatro dias e não cinco, pelas lembranças.
Estoquei pouca comida para cada um levar, nos viraríamos com caçadas e coleta de frutas e plantas e como os meus companheiros eram bons e gostavam de mim, não precisei me preocupar muito.
Saímos do condado cerca de uma hora depois da conversa com Afrodite, mas o caçador sabia um atalho que nos daria uma vantagem de duas horas para chegar até o riacho, aparentemente eu estava com sorte.
O Caçador nos guiou por entre a floresta e andamos em silêncio, pois eles me disseram que havia saqueadores ao longo da floresta e por cautela fiquei calado, só fiquei pensando se eles seriam mais rápidos que eu, afinal, eu como filho de Hermes tenho dons mais que naturais para essas coisas.
- Nunca vamos chegar?- Perguntei já impaciente com o movimento lento do cavalo que me dava sono.
- Falta pouco agora, está vendo este pinheiro pelado?- Respondeu o Caçador.
- Sim...
- Tem uma marca de cruz na base, fui eu que fiz, para marcar o lugar- O Caçador apontou para a árvore e bem na base uma enorme cruz se pronunciava.
- Então falta quanto?
- Umas jardas.
- Ah.
Minha impaciência já estava chegando ao limite até que um grupo de passos ligeiros começou a se aproximar de nós, meu grupo ficou atento e instintivamente os dois escudeiros se puseram em minha frente, para me proteger, como manda a profissão.
Empunhamos nossas armas para esperar pelos assaltantes, mas eles saíram pelas nossas costas e não pela frente como presumimos. O Pedreiro já estava no chão, imóvel quando o resto de nós se virou.
Eram cerca de seis, tinham vantagem sobre nós, mas eram apenas saqueadores enquanto eu semideus era muito mais forte e inteligente que eles.
- Morte!- Gritou um deles e todos vieram para cima de nós loucamente, os Escudeiros se colocaram na minha frente, defensivamente, mas desci do cavalo, louco para poder usar minha espada como cavaleiro, já que como semideus eu era decadente.
A armadura me deixava mais lento, mas não me impedia de golpear os saqueadores, uma, duas, três vezes. Afinal, como semideus eu me saí um ótimo cavaleiro. Parecia ser natural, a espada e armadura pareciam fazer parte de mim e em pouco tempo parei ofegante enquanto meus outros três companheiros me olhavam de um modo estranho.
- Isso foi assustador- Disse o Caçador.
- O que foi?- Perguntei tirando o elmo da cabeça.
- Você acabou com todos, nem nos deu chance de tentar bater em um deles- Falou um escudeiro, o Ruivo.
- Sério?- Eu estava totalmente incrédulo, eu nunca conseguira lutar muito bem com espadas.
- Sim- Falaram os três em uníssono.
- Bem, então já deu de me olhar estranho, vamos logo porque o dia já está caindo.
Os três assentiram e voltamos para nossa trilha, o Pedreiro fora o primeiro a cair, mas como era um autômato talvez não tenha doído tanto.
Andamos por mais um bom tempo até que o Caçador nos informou que estávamos a uma jarda dali, muito perto mesmo. Decidi que poderíamos dormir ali por agora e que então amanhã continuaríamos nosso trajeto para que pudéssemos estar descansados quando encontrarmos o presente, por experiência própria eu sabia que presentes nunca ficavam num pedestal com uma placa gigante.
O outro escudeiro, o Loiro disse para que eu dormisse e que depois me acordaria para ficar no turno de vigilância, caso necessário. Concordei, pois eu estava cansado, mais mentalmente. Peguei a fita de Arin e enrolei no pulso, esperando me trazer um pouco dela para o sono vir mais rápido, mas nem precisei de muita coisa, nem deu um segundo que eu já estava sonhando com Arin.
Acordei na manhã seguinte com o Loiro me chamando, já passava do meio da manhã e não podíamos mais esperar, levantei rapidamente para que não perdêssemos mais tempo e reparei então que eu não havia feito vigília, o Ruivo, o Loiro e o Caçador não precisavam dormir, afinal.
Notas finais
Se sim, comente k
Até breve! :3
Fale com o autor