Notas iniciais
Olá! Bom, como eu ando meio ocupada, não tive tempo de postar e nem de escrever e provavelmente não terei dias fixos para postar, pois meus dias estão uma loucura! Prometo que não vou parar, mas não posso prometer que postarei todo dia ou semana. Espero que compreendam.
P.S: Quando dois nomes aparecem na narração, é porque o segundo narra, mas é o primeiro que está vivendo aquele momento, tipo no caso, Arin está sendo o Anthony, vivendo o que ele viveu e sentiu, além dos pensamentos, qualquer coisa perguntem depois! :3

[Arianna/ Anthony]

O momento certo se aproximava e eu nunca me sentira tão excitado em fazer algo como agora, que o momento de finalmente domar aquela filha nervosinha de Ares estava chegando. Meu horário da aula de luta Greco- romana era daqui uns minutos e eu já estava muito empolgado, mas o que eu faria?

Eu nunca havia beijado ninguém antes, deuses! Como seria beijar? A maioria dos meus amigos assim como eu, tem 13 anos e falam que não sabem dizer como é, só que é bom. Espero que eles estejam certos.

Cheguei em frente a sala de lutas com uns minutos de antecipação e fiquei esperando por Arianna nervosamente, meu coração estava acelerado e eu achei que se ela demorasse mais um minuto do que demorou eu iria embora para lamentar minha falta de coragem.

- Já chegou molengão!

- Sim... Faz tempo.

- Então vamos começar logo, odeio deixar meus oponentes esperando por uma surra muito tempo.

Entramos dentro da sala em silêncio e nos posicionamos para lutar, Arin um ano mais nova que eu, se destaca como uma ótima lutadora corporal e também pela fama de “touro indomável” em todo o acampamento, mas eu, Anthony Michael, dominaria esse touro.

- Vai querer lutar agora ou podemos dar uns amassos antes?- Falei e lancei meu sorriso mais sedutor.

- Cale a boca porque eu vou te amassar quando você apanhar, bebezinho- Arianna rosnou em minha direção e ficou com o semblante mais carregado de raiva.

- Não seja tão rude Arin! Eu sei que você me quer!- Mal terminei de proferir tais palavras e tive que me jogar para trás, esquivando de um soco que provavelmente quebraria meu nariz. Droga! Será que ela não vai aceitar que me acha o mais lindo do acampamento? Por que ela se faz de difícil? Acho que vou ter que dar meu jeito para amassar esse pão...

- Eu disse: Cale a boca! Será que até isso é tão difícil para você entender?

Fiquei com um pouco de raiva de Arin, ela nunca admitira que eu tinha o coração dela, não que eu tivesse certeza disso, mas onde há ódio, há amor...

Senti que aquela luta havia sido uma péssima ideia e comecei a dar para trás, eu poderia machucá-la e isso era totalmente inaceitável para mim, que só desejava um beijinho e nada mais.

- Arin... Acho que não vamos lutar hoje- Falei tentando cancelar o que eu planejara a tempos, dar para trás é normal... Não?

Desviei de mais um soco e minha posição de ataque se desfez, minha guarda baixou como símbolo de que eu não lutaria mais.

- O que? Vai fugir- Arin riu debochada.

Não doçura, não vou.

Comecei a atacar Arin, mas tive que me defender constantemente já que ela era mais habilidosa do que eu. Os golpes de Arin eram contínuos e encaixados, pegando pontos mais dolorosos do corpo, como a lateral das costelas e o queixo, mas eu conseguia me desviar e não deferia nenhum golpe contra Arin, machucá-la estava fora de questão.

- Lute como homem! Será que não consegue ver um oponente melhor que você que treme na base e não consegue nem ao menos desferir um único golpe?

Não vou te machucar, quero fazer outra coisa...

Ela apenas estava deixando meu objetivo mais desejável e então concentrei toda minha força para agarrar o pulso dela e conseguir parar com os golpes, que ela ainda tentava acertar inutilmente.

Senti-me triunfante, como se eu tivesse ganhado um prêmio inestimavelmente incrível e senti que eu estava ficando mais excitado, com o coração acelerado na adrenalina de fazer algo pela primeira vez.

- Me solta coisa idiota!

- Não...

Agora! Vou mostrar que um homem pode oferecer, afinal, meus primeiros pelos da barba começaram a crescer!

Girei o pulso de Arin e a virei de costas e consegui imobilizar os braços dela de forma muito rápida, de modo que ela não esperava e foi mais fácil. Colei meu corpo no dela, para que ela não pudesse fugir e sussurrei no ouvido dela:

- Vamos travar outra luta, que tal?

- Não! Me solta!

A girei e a coloquei de barriga para cima no chão, cai junto com ela num baque mudo no chão acarpetado e a pressionei mais firmemente entre mim e o chão, o calor que irradiava dela me deixava louco de vontade de beijá-la, mas eu só conseguia pensar se eu não iria beijá-la como um boi, ou melhor, apenas babar nela ao invés de beijar.

- Para! Eu vou gritar!

- Ué, cadê a pose de filha de Ares?

- Me solta Anthony Michael!

- Então fala que sente algo por mim, fala que quer me beijar, fala que eu não sou como os outros garotos que você odeia...

É agora! Eu vou conseguir! Se concentra, para não produzir muita saliva.

Arin fraquejou levemente, como se eu tivesse falado algo que no fundo ela já sabia e me senti triunfante em saber que eu chegava ao coração dela.

- N.u.n.c.a!- Arin soletrou cada letra e me senti mais provocado a beijá-la, mas de algum modo ainda não era o momento certo.

Ficamos nos encarando por um momento, eu totalmente louco de desejo por finalmente poder beijar aquele ser inatingível de todo o acampamento, cheio de um sentimento terno, beirando o amor fraternal, mas ao mesmo tempo quente e pulsante como um fogo crepitando. Senti que uma chama do amor começava a crepitar dentro de mim e aceitei que aquilo seria eterno, não uma coisa passageira e simbólica, aquele momento não era apenas nosso primeiro beijo, mas sim um início de uma história que só acabaria com o infinito.

Baixei a cabeça e deixei minha boca comandar o espetáculo, eu não sabia direito o que fazer e como, e então deixei tudo para os meus instintos. Meu beijo foi veloz e intrometido, sem saber o que eu estava fazendo, salivando em demasia e acabando com um beijo muito molhado, mas eu não iria desistir na primeira tentativa, o beijo é um ato de união, onde são duas pessoas o fazendo e se eu estava nervoso e fazendo tudo errado, Arin estava contribuindo significativamente para isso. Continuei meu beijo, Arin não me fez parar e não estava mais resistindo e então acertei melhor o ritmo, mas acabou num beijo meio infantil e improvisado.

Beijamo-nos novamente e senti uma onda de calor pelo meu corpo, meu coração se encheu de ternura e agradecimento, além do sentimento de conquista, como se beijar Arin tivesse sido o melhor presente do mundo.

Droga! Será que eu fiz tudo certo? Ou será que eu fui muito rápido?

Arin me mordeu e paramos o beijo, mas eu tive uma ideia para nós termos mais privacidade para nos beijarmos.

- Acho que nós poderíamos ir...

Arin me empurrou, aproveitando meu momento de relapso na força com que eu a prendia no chão e me fez voar contra a parede, que bati com força. Ela me olhava com cara de quem estava com raiva, e ela parecia achar a coisa mais normal do mundo jogar o garoto contra a parede depois do primeiro beijo.

- Nunca conte isso a ninguém está me entendendo? Ou eu vou ter que te dar uma bela lição.

Arin saiu da sala com passos firmes e decididos e eu fiquei ali, parado contra a parede, mas Arin voltou rapidamente, se inclinou e me dei mais um beijo breve. Meu coração saltitou de alegria e senti a confirmação do sentimento sendo correspondido, afinal, não há alegria maior do que amar e ser amado. Pensei em falar algo, ou puxa-la para perto de mim, mas ela não se demorou com o beijo e partiu sem dizer mais nada, meu coração estava alucinado, assim como a minha mente. Tudo fora tão rápido! Será que eu tinha feito tudo certo?

Mas apenas uma certeza estava gravada em meu coração, ela seria minha e juntos, nos amaríamos num amor tão ardente como um fogo que consome um maço de palhas.

- Aquela ali já está na minha, Anthony Michael, o cara mais incrível do acampamento!

[Arianna]

- Deuses! Mas o que...?- Pisquei freneticamente, tentando esclarecer a cabeça.

- Gostou queridinha?

- Foi...

- Diga!

- Assustador! Num momento eu estava aqui e então lá, eu vi tudo o que aconteceu como Anthony! E eu lembrei! Foi nosso primeiro beijo, eu tinha 12 anos! Ai Ares! Nós tínhamos ido lutar um contra o outro, mas então aconteceu isso e eu gostei e...

- Acalme-se! Respire...

- Não dá! O que você fez?

- Lhe dei uma lembrança sob o ponto de vista de Anthony, as lembranças e os sentimentos dele, inclusive os pensamentos dele, ou seja, você foi ele.

- Estão explicados aqueles pensamentos idiotas e os sentimentos que não eram meus.

A Deusa riu e olhou para mim, depois pegou mais um bule e colocou o líquido em outra xícara, dessa vez ele estava rosa e cheiroso como flores do campo.

- Beba este, a lembrança que Jeremias guarda com mais estima!

- Vou sentir tudo aquilo novamente? Vou ser ele?

- Certamente!

- Não sei se eu quero então... A lembrança do Anthony já me deixou muito confusa, não sei se quero mais uma confusão pra minha vida de peão no seu joguinho.

- Você quem sabe, mas será injusta com Jeremias, então...

Parei e olhei fixamente para a Deusa, ela sabia como jogar sujo.

- Tudo bem, mas não tomo mais nada com você!

- Tudo bem...

- Último maldito gole...

- Tin Tim!- A Deusa sorriu maliciosamente para mim e senti aquela estranha sensação de não ser você mesma mais uma vez.

Notas finais
Gostaram? Perguntas?
Ah! Repararam que esse é grande? Só para me redimir com vocês >