Ponto De Atração

16 A Adaga Perdida


Notas iniciais
Olá pessoas! Espero que gostem desse capítulo, pois finalmente teremos uma emoção e uma futura luta, espero que a letargia acabe. Continuem mandando Reviews, pois eu preciso deles.
Obrigada :3

[Anthony Michael]

Minha cabeça ia explodir de tanta raiva. Parecia que o próprio Ares se apoderava de mim e eu não conseguia pensar em quase nada, a não ser que as duas pessoas que eu mais considerava haviam me enganado, me deixado para trás.

- Explique Arin!- Gritei ficando de costas para os dois, olhando para a porta do salão de reunião para nenhum dos dois reparar que lágrimas queriam sair de meus olhos.

- Não foi nada combinado Tony- Arin disse.

- É, foi ao acaso, nada combinado, foi quando...- Jer começou, mas eu o interrompi.

- Eu disse Arin! Não precisa dizer nada Jeremias!- Um raio iluminou o aposento, pela minha fúria.

- Está bem. Eu sai do acampamento de fininho porque eu queria falar com Afrodite e eu não queria levar nenhum de vocês dois, mas foi então que um maldito casal ciclope achou que eu era uma deles e me levaram para uma casa subterrânea, então eu pedi ajuda e o Jer veio- Arin respondeu hesitando em cada palavra.

- E por que ele e não eu?- Perguntei.

- Eu... Eu... Não sei.

- Não sabe!- Bufei de raiva e me virei de frente para eles.

Arin estava longe de Jer e então o ataquei com toda a minha fúria que o jogou num dos enormes tronos, ele lutou para sair, mas eu o joguei novamente contra o trono e ele caiu deslizando quase inerte.

- Não! Para!- Arin não parava de gritar.

Não dei ouvido aos gritos de Arin e o arremessei em outro trono, fazendo ficar inconsciente. Arin correu até ele e o ajudou a ficar meio sentado em seu colo, ele estava com uma cara péssima e Arin chorava.

- Que droga Anthony! Você poderia tê-lo matado!

- Pois que morresse!

Comecei a andar para fora do salão, mas algumas luzes ofuscantes não me deixaram passar e fechei rapidamente os olhos, quando os abri novamente vi que em minha frente encontravam-se três deuses.

Zeus, meu pai e o senhor supremo do Olimpo.

Ares, pai de Arin e senhor da guerra.

Hermes, pai de Jeremias e senhor do comércio e dos ladrões.

Droga!

- O que Hades acontece aqui?- Perguntou meu pai, Zeus, com uma voz trovejante e autoritária.

- Pai...

- Você machucou meu filho!- Hermes apontou seu Caduceu em minha direção e as cobras que se penduravam nele sibilaram ameaçadoras. Em pouco tempo senti algo em minha perna, olhei para baixo e nada mais do que uma cobra subia em minha perna, me assustei e comecei a chacoalhar a perna, numa luta para a cobra sair dali, mas foi meu pai que me salvou.

- Pare com isso Hermes! Foi apenas uma briga entre colegas- Zeus veio em minha salvação.

A cobra saiu de mim e foi em direção ao Caduceu e sumiu, soltei um suspiro de alívio, mas Ares não me perdoou.

-Marica!- Soltou o deus da guerra com uma risada, Arin não se conteve e riu com o pai.

- Então o que está havendo aqui?- Perguntou meu pai, mais uma vez com autoridade.

- Apenas uma reunião entre companheiros de missão- Falei.

-Não foi o que pareceu, senti alguém em meu trono e isso não é uma coisa que se faça- Hermes mais uma vez apontou Caduceu pra mim.

-No meu também, mas podemos relevar dessa vez- Zeus disse.

-Obrigado- Falei.

- Agora saiam daqui, nenhum deus os chamou aqui e é estritamente proibido fazer qualquer tipo de reunião não divina aqui- Meu pai disse se retirando num estalar ofuscante de luz.

Olhei para Arin que estava com Jeremias ainda no colo, desacordado. Não pensei que os deuses interfeririam em nossa conversa.

Foi então que Hermes tomou a primeira atitude e foi até o filho, colocou uma pastilha verde na boca dele e deixou uma mochila preta ao seu lado, olhou para Arin e piscou e então sumiu num estalar de luz. Em poucos segundos Jeremias acordou num sobressalto e Arin o abraçou amorosamente.

- O que aconteceu aqui?- Jeremias falou.

Antes que Arin pudesse responder o último deus se apresentou e começou a falar.

- Depois vocês terão tempo pras chatas DR’s, agora temos coisas mais importantes pra falar- Ares começou.

-Primeiro, Afrodite pediu pra dar um recado, é o seguinte: Você devem procura-la juntos e somente os três vão poder encontra-la. Devem encontrar ela no lugar mais romântico de todo mundo, eca- Disse o deus fazendo uma careta, obviamente reprovando o amor.

- Como assim a cidade mais romântica?- Perguntei.

- Eu não sei Marica- O deus me respondeu com arrogância.

- Não me chame de marica!- Gritei.

- Ou o que? Vai me bater?- O deus puxou uma foice do cinto e estremeci um pouco.

- Pai! Vamos ao que interessa, algo mais?- Arin atraiu a atenção do deus que parecia que olhava pela primeira vez para a filha.

- Arianna! Ah, sim. Mais uma coisa, uma missão minha para você. Eu perdi uma adaga muito preciosa para mim, com valor de guerra, ah! Quantas vidas foram ceifadas com aquela lâmina! Mas o que importa é que eu a quero de volta e você pode recuperá-la. A última vez que eu estive com ela foi em Roma, quando fui encontrar com...- O deus engasgou e eu percebi que ele falaria Afrodite, sua amante.

- Quer que eu busque sua adaga pai?- Os olhos de Arin brilharam, esperando uma emoção de batalha que há tempos não vinha.

- Foi o que eu disse não?- O deus respondeu limpando as unhas com uma adaga muito afiada.

- Eu irei! Diga-me mais como ela é- Arin pediu, com um típico olhar de quem entrava em estado de adrenalina.

- É normal... Têm uma lâmina de um lado de ouro imperial dos tempos do rei Henrique I da Inglaterra e o outro lado de prata, um cabo de couro de Leão de Nemeia, está escrito Spartacus no cabo e pode haver um pouco de sangue impregnado nela.

-Mas... essa é a lâmina que acabou com a irmã Górgona mais nova!- Arin exclamou.

-Sim, mas matou muito mais gente do que apenas uma estúpida Górgona- O deus da guerra disse.

- Eu vou e a trarei para você- Arin fez uma mesura polida para o pai.

- Espero mesmo- Ares tremulou e desapareceu num efeito dramático de fumaça vermelha.

Todos ficamos nos olhando por um tempo e foi Arin que nos tirou da letargia.

-Então é isso, vamos procurar a adaga de meu pai e depois vamos procurar a idiota da Afrodite- Arin disse.

No mesmo instante uma luz rosa tremulou num trono e um papel igualmente rosa perfumado apareceu, Arin o pegou e o leu em voz alta:

-“Nunca me chame de idiota queridinha, não vai querer a deusa do amor e da beleza como inimiga, com amor, Afrodite.”- Arin olhou para frente e amassou o papel- Idiota.

Segui Arin para fora do salão principal e por um tempo me permiti esquecer minha raiva e decepção, Jeremias seguia atrás de nós e reparei que sempre seria assim, um sempre ficaria para trás.

Notas finais
Então gostaram? Finalmente teremos mais monstros e animação. Mandem Reviews e não esqueçam que eu quero 110 ao final. Obrii :3 até o próximo capítulo!