Polígono amoroso
15 Uma foda inesperada
#Rodrigo
Eu sabia o que fazer. A polícia estava a caminho, dissera a diretora, mas eu sabia que levariam muito tempo para chegar ao lugar. Não iria deixar impune o maldito. Pedi à minha irmã que fosse chamar Marcos no quarto dele, e enquanto isso fui para o meu dormitório e tranquei a porta. Minhas mãos tremiam quando peguei a tesoura. O ruivo estava acordado, enrolado nas cordas e sua expressão de pavor parecia alimentar o meu desejo de vê-lo morto.
–Vou te fazer pagar por tudo que fez à minha irmã, seu desgraçado! – gritei me aproximando.
A verdade era que eu também estava apavorado, mas o ódio por ele me dava coragem para fazê-lo. Ergui a tesoura e enfiei-a em seu olho esquerdo, e de novo, e de novo, várias vezes. Atrás seus gritos atingirem total dor e pânico. Depois o outro olho. Furei os dois.
–Calminho, estou só começando! – falei, passando tesoura pela sua bochecha, traçando uma linha vermelha no lugar.
Desfigurei seu rosto. Quando estava passando para o resto do corpo ouvi uma batida na porta.
–Rodrigo? – chamou Marcos – Amanda está comigo. Por que a porta ta trancada?
–Já era pra mim, Marcos. – respondi – Eu vou matar o desgraçado que abusou da Amanda. Depois eu vou preso, mas vale a pena.
–O que você está pensando? – gritou Marcos – Você ficou louco Rodrigo?
–Já era. – respondi, encerrando o assunto.
Rasguei toda a barriga do ruivo, depois suas costas e suas pernas. Por fim decidi que a pior tortura ficaria para o pau. Fiz cortes lentos e profundos enquanto ele gritava, mas ninguém podia ouvi-lo enquanto estivesse amordaçado. Marcos chutava a porta e gritava meu nome, Amanda chorava do lado de fora, mas eu não abri. Em vez disso prossegui com a minha vingança. Quando ele estava totalmente rasgado eu parei para pensar nas consequências. Anos trancado numa cela, humilhação, vergonha... Isso não era vida. Mas era a única vida que havia para mim. Nesse caso escolhi a morte.
#Amanda
Não se ouviam mais gritos. Ou Rodrigo parara, ou o ruivo estava morto. Quando a polícia chegou, eu acho que já tinha chorado todas as minhas lágrimas. Eles arrombaram a porta e a visão que nos esperava ali me fez entrar em choque. O estuprador jazia morto numa poça de sangue e Rodrigo pendurado pelo pescoço no ventilador de teto. Desmaiei quase instantaneamente.
Nem sei quanto tempo depois, comecei a recobrar os sentidos. Eu não enxergava direito, mas sentia uma superfície gelada abaixo de mim. Sentia como se uma parte do meu corpo estivesse queimando, mas não conseguia identificar de onde vinha. Só acordei totalmente quando senti o forte puxão em meus cabelos. Arquejei, e então meus olhos conseguiram distinguir o ambiente. Eu estava no chão de um dos dormitórios, tinha alguém em cima de mim. Marcos.
–O que...? – perguntei, sobressalta, quando percebi o que ele fazia.
Seus cabelos negros balançavam junto com seu corpo, ele estava suado e ofegava. Sua mão esquerda segurava firmemente os meus braços acima da minha cabeça, enquanto a direita puxava meus cabelos. Seu peitoral sarado estava há cinqüenta centímetros dos meus peitos nus e ele me olhava com desejo. Minhas pernas, abertas, e as suas entre elas. A queimação vinha de minha boceta, que Marcos fodia.
–Ah, Amanda. – disse ele, com a voz cheia de prazer – Eu não resisti. Ver você deitada ali na cama... Espero que goste do trato que eu to te dando.
A princípio senti medo, mas então senti uma prazer que jamais sentira em minha vida, e me entreguei por inteira a Marcos.
–Eu... – comecei – Mais forte.
Ele sorriu e abaixou a cabeça até alcançar meus peitos, e então deu uma leve mordida em um mamilo. Depois deslizou sua língua quente de meus seios até minha boca, onde compartilhamos um beijo quente. Seus olhos verdes ali tão perto. Eu havia me esquecido de tudo. O ruivo, Rodrigo. Nada veio à minha cabeça naquele momento.
Marcos ergueu o corpo novamente e intensificou os movimentos, passando a ser rápido e forte ao me penetrar. Gemi e ele soltou meus cabelos para passar a mão suada pelo meu corpo. Seu toque quente e suave, seu corpo com cheiro de homem, eu mal percebi quando entrelacei os braços em sua nuca. Passei a mão pelo seu peito musculoso enquanto seus dedos entravam cada vez mais fundo no meu cu. Subitamente suas mãos pararam o que faziam para me agarrar por baixo dos braços e me levantar junto com ele.
Cruzei as pernas no seu tronco e Marcos me pôs contra a parede, ainda me agarrando. A cada penetração meu corpo era prensado nos azulejos, e a sensação de ser dominada era deliciosa.
Ele estava prestes a gozar, eu sentia os leves espasmos de seu pau dentro de mim. Marcos começou a tirá-lo para gozar fora, mas eu o segurei.
–Dentro é mais gostoso. – falei.
Ele sorriu e enfiou o pau de volta com toda a força. Senti como se o espaço fosse pequeno demais lá dentro, pois o gozo saiu até para fora, escorrendo pelo meu corpo. Aquele líquido quente espalhando-se dentro de mim, nossos corpos suados um contra o outro.
Agarrei-me ao peito de Marcos e trocamos um beijo de língua dos mais quentes de minha vida. Quando acabamos ele se deitou na cama, ainda nu e me chamou.
–Vem. Chupa pra mim enquanto eu cuido da sua bocetinha. – bateu na cama indicando um lugar.
Sorri e me aproximei. Deitei sobre Marcos com a cara sobre seu pau duro e a boceta em cima do seu rosto. Ele logo tratou de usar a língua. Eu mal conseguia me mover, só gemia e aproveitava.
–Vamos. – disse ele dando um tapa em minha bunda – Chupa esse pau bem gostoso pra ver o que é bom.
A cabeça quente do pau de Marcos roçava meu queixo. Enfiei ele inteiro na boca, chupando lentamente enquanto aproveitava aquela sensação em minha boceta.
–Eu tenho uma surpresinha pra você. – ele falou alguns minutos depois – Vou encher sua boca de gozo.
Tentei protestar, mas ele segurou minha cabeça e enfiou o pau inteiro dentro da minha boca, dando fortes sacudidas sobre a cama até gozar. O líquido espesso desceu lentamente pela minha garganta e quase engasguei. Quando Marcos me deixou tirar seu pau da minha boca, eu estava ofegante. Antes que pudesse falar qualquer coisa ele enfiou três dedos em minha boceta, metendo e tirando rapidamente.
Eu estava aproveitando o tratamento quando uma memória ressurgiu em minha mente: Rodrigo. Tentei sair de cima de Marcos mas ele me agarrou e me impediu de me levantar, enfiando os dedos com mais força na minha boceta.
–Para! – gritei – Rodrigo, onde ele está? Ele vai ficar bem? – eu continuava a tentar me livrar dele.
Marcos me virou de barriga para cima ao seu lado e deitou sobre o meu corpo, lambendo meus peitos e meu rosto.
–Ele ta bem. – falou – Agora relaxa e vamos aproveitar.
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