Polígono amoroso

9 De caixões a Malas


Notas iniciais
Desculpem a demora, minha internet estava na UTI -.- Aqui está mais um capítulo. Para evitar conflitos futuros vou deixar a postagem do décimo programada para amanhã. Espero que gostem, e novamente peço desculpas pela demora.

#Verônica

O pedido de Mark me tirou o ar. Eu realmente não esperava ouvir aquilo dele. Para mim meu primo sempre fora aquele que pega as garotas e descarta quando está cheio, e mesmo não gostando da idéia eu estava convencida de que seria apenas mais uma na vida dele...

–Eu... – gaguejei – Claro! – e abraço Mark com toda a força que posso.

Trocamos centenas de beijos de felicidade e amor e ele me leva no colo para o seu quarto, ainda sem camisa. Eu estou apenas de sutiã e calcinha o que torna o momento ainda mais excitante para ambos.

Enquanto eu preparo todo tipo de guloseimas, Mark vai até a locadora e traz alguns filmes. Dois de romance, um medieval e... Um filme pornô. Caio na gargalhada quando ele tira o objeto da sacola.

–Se queria ver mulheres nuas podia ter me pedido! – brinco, ainda rindo incontrolavelmente.

Ele me abraça pela cintura e sussurra em meu ouvido.

–Eu te amo.

No mesmo instante eu coro.

–Eu também. – respondo.

Mark beija meus lábios suavemente e sinto seu braço descendo de minha cintura até minha bunda. Dou um tapa na sua mão e ele ri.

–Acho que vou ter que ficar com o filme mesmo... – ele brinca, fingindo decepção.

Passo uma mão por trás do seu pescoço enquanto levo a outra até o zíper de sua calça. Lentamente massageio seu pau.

–Quer saber, esquece o filme. – diz ele me abraçando mais forte e passando as mãos por todo o meu corpo.

Seus dedos acariciaram minhas coxas e sua mão foi se aproximando de minha boceta. Por cima da calcinha ele tamborilava os dedos. Logo eu estava toda molhada e estávamos tirando a roupa para repetir a dose.

Subimos para o quarto de Mark e ficamos lá, um masturbando o outro enquanto assistíamos a um filme de romance.

Lá pelas 21:00h, estamos cansados de ver filmes melosos e transamos uma última vez antes de dormir. Deitamos os dois completamente nus e assim dormimos. Pelo menos até o meio da madrugada. Um celular começa a tocar e me tira de meus sonhos eróticos onde Mark me fodia.

Vejo de relance quando ele acende o abajur e confere o relógio no criado-mudo. 3:00h. Quem liga pra casa à essa hora?, pensei.

–Alô? – ouço ele dizer ao atender o celular.

Me viro na cama e me apoio sobre os cotovelos, observando Mark enquanto ele fala no aparelho, sentado na beira do colchão.

–Mãe? – ele pergunta, surpreso – Espera, calma. O que aconteceu?

Fico preocupada. De onde estou consigo ouvir um choro baixo vindo do telefone.

–O quê?! – pergunta Mark, assustado – Meu deus! Quando? Calma mãe, fica calma.

O choro fica mais intenso. Mark faz sinal para que eu me vista. Levanto, apressada e corro para o meu quarto para por qualquer roupa. Uns trinta segundos depois Mark aparece na porta, sobressalto.

–Temos que ir para o hospital, amor. – ele diz encostado no batente da porta – Carlos sofreu uma parada cardíaca... Ele está morto.

Derrubo a roupa que estava prestes a vestir.

–Meu deus! – digo – Como está a sua mãe?

Mark balança a cabeça.

–Inconsolável... – ele disse num tom triste.

Eu o abraço, ainda nua, tentando lhe dar algum consolo.

–Não me faça gozar. – ele diz brincando.

De repente a morte do padrasto parece não ter importância nenhuma pra ele.

Me arrumo e saímos no carro de Carlos (sim, ele havia deixado na casa).

–Quando vamos contar pra sua mãe? – pergunto, depois de um longo momento de silêncio no carro.

Mark está concentrado na direção, mas enfim responde.

–Não sei. – ele diz, decepcionado – Ela está passando por um momento delicado agora, acho melhor manter em segredo por enquanto. Sabe, esperar até passar essa fase.

Concordo com a cabeça. Mas eu sei o que isso significa. Ele jamais vai contar pra ela. Hora mais hora menos vai me largar para não precisar lidar com a mãe... Lágrimas rolam pelo meu rosto. Depois de um longo tempo Mark parece percebê-las.

–O que houve? – pergunta delicadamente.

Balanço a cabeça negativamente.

–Você nunca vai contar pra ela, não é? – pergunto, chorando – No fim vai terminar comigo por causa disso...

Mark acaricia meus cabelos e desacelera o carro para beijar minha testa.

–Eu jamais faria isso. – ele diz, delicado – Eu te amo Verônica. Você me faz feliz.

O abraço, mais forte do que deveria.

–Obrigada, Mark. – digo, parando de chorar – Me desculpa por duvidar de você.

Ele retribui meu abraço.

–Você não tem que se desculpar, não foi nada amor.

É então que percebo que Mark está me chamando de “amor” há um bom tempo. Fico encantada com o afeto dele. Estou prestes a responder quando o carro para. Chegamos ao hospital.

A conversa com a mãe de Mark foi extremamente triste. Ela amava mesmo Carlos. Por fim a convencemos a voltar conosco para casa.

No caminho de volta fiquei pensando em como seria agora que Mark e eu estávamos namorando... Ele parecia tenso ao segurar o volante. Não sei se pelo sofrimento da mãe ou pela nossa situação.

Do banco de trás ouvíamos um choro fino, abafado. A mulher estava inconsolável.

A semana seguinte foi uma tortura tanto para mim quanto para Mark. Não podíamos ficar muito tempo juntos, nem transar. Apenas trocávamos uns beijos de vez em quando, escondido da mãe dele. Mark e eu falamos com a direção da escola dele e eles concordaram em nos deixar ir para o acampamento uns dias depois do previsto, com a condição de que teríamos de arrumar nossa própria condução.

No sábado tivemos uma surpresa. Uma feliz surpresa. A mãe de Mark nos chamou para conversar na sala e quando chegamos lá havia duas malas ao lado da poltrona onde ela se sentara.

–Eu chamei vocês aqui para comunicar uma decisão. – ela disse com a voz embargada – Eu vou passar um tempo fora. A morte de Carlos me abalou muito e tudo nessa casa me lembra ele, portanto decidi passar umas férias na casa de minha tia, no interior. Será bom para tirá-lo da cabeça...

Notas finais
Comentem se gostaram e digam o que pode ser melhorado na sua opinião.