Polígono amoroso
7 Cosa Nostra
Na manhã do mesmo dia
#Dianna
Cuidadosamente assino o papel para quem vai à viagem de férias. Feito, penso. Entrego o papel à diretora. Vários dias com Mark no meio do mato... Ideia excitante.
Jennifer Collins não tira os olhos do meu Mark. Eu devia bater naquela puta até tirar o couro dela. Ao invés disso, tenho uma idéia melhor...
Jennifer, podemos conversar? pergunto, me aproximando dela no fim da aula.
Ela assente, surpresa e curiosa. Levo-a para fora da sala. Mark está tão absorto arrumando a mochila que não nos vê saindo. Por fim paro Jennifer perto de onde falei com Mark hoje mais cedo.
Tenho uma coisa para te contar. digo seriamente Mark está afim de você.
Ela arqueja, um misto de surpresa e agrado. Puta, penso.
É... ela diz, tímida É sério...?
Sim. digo.
Muitos me chamariam de louca ao tentar unir ela com Mark quando estou apaixonada por ele, mas isso faz parte do meu plano. Conheço o pervertido que amo. Ele logo vai comer Jennifer e então só preciso contar tudo para Brian (que Mark pensa que amo) e ele vai dar um jeito naquela vagabunda.
O maior sonho dele é ter um encontro a sós com você, para mostrar quem ele é de verdade. minto.
Os olhos dela brilham.
Mas, a prima dele falou comigo ontem à tarde... Disse que Mark é um pervertido, que tenta agarrá-la constantemente.
Penso por um minuto. Se eu confirmar a informação tem grandes chances de Jennifer esquecê-lo, mas ainda assim ela estará viva para tentá-lo de novo. Brian certamente a matará de ocorrer algo entre os dois.
É mentira. digo com firmeza Verônica é uma vagabunda, só quer o mal do primo.
Jennifer parece acreditar. Há poucas pessoas dentro da sala e tenho medo que Mark nos veja juntas.
Vai lá e chama ele para conversarem e esclarecer tudo. digo, apontando para a porta da sala Ele com certeza vai te mostrar que é um cara bem legal.
Ela põe uma mecha do cabelo atrás da orelha e me olha tímida. Quanto tempo essa puta vai levar pra foder com o Mark e apanhar do Brian? , penso. Eu mesma bateria nela, mas aí o Mark iria me odiar...
Está bem. ela diz e sai.
Mal agradecida, nem pra dizer um obrigado , penso.
Fico observando na porta enquanto ela cutuca Mark e o pede para segui-la. Me afasto antes deles passarem e a vagabunda nem me olha ao sair.
Ajeito a mochila nas costas e saio. No caminho para casa vou pensando em Mark. Aqueles olhos verdes encantadores, aquela pele bronzeada, seu olhar, seu jeito de falar... Seus cabelos negros que tenho vontade de revirar na cama. Meu deus, como eu o amo.
Pouco antes da minha rua me lembro de algo e pego o celular no bolso. Rapidamente disco o número de Brian. Ele atende, surpreso por ser eu e eu trato logo de contar-lhe tudo.
Jennifer foi se encontrar com Mark depois da escola. falei Ela está tentando conquistar ele pra defendê-la.
Aquela vagabunda... disse Brian Vou dar um jeito nela hoje mesmo. Obrigado Dianna.
Desliguei o telefone e segui meu caminho, ainda pensando em Mark e fantasiando uma foda entre nós dois.
Chego em casa com a calcinha completamente molhada. Entro pela porta da frente e já sei o que me espera. Meu padrasto Ricardo me recebe pouco além da porta da cozinha. Ele me agarra pela cintura e me enche de beijos nojentos no pescoço.
Quando minha mãe morreu, dois anos atrás, fiquei sob os cuidados de Ricardo, que havia se casado com ela há alguns anos. Enquanto ela estava viva, Ricardo era gentil conosco, um homem a quem eu podia chamar de pai. Mas nunca deixei de reparar no modo como ele me olhava quando minha mãe virava as costas.
Depois da morte dela, Ricardo começou a beber. Certa noite, pouco mais de uma semana depois da morte de minha mãe, ele voltou para casa muito bêbado, tropeçando e praguejando. Eu o repreendi.
Seu porco imundo! gritei chorando Não tem vergonha? Minha mãe morreu há pouco tempo e você já está por aí enchendo a cara!
Ele me olhou com desprezo. Largou a garrafa de cachaça que trazia consigo em cima da mesa da cozinha e tirou o cinto da calça. Estremeci. Aquele porco gordo estava me olhando daquele jeito de novo.
Você devia ter morrido no lugar dela! gritou ele se aproximando lentamente Mas na falta da sua mãe eu como a puta da filha dela mesmo.
Recuei, nervosa, as lágrimas começando a rolar por meu rosto. Por fim não havia mais para onde correr, eu estava encostada na parede do corredor. Ele me bateu com a cinta da calça várias vezes, até deixar marcas em meu rosto. Quando pensei que a tortura tinha acabado, ele me agarrou e rasgou minhas roupas. Ricardo ria de prazer enquanto o fazia. Me arrastou pelos cabelos, nua, até seu quarto e me amarrou na cama.
Eu gritei e esperneei, mas quanto mais alto clamava por socorro, mais forte Ricardo me fodia. Eu tinha apenas doze anos.
Desde então, todos os dias quando chego da escola ele repete a dose. Não posso resistir, pois ele me ameaçou de morte. Minha esperança é um dia me casar com Mark e fugir desse inferno.
Aonde vai, sua vadia? perguntou-me Ricardo ainda me agarrando Não se esqueceu de que temos um compromisso, certo?
As lágrimas começaram a escorrer de meus olhos.
Não, Ricardo. falei, triste.
Ele riu e me imitou com uma voz fininha de deboche.
Deixa eu ver como está essa bocetinha hoje. ele disse, enfiando os dedos por baixo de minha saia.
Seus dedos ásperos penetraram minha boceta e para minha surpresa ele logo os tirou. Ricardo emitiu um som que parecia quase um rosnado.
Sua vagabunda! ele gritou, me jogando no chão Você está molhada. Anda transando com outros?!
Estremeci. Mark. Eu estava pensando nele...
Não, Ricardo. falei pensando em uma mentira que o convencesse Eu... Você me excitou.
Nem eu mesma estava convencida de minha mentira. Ele se aproximou e me esbofeteou várias vezes enquanto eu gritava.
Vagabunda! gritou ele enfurecido Vadia! Você é tão puta quanto a sua mãe!
As palavras me enfureceram. Quando ele aproximou a mão direita para me dar outro tapa, mordi seu pulso. Ele gritou e me chutou. Fui jogada há um metro dali e bati com a cabeça na parede.
Sua puta! ele gritava segurando o pulso Vagabunda! Vadia!
Minha cabeça doía muito. Ele se aproximou e me pegou pelos cabelos.
Pensa que eu não sei sobre o seu amiguinho? falou enfurecido Eu já comi mais das suas amigas do que você é capaz de contar! Várias delas me disseram que você baba em cima de um tal Clark, ou sei lá como é o nome dele.
É Mark! gritei, chorando.
Me arrependi na hora. Eu acabara de confirmar o que ele desconfiava. Ricardo me deu outro tapa. Meu rosto estava vermelho. Ele enfiou a mão livre dentro de minha blusa e agarrou meus seios, apertando com força. Abusou de mim pela milésima vez ali mesmo, no chão da cozinha.
Quando enfim terminou, me deu uma surra de novo, para me lembrar do que aconteceria se eu fizesse isso outra vez. Fui tomar banho chorando e quando tentei sair descobri que ele trancara a porta. Gritei e pedi socorro, mas ninguém atendeu. Como sempre.
Fiquei duas horas trancada no banheiro, e quando Ricardo enfim abriu a porta eu sabia o que me esperava. Seus amigos bêbados estavam na casa.
Ricardo cobrava dez reais por foda comigo. Eles enchiam a cara e apostavam, geralmente alguma obscenidade envolvendo meu corpo. Quem ganhar essa pega os peitos da Dianna!, dizia Ricardo aos seus amigos bêbados. Tecnicamente eu sustentava a casa, pois tudo era comprado com o dinheiro dos estupros.
Uma vez tentei resistir ao abuso de um dos amigos de Ricardo. Como castigo ele deu a cada um dos bêbados três fodas grátis comigo.
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