Polaroid

1 Let me tell you how it happened...


Notas iniciais
Oie!
Eu escrevi nessa one a história que eu imaginava toda vez que ouvia essa música.
Espero que gostem

POV Carlos

“Let me tell you how it happened

I wasn't looking for someone that night

No, I was never a believer

That you could fall in love at the first sight”

Estava no meu quarto tentando arranjar algo pra vestir em menos de dois minutos. Bufei. Meu amigo Luis tinha me forçado a ir em uma festa, só porque a garota que ele gostava desde a quarta série estaria lá. Ele tinha acabado de me ligar implorando pra que eu fosse, e se eu recusasse ele ia contar pra todo mundo o que tinha acontecido no parque. E acredite, ninguém quer saber do episódio parque. Assim que terminei ouvi uma buzina do lado de fora. Era ele.

Desci as escadas e entrei no banco do passageiro. A festa ia ser na casa de um amigo nosso, e ele tinha convidado a escola toda.

— Então,- começou Luis- vai me odiar por mais quanto tempo?

— O resto da vida.- resmunguei.

— Ah cara, não fica assim, vai ter um monte de gente lá. Quem sabe você até não conhece alguém?

— Luis, de novo não, a gente já falou sobre isso. É o último ano do ensino médio, daqui a pouco a gente tá na faculdade, não dá pra eu começar um relacionamento agora!

— Exato Carlos, é o último ano, última oportunidade na vida que você vai ter pra ser irresponsável antes de começar a pensar no futuro! Só tenta se divertir um pouco, ok?- disse enquanto saia do carro. Respirei fundo e o segui.

Como eu suspeitava, não conhecia mais que quinze pessoas naquela festa, e o Luis me deixou sozinho pra ir atrás do “amor da vida dele” (pegou o sarcasmo?). A música tocava alta, e várias pessoas dançavam na pista de dança. É, pelo visto aquela seria uma loooonga noite.

...

“But all of a sudden

We loved and got lost in the moment

All of a sudden

She's gone in the flash of a light

I never was looking, hmm

I'll be looking for the rest of my life”

Eu já estava na festa a umas três horas, sem sair do lugar, pensando em quando o Luis ia aparecer pra eu arrastar ele pra casa. Eu tava de carona e não muito afim de ir pra casa a pé. Milênios depois, ele apareceu.

— Eaí Carlos, como você tá?

— Cansado e querendo ir embora, vamo Luis por favor!- retruquei mal humorado.

— Vai me dizer que você ficou esse tempo todo aí parado?- assenti.- Vem dançar cara!

— Não nem morto, a gente já tá aqui a mais de três horas, eu quero ir embora. Se você não quiser, eu pego o carro e você volta andando.- comecei a me afastar, mas não consegui dar mais de três passos antes dele me pegar pelo braço e arrastar pro meio da pista.

— Não mesmo, você vai ficar aqui e se divertir. Eu já fiz o que eu queria, ficar com a Amanda, agora você vai fazer algo útil também.- e com isso ele me largou no meio de um bando de adolescentes doidos. Nem tive tempo de ficar feliz por ele, estava mais ocupado morrendo de ódio. Por mais que eu tentasse sair estava preso no meio de todo mundo. Ia ter que esperar até o ritmo da música diminuir e as pessoas se acalmarem um pouco. Muita gente dançava e acabava esbarrando em mim. Foi num desses esbarrões que eu vi ela.

Uma garota que parecia um pouco perdida, exatamente como eu. Ela tinha cabelos castanho escuro e olhos acho que castanho claro.

— Desculpa, eu não vi pra onde ia.- disse ela gritando um pouco por causa da música alta.

— Tudo bem, eu não tava prestando atenção mesmo.- respondi do mesmo jeito que ela. Começamos uma conversa animada, e pela primeira vez naquela noite, comecei a me divertir. Descobri que ela era do clube do Marcos, o dono da festa e que por causa disso ela estava lá, meio que forçada pelas amigas. A nossa volta as pessoas dançavam curtindo a música, e nos olhando feio por causa da nossa conversa parada. Ela era bem legal e engraçada, nem sei quanto tempo ficamos conversando. Foi então que ela tirou uma Polaroid da bolsa. Olhei pra ela confuso enquanto ela ria e começava a se explicar.

— Eu ganhei ano passado. Trouxe pra cá pra passar o tempo.- Ainda não entendia como isso explicava, mas ela não me deu chance de perguntar mais nada. No instante seguinte a garota já me puxava pra perto e estendia o braço pra cima, pra tirar uma selfie com a câmera. Deixei e fiz pose. A máquina acabou imprimindo duas fotos.- Às vezes isso acontece. Toma fica pra você.

Ao falar isso me estendeu uma das fotos enquanto guardava a sua.

— Espera!- pedi. — Pode me dar um autógrafo?

Ela assentiu enquanto assinava a minha e eu a dela. Pouco depois ela foi puxada bruscamente pelo braço e foi embora. Olhei pra foto em minhas mãos, a única prova de que aquela garota era real. Não tínhamos trocado telefones nem e-mails, até que me toquei que nem o nome dela eu sabia. Olhei pra foto mais uma vez e tentei ler sua assinatura. Como a da maioria das pessoas, tinha várias curvas e rabiscos, mas com a luz do lugar não consegui distinguir nada além disso. Guardei a foto na carteira, pensando se veria aquela menina misteriosa de novo.

“We took a Polaroid

You signed your name upon it

I put it in my wallet

Hoping I'd see your face again

We took a Polaroid

Captured the look in your eyes

It's only a matter of time

Before it starts fading”

…

POV Gabi

Olhava distraidamente pra foto em minhas mãos, alheia à conversa das minhas amigas, me lembrando da noite passada. Tinha ido aquela festa por pura obrigação, o Marcos era meu amigo desde sempre, não podia simplesmente não ir. Mas tudo mudou quando esbarrei com aquele garoto na pista de dança. Ele tinha cabelos castanho claro e olhos verdes e parecia doido para ir embora. Decidi puxar assunto, e ele provou ser uma companhia bem interessante. Depois de um longo tempo de conversa peguei minha Polaroid para tirarmos uma foto. Acabamos com duas, uma pra cada, e ele sugeriu que assinássemos. Mal tivemos tempo de fazer isso antes que Amanda, minha vizinha e melhor amiga, me puxasse pelo braço me arrastando de volta pra casa. Nem tive tempo de perguntar o nome dele. Tentei ler sua assinatura mais uma vez. Inútil. Tive que me contentar com a foto. Nós dois juntos, como amigos de longa data. A máquina tinha conseguido captar direitinho o brilho no olhar dele. Suspirei e guardei a foto na bolsa, perdida em pensamentos.

— Aloou? Terra para Gabi. Acorda garota!- gritava Amanda no meu ouvido enquanto chacoalhava a mão na frente do meu rosto, me despertando do meu transe.

— Ah, oi, o que foi?- respondi.

— Menina, em que mundo você tava? A Amanda tava falando daquele garoto da escola dela que ela gosta desde os 13 que se declarou pra ela ontem a mais de meia hora, como você não sabe?- reclamou Vitória.

— Desculpa, eu tava distraída.

— Pensando em quê exatamente?- questionou Vitória.

— Ou melhor, em quem?- continuou Amanda.

— Ninguém. — falei rezando pra elas esquecerem o assunto e voltassem a fofocar. Não deu certo.

— Mentirosa.- disse Vitória, enquanto arrancava a foto da minha bolsa.- É a foto que você tirou com aquele garoto ontem! Tava pensando nele dona Gabriela?

— Claro que não!- exclamei corando, enquanto tentava arrancar a foto das mãos dela.- Me devolve!

— Por que? Quem é ele? Tá apaixonada?- perguntou Amanda.

— Não, óbvio que não! É só que é a única coisa que eu tenho dele.- admiti.

— Pera. Então você conheceu o maior gato na festa ontem, ficou conversando com ele por horas e a única coisa que você tem dele é uma Polaroid assinada? Ficou doida? Em que século você vive? Quem em sã consciência esquece de perguntar celular, Instagram, até mesmo e-mail?- revirei os olhos do drama que a Vitória tava fazendo.- Me fala qual era o nome dele, pra eu ver se consigo achar ele em alguma rede social .

— Errr… Eu não sei.- respondi.

— COMO ASSIM VOCÊ NEM O NOME DELE SABE? Gabriela, você é uma negação.- gritou Amanda.

— Ai gente, pra que tanto, ele provavelmente nem lembra mais de mim mesmo.

— Se ele não lembra é melhor você esquecer ele também, porque a menos que um milagre aconteça e ele brote na sua frente, a chance de vocês se verem de novo são mínimas.- relatou Vitória.

— Sim, eu sei disso, agora podemos por favor falar de outra coisa?- pedi. Elas assentiram, me devolveram a foto, e continuaram a conversar.

…

“Was it my imagination?

I could've sworn I saw someone like you

A thousand people at the station

And in a second, you slipped out of view”

Eu estava na estação de trem, tinha acabado de chegar em São Paulo, tinha me mudado pra fazer faculdade. Ia cursar o meu sonho, engenharia, e Amanda tinha vindo comigo. Íamos dividir um apartamento perto da faculdade. Eu ajudava ela com a bagagem, enquanto a mesma falava animadamente sobre algo que eu não fiz a mínima questão de escutar. Estávamos no segundo andar, tentando chegar na saída o mais rápido possível. Olhei pras pessoas lá em baixo. Mesmo não sendo um dia cheio, estava tudo muito movimentado. Então, por um instante, achei que tinha visto ele. O garoto da foto. Não, não podia ser, era só alguém parecido. Olhei de novo, mas ele já tinha sumido de vista.

— Oi. Gabi, tá aí?- perguntou Amanda, me despertando do meu transe.

— Ah, oi Amanda o que foi?

— Eu só disse que amanhã, eu vou sair com o Luis e você bem que podia vir comigo né? A gente vai num restaurante que fica perto da faculdade.

— Acho melhor não, a última coisa que eu quero é ficar de vela.

— Ele me falou que vai levar um amigo.

— Tá. -cedi.- Mas antes a gente tem que arrumar o apartamento primeiro.

— Ok, valeu!- disse se jogando em cima de mim. Revirei os olhos e a segui até o taxi.

…

“Then all of a sudden

I loved and got lost in the moment

All of a sudden

She's gone in the blink of an eye

I never was looking, hmm

I'll been looking for the rest of my life”

O apartamento era ótimo, não muito grande e tinha uma sacada na sala. A cozinha era linda e sim, eu AMO cozinhar. Tinham dois quartos, um pra cada, um banheiro e um mini-escritório. Já tinha guardado todas as minhas roupas no armário. E tentava adiar ao máximo a saída que eu ia dar com a Amanda.Tinha certeza do que ela ia fazer. A gente ia chegar, se apresentar, ela ia ficar lá cinco minutos e depois iria fugir com uma desculpa esfarrapada, arrastando quem quer que tivesse junto com ela. Me deixando sozinha com o pobre do garoto. Exatamente como das outras 27 vezes. Ela e a Vitória sempre tentaram me arranjar um namorado, principalmente depois da festa do Marcos. Eu na maior parte das vezes conseguia fugir e dava a maior bronca do universo nelas depois. E daquela vez seria exatamente igual.

Lembrei do dia da festa. Eu tinha me divertido tanto com aquele garoto. E eu meio que queria ver ele de novo, mesmo que as chances disso acontecer fossem mínimas e a de ele lembrar de mim menores ainda, mas mesmo assim… Eu me pegava procurando por ele em cada esquina, como tinha acontecido na estação ontem. Eu podia ter jurado que era ele. Mas no segundo seguinte ele tinha sumido, então não tenho certeza. Ás vezes eu também olhava pra foto, que já começava a apagar, cinco meses depois da festa.

— Gabi, a gente sai daqui a meia hora e…- ela parou e olhou pra mim.- Por que que você ainda não começou a se arrumar? Anda logo, eu não vou me atrasar por sua causa.

Suspirei emburrada e pus uma meia calça cinza, short jeans por cima, uma blusa branca e peguei minha jaqueta. Pus meu tênis de cano alto, deixei o cabelo solto e só passei um leve brilho nos lábios. Em vinte minutos estava pronta. Amanda me arrastou até o restaurante. Quando chegamos ela logo foi falar com o Luis e fiquei só olhando. Ela apontou pra mim algumas vezes, mas eu só ignorei. Estava tudo normal, até que ele chegou. Ele, o garoto que morava nos meus pensamentos. O garoto da foto.

…

POV Carlos

Luis me arrastava pela estação de trem. Estávamos em São Paulo por causa da faculdade. Pegamos um apartamento pra ficarmos juntos e enquanto arrumávamos as coisas ele disse que ia sair com a namorada dele, Amanda, amanhã e queria que eu fosse junto. Neguei logo de cara.

— Nem vem com essa Carlos, você não vai ficar de vela, ela vai levar uma amiga que veio com ela pra cá. Elas dividem o apartamento também. E eu prometi que você iria.

Bufei e fui me arrumar. No meio de tudo, comecei a pensar na garota da foto. Nunca tinha conseguido ler sua assinatura, e agora a Polaroid começou apagar. Não tinha visto ela outra vez desde a festa, há cinco meses. Me pegava várias vezes pensando em seu sorriso, no seu jeito de falar, na sua risada. Quando eu falava com o Luis ele dizia que eu tava apaixonado e que as chances de eu ver ela de novo eram minúsculas. Eu sabia que ele estava certo. Por mais que eu quisesse vê-la de novo, sabia que era impossível. Acabei escolhendo uma calça jeans, blusa azul e um casaco. Saí e o Luis já me esperava na porta. Quando chegamos, deixei ele na porta do restaurante e fui estacionar o carro. Assim que entrei vi que ele já conversava com a Amanda, mas não acreditei em quem estava do lado dela. Ela. A garota dos olhos castanhos que aparecia nos meus sonhos. A mesma da foto na minha carteira. A garota da Polaroid.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

“We took a Polaroid

You signed your name upon it

I put it in my wallet

Hoping I'd see your face again

We took a Polaroid

Captured the look in your eyes

It's only a matter of time

Before it starts fading”

POV Gabi

— Você!- exclamei chocada enquanto olhava o garoto.- O que você tá fazendo aqui?

— Eu que te pergunto.- rebateu ele.

— Eu vim com a Amanda pra cá.

— E eu vim com o Luis.

Olhei pra minha amiga.

— Foi você que fez isso?- perguntei séria.

— Eu?! Mas é claro que não! De onde vocês se conhecem? Peraí… Você é o garoto da foto!- disse ela.

— E você é a menina da Polaroid!- falou Luis.- Não acredito!

Por mais chocados que eles estivessem, acho que ninguém me superava. Fiquei simplesmente abismada. Quer dizer, era o mesmo garoto da festa do Marco, o garoto que eu me convenci de que nunca veria de novo. E agora esse mesmo garoto estava parado na minha frente.

— Err… Acho que vocês tem muito o que conversar, vamos deixar vocês sozinhos.- disse Amanda. Ela saiu rápido de perto, arrastando Luis consigo, sem nos dar chance de protestar.

— Então… Quer sair daqui?- perguntou ele meio envergonhado.- Sabe, pra conversar melhor.

Assenti e saímos na rua. Começamos a andar em silêncio. Ele só falou de novo quando chegamos em uma praça. Não tinha muita gente nela. Nos sentamos em um banco.

— Nossa.- comentou baixo.

— Nossa.- concordei.- Então… Antes de mais nada, qual é o seu nome?

— Carlos.- respondeu.- E o seu?

— Gabi. Achei melhor começar com isso, porque eu sabia até onde você morava, mas não sabia o seu nome.- rimos.

— O que você veio fazer aqui? Quer dizer, estamos meio longe do clube do Marco.

— Faculdade. E você?

— O mesmo. Você é amiga da Amanda, certo?

— E você é amigo do Luis. Quem diria que você era o amigo do namorado dela.- comentei.

— Nunca pensei que você e a Amanda tivessem algo em comum.- concordou.- Então, aconteceu alguma coisa de interessante nesses últimos meses?

E agora o que eu respondia? Dizia que tinha passado os últimos meses pensando nele? Olhando pra foto? Inconscientemente minhas mãos foram parar na minha bolsa, onde a Polaroid estava guardada.

— Tá tudo bem?- perguntou preocupado. Resolvi arriscar.

— Sim, é só que nunca achei que fosse te encontrar de novo. Quer dizer, quais eram as chances? Eu passei os últimos meses tentando decodificar a sua assinatura, pra ver se conseguia te achar em alguma rede social. Tarefa impossível. Enquanto isso, minhas amigas me armavam encontros surpresa, como esse jantar.- desabafei. Tirei a foto da bolsa e mostrei pra ele.

POV Carlos

Depois que ela disse aquilo e me mostrou a foto eu suspirei aliviado. Pelo visto eu não era o único que não tinha conseguido tirar aquela noite da cabeça. Mas como ela tinha desabafado comigo, nada mais justo do que eu desabafar com ela.

— Eu também não consegui te tirar da cabeça. A conversa fluiu tão bem naquela noite, nunca tinha falado com ninguém assim antes. Eu tentei ler a sua assinatura pra te achar, mas acabei borrando a tinta.- disse envergonhado enquanto pegava a foto guardada cuidadosamente na minha carteira.- Comecei a te imaginar em cada rua e esquina, tentando te encontrar. E agora você está aqui.

Ela olhou nos meus olhos, surpresa por causa da declaração. E depois sorriu. O sorriso lindo de que eu me lembrava e que queria ver de novo a muito tempo. Fui me aproximando devagar pra não assustá-la. Centímetros nos separavam. Então, nossos lábios se encontraram.

Só nos separamos quando o ar faltou. Me afastei um pouco e pude ver seu rosto corado. Provavelmente eu não estava diferente. Eu tinha dito que o sorriso dela depois de eu mostrar a foto foi o mais lindo? Desculpe, eu estava errado. O sorriso que ela abriu depois foi mil vezes mais incrível. Naquele momento me prometi que faria de tudo para ver ela sorrindo assim todos os dias.

Começamos a namorar naquele mesmo dia. Muita gente disse que era muito cedo, que mal nos conhecíamos direito. Mas naquele dia, no meio da pista de dança, ficamos conectados de algum jeito. Gabi me conhecia muito melhor que eu mesmo e vice-versa. Além de tudo, já tínhamos nos separado uma vez. Não íamos correr o risco de deixar acontecer de novo.

Nunca achei que fosse me apaixonar. Muito menos com em uma festa na qual eu não queria ir. Tinha que agradecer ao Luis depois por ter me arrastado com ele. Porque graças à teimosia infinita do meu amigo eu tinha conhecido ela. O amor da minha vida. A garota da Polaroid.

“We took a Polaroid

You signed your name upon it

I put it in my wallet

Hoping I'd see your face again”

Notas finais
Espero que tenham gostado
Até mais!
Leitora Voraz
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!