Pokémon: Unovas Mystery

11 Entra a Equipe Plasma!


Notas iniciais
Pessoal, finalmente este capítulo chegou.

A primeira coisa que Carter percebeu foi que o novo personagem naquela cena não estava se dirigindo a eles.

— Vocês trouxeram o que eu pedi? – indagou aquela voz, que soava estranhamente familiar para Carter. No entanto, ele não conseguia pensar direito, devido ao medo.

Eles estavam atrás de uma rocha que estalava com o eletromagnetismo. Na frente deles existia uma pequena sala, onde estavam as outras três pessoas: os uniformizados e aquele outro, que não se sabia quem era.

— Sim, senhor. – disse outra voz, provavelmente de um daqueles homens uniformizados.

— Bom... – respondeu a outra figura oculta – Parece que nossos amiguinhos de Kanto não nos decepcionaram. Para uns caipiras, até que sabem usar a tecnologia.

— Não exatamente, senhor... – disse com cuidado outro uniformizado – Creio que se tivéssemos condições financeiras, poderíamos ter pedido para nossos amigos em Nacrene... Eles teriam feito melhor, em menos tempo.

— Sim, sim – ponderou aquele que os outros dois chamavam de senhor – Mas me responda algo, agente.

— Com prazer, senhor.

— Você, por acaso acha que nós somos pobres? Que não teríamos condições de pagar aos cientistas de Nacrene?

— Não... Quer dizer, sim... Digo, não, senhor...

— Por acaso, não se lembra que somos a maior organização jamais criada? Melhor que a Equipe Rocket de Kanto e Johto e até mesmo melhor que a Equipe Galáctica, de Sinnoh?

— Bem...

— Temos milhares de assessores no mundo inteiro. Temos mais recursos e dinheiro que a própria Liga Pokémon, agente! E você ainda acha que não temos condição para pagar um museu para criar um equipamento desses?

— Claro que não, senhor... Mas é que...

— Bem, teríamos condição, agente. Mas o que sua mente não entende é a estratégia. Um rebaixado como você jamais entenderia isso, mas eu sim. O equipamento é poderoso. Por isso, tem que ser mantido em sigilo. Os cientistas daqui, se soubessem do plano, iriam denunciar na hora. Mas os de Kanto, mesmo que saibam, jamais teriam poder para nos denunciar aqui, na nossa própria região!

— Entendo... – disse, baixinho, o uniformizado.

— Bem, podem ir embora agora. Já tenho o que preciso. – e com isso, o interlocutor se calou. Carter apenas pode ouvir o som de passos pro lado oposto ao que ele estava escondido e o som de um computador sendo ligado.

— Bom dia, senhor. – disse aquele homem misterioso.

— Bom dia, velho amigo. – respondeu uma voz rouca e aparentemente de um velho vinda pelo computador – O que traz de novidades?

— Trago ótimas notícias. O aparelho chegou. Está aqui comigo. Mandarei despachar para o senhor amanhã.

— Humm... – pensou um pouco o velho – Isso é bom. Mas não mande despachar. Eu quero que você traga aqui pessoalmente. É importante demais para cair em mãos de quaisquer pessoas.

— Sim, senhor. Mais alguma coisa?

— Sim, sim... Quem trouxe o aparelho até você?

— Os Agentes E1-067 e E1-145, por quê?

— Bem, aposto que você entende. O que estamos prestes a fazer é muito importante. Mais importante até que a sua vida. Ou que a vida de dois agentes. O evento será de uma magnitude inimaginável, o maior de toda a história do Mundo Pokémon. E não pode ser estragado por dois simples agentes. Por isso, creio que a vida deles vale menos que isso. Precisamos silenciá-los.

— Sim, senhor.

— Espero que faça direito, ou a sua vida também será perdida, Carlos.

— Sim, senhor. Desligando.

E a voz do velho cessou. Len e Carter se esgueiraram para a borda da rocha e conseguiram visualizar melhor a sala onde estavam. Era maior do que pensavam. Um largo salão, com algumas poltronas chiques e uma sala do chefe, contendo uma escrivaninha, uma grande tela para o comunicador, uma cadeira de couro e, como sempre, várias papeladas. Um longo corredor se estendia para o outro lado, como uma saída secreta.

Escondido pelas sombras, estava um homem. Era levemente gordo e com certeza tinha uma barba. Vestia um chapéu de rodeio e segurava na mão duas Pokébolas. Ele liberou os dois Pokémons de lá de dentro e deu a ordem:

Haxorus e Chandelure, eu quero que vocês deem um jeito daqueles dois agentes, digamos... Jamais falarem novamente, entendido?

Os dois Pokémons assentiram e tomaram rumos diferentes. O Haxorus rapidamente avançou pelo túnel da saída, enquanto o Chandelure tomou uma forma semitransparente e sumiu na parede.

— Agora, tudo está feito! – sussurrou o gordo e saiu pelo túnel também, deixando Carter e Len sozinhos naquele estranho lugar.

— Cara, isso é inacreditável! – disse Carter, quase tendo um ataque cardíaco – Aquele cara que mandou matar os dois homens era meu tio!

— Relaxa, maninho – disse Len, explorando o lugar – Qual a probabilidade dele ser seu tio? Existem dezenas de Carlos no mundo e...

— Mas a aparência era a mesma! E eu sei! A voz era a mesma e tudo!

— Como você sabe? Ele estava nas sombras e a voz... Você não tem certeza, ok? E esse não é nosso maior problema. Temos que sair daqui, rápido. Se eles mandaram executar os dois agentes, imagine o que não farão se descobrirem duas crianças mexendo em suas coisas?

— É, você está certo. Vamos por ali – disse Carter, apontando para o túnel.

— Ah, mas espere. Antes eu preciso desvendar alguns segredos dessa turma.

Os dois fuçaram nas papeladas durante dez minutos, antes de se meterem em problemas.

Não encontraram nada demais, apenas papéis e cartas trocadas entre uma tal de Equipe Plasma e cientistas da ex-Equipe Rocket, desde que esta fora desativada pela polícia em Kanto. Tinha até alguns papéis confirmando recibos de material vindos de Sinnoh e Hoenn. Com certeza aquilo era problema. Mas todos os materiais eram estranhos e não faziam sentido para os garotos.

— Olha aqui, Carter! – disse Len, segurando um papel – Você faz ideia do que seja um “Concentrador de Energia tamanho 3 com capacidade de 3500”?

— Não faço a menor ideia.

— Foi pedido há dois dias, vindo da cidade de Jubilife, lá de Sinnoh. – continuou o loiro, lendo o recibo – Custou 7.500 dólares, pago em dinheiro vivo. A empresa que vendeu foi...

Nesse momento, eles ouviram o som daquela porta de pedra se abrindo. Antes que pudessem se esconder, duas pessoas uniformizadas adentraram a sala, segurando alguns papéis embaixo do braço. Mas na hora que viram os garotos, largaram os papéis e cada um sacou uma Pokébola do bolso. O da esquerda foi o primeiro a falar:

— Quem são vocês?

— E o que fazem aqui? – completou o outro – Esse lugar é restrito!

-Bem, nós... Nós... É... Só estávamos... – começou Carter, tropeçando em palavras.

— Entramos aqui sem querer! – ajudou-o Len – Estávamos treinando na caverna, quando um de nossos Pokémons saiu correndo e entrou aqui. Mas não sabíamos o que era. Desculpe-nos. Estávamos agora mesmo procurando pelo meu pobre Pokémon. Mas acho que ele não está aqui. Deve ter ido por ali. – mentiu ele, apontando para o túnel de sápida de emergência – Se vocês forem bondosos conosco e nos deixarem ir...

— Não! – gritou um dos uniformizados.

— O lugar é sigiloso. – disse o outro – Não podemos permitir que vocês saiam daqui. Teremos que leva-los, seja por bem, seja por mal.

— Não, não, não contaremos para ninguém... – tentou Len.

— Não interessa! Faremos isso à força, então! – um deles lançou a Pokébola – Liepard, vá!

— Você também, Herdier! – o outro lançou sua Pokébola também.

— Tudo bem! – cedeu o loiro, lançando seu Pokémon também – Como quiserem... Dewott, vamos nessa!

— Ok... Vamos em duplas então! – anunciou Carter – Deino, ajude-nos!

Rapidamente, aquela sala de administração da tal Equipe Plasma se transformou em um campo de batalha entre os quatro Pokémons. Herdier a iniciou, avançando para cima de Dewott e deferindo-lhe uma Mordida.

— Use a Esfera Sombria, Liepard! – ordenou o uniformizado, e seu Pokémon rapidamente começou a acumular as trevas do seu redor e concentrá-las em uma grande esfera negra na frente de seu focinho. Em uma fração de segundos, disparou-a, atingindo certeiramente a face de Deino, mas este mal sentiu os danos pouco efetivos.

— Minha vez! – gritou Len – Dewott, Hidro Bomba!

— Vamos atacar também, Deino! – ordenou Carter – Use a Pulsação do Dragão!

— Esquive-se, Liepard!

E todos os comandos foram executados de uma vez. Uma poderosa coluna d’água junto a uma brilhante esfera de energia turquesa voou na direção dos Pokémons dos uniformizados. Mas, agilmente, o Pokémon noturno esquivou-se, deixando todo o dano para o Pokémon cachorro, que voou alguns metros para trás e se chocou contra a parede da caverna.

— Herdier! – gritou seu dono, indo ver se este estava bem.

— Muito bem, Liepard! – elogiou o outro – Agora, ataque com o Arranhão e depois Garras Furiosas!

O felino agilmente avançou na direção de Deino e com uma força incrível, arranhou-o na face e depois se voltou para o Pokémon aquático. Antes sequer que pudesse atacá-lo, levou um golpe da Lâmina de Concha de Dewott nas pernas. Liepard se desequilibrou e caiu no chão.

— Herdier! – gritou um dos uniformizados – Ajude o Liepard e use a Derrubada no Dewott!

— Não permita, Deino! – disse Carter – Pare-o com o Sopro do Dragão!

Herdier disparou-se em direção aos adversários e repentinamente, seu corpo foi envolto em uma aura dourada. Mas, antes que pudesse atingir o alvo, foi atingido pelo raio de energia azulado do Pokémon dragão, sendo assim repelido e forçado a recuar.

— Dewott, aproveite e use a Hidro Bomba no Liepard! – comandou Len.

— Esquive-se e use a Mordida!

Dewott começou a acumular água na boca e liberou na forma de um poderoso jato. No entanto, o felino rapidamente saltou para o lado, deixando o golpe atingir e inundar o chão, inofensivamente. E, sem hesitar, saltou para cima do Pokémon disciplina, mordendo-o com força na cabeça, mas rapidamente recuando de volta.

— Deino, hora de acabar com isso! Use a Pulsação do Dragão!

— Dewott, vamos lá! Use a Nevasca!

— O que? – disseram ambos os uniformizados juntos.

Então, Deino liberou sua poderosa esfera de energia turquesa, enquanto da boca de Dewott eram disparadas milhares de bolas de neve misturadas a um vento gélido. Ambos os golpe atingiram os alvos e no mesmo instante, Herdier e Purrloin estavam fora de combate, desmaiados no chão.

— Retorne! – disseram ao mesmo tempo os agentes da Equipe Plasma.

— Bem, parece que os vencemos! – disse Carter – Terão que nos deixar em paz.

— Ninguém jurou nada aqui, moleque! – um dos agentes disse.

— Sim! E agora, mesmo que estejamos sem Pokémons, toda a rede da Equipe Plasma por aqui poderá tentar detê-los. – o outro anunciou e pegou seu rádio comunicador – Atenção, base 7, temos um caso de invasão na Base Central da Caverna da Pedra Carregada. Invasores possuem Pokémons. Repito: possuem Pokémons.

Uma voz distorcida respondeu do outro lado e então, o agente desligou o aparelho.

Ótimo, pensou Carter. Dali a poucos minutos, seriam ele e Len sozinhos contra dezenas de pessoas uniformizadas.

— Temos que sair daqui!- disse Len, pegando algumas folhas de papel da escrivaninha e correndo em direção ao túnel de saída. Carter, Deino e Dewott o seguiram, antes que a Equipe Plasma pudesse os deter.

Mas era tarde demais. O alerta já tinha sido passado. Mais cinco agentes entraram no local pela porta escondida na rocha e assim que viram os dois garotos tentando fugir, cada um deles liberou um Pokémon.

Palpitoad, use a Hidro Bomba!

Gurdurr, Arremesso de Rochas!

- Yamask, Esfera Sombria!

- Klink, saia! – ordenou Len, no momento em que cada um dos Pokémons oponentes disparavam os golpes – Use o Proteger!

E repentinamente, uma cúpula esverdeada surgiu ao redor dos garotos, os protegendo de todos os golpes que foram atirados contra eles. Mas Carter começou a perceber que aquela estratégia não funcionaria por muito tempo. A cúpula começava a rachar.

— Depressa, Dewott, use a Nevasca! – ordenou Len para seu Pokémon.

— E você use o Sopro do Dragão, Deino! – disse Carter.

Os dois obedeceram e dispararam seus golpes, que não causaram a derrota dos adversários, mas o distraíram tempo o suficiente para o loiro ordenar o próximo comando.

— Klink, Tempestade de Areia! – e no mesmo instante, o Pokémon engrenagem começou a girar e liberou de seu corpo uma grande quantidade de areia que ocultou a visão de todos ali.

Quando os agentes da Equipe Plasma puderam ver novamente, Carter e Len haviam desaparecido, sem deixar rastros.

— Avisem ao chefe! – gritou um deles, retornando seu Yamask para a Pokébola – E chamem reforços! Não podemos permitir que dois garotos estraguem o sigilo que manteu a Equipe Plasma de pé por mais de 100 anos!

— Os despistamos? – perguntou Carter, ofegante após correr boa parte do túnel de saída.

— Parece que sim... – respondeu Len, observando se alguém os seguia pela escuridão – Mas não podemos parar de correr. Logo, logo virão atrás de nós. E trarão reforços.

— Ok, vamos – e voltaram a correr.

Minutos depois, deram de cara com uma parede de rochas. Fim da linha? Len achava que não.

— Pense: eles conseguiram abrir aquela parede de rochas lá atrás. Deve ter algum jeito de abrir essa aqui.

— Mas eles tinham uma chave. – lembrou o moreno.

— Bem... pensamento positivo! Vamos torcer para essa daqui não ser necessário uma chave.

— Tive uma ideia melhor. – Carter anunciou, afastando-se da parede – Deino, vá! Use a Pulsação do Dragão na parede!

O garoto lançou sua Pokébola e ela expeliu o Pokémon noturno, que rapidamente atacou com sua esfera turquesa. O golpe atingiu a parede, causando algumas rachaduras.

— Boa ideia! – elogiou Len – Klink, vamos lá! Use o Canhão de Luz!

No mesmo instante, o corpo da engrenagem começou a brilhar em prateado e um poderoso raio de luz foi disparado, atingindo certeiramente a parede. Mais rachaduras foram criadas.

Carter e Len se entreolharam.

— Use o Canhão de Luz mais uma vez!

— E você use a Pulsação do Dragão!

Os golpes foram disparados e a parede explodiu com uma chuva de destroços e poeira. Uma pequena floresta se erguia do outro lado.

— Retorne. – disseram os meninos. E então, deram um passo à frente. Estavam na Rota 6. Atrás deles, uma das paredes da Caverna da Pedra Carregada estava destruída. Mas este não era o maior problema dos dois. Repentinamente, o som de árvores sendo remexidas pelo vento foi escutado. E um som terrivelmente familiar também.

— Olhe só! – gritou Len, apontando para um lugar perto. Um grande helicóptero se dirigia na direção deles, com três membros da Equipe Plasma dentro.

— Ali! – gritou um deles e a máquina embicou na direção dos dois garotos.

— Corre! – berrou Carter e os dois dispararam na direção das árvores.

Quando Carter já achava que as coisas estavam perdidas, ele encontrou alguém que inesperadamente os ajudou.

— O que estão fazendo escondidos atrás desta árvore? – Krios “Killer” Bettius se aproximou, com as mãos no bolso, sendo seguido pelo seu Druddigon.

— Bem... Podemos te contar a história depois? – indagou Carter, mal ligando por ver o seu arrogante rival ali. Estava mais preocupado com o fato de estar sendo perseguido por dezenas de criminosos.

— Não, me contem agora. – insistiu o rival , olhando de relance para o helicóptero – Tem a ver com aquilo?

— Sim... – disse Carter.

— Bem, acho melhor me contarem. Posso ajuda-los ou atrapalhá-los...

Carter e Len se olharam.

Conte para ele, Len moveu os lábios.

Por que?

Quer que ele nos ferre?

Mas...

Você quer que ele nos ferre?

Não... Ok, eu conto!

— Ok, Krios. – começou Carter, o mais baixo possível e contou toda a história, desde sua chegada a Caverna da Pedra Carregada, o encontro com os dois uniformizados até o momento em que estavam fugindo de dezenas de agentes e de um helicóptero. Krios ficou em silêncio, apenas escutando.

Quando a história acabou, ele disse:

— Vou ajuda-los, então. Façam o seguinte. Irei despistá-los, enquanto vocês voltam para Driftveil. Corram até não puderem mais. Encontro vocês depois.

— Mas...

— Sem mas. Vão logo! Vamos nessa, Druddigon!

Carter e Len assentiram e rapidamente começaram a correr, na proteção das árvores, na direção de sua cidade. Krios tomou o rumo oposto, aparecendo no campo de visão dos bandidos.

— Druddigon, depressa, use o Lança – Chamas!

Rapidamente, o Pokémon dragão abriu sua boca e uma coluna de chamas foi disparada na direção do helicóptero, derretendo parcialmente a cauda do veículo e o fazendo perder o controle levemente.

— Quem é você? – disse um dos agentes que estavam indo por terra.

— Não interessa! Druddigon, use a Garra do Dragão!

O Pokémon de Krios rapidamente envolveu seus dedos em uma energia azul e avançou até dois dos agentes, desferindo dois arranhões que mandaram-nos para trás.

— Mas o que...? – gritou o piloto do helicóptero, que finalmente havia retomado o controle da máquina. Logo, ele sacou uma Pokébola, mas não teve tempo de liberar o Pokémon.

— Vamos usar agora o Meteoro do Dragão! – gritou Krios “Killer”. O seu Pokémon então começou a concentrar uma estranha energia amarelada em sua boca. E logo ele liberou-a para o alto, que tomou a forma de uma grande esfera dourada. Um segundo depois, esta explodiu em milhares de cometas que caíram com força sobre todo o lugar. Dois deles explodiram o helicóptero e Krios teve a leve impressão de que aqueles três que estavam dentro da máquina não voltariam a incomodar ninguém. Os outros agentes conseguiram buscar refúgio de volta na Caverna, mas um dos meteoros atingiu o teto de rochas dela e um desmoronamento fechou boa parte da entrada. Aqueles estavam presos e Krios havia conseguido se livrar dos agentes da Equipe Plasma.

— Muito bem, Druddigon! – disse ele, retornando o Pokémon para a Pokébola – Agora, vamos dar as boas notícias para o Carter. – e enfiando a mão no bolso novamente, começou a caminhar em direção a Driftveil.

Carter mal aguentou de felicidade quando finalmente chegou em sua casa. Rapidamente, abriu a porta e se jogou no sofá da sala.

Ei, espere aí! Pensou ele Quando eu saí a porta estava trancada, não era? Isso significa que meu tio passou por aqui antes de mim voltar. Droga! Ele viu que eu não estava aqui! Estou ferrado!

Cansado e preocupado, Carter começou a se levantar do sofá para subir em direção ao seu quarto, para tomar um banho e se deitar, descansar daquele estressante dia. Ele nem sabia se Krios havia tido sucesso em derrotar a Equipe Plasma.

Chegou ao quarto e sentou-se na cama. Tirou as Pokébolas da mochila e colocou-as em cima da escrivaninha. Ficou algum tempo observando-as, pensativo nos acontecimentos daquele dia.

Mas foi quando tudo mudou. Ele ouviu o som da porta sendo aberta. Não seria possível... Ele correu para a escada.

— Tio Carlos? – chamou, mas a resposta que obteve foi bem melhor.

— Tio Carlos? – perguntou Clay, fazendo cara de bravo – Carter, na próxima vez que você me confundir com ele, eu juro que te ponho de castigo durante um mês!

Notas finais
Tradução dos Ataques:
Mordida - Bite;
Esfera Sombria - Shadow Ball;
Hidro Bomba - Hydro Pump;
Pulsação do Dragão - Dragon Pulse;
Arranhão - Scratch;
Garras Furiosas - Fury Swipes;
Lâmina de Concha - Razor Shell;
Derrubada - Take Down;
Sopro do Dragão - Dragonbreath;
Nevasca - Blizzard;
Arremesso de Rochas - Rock Throw;
Proteger - Protect;
Tempestade de Areia - Sandstorm;
Canhão de Luz - Flash Cannon;
Lança - Chamas - Flamethrower;
Garra do Dragão - Dragon Claw;
Meteoro do Dragão - Draco Meteor.
E aí, gostaram?
Mandem reviews!