Pokémon Uma Nova Jornada

21 Capítulo 21 - Busca em Saffron.


Eu corria pela cidade a procura de Moru, mas não o achava em lugar algum, eu perguntei para todas as pessoas que eu podia se elas aviam o visto ou algum de seus Pokémon, mas sempre em vão, ninguém na cidade parecia ter visto o garoto. Eu continuei correndo ate me encontrar com Molly em uma das ruas, ela suava e seus olhos não conseguiam se focar em uma coisa ela olhava para todos os lados para ver se encontrava o menino.

— Você... o encontrou. – Sua respiração estava pesada.

— Não, e parece que você também não.

— Calvin...

Ela levou a mão ao rosto prestes a chorar, eu a abracei gentilmente e disse que ficaria tudo bem, que nada de errado havia acontecido com ele, mas à verdade era que nem eu acreditava no que dizia.

— BAT!

Um morcego azul apareceu do nosso lado, era o meu Golbat. Eu havia o soltado assim que saímos do centro Pokémon para que ele nos ajudasse na busca.

— Você o encontrou?

Ele fez que não com a cabeça.

— Entendo...

Golbat fez uma expressão triste. E eu passei a mão na cabeça dele.

— Não é culpa sua amigão nós vamos encontra-lo.

Ele fez que sim com a cabeça e logo saiu voando de novo.

— Eu vou continuar procurando por ele. – Molly se afastou e saiu correndo antes que eu pudesse dizer algo.

Eu não demorei a sair dali, continuei correndo e correndo. Já haviam se passado seis horas desde que começamos nossa busca, eram duas horas da tarde e nada de Mamoru. Eu não conseguia parar de pensar no pior, qualquer coisa podia ter acontecido com ele, ele era só uma criança.

— Ei meu jovem. – Uma voz rouca veio de trás de mim. Eu me virei e pude ver o dono da voz. Era um senhor que devia ter por volta de seus setenta anos. Seu cabelo era branco e ralo e ele vestia um moletom verde com calças de pano marrom e uma sandália da mesma cor. – Você é um dos jovens que está procurando uma criança?

— Sim... – Respondi recuperando o folego.

— Graças a Arceus. — O senhor disse aliviado. – Eu sei onde o garoto está.

Eu senti como se uma, não, dez toneladas tivessem sido retiradas dos meus ombros. Eu respirei fundo e perguntei.

— Aonde ele tá? – Eu tentava normalizar a minha respiração.

— Ontem... – O senhor começou a falar. – Enquanto eu fechava minha loja eu vi um garoto batalhando contra três pessoas na rua, a batalha se estendeu até um beco onde eu não pude ver o seu desfecho. Depois disso eu não o vi mais.

— Me leva lá, por favor.

De início o senhor não queria me levar ao local ele parecia temer que a mesma coisa acontecesse comigo, mas eu o convenci a me levar. Nós caminhamos pelo mesmo trajeto que nos levava ao Centro Pokémon que passamos a noite, porem entramos numa rua antes dele que saia num beco.

— Esse é o local? – Eu olhava envolta para ver se achava alguma coisa.

— Sim, essa foi a rua em que a batalha aconteceu.

Eu andei pela rua procurando por qualquer vestígio da batalha, até entrar no beco e ver um pedaço da blusa dele no chão, eu corri até o trapo de roupa e o peguei quando olhei de perto vi que haviam manchas de sangue nele. Eu quase vomitei ao pensar no pior.

— Está tudo bem? – O senhor se aproximou e reparou no que eu segurava. – Não se preocupe eu não acho que seu amigo corre perigo por hora.

Eu o olhei procurando uma resposta para o que ele havia dito.

— Pelo que eu pude perceber eles não pareciam querer machuca-lo, pelo menos não agora.

Eu me levantei tirando a poeira da calça e guardado o trapo no bolso da calça.

— Muito obrigado pela sua ajuda senhor. – Eu me curvei em agradecimento. – Mas agora eu tenho que ir, preciso encontra-lo.

Quando eu estava para sair do beco ele chamou.

— Jovem, reúna-se com sua amiga e vá até o ginásio. Acho que o líder pode te ajudar.

Eu o agradeci novamente e sai correndo. Não demorou muito para eu me encontrar com Molly, ela saia de um café com a cabeça baixa.

— Molly!

— Calvin!

Quando de fato estávamos um do lado do outro eu perguntei se ela havia achado alguma pista, ela balançou a cabeça negativamente.

— Acho que tenho uma pista. – Eu levei a mão até o bolso, mas parei antes de tirar o trapo, eu não queria assusta-la mais do que ela já estava. – Vamos até o ginásio, o líder pode nos ajudar, eu acho.

Ela não entendeu, mas não recusou, encontrar o Mamoru era a coisa mais importante no momento. Eu segurei a mão dela e a levei para o ginásio. No caminho para o ginásio encontramos com o meu Golbat e eu o retornei para a Pokebola.

— Finalmente chegaram. – O senhor estava nos esperando na porta.

— Desculpe a demora, e obrigado pela ajuda. – Eu o cumprimentei e Molly fez o mesmo.

— Venham, o líder ira os receber agora.

A porta de metal se abriu atrás do senhor e ele passou por ela, em seguida fomos nós. A porta nos levava a um corredor roxo sem saída. O senhor continuou andando até a parede oposta a entrada e desapareceu. Molly apertou a minha mão assustado com aquilo, eu também havia me assustado, mas no momento eu deveria bancar o “forte” para que a nossa situação não piorasse. Nós fizemos a mesma coisa que o senhor e antes que percebêssemos estávamos em uma arena. Era um campo de batalha como o do ginásio de Pewter a diferença é que não haviam rochas nele, do outro lado da arena se encontrava o senhor.

— Aonde está o líder? – Eu perguntei.

Ele sorriu. E levou o dedo em sua própria direção. – Bem na sua frente jovem.

Eu olhei para ele surpreso. – Mas o líder atual não foi treinado pela antiga líder?

— Só porque eu sou velho não significa que eu não possa ser aprendiz de alguém.

— Se você é o líder porque não me ajudou antes? – Ele deu de ombro.

— Você tinha que se reunir com sua amiga também.

Molly não parecia entender direito o que estava acontecendo. – Como o senhor pode nos ajudar? – Ela deu um passo à frente.

— Eu sou o líder de ginásio dessa cidade, eu tenho meus contatos.

Os olhos dela se encheram de esperança. – Então o senhor vai...

Ele estendeu a mão e fez q não com a mão. – Não tão rápido meus jovens, os jovens de hoje são muito apressados.

— O que você quer então?

— Eu quero batalhar com você. – Ele apontou o dedo para mim. – Se você me ganhar eu ajudo em sua busca.

— O que?! Você tá louco?

— Calvin...

— Nosso amigo está desaparecido e você quer que eu perca meu tempo com uma batalha?! – Eu estava furioso. – Você só pode ser maluco!

Ele novamente deu de ombros. Aquilo me tirou do sério, eu me virei e fui andando. – Vamos Molly, eu não tenho tempo a perder com esse velho maluco.

— Calvin! – Ela segurou meu braço. – Eu sei que isso pode ser uma perda de tempo, mas... – Ela abaixou a cabeça, mas levantou em seguida me olhando nos olhos. – É a única esperança que nós temos agora.

Eu virei o rosto, mesmo sabendo que eu estava errado. Ele poderia nos ajudar de alguma forma, mas eu não queria perder mais tempo já haviam se passado horas desde que começamos a procurar o Moru, sabe-se lá o que podem estar fazendo com ele agora.

— Molly... nós não temos tempo pra isso.

— Por favor! Batalhe com ele.

Ela e o senhor me encaravam sem desviar o olhar.

— Certo então, — Eu dei um passo à frente. – Se é uma batalha que o senhor quer, é uma batalha que o senhor terá.

Ele sorriu em aprovação. – Muito bem, já que não temos muito tempo será uma batalha de um contra um, tudo bem para você?

— Ótimo.

— Meu nome é Astolfo, e eu sou o líder de ginásio da cidade de Saffron, e eu utilizo Pokémon psíquicos. É um prazer ter um desafio seu, Calvin.

Eu dei um passo para trás assustado. – Não me diga que você tem... poderes psíquicos?

Ele riu muito alto. – Não, eu não sou como minha mestra, eu apenas ouvi sobre você dos outros líderes que você enfrentou.

— Isso faz sentido.

— Agora sem mais delongas, vamos começar. Kadabra eu escolho você!

— Pika é com você!

As duas Pokebolas foram para o meio da arena e colidiram uma com a outra soltando os Pokémon que ali estavam. O Pokémon do outro lado da arena era amarelo com o tronco marrom, ele tinha longos bigodes e uma longa cauda com uma listra marrom, em sua testa havia uma estrela rosa e na parte inferior de seu corpo haviam três marcas da mesma cor, ele segurava uma colher com a mão direita.

Kadabra o Pokémon psíquico. Possui um enorme poder espiritual, quanto mais perigos ele enfrentar mais forte fica o seu poder psíquico. Ele emite ondas alfa especiais que causam o mal funcionamento das maquinas.

— Pika use Thunderbolt!

— Kadabra, Psybeam!

O Pikachu carregou a eletricidade em suas bochechas e a disparou em seguida, Kadabra fez o mesmo com sua energia psíquica, mas ele a concentrou na colher. O relâmpago colidiu com o raio psíquico causando uma explosão no meio da arena.

— Pika, Quick Attack agora!

Pika aproveitou a fumaça e correu na direção de seu oponente sem ser visto.

— Kadabra, Reflect.

Uma barreira de luz se formou em volta do Pokémon psíquico impedindo o contato de Pikachu.

— Kadabra o envolva com o Reflect.

— Pika sai daí!

O Pikachu pulou para trás para manter a distância, mas antes que o mesmo encontrasse o chão a barreira que antes evolvia o Kadabra agora o envolvia.

Eu nunca havia visto esse tipo de uso para esse movimento. – Pika ataque a barreira até ela quebrar.

— Kadabra, jogue-o longe!

Antes que Pikachu pudesse investir contra a barreira, Kadabra o havia jogado contra a parede. – Continue assim Kadabra. – A bola que envolvia Pikachu foi de um lado para o outro da arena o chacoalhando dentro dela.

— Pika, Thunderbolt com força total!

Era difícil para ele carregar a eletricidade enquanto ficava sendo jogado de um lado para o outro, mas no final ele conseguiu e descarregou tudo o que havia acumulado.

— Você vai precisar de mais que isso para...

Em poucos segundos a barreira começou a rachar até o ponto que ela se partiu em vários pedaços. – Quick Attack! – Pika foi com tudo para o chão e assim que suas patas encontraram um apoio ele disparou contra o adversário.

— Kadabra Psy...

Antes que Astolfo pudesse dar uma ordem Pika havia acertado o estomago do Kadabra com velocidade máxima o jogando para longe.

— Pika use Electro Ball! – Uma bola elétrica começou a se formar na cauda do Pikachu e antes que pudéssemos pensar ele já havia pulado e disparado a contra seu oponente o acertando em cheio.

Kadabra conseguiu se levantar, mas estava todo machucado, Pika estava na mesma situação. – Kadabra, Recover. – Kadabra levantou a colher para o alto e seu corpo começou a brilhar, em poucos segundos todos os seus machucados haviam desaparecido.

— Eu não to acreditando... Pika use Electro Ball de novo!

— Kadabra Psycho Cut!

Pika havia feito o mesmo movimento de antes, e Kadabra fez um corte no ar com sua colher como se a mesma fosse uma espada formando um corte de energia que anulou a bola elétrica.

— Quick Attack!

— Reflect.

Pika correu para cima de Kadabra, mas dessa vez nós não íamos falhar de novo, eu não podia me dar o luxo de perder muito tempo com essa batalha, Mamoru precisava de nós o mais rápido possível. – Pro lado! – Com o meu comando Pikachu correu pelo lado de Kadabra e o acertou na lateral antes que o mesmo pudesse virar a tempo.

— Electro Ball!

— Kadabra Psycho Cut!

Novamente a bola elétrica foi cortada ao meio. – Quick Attack! – Assim que a energia feita pelo Psycho Cut havia se dissipado Pikachu foi de encontrou com o estomago do Kadabra e novamente o jogou contra a parede.

— Kadabra, Recover de novo!

— Pika use Double Team!

Enquanto Kadabra se recuperava Pikachu pulava de um lado para o outro em alta velocidade, em poucos segundos a arena estava cheia de clones que cercaram o Kadabra.

— Kadabra destrua esses clones com o Psycho Cut!

— Pika, use Thunderbolt!

Todos os Pikachus fizeram a mesma coisa, eles pularam e dispararam eletricidade, enquanto Kadabra fez um corte lateral e destruiu mais da metade dos clones, mas mesmo assim a descarga elétrica foi ao seu encontro.

— Pika não o deixe respirar use Thunderbolder de novo!

— Kadabra!

Antes que Kadabra retomasse seu equilibro outra forte descarga elétrica foi desferida contra ele deixando-o de joelhos.

— Kadabra Recover!

— Pika Quick Attack!

Kadabra se pôs de pé novamente e quando ia levantar sua colher Pikachu e seus clones o acertaram em cheio.

— Kadabra continue!

— Pika não o deixe usar o Recover!

Pikachu e seus clones continuavam a investir contra seu não o deixando ter nenhum tipo de reação. Aos Poucos Kadabra começou a ceder de novo e caiu de joelhos no chão.

— Pika finalize com Electro Ball!

Todos os clones correram contra o Kadabra usando o Quick Attack, mas o verdadeiro Pika pulou para o alto enquanto carregava seu movimento e o disparou contra Kadabra, o deixando fora de combate.

— Ufa... – Disse limpando o suor da testa.

— Isso foi impressionante. – O senhor veio andando em minha direção enquanto voltava seu Pokémon para a Pokebola. – Eu não esperava que seu Pikachu fosse tão rápido.

— Essa é a especialidade dele. – Pikachu veio correndo e pulou no meu colo.

— Aqui está. – Ele estendeu a mão e eu fiz o mesmo. – A insígnia da lama, não me pergunte o motivo do nome.

— A insígnia? Mas isso não era...

Ele fez não com o dedo. – Era uma batalha oficial desde o início. Agora me dê o trapo.

Por um instante eu não havia entendido o que ele quis dizer, mas logo em seguida eu me lembrei. Eu rapidamente pus a mão no bolso da calça e tirei o trapo com o suposto sangue do Mamoru, Molly se assustou com aquilo e me perguntou o que era aquilo, eu expliquei.

— Porque você não me falou isso antes? – Ela disse furiosa.

— Eu não queria te preocupar demais, me desculpe.

— Sem brigas, ele já deve estar chegando.

— Ele? – Eu e Molly falamos juntos, quando um homem por volta dos seus trinta anos apareceu na arena.

— Seu Astolfo.

— Roberto.

Roberto era um homem alto e negro, sua cabeça era raspada e seus olhos eram castanhos, ele vestia um blazer preto por cima de uma camisa social branca e uma gravata preta, ele também usava um sobretudo marrom por cima do blazer, sua calça era da mesma cor do blazer e seus sapatos também.

— Essas são as crianças que o senhor mencionou? – Ele disse se aproximando.

— Exato – Astolfo tossiu. – Essas são as crianças que estavam rodando a cidade atrás de um garoto desaparecido.

— Vocês têm alguma pista de onde seu amigo está? – Ele se virou para nós e nós negamos com a cabeça. – Assim fica difícil.

— Na verdade nós temos uma suposta pista. – O senhor tossiu de novo. — Um pedaço de uma blusa ensanguentada.

— Deixe me ver. – O homem pegou o trapo e o analisou, logo em seguida ele pegou uma Pokebola e soltou um enorme cão laranja com marcas pretas e deu o pano para ele cheirar. – Vamos Arcanine vai mostrar o caminho até o seu amigo.