Pokémon Tsubasa Chronicles: Kamui - Sombras do Mar
1 Capítulo 1 - O Início da Lenda do Oceano.
Notas iniciais
Foi bem dificil pensar em como ele começou a jornada, pois eu tenho a história quase toda na minha cabeça, mas o começo, dar uma desculpa pra seguir em frente foi algo dificil.
Espero que gostem.
Espero que gostem.
Sombras e escuridão não tornam alguém ruim, apenas diferente. Eu sou Kamui Ryujin, e seja bem vindo a minha vida.
Eu sou membro da rama principal da família Ryujin, uma das mais importantes famílias em Johto, guardiã do Pokémon lendário Lugia. Há muito tempo houve uma guerra entre a minha família e o clã Hikinasa, guardiões do Ho-Oh, onde o nosso protegido saiu como vilão, mas eu não acredito que ele seja o causador de todo o Caos e Destruição que ocorreram. Eu moro com meu pai, Cypher Ryujin, o Mago Pokémon, um grande pesquisador de Pokémon Shadow; e minha irmã Samui Ryujin, uma grande treinadora cujo ego é maior que seu talento. Moramos nas Whilr Islands, em Johto, mas nem preciso dizer que minha vida aqui é um saco. Meu pai só da atenção aos seus experimentos com Pokémon Shadow, minha irmã vive se achando e rindo de mim porque eu não tenho nenhum Pokémon e ela tem aquele Kyurem e o Castform que ela tanto exibe com orgulho. Durante uma das várias brigas eu decidi que não queria mais morar ali, e com o pretexto de aprender a lutar, me mudei para a casa da minha tia Yoruken, em Goldenrod. Morei com ela por três anos, aprendendo estratégias com ela e artes marciais, principalmente alguns tipos de esgrima, com meu primo Ryura, membro do clã secundário da família. Ryura foi o primeiro que disse que eu lembrava um Charizard, sendo esquentado, sempre querendo voar alto, mas ainda assim leal e de bom coração, ao contrário de algumas pessoas do clã. Foi morando junto de minha tia que eu comecei a conhecer outros lugares e outras pessoas, como a Neta de Kurt, o criador das pokébolas, com quem pude aprender muita coisa sobre Pokémon, principalmente quando ele era visita pela dupla de pesquisadores Pokémon mais conhecida de Kanto e Johto, Gary e Samuel Carvalho, que me incentivavam em sair em uma jornada, por causa do meu espírito de Charizard, dizendo que dariam um pokédex pessoalmente se eu aceitasse. Passei algumas semanas pensando na proposta deles, e me lembrei da minha irmã, a melhor treinadora do clã Ryujin, e meu pai que nem ligava pros filhos, pensava apenas numa forma de dar mais poder ao Lendário Lugia. E vi minha Asa Prateada, lembrando-me da lenda de que uma Asa Prateada teria o poder de acordar Lugia e depois de algumas semanas pensando eu decidi o que gostaria de fazer. Sai correndo para a casa de Kurt, e encontro Gary Carvalho fechando a porta para ir embora, com suas pokébolas ainda em punho. — Professor, eu aceito! – eu disse arfando. — Calma garoto respire. Agora fale do começo. — Uma vez disse que se eu quisesse sair numa jornada você me ajudaria, e eu me decidi. Vou sair! — A quanto tempo você decidiu isso? — Não sei, quanto tempo demora pra vir de Goldenrod pra cá? — Espere, você se decidiu agora? Nem se preparou nem nada? Fora que a época de entrega de Pokémon iniciais desse ano já passou. — É, eu não tinha pensado nessa parte ainda. Mas eu quero sair o mais rápido possível. — Essa vontade voar alto. Só poderia vir de um Filho do Dragão mesmo. Tudo bem, eu lhe darei uma pokédex, mas antes você precisa conseguir um Pokémon pra iniciar sua jornada. — Acho que eu posso ajudar nessa parte. – disse uma voz rouca de dentro da casa. Nós olhamos para dentro e vimos Kurt, vindo em nossa direção, se apoiando numa bengala. — Vovô, o senhor não está forte o suficiente pra se levantar sem ajuda desse jeito. – disse sua neta. — Calma querida, esse garoto tem tanta energia que ela é contagiosa. Você meu jovem, eu soube desde a primeira vez que veio aqui eu soube que estaria destinado a coisas grandes. Eu sei de sua paixão por Pokémon, pelo simples fato de ficar ouvindo as histórias que contávamos. Bem, eu não posso te dar um Pokémon, mas posso te dar o meio de conseguir um. Cada uma das pokébolas que eu faço tem uma chance de captura quase que instantânea, eu deixarei você escolher uma delas para conseguir seu parceiro. — Nossa senhor Kurt, não sei como agradecer. — Eu sei, se torne um grande treinador e alcance aquilo que busca. — Bem, eu não estou com nenhuma pokédex sobressalente no momento, amanhã eu posso te trazer uma. Portanto pense bem em qual Pokémon vai tentar pegar. — Obrigado. Eu não sei como agradece-los, mas prometo que farei valer tudo que me ensinaram. — Agora venha escolher sua pokébola rapaz. Eu entrei na casa dele, e ele tirou de dentro de uma gaveta um case que colocou em cima da mesa e o abriu, mostrando sete bolas: A Level Ball, a Lure Ball, a Moon Ball, a Friend Ball, a Love Ball, a Heavy Ball e a Fast Ball. — Qualquer uma delas pode pegar um Pokémon quase que instantaneamente, mas apenas se seguirem algumas especificações. Portanto escolha bem. Eu passei algum tempo olhando pra elas, não sabia se eu escolhia a Lure Ball para pegar um Pokémon aquático, mas eu não tinha nenhuma vara para pescar um, eu poderia pegar a Heavy Ball e pegar um Pokémon pesado, o que seria bom, pois ele seria forte, mas seria muito lento, a Fast Ball serviria pra pegar um Pokémon rápido, portanto eu poderia pegar uma Ponyta, mas por ela ser rápida eu poderia desperdiçar bola se ela se desviasse, A Friend Ball faria com que eu e meu Pokémon ficássemos amigos mais facilmente, mas ela não é boa de captura, a Level e a Love Ball não serviriam, pois elas só servem se comparadas com um Pokémon seu, portanto eu me decidi, a Moon Ball serviria perfeitamente. E eu á sabia que Pokémon pegar com ela. — Eu me decidi, vou escolher a Moon Ball. — Pois bem meu jovem vá buscar seu parceiro! Voltei correndo para a casa da minha tia, e conversei com ela sobre a minha ideia de sair em jornada. Ela concordou com isso, pois disse que não havia muito mais para me ensinar, já tinha me passado tudo que eu precisava saber sobre batalhas Pokémon, o restante eu deveria aprender por experiência própria. Somente meu primo Ryura quis me dar uma ultima aula antes de irmos capturar meu Pokémon. — Então meu caro Kamui, já que finalmente se decidiu a sair em uma jornada, eu tenho só mais uma coisa a lhe ensinar. – disse Ryura – Como deve saber capturar um Pokémon não é somente jogar uma pokébola, mas você precisa de concentração. Mas é isso que eu vi te ensinar. Você sabe que enfrentará muitas adversidades, e muitos desafios que colocarão em prova sua integridade, sua vontade, sua índole e até mesmo sua alma. Meu ensinamento hoje não será nada físico como os demais. Na verdade será mais como um conselho. Às vezes, teremos algumas situações onde fazer a escolha certa signifique fazer a coisa errada, mas nem por isso essa coisa deixaria de ser certa. Eu sei que você vai querer honrar a família, mas lembre-se que às vezes, é preciso ir contra nossos ensinamentos para fazer o certo. Bem, já não tenho mais o que te falar hoje, senão boa sorte de gozaru. (nota do autor: “de gozaru” é uma expressão usada por samurais em quase todas as mídias que eu vi, e como Ryura é um samurai eu pensei em deixá-lo falando assim)
Depois disso saímos e fomos para a rota mais próxima, não andamos muito até eu ver o que eu queria. Um Nidoran (macho) passava por nós. Ele não gostou anda de ter nos visto e nos atacou de imediato, tive que desviar para não receber uma Picada Venenosa. Ryura quis jogar um Pokémon, mas eu o impedi, falei que ele seria meu, e, portanto eu deveria tentar pega-lo com minha própria força. Ele correu em minha direção e eu consegui segura-lo em pleno ar, e nós dois caímos no chão (e eu agradeci por ele não ter a habilidade Poison Point). O pequeno coelho se debatia encima de mim enquanto eu tentava fazer parar de me arranhar até que eu o joguei pra minha direita. Consegui me levantar e alcançar a minha Moon Ball no meu bolso e com a minha mão esquerda eu arrumei o lenço preso no meu pescoço, deixando uma folga maior em volta do meu pescoço, e com a direta eu apertei o botão na bola jogando ela pra cima ainda pequena e pegando ela depois de crescida, a arremessando em seguida no Nidoran que vinha em minha direção. Ele praticamente deu uma cabeçada nela, o que a fez abrir e sugando o Pokémon para dentro, caindo na grama. A bola balançou uma, duas, três vezes até que finalmente parou, mostrando que o Nidoran foi capturado com sucesso, me fazendo pular com a emoção de ter meu primeiro Pokémon capturado. — Meus parabéns, de gozaru! – bradou Ryura. — Parabéns Kamui. – disse Yoruken calmamente – Mas eu devo te lembrar uma coisa. Esse seu parceiro vai te acompanhar durante o começo da sua jornada, mas quando você chegar ao seu destino final, infelizmente ele não poderá te ajudar. — Como assim? – eu perguntei confuso. — Você entenderá com o tempo. Mas agora, como vai chamar seu Nidoran? — Bem, eu não tinha pensado nisso. Deixe me ver, ele lutou sem medo contra alguém maior que ele, e sua ultima evolução é um Nidoking. Já sei, vou dar o nome de um Rei que não tinha medo e lutava por seu povo. Arthur! Venha Arthur, saia! Eu o tirei da pokébola para conhecer ele melhor e ter uma maior aproximação. Ele parecia meio confuso, mas logo se deu conta de que fora capturado. Eu me abaixei pra falar com ele: — Olá, bem, eu acho que agora eu sou seu treinador. Eu te dei o nome de Arthur, e você é meu primeiro Pokémon, espero que possamos nos dar bem. Ele olhou para mim e depois para a pokébola e assentiu, com um leve sorriso. Eu decidi deixa-lo fora da bola por um tempo e todos nós voltamos para casa. No dia seguinte Gary Carvalho nos visitou, levando a Pokédex que prometera me dar. — Bem, ao que parece muitos Pokémon se espalharam pelo mundo, e agora não sabemos se você verá apenas Pokémon de Kanto por lá, pois foram vistos alguns de outras regiões, como Unova e Kalos por ai, portanto sua Dex está calibrada como Nacional, assim poderemos ter uma noção de como os Pokémon estão se difundindo pelo mundo. — Obrigado Professor. — Não consigo me acostumar com as pessoas me chamando de Professor ainda... Mas espero que já tenha tudo preparado pra seguir sua jornada. — Já sim, roupas, pijama, saco de dormir, algumas pokébolas e provisões de emergência também. Até meu pai me deu um Poké-Gear, veja. — Então aqui, eu vou registrar meu numero nele e o seu no meu. Assim poderemos nos comunicar. Aliás, esse Nidoran é o seu Pokémon inicial? — É sim, esse é o Arthur. — Que escolha interessante para um Pokémon inicial. É a primeira vez que vejo alguém começando com um Pokémon tipo Veneno. Mas enfim, vá logo antes que você perca seu trem. Eu me levantei rapidamente, peguei minha mochila e coloquei nas minhas costas, e me certifiquei de colocar minha Dex junto com meu cartão de treinador no bolso que eu carrego na perna e parti. Todos vieram se despedir de mim na Estação de Goldenrod, até mesmo Kurt, que mal saia de casa. Antes de entrar no trem o guarda comentou: — Desculpe garoto, mas Pokémon apenas são permitidos dentro de suas pokébolas dentro desse trem. — Ah, desculpe. Eu esqueci que tenho que recolher ele algumas vezes. Volte Arthur. Tomei meu assento lá dentro e pude ouvir o maquinista falando no interfone: — Todos aos seus lugares. Trem partindo de Goldenrod partindo em direção a Saffron saindo da estação. Tenham uma boa viagem. E assim eu saio de Johto pela primeira vez, mal consigo segurar minha excitação em sair em minha jornada, me preparar para me tornar um membro importante do clã Ryujin e provar para todos que não é somente minha irmã que pode ser uma poderosa treinadora. Quando o trem está prestes a parar eu me pergunto, quais mistérios, emoções e desafios me aguardam daqui pra frente?
Fale com o autor