Pokémon: The Wrong Path
6 Capítulo 5 - Ganhar de você e ir a Cherrygrove?
Nate, mesmo ofegante, se virou para ver quem era o estranho que os havia salvado. Um homem de cabelos azuis ajeitados, enfiado perfeitamente em um branco jaleco, com camisa e calça da mesma cor, estava parado segurando ele e Sam, com uma expressão de extrema preocupação estampada em seu rosto.
- Vocês estarão a salvo aqui, ele dificilmente conseguirá destruir isso tudo. – disse ele, sorrindo para os dois.- Quem é você? – perguntou Nate, tirando a mão do homem de seu braço grosseiramente. — Não precisava ter nos salvado daquilo, a gente sairia fácil, fácil. - Mentira! – gritou Sam, olhando feio para Nate. — Se não fosse você, estaríamos mortos!- Se acalmem, os dois. – disse o homem, com uma grossa e autoritária voz. – Meu nome é Ryan, Professor Ryan, e eu coordeno essa enorme construção, o IPMPM.- IPMPM? – perguntou a garota.- Exatamente, o Insituto de Pokémons Marinhos Perdidos de Mauville. – disse ele, soltando o braço dela devagar, e se virando para apontar o local. — Aquilo que atacou vocês é o que está estragando nossa cidade, e meu trabalho: o único ginásio ambulante do mundo!Foi quando Nate finalmente se deu conta de como era aquela construção por dentro: era toda feita de um vidro azul espelhado muito brilhante, com dezenas de imensos aquários contendo pokémons dos tipos água e gelo, que nadavam livremente, além de uma única escrivaninha com um notebook , bem no fundo, que se destacava no meio daquela exótica paisagem.- Eu já tinha ouvido falar da Pirâmide da Batalha, que se movia também. – disse Nate, enquanto começava a caminhar e observar os aquários. – Mas um ginásio com certeza é novidade. - E garanto que aquela pirâmide nunca tentou comer ninguém. – disse Sam, dando uma risada forçada.- Desde que esses loucos chegaram aqui, eles só estragaram tudo! – disse o professor, se mostrando muito irritado. — Nossos pokémons estão morrendo, fora os que eles roubaram! E eles ainda saem destruindo toda a cidade!- É, eu vi, estavam atrás da gente... – disse ela, enquanto Nate se distanciava cada vez mais.- Mas o que vocês estão fazendo aqui? - Não se preocupe, nós estamos do lado dos Farf... – dizia Sam.- Viemos acabar com os planos dos Metalla. – interrompeu Nate, no momento mais oportuno possível, caminhando em direção aos dois. — Eles estão destruindo esta cidade, e ainda roubaram todos os meus pokémons, eles merecem sofrer.- Vocês não sabem como é bom ouvir isso! – disse o professor, sorrindo. — Estou escondido aqui há dias! - Professor, será difícil vencermos aquele ginásio sem pokémons...? – perguntou Sam, com aquele rostinho irresistível de garota pedindo alguma coisa. — O senhor não teria um pra nos dar, não?- Hmmm...claro, é por uma boa causa, e estou cheio de pokémons precisando de cuidados aqui!- Sam, você tá louca? – sussurrou Nate, chegando perto da garota. — Aqui só vou encontrar pokémons de água e, no máximo, alguns de gelo, e você sabe que eles são inúteis. - E você quer vencer o Metalla Team usando um Castform? – perguntou ela, com uma expressão de quem estava prestes a ganhar. - Claro... – disse ele, sorrindo arrogantemente. — Porque quem ganha a luta não é só o pokémon, é o treinador também. E você sabe que eu sou o melhor.- Ahh, deixa disso, pelo menos dá uma olhadinha nos pokémons!- Ok, ok, mas só vou olhar! – disse ele, contrariado.- Por aqui. — disse o professor, fazendo sinal para eles o seguirem.Os três se dirigiram ao fundo da sala, atrás da mesa, onde surpreendentemente foi possível se ver um pequeno alçapão de madeira, antes escondido por um pequeno tapete persa. Ryan logo o abriu, e pegou um pequeno aquário contendo três pokébolas.- Só tenho três pokémons que podem ser levados agora. — disse ele, pegando as três pokébolas e colocando-as sobre a mesa. — Um Seel, um Snorunt, e um Swinub. - E então, qual você vai pegar, Nate? – disse Sam, animadíssima.O garoto, sem dizer uma palavra, se virou e partiu em direção à porta, com as mãos nos bolsos de sua calça jeans.- Tá bom, eu escolho pra você então. – disse ela, se voltando para o professor. — Esse Snorunt é fêmea, Professor?- Deixa eu ver... – disse ele, pegando um pequenino livro de anotações que se encontrava ao lado do notebook e folheando-o. — Sim, ela é fêmea!- Então queremos ela!Ao ouvir o que eles falavam, Nate parou e deu meia-volta.- Mudou de ideia? – perguntou o Professor.- Snorunts fêmeas evoluem para Frosslass. Frosslass é do tipo fantasma, perfeito. – disse ele, puxando, literalmente, a pokébola da mão de Ryan. – Eu escolherei o nome dessa vez...você se chamará Lady.- Acalme-se garo...Ryan não conseguiu terminar a frase. Uma fortíssima explosão pôde ser ouvida, mais perto do que ele imaginava. Quando ele se deu conta, o teto da parte da frente de seu prédio estava desmoronando, enquanto mais e mais explosões eram ouvidas, e imensos destroços caíam a centímetros de sua cabeça.
- Abaixem-se, protejam-se dos destroços! – gritou ele, puxando os dois garotos para baixo de sua escrivaninha. - O-O-O que foi isso? – gaguejou Sam, enquanto a escuridão tomava conta do lugar, quando as explosões pareciam ter cessado.Não se ouviu resposta. Nate e Ryan não conseguiam falar, pois podiam ver o que havia causado aquilo. O enorme Skarmory gigante estava voando acima deles, e ia lentamente pousando em meio aos imensos aquários. Uma pequena porta que havia em seus imensos pés se abriu, liberando uma mulher, alta, loira, com brilhantes olhos azuis: realmente muito bonita.- Qual de vocês é Nate Wegils? – disse ela, com uma voz sedutora, se aproximando de onde os três se encontravam deitados.A fumaça finalmente se dissipou. Nate, Ryan e Sam estavam lado a lado, em frente à mulher, mas não abriam a boca.- Vou perguntar de novo. – disse ela, com um falso sorriso. — Qual de vocês é Nate Wegils?Nate tomou coragem, deu um passo a frente, e ficou cara-a-cara com a mulher, um pouco mais baixa do que ele.- Eu, por quê? – disse ele, forçando seu tradicional sorriso. — Tá interessada?- Cale-se. – disse ela, calmamente. – Fui avisada que Farfalla mandou você. Sou a capitã Deen.- O quê? Farfalla? – gritou Ryan, olhando para Nate com ódio. – Sabia que tinha algo errado...- Eu faço ou não da minha vida não é problema seu. – disse ele, ignorando o homem. - Mawiles, vão! – gritou Deen. – Levem os outros dois para dentro do Skarmory-Bot.As três pokébolas que ela lançou ao alto tocaram o chão, e liberaram três Mawiles, exatamente iguais as que um dos irmãos Farfalla tinha mostrando anteriormente. Os três correram rapidamente para dentro do ginásio ambulante, pegaram algumas cordas, e amarraram Sam e Ryan, que, sem resistência, foram levados para dentro também.- Parece que ficamos só nós dois... -disse Deen.- Olha, se você tá dando encima de mim, seja mais discreta! – disse Nate, sorrindo novamente. – Só pra avisar, tô solteiro.- Você se acha bom demais, garoto... – disse ela, se aproximando dele e colocando a mão em seu umbro. — Eu tô tomando conta desse ginásio agora, e, como uma boa líder, vim até você, para provar que você não é nada comparado a mim.- Então você fez tudo isso à toa... – disse ele, tirando a mão dela. – Se quer perder seu ginásio, podia ter avisado desde o começo. - Collins, venha até aqui. – disse ela, com tom de voz autoritário, se virando para o ginásio. – Você será nosso juiz, explique as regras ao garo...- Meu nome é Nate, se você ainda não sabe. – interrompeu ele, impaciente, enquanto se virava para o ginásio. — Vamos logo, Collins, me explique as regras. - Olha o garoto achando que pode... – disse Collins, que havia acabado de sair do Skarmory.Collins era um homem muito estranho. Cabelos alaranjados e espetados, óculos redondos sobre os olhos, roupas quadriculadas e uma barba malfeita eram o que compunham seu corpo esguio.- As regras serão as seguintes. – disse ele, dando uma pausa. — Será uma batalha onde se poderá usar todos os pokémons que se tiver, ou seja, seis. O dono do último pokémon restante em pé será o vencedor. - Só tem um probleminha. – disse Nate, devagar. – Vocês roubaram meus pokémons, só tô com dois.- Azar o seu. Os seus pokémons foram enviados ao general Tyler em Cherrygrove, vai lá buscar, se conseguir. – disse Deen, sorrindo e puxando uma pokébola. – Heracross, vai!Uma pokébola de cor azulada foi lançada das mãos da linda mulher, liberando um pokémon que mais parecia um besouro, com um corpo todo composto por um resistente tipo de metal de cor azul fosco, com um imenso chifre saindo de sua testa.- Ganhar de você e ir a Cherrygrove? – disse Nate, fingindo que anotava algo em uma agenda, logo após puxar uma pokébola de seu bolso esquerdo. – Toy, vamos!Nate também lançou sua pokébola, de lá liberando pela primeira vez o pokémon fantasminha que havia acabado de capturar.- Castform, Castform, Castform! – dizia ele, enquanto pulava alegremente.- HAHAHAHAHA, você vai usar isso ai contra meu Hera? Vai ser mais fácil do que eu pensava... – disse Deen, ainda mais arrogante do que Nate costumava ser. – Use o Megahorn!O imenso chifre na cabeça do Heracross ganhou um intenso brilho prateado, e o pokémon inseto correu em uma velocidade incrível em direção a Toy.- Toy, vamos testar uma combinação. – disse Nate, sorrindo para o pequeno pokémon a sua frente. — Use o Sunny Day, e em seguida, a Weather Ball!Ao ouvir o comando de Nate, Castform ganhou um intenso brilho avermelhado, e, instantaneamente, todas as nuvens no céu sumiram. A forma de Toy também havia mudado, agora, à frente de Nate, estava um pokémon com o formato de um sol, e um belo tom alaranjado. Heracross estava a uma distância exata de um metro de Toy, quando o mesmo lançou uma pequena bola branca de sua boca. Devido ao dia ensolarado acima deles, ganhou um brilho vermelho, flamejante, acertando o chifre do pokémon adversário em cheio, e jogando-o para trás.- Bom. – disse Nate. – Parece que vai ser fácil mesmo.- Você que pensa.... – disse Deen. – Heracross, use o Megahorn, de novo!O pokémon dela rapidamente se levantou, e correu em direção ao feliz Castform, que pulava e sorria sem parar.- Toy, vamos acabar com esse besourinho logo, antes mesmo dele chegar em você. – disse Nate, sorrindo. — Use o Flamethrower!E foi como Nate disse. Heracross corria com seus chifres brilhantes, quando foi fortemente acertado por um crítico sopro de fogo lançado pelo Castform de Nate, jogando-o para trás, desacordado.- Ainda tenho mais três pokémons, Hera não fará muita diferença. – disse Deen, puxando outra pokébola, enquanto chama seu pokémon de volta. — Agora é com você, vamos, Hippowdown!Deen lançou mais uma pokébola à arena, de onde saiu um enorme pokémon com a forma de um hipopótamo de cor marrom, que trouxe com ele uma forte tempestade de areia, que tornava a visão do campo de batalha praticamente nula.- Droga...com uma Sandstorm aqui será difícil... – disse Nate. — Ou será que não? Toy, use o Rain Dance!O Castform começou a dançar de uma forma mais destrambelhada do que a normal, e em questão de segundos, os primeiros pingos de chuva já começavam a cair, acabando com a Tempestade de Areia formada por Hippowdown. A forma de Castform também mudou novamente, de um formato de sol, ele passou à um formato de gota, ganhando uma coloração muito azulada.- Hippowdown, não se preocupe com essa chuva. – disse Deen, tentando manter a compustura. — Use o Stone Edge!Imensas pedras de cor acizentada começaram a sair do chão ao lado de Hippowdown, e foram diretamente em direção ao Castforme de Nate, com uma velocidade realmente incrível, não tendo como desviar, e acertando-o em cheio na cabeça, e jogando-o contra o chão.- Desvie, Toy. – disse Nate, sem demonstrar muita emoção.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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