Notas iniciais
Yeeeeeeeey! *u* Bem, eu demorei um pouco mais do que eu esperava demorar por dois motivos. Primeiro, fiquei dias e dias refazendo esse capítulo, até eu chegar nessa ''versão'' aqui e finalmente achar que ficou bom. Segundo, fiquei esperando pra ver se eu recebia mais review's. Inclusive... Poxa gente, dá mó trabalhão pra fazer os caps, mesmo eles não saindo lá essas coisas T.T E de quase 20 leitores que eu tenho, só uns seis comentaram T.T Poxa, cês bem que podiam dar uma forcinha né, um review consegue mudar completamente o dia de uma autora ^-^ Ah, e também quase ninguém respondeu a minha pergunta :v Já que vocês não me responderam, vou dar como entendido que tá tudo liberado com o personagem de vocês, não reclamem se eu juntar seu Pokémon com alguém que você não goste u.ú Enfim, boa leitura o/

– Espeon! Arcanine! Ah, onde vocês dois se meteram? – Ele suspira, desanimada e preocupada. Suas orelhas se encontravam baixas, e seus olhos rodeavam todo o local, à procura dos amigos.

– Não é possível! Onde raios eles estão? – Cubone se indaga, se jogando sentado no chão e bufando.

– Será que foram levados por aquela coisa que passou por aqui? Inclusive, o que era aquilo exatamente? Um tornado? Algum ataque de algum Pokémon? Ou talvez... Um portal que conecta dimensões?!? – O Kirlia começa a pensar em várias hipóteses, parecia animado com as possibilidades do que pudera ter sido o fenômeno que acontecera ainda há pouco.

– Não fique todo animadinho desse jeito! Aquele treco pode ter sugado Espeon e Arcanine! – Eevee protesta.

– Okay okay, foi mal. Mas você sabe que não foi intencional. – O garoto psíquico responde. – Aliás, obrigado Victini. Se não fosse por você, provavelmente também teríamos sido levados por aquela coisa.

– Só fiz o que achei que deveria fazer, não precisa de agradecimentos. – O Lendário responde, carinhosamente.

Após o buraco negro que levou consigo Espeon e Persian, o resto do grupo que se encaminhava pra Ungraterfol resolveu sair à procura da gata rosada e do cão de fogo. Já os estavam procurando há um bom tempo, porém nenhum sinal dos dois era achado. Kirlia, Eevee e Cubone iam na frente, chamando pelos companheiros e procurando nos mais diversos cantos. Atrás, Victini vinha ajudando Vulpix, seu Escolhido, a se locomover. A garoa havia parado, uma leve brisa corria, e o tempo continuava extremamente nublado.

– Sabe, essa situação, ela é engraçada. – Eevee volta a se pronunciar. – Por todo esse tempo eu pensei que os Guardiões não pudessem falar, muito menos interagir com a gente!

– Podemos interagir normalmente com os outros, como se fossemos Pokémon ‘’normais’’, e não espíritos. Mas poucos dos Escolhidos sabem disso, afinal só nos chamam para os auxiliarem nas batalhas. Bem chato isso, nos sentimos como verdadeiros objetos – Victini diz, tristonho. – Enfim, eu me comunico com Vulpix já a muuuuuuito tempo, é uma história longa, não vale a pena contar agora. Kirlia, Cubone e Espeon já me viram algumas vezes, por isso não se espantaram ao me ver novamente hoje.

– Que demais! Deve ser super legal poder conversar com seu Guardião! Mal vejo a hora de conseguir invocar o meu! Assim, quando eu me sentir sozinha, posso chama-lo para me fazer companhia! – Eevee fala, animada e dando pequenos pulinhos. – Hey, mas... e se ele não gostar de mim? – Ela pergunta, desanimando.

– Você já deve saber que os Guardiões são quem escolhem os Pokémon que portarão sua alma, então é meio que improvável ele não gostar de você. Talvez role uma antipatia no início, um conflito de personalidades, mas acredito que nada muito sério. – Victini responde, fazendo Eevee voltar a se animar. – Mas continuando com a busca... Acho que já procuramos em todos os lugares possíveis, não?

– Vulp! – Vulpix ‘’diz’’, apontando para o longe. Sua pata se encontrava direcionada à uma caverna, lugar antes não notado pelo grupo.

– Vulpix tem razão, não checamos aquela caverna. Vamos conferir! – Eevee exclama alegre, correndo até o local indicado. Os outros se entreolham, e logo começam a correr na mesma direção.

{...}

– Parece que além de Arcanine, ainda conseguirei pegar o resto daquela turminha de delinquentes. Cinco Buneary’s com uma cajadada só. – Manectric sussurra para si mesmo, esboçando um sorriso de canto.

O Pokémon elétrico se encontrava à espreita, ao lado da caverna, devidamente escondido atrás de uma rocha mediana. Observava atentamente Eevee e seu grupo correrem naquela direção, os olhos esbanjando maldade. Estava em sua típica pose, deitado, com as patas dianteiras cruzadas.

– Bem, vejamos, eu tenho várias opções de como acabar com eles. Posso criar hologramas de alguns Mightyena’s e os deixar lutarem por mim, ou posso Mega-Evoluir, acabar com aquele Cubone com um Ice Fang e dar um jeito no resto com um Thunder bem carregado, aproveitando que o tempo tá bem fechado agora. – O leão negro de juba dourada olha levemente para cima, analisando as negras nuvens. – Ou posso fazer os dois juntos. Ou quem sabe...

– O que planeja fazer com eles? – Uma voz feminina ecoa no lugar.

– Absol, já lhe disse, assuntos secretos. – Manectric responde, revirando os olhos e bufando. Definitivamente, odiava quando a Pokémon Dark se metia em seus assuntos.

– Não devemos matar inocentes, pelo menos não por agora. – Absol fala, se aproximando do companheiro de time. Mantinha a voz indiferente, e seus olhos não esboçavam qualquer emoção. – Foi você mesmo que pregou essa frase em nossa base e até então exigia que cumpríssemos isso, tanto que até salvou um Salamanece da fúria de Hydreigon.

– Não devemos matar inocentes, a não ser que tenham como intenção atrapalhar nossos planos. Vá por mim, se não eliminarmos esse grupinho agora, – Ele aponta para frente, indicando os Pokémon que vinham correndo. – eles irão nos causar muitos problemas futuramente.

– Não vejo nada de problemático neles. Inclusive, não sei como criaturinhas tão insignificantes poderiam nos atrasar em algo. – A Dark olha de relance o time, logo voltando seus orbes vermelhos ao elétrico shiny. – O que há de tão poderoso neles que ainda não sei?

– Urgh, menina burra. – Manectric sussurra baixinho, para que só ele mesmo pudesse ouvir. Absol não escutou o xingamento, ou então fingiu não ter escutado. – Olhe com toda a sua atenção para eles. Não está vendo algum Pokémon... Incomum? – Ele agora falava direcionado à ela, que cerrou os olhos, procurando o que o leão dizia.

– Continuo não vendo nada demais. Uma Eevee de coloração incomum, um Cubone, uma Kirlia, um Vulpix com distúrbios locomotores e aparentemente mentais também e um Victini. Estás se referindo ao último?

– É claro!! Desde quando nós vemos um desse assim, diariamente?!? – Manectric grita, impaciente e exaltado. — E só pra constar, é um Kirlia, não uma Kirlia — Ao final, ressalta a informação do sexo do Psychic/Fairy, coisa que normalmente todos erravam.

– Bem, para mim não é surpresa. Afinal, tenho meu Yveltal – Ela diz, colocando sua pata dianteira direita sobre seu Svartex, colar que levava no pescoço. — É normal alguns Pokémon possuírem um Lendário consigo, certo? Ou... Estás me escondendo algo, Manectric? – Pergunta, passando a desconfiar do parceiro. Seu rosto possuía uma expressão confusa e duvidosa.

– Absol, Absol, já discutimos sobre isso, querida. Acontece que tem assuntos que você ainda não está apta a saber. – O Electric dá um sorriso carregado de falsidade. – Agora, se me dá licença, tenho coisas importantes a fazer. Na base poderemos continuar nossa agradável conversa. – O leão havia se levantado, e sacudia seu corpo para tirar a poeira. Se encaminhava para dentro da caverna, quando sentiu uma pata o puxar para trás.

– Você não vai encostar uma garra naqueles Pokémon, eles não fizeram nada à você e por isso não temos motivos para matá-los! – Absol fala, revoltada. Seus dentes se encontravam à mostra, longas presas que rosnavam para o companheiro.

– Me solte, garota inútil! – Manectric grita, irritado, e dá uma patada no rosto de Absol, que fica atônita com o ato. Sua respiração estava pesada, e aos poucos seus olhos foram se voltando ao shiny, olhos totalmente tomados pela raiva.

Ignorando por completo o olhar repugnante que lhe fora lançado, Manectric começa a andar a curtos passos para a caverna, mas tem seu trajeto parado por uma Shadow Ball, que acerta sua perna traseira esquerda e o faz cair.

(Trilha sonora de batalha)

– Você não fará nada com nenhum deles enquanto eu estiver aqui. E nunca, nunca, ouse me bater! – Absol ameaça, firme na voz, dando ênfase ao 'nunca'.

– Mocinha, não faça coisas com as quais poderá se arrepender depois. – O leão solta um risinho forçado, se levantando do tombo. Após o riso, seu rosto enraivece novamente, e suas presas também ficam á mostra. – Ninguém, nem mesmo alguém que joga do mesmo lado que eu, me impedirá de cumprir meus deveres. – Dito isso, lança um potente Thunderbolt de coloração amarela (Diferente do Thunderbolt de outros Manectric’s, que costumava ser azul) na garota, que recebe o ataque mas não é muito afetada.

Absol se sacode um pouco, e lança um olhar raivoso ao outro. Não se deixaria ser humilhada desse jeito, não por ele. Só porque era o queridinho de Mewtwo tinha o direito de tratá-la assim? É claro que não. A Pokémon não deixaria as coisas assim, ah, óbvio que não deixaria.

Absol enche o peito, e logo efetua um lança-chamas para cima do agora adversário, que responde com o mesmo ataque. Porém, diferente das chamas de Absol, que eram de um puro vermelho, as de Manectric eram azuis anil. Os Flamethrower’s colidem um com o outro, e ficam nesse confronto por alguns segundos. Uma chama lilás surge no meio da colisão, devido à fundição do azul claríssimo com o vermelho vivo. Uma explosão ocorre, e por fim nenhum dos lados é atingido.

Uma cortina de fumaça encobre o local, dificultando a visão dos dois, principalmente a de Manectric. O Pokémon tossia um pouco e tentava enxerga através da fumaça, sem sucesso. Até que é atingido por alguma esfera escura, provavelmente mais uma Shadow Ball, não foi possível para ele identificar. É jogado alguns poucos metros pra trás, mas rapidamente se levanta e consegue avistar sua oponente ao longe, preparando um Ice Beam.

Uma esfera de gelo já se encontrava formada à frente de Absol, e logo um raio congelado saiu dela em direção ao outro, que mandou mais um Flamethrower em contra-ataque. As chamas acabaram por derreter o Ice Beam, e partiram em direção à garota noturna, que pulou para cima, conseguindo escapar. A fumaça já tinha se esvaído.

Manectric encerra o ataque de fogo, e usa o Double Team. Logo, várias cópias do Pokémon são criadas, e cercam Absol, fazendo um círculo ao redor dela. O verdadeiro e seus clones começam a correr em direção ao centro do círculo, portando um Charge Beam. Absol atentamente observava cada leão que vinha em sua direção, a fim de conseguir descobrir o verdadeiro, mas não obteve sucesso. Foi atingida pelo seu lado esquerdo, e caiu ao chão, rolando um pouco pro lado.

– Achas mesmo, que uma garota insignificante como você, conseguirá me vencer? Haha, atingida apenas uma vez por um de meus ataques mais fracos, e já cai. – Manectric provoca, sorrindo cinicamente, em pé à frente de Absol. A Pokémon se levanta e fixa seus olhos nos do adversário, e mais uma vez o confronto vermelho e azul é feito.

– Esta luta já está se prolongando demais. Detesto batalhas longas. – Ela diz, se afastando um pouco, andando de costas e vagarosamente.

– Hey, por acaso essa é uma desculpa para fugir do combate? Rún, quanta desonra. – Manectric zomba, sentando-se e observando a oponente se afastar cada vez mais.

– Em momento algum mencionei desistir. Não vou deixar você ganhar de mim. – Ela rebate, intimidadora. Seu amuleto começa a emitir brilho, e uma aura surge atrás dela. Um piado de águia é ouvido, porém numa frequência muito alta, chegando a doer a audição. Uma ventania de considerável força corre próxima ao chão, uma espécie de nebulosa avermelhada se forma acima de Absol, e a tal aura toma forma completa. Era de grande porte, possuía duas enormes asas e uma longa cauda, que tinham garras nas pontas, olhos azuis, a maior parte do corpo de coloração vermelha e preta. Quando de asas abertas e cauda alinhada, o Pokémon se assemelhava bastante com um ‘Y’. Não precisava conhecer tudo sobre os Pocket Monsters para saber que aquele se tratava de Yveltal, o Pokémon Destruição.

– Urgh, não pense que só porque agora tem um Lendário lhe ajudando eu irei facilitar. As coisas ficam realmente boas agora. – O shiny desafia, rosnando ferozmente.

Manectric armazena grande quantidade de energia à frente de si, uma esfera alaranjada se forma. Rapidamente, um raio também alaranjado é lançado na direção de Yveltal, que metaliza suas asas e as coloca em forma de ‘X’, ou seja, um Metal Claw com a finalidade de parar um Hyper Beam. Mesmo se protegendo, Yveltal chegou a ser jogado um pouco para trás, mas não sofreu nada grave.

Absol aproveitou a distração de Manectric com o Lendário para lançar um Dark Pulse no mesmo. O raio roxo e negro acertou em cheio o alvo, que recebeu considerável dano. Yveltal, vendo o momento de baixa-guarda do leão, se deixou em queda livre, em direção ao chão, mas antes de tocá-lo planou para a frente, em alta velocidade. Acertou Manectric enquanto ele se levantava do tombo anterior. O elétrico voltou ao chão, desta vez rolou vários metros para trás com o impacto, havia lhe tirado bastante energia.

O Poké elétrico já se encontrava visivelmente irritado. Não queria admitir que provavelmente perderia para Absol e Yveltal, mas também não queria ficar lá até o final da luta para confirmar. Embora odiasse abandonar batalhas, sua única saída no momento era fugir, e já sabia como faria isso.

– Essa luta realmente já durou demais, não? – Ele ri, se levantando e com o corpo soltando grande carga de eletricidade. – Talvez algum outro dia terminemos nosso combate. Por hoje, você ganhou. Não farei nada com aquele povinho lá, porém se caso eles vierem vasculhar por aqui por causa de tamanha movimentação, você que se entenda com eles. Nos vemos daqui a pouco.

O Pokémon então lança toda a sua energia restante em forma de raio para o céu, e logo depois ruge, mas não um rugido normal, um Roar. O rugido ecoa no campo de batalha improvisado, e a potência era tanta que chegou a jogar Absol pra trás, levando consigo Yveltal. A garota se levanta e ordena seu Lendário a usar um Oblivion Wing para evitar a fuga do outro, mas então aquele raio antes mandando para as nuvens é ''devolvido’’, em forma de um Thunder azul. Um estrondo de trovoada soa, e o ataque atinge exatamente Manectric. Mais uma vez a fumaça encobre o lugar, e após ela se dissipar, o Pokémon não estava mais ali. Provavelmente havia usado o Thunder para se teletransportar de volta para a base de Mewtwo.

– Argh, Yveltal inútil! O deixou fugir! – Absol grita batendo uma de suas patas no chão, espantando Yveltal. O Lendário não ouve tempo para argumentar, pois foi chamado de volta para o amuleto.

A garota vai para frente da caverna, e repara que Arcanine e o resto de seu grupo vinha em sua direção, mas aparentemente não tinham a visto. Tinha que sair dali neste exato momento, seria melhor que eles não soubessem da existência dela, não por enquanto. Embora a garota quisesse muito um pedido de agradecimento, afinal, tinha salvado a vida de todos ali, não?

Algo lhe veio à cabeça. E se fosse ao contrário? Será que algum deles faria o mesmo pela vida dela? Acreditava que não, mas isso não importava tanto agora, o que estava feito não podia ser mudado.

Correu o mais rápido que pôde. Logo, não podia mais ser vista na imensidão daquele campo aberto.

{...}

– Eu disse, não tem ninguém aqui! Vocês tavam ouvindo coisas. – Kirlia diz, quando chegam ao lado de fora da caverna.

Depois de muito procurar, finalmente tinham achado Arcanine. Ele realmente estava dentro daquela caverna que Vulpix indicou, porém Espeon não estava com ele, fazendo com que a busca do grupo não tivesse acabado.

– Cara, eu podia jurar ter escutado algo como uma águia piando, e depois um leão rugindo... Arh, tenho que parar de misturar as Berries... – Arcanine brinca, fazendo os outros soltarem uma pequena risada.

– Bom, vamos indo né. Ainda temos que achar Espeon. Sabe onde ela possa ter ido, Arcanine? – Cubone pergunta, olhando ao redor.

– Não tenho a mínima ideia de onde aquela gata se meteu. – O cão responde, desanimado.

– O que nos basta então é procurar. – Victini conclui, começando a andar e guiar o grupo. — Vamos dar mais uma volta por aí, vai que ela aparece agora. – Todos concordam, e fazem caminho de volta para a parte gramada do lugar.

– Estou feliz que esteja bem, Arcanine. Fiquei com medo de você ter sido sugado por aquela coisa que apareceu agora há pouco. – Eevee declara, corando um pouco e se encolhendo. Arcanine estampa o rosto com um sorriso alegre, e acaricia a cabeça da raposa com a pata, que retribui o sorriso.

– Own, que ''munitinhu’’. – Cubone zomba. Os outros riem, e Arcanine dá um pequeno empurrão nele, que retribui. E assim eles seguem, a procura de sua última integrante.

Notas finais
Bem, é isso. E por favor, deixem seus review's e respondam a pergunta do capítulo anterior. No próximo capítulo, vou perguntar mais sobre o personagem de vocês, desta vez se tratará dos Guardiões. Espero que tenham gostado ^-^ Até ^3^