Notas iniciais
Só um teste pra receber o maior numero de criticas. Se bastante gente gostar eu posso continuar a historia, confesso que gostaria munto de continuar brincando com essa ideia de pokemon samurais.

O Guerreiro do Trovão

A luz do sol ficara atraz do tecido fino da barraca de campanha, apenas poucos raios penetravam entre cortes e aberturas. Iluminando as dezenas de pergaminhos, mapas e materiais da pequena cabana, exatamente no centro sentado em completa meditação, um guerreiro aguardava.

Ajustando as amarras das ombreiras de bronze tirando as grosas cordas de tecido reforçado de longe dos pelos amarelados, o jolteon trouxe as mãos para o cabo de sua espada para uma ultima inspeção. Lentamente retirando a lamina cintilante, o canino nascido do raio observou o reflexo perfeito de seu rosto e seus olhos escuros pelo aço temperado da katana antiga da vila, passada de geração em geração para os defensores dos campos verdes das tempestades. Por longos segundos os jolteon se perguntou se o que estava prestes a fazer era realmente a coisa certa e se de algum modo existia esperança para a vila do trovão.

O ar frio e pesado assaltando as camadas da cabana foi à deixa para que o guerreiro se levantasse. Tremendo, rangendo e tintilhando todas as extremidades e frestas da armadura de combate, o pokémon de pelos amarelos espetados deixou a calmaria de seu santuário para finalmente confrontar o inimigo.

Deixando a barraca, a visão do jolteon novamente fitou o pesadelo que esperava pacientemente. Dezenas de pokémons nascidos sobe o elemento do fogo, equipados de lanças e armaduras pesadas, todos ostentavam o mesmo símbolo da labareda tremulante do império invasor das chamas, sombreados por um colossal dirigível de transporte das tropas imperiais próximo ao chão brilhando seu casco de madeira rubra arcos dourados de ouro. Tremulando bandeiras e ecoando gigantes tambores de batalha, o pelotão de ataque do império das chamas, sabia exatamente o que o jolteon de armadura completa inqueria com seus olhos cerrados e penetrantes contra os soldados.

Olhando uma ultima vez para traz, o guerreiro do raio, viu sua vila do trovão quieta como um cemitério. Viu as famihas e amigos que se espremiam em janelas e rodapés tentando ao mesmo tempo se esconder e observar a planície de grama esmeralda abaixo da pequena serra, viu as pouquíssimas arvores que pontilhavam as casas e armazéns, um pequeno riacho onde brincara quando ainda era um pequeno eeve, e uma longa mureta de rochas escuras onde adorava se sentar para assistir os raios cortarem as nuvens das noites mais lindas.

— Nobre guerreiro! – Vociferou um velho magmar com um quimono pesado de nobreza imperial cercado por guarda-costas de armaduras vermelhas. – Não ah mais sentido em lutar, a aliança das vilas e todos os seus combatentes foram dominados pelos exércitos do grande império!

A voz rouca e convencida do magmar fez com que o jolteon guerreiro votasse seus olhos negros para o pelotão de pokémons de fogo.

— Abaixe sua arma nobre guerreiro. – Voltou o magmar. – E deixe que sua bela vila seja integrada em nosso glorioso império das cha-

— Eu convoco as antigas leis do combate! – Berrou o jolteon colocando a mão direita sobreo cabo de sua katana embainhada na cintura. – Representando o destino de minha vila e das terras do trovão, eu desafio o império das chamas para batalha, seis contra seis em lutas de um a um!

A voz poderosa e jovial do canino amarelo ecoou pelas fileiras do exercito de bandeiras vermelhas e brancas. E trouxe um curto silencio para todos os que assistiam ao guerreiro do trovão se posicionar para o combate.

Uma rizada irritante cortou o silencio poucos segundos depois. Soluçando e fungando, a terrível gargalhada do magmar sou solitária entre os guerreiros do império que observavam o jolteon com total respeito e até admiração.

— Esta louco rapaz? — Perguntou o pokémon de fogo porta voz do exercito, perdendo toda a postura nobre com o pedido ultrajante do guerreiro. – Eu tenho aqui um pelotão inteiro de sessenta e quatro soldados de fogo e rocha treinados para as mais terríveis batalhas, e me pede para que siga os caprichos de um selvagem do campo!

— Se recusar meu desafio sua desonra vai ser imensurável e nunca mais devera batalhar nesta vida! – Prosseguiu o jolteon com calma e tom alto o suficiente para que todos os guerreiros do fogo o escutassem. – Se aceitarem, e a vitória for minha, deverão deixar estas terras e só poderão voltar quando o ultimo floco de neve do próximo inverno derreter.

As gargalhadas do imperial nobre se interromperam e foram substituídas por uma nova feição de ódio. “Como uma criatura tão pequena como aquela poderia inquerir tanto de um império tão poderoso?” Martelava nos pensamentos do magmar. O império das chamas tinha se elevado muito além das antigas leis selvagens, jamais um nobre deveria se submeter a um pedido tão insolente.

— Escute aqui seu- Novamente o magmar foi interrompido, mas desta vez por uma voz do próprio exercito.

— Aceitamos o seu desafio jovem jolteon. — Disse uma arcanine alta sentada junto aos soldados. – Primeiramente peso-lhe desculpas pela falta de modos de nosso comandante, ele não é muito bem familiarizado com as leis da batalha... – Olhando lentamente para o magmar a arcanine lembrou o próprio oficial de quem realmente estava no comando das tropas do império. –... E nem da importância que os guerreiros devem dar a elas.

— General... — Murmurou o magmar.

Se levantando entre os companheiros, a grande arcanine trouxe uma igualmente grande odachi embainhada em uma linda bainha enfeitada com desenhos de flores em chamas e encoberta por lassos vermelhos. A canina de juba alaranjada e pelos listrados superava a altura de quase todos os soldados do império, trajando uma armadura de aço igualmente avermelhado como a dos companheiros o “do” da armadura cobria até o pescoço da canina e tinha somente uma ombreira que cobria quase por completo o braço direito da oficial. Os olhos azuis da arcanine revelaram certo fascínio pela coragem do pokémon de raio que enfrentara seu exercito.

— Tirem o tempo que quiserem para escolherem os combatentes. – Prossegui o jolteon.

Entre as fileiras do império, a general levantou a mão esquerda peluda sinalizando para o Pokémon do raio que tudo já havia sido preparado.

— Esta ciente que será uma luta de seis contra rapazinho? – Perguntou a canina tomando a frente de seus soldados e oficiais.

— Sim... Estou. – Confirmou o jolteon com um claro pesar nas palavras, reforçando sua posição de “ai” com a mão direita no cabo revestido por laminas de tecido azul escuro e amarelo de sua katana com a esquerda na bainha negra.

Ambos se entreolharam por longos segundos. A arcanine já participara de muitos combates como aqueles todos partiam da ideia de um último recurso para salvar a pequena vila da assimilação do império. Mas o jovem jolteon de pelos espetados para traz vinheira sozinho, e transformara o medo de seus olhos em algo diferente. Algo que ela gostara.

— Esta bem... Kohamato! – Convocou a oficial do império das chamas.

— General! – Respondeu um musculoso torkoal se levantando em uma posição de sentido.

— Mostre ao nobre guerreiro do que os soldados do império são capazes. – instruiu a arcanine se sentando no chão e cruzando os braços.

— General! – Acatou o torkoal marchando até o jolteon.

Cruzando o gramado brilhante em contraste com os céus cinzentos da região, o torkoal chamado Kohomato trazia um pesado kanabo de madeira avermelhada. Sua armadura era apenas um complemento de seu pesado casco, seguindo o mesmo padrão de proteções e encaches cobrindo o peito e cintura, a tartaruga vermelha gigante ainda refletia a luz do sol em seu kabuto negro com uma chama dourada esculpida na tez do capacete. O jolteon se perguntou onde era torkoal e onde era armadura.

— Será um prazer lutar por um pedido tão ousado, guerreiro do trovão. – disse o torkoal se preparando para o combate.

O guerreiro jolteon espaçou as pernas, mantendo sua pose de ai, o pokémon do raio finalmente convocou suas habilidades, eletrocutando o ar a sua volta em pequenos estouros elétricos com raios visíveis.

O torkoal do império das chamas por sua vez se preparou em uma base perfeita, afundado ambas as patas gigantes na grama húmida e levando o kanabo para frente do corpo. O bastão de madeira com pinos de aso exigiam as duas mãos da gigantesca tartaruga, e pronto para o combate, o torkoal espirou o ar de suas narinas que se tornou uma forte corrente negra de fuligem saindo de cada narina acompanhando de um apito semelhante a uma maquina.

Um forte vento vindo do leste tremulou as longas orelhas do jolteon e afastou a fuligem do torkol para longe no horizonte. Segundos foram divididos entre os dois combatentes, de apreciação e estudo.

Eletrificando a armadura junto aos pelos, o jolteon moveu as pernas em um rápido avanço, abaixando o corpo quase ao chão, ainda mantendo a espada na bainha. Deixando um rastro de raios e eletricidade por onde percorria, o jolteon concentrou suas correntes de raios em sua palma direita e utilizou a ultima passada de sua corrida para um salto frontal.

Finalmente retirando a lamina eletrificada de sua bainha negra, o guerreiro do trovão fez jus a seu titulo e controlou as forças estáticas para sua arma. Puxando o cabo da katana para cima em um arco de meia lua com o braço, a lâmina se comportou como uma extensão de seu membro e traçou um rastro amarelo mortal no ombro do torkoal.

Kohamato não conseguiu acompanhar a velocidade do vulto amarelo chocante que era o jolteon, mas pode reagir um ultimo segundo, abaixando o tronco para colocar o casco no lugar do ombro.

A espada do guerreiro jolteon explodiu na carapaça negra do torkoal. Com o impacto, o canino amarelo reuniu sua força e prendeu a respiração.

A grama esmeralda tremulou do chão e levantou no ar com a expansão de força do jolteon. Eletrificado, o guerreiro sentiu a adrenalina explodir dentro de seu corpo por milésimos sobrenaturais, o guerreiro da vila do trovão viu claramente a retribuição do torkoal.

Girando o corpo como um lenhador da antiguidade, Kohamato, se aproveitou de sua resistência às ondas violentas de choque do adversário e lançou sua kanabo, varrendo todo o horizonte ate onde estava o corpo ainda suspenso do jolteon.

Reagindo por simples extinto, o guerreiro trouxe sua lamina para a esquerda do corpo, e por meio milésimo de segundo, esperou pelo impacto do violento kanabo.

O corpo do canino de pelos espetados voou como uma pedra lançada pela mais poderosa catapulta do mundo. O torkoal por um instante achou que tinha alcançado a vitória, pois não tinha visto a defesa rápida do oponente. Vendo o corpo atingir a grama e deslizar pelo chão ,levantando folhas e poeira ao alto, Kohamato repetiu a lenta pose perfeita de combate que fizera no inicio da luta e expeliu a foligem negra das narinas.

De joelhos e com a espada auxiliando ao corpo se reerguer, o jolteon por um momento se perguntou em como a sua katana ainda estava inteira. “a velocidade dele e a chave” concluiu o canino retirando a espada do chão e a posicionando a lamina em frente ao seu corpo mirando a ponta da katana no rosto do torcoal. Parte da ombreira ficara ao chão, junto com lascas da braçadeira do braço direito que atingira o chão primeiro. Sacodindo a terra e a grama dos pelos amarelos, o jolteon se preparou para um novo avanço.

Sem esperar o ataque do oponente, o torkoal imperial reuniu o ar com uma longa expirada pela boca e voltou a expirar uma onda poderosa de fogo.

Queimando tudo por onde o jolteon corria, o pokémon do trovão teve de circular a tartaruga vermelha para evitar as poderosas chamas que queimavam o gramado maduro. Explodindo as patas no chão com cada passada eletrificada, o canino aumentou sua velocidade à medida que o torkoal o acompanhava com a longa baforada de fogo. Quando estava próximo o suficiente para seu ataque, o guerreiro teve pouco tempo para duvidar de suas próprias habilidades e apostou tudo em um salto na frente da tartaruga.

Utilizando a lamina da katana na mão direita para afastar a kanabo do inimigo, o jolteon jogou o corpo contra o torkoal gigante e levou sua mão esquerda para a boca do soldado imperial, queimando parcialmente a braçadeira e os pelos nas chamas que o torkoal baforava. Fechando as mandíbulas de Kohamato. Com os instantes que o oponente ficou neutralizado, o guerreiro do trovão novamente invocou as forças de sua espécie.

Berrando com o próprio ataque, o jolteon explodiu sua áurea estática em uma ilusão amarelada, eletrocutando todo a ar a sua volta e se aproveitando da mão no rosto do torkoal, o guerreiro soube onde concentrar suas correntes elétricas.

Encerrando o ataque de raios, o canino olhou para seu inimigo e ficou aliviado em ver que o rosto estava paralisado. Os olhos fechados do torkoal não viam nada além da escuridão, com pesado corpo completamente inconsciente. O jolteon se afastou do soldado do império com o corpo esfumaçando, com pontos queimados na calça e nas amarras que cobria os antebraços e limites da armadura esfumaçando e anunciando a vitória do guerreiro do trovão.

— Kohamato... – Disse o magmar incrédulo com a vitória do guerreiro jolteon.

A oficial arcanine sorriu ao ver o corpo do soldado Kohamato cair ao chão desacordado. O torkoal era um guerreiro excepcional nos campos de batalha, muitas vezes vira o soldado brilhar com sua bondade e força nos momentos mais cruciais. Pelo jolteon ter derrotado Kohamato, a arcanine soube por que estava ali.

— Só falta mais cinco. Rapazinho! – Gritou a general do império sinalizando para os soldados irem recuperar o corpo do torkoal abatido.

O guerreiro do trovão apenas assentiu com as palavras da arcanine. Não tivera muita dificuldade em enfrentar o primeiro inimigo, graças a suas habilidades elétricas, se fosse um combate mais centrado em força, com certeza teria sido derrotado. Acreditava que sua katana nem teria força em cortar a couraça da pele desprotegida do soldado Kohamato.

Vendo dois soldados se adiantarem para trazer a tartaruga gigante de volta para as tendas medica do exército, a oficial do império das chamas rapidamente raciocinou seu próximo guerreiro a ser convocado.

— Gehudo! – Invocou novamente a general.

— General. – Respondeu um pokemon coberto por uma armadura completa se levantando e rangendo suas placas de metal vermelho.

— sua vez. – instruiu a arcanine recebendo uma garrafa de saque de um de seus soldados.

— Com prazer. – respondeu o golem de metal.

Antes de qualquer passo, o pokémon retirou o pesado elmo mascarado, revelando o rosto e um chifre de um charmeleon. Soltando as amarras do peitoral, as placas de aço vermelho atingirão o chão com uma tremenda força revelando o peso anormal que o pokemon de fogo sustentava em seu peito coberto por um fino kimono sujo de terra com remendos antigos e manchas.

Surpreendendo os companheiros, o soldado soltou as cordas da katana que trazia na cintura e recebeu dos outros soldados imperiais uma arma idêntica a que largara esculpida em madeira dos outros soldados.

— Sei dos seus truques guerreiro, seu tipo é o mais irritante de se lutar. – Provocou Gehudo caminhando em direção ao jolteon. – Já lutei contra os reinos do rio e os clãs das aguas e posso dizer que não tive nem metade do trabalho como tive com seus amiguinhos.

Vendo com clareza o corpo do inimigo, o jolteon finalmente notou as cicatrizes e marcas cravadas na pele do soldado imperial. Não era comum ver um pokémon de fogo marcado por queimaduras, pois só um pokémon de agua muito experiente poderia controlar o ataque que queimara metade do braço do charmeleon que tinha o resto escondido por uma braçadeira de madeira. Levantando a espada para frente, o guerreiro canino colocou ambas as mãos no cabo da katana esperou seu inimigo se preparar.

— Lembro que na batalha nas campinas do sul contra as legiões da aliança um dos exércitos era composto de pokemons de raio e de pedra. Uma formação interessante. – Dizia o charmeleon em uma calmaria fria. – Os que nasceram das rochas formavam círculos de proteções em cada guerreiro que controlava os raios, e então os que não tinham imunidade contra os raios atraiam os inimigos para esta formação escondida no campo de batalha. Recuavam rapidamente quando o inimigo alcançara as formações do clã das rochas, E bum. – o charmeleon pausou e imitou a pose de batalha do inimigo jolteon, com mais firmeza e com os olhos afiados. – Seus amigos eletrocutavam os meus.

O jolteon não tinha tempo para historias de guerra, tinha que se preparar para mais quatro lutas depois do charmeleon tagarela, e sua aura voltou a estalar correntes de choque. Avançando com uma longa passada, o pokemon de choque brandiu a espada em um corte horizontal, rapidamente aparado pela espada de madeira de Gehudo. Utilizando a proximidade, o jolteon sentiu o caminho percorrido por todas as correntes que controlava se expandirem de seu corpo novamente.

Recebendo o ataque em cheio, Gehudo levantou a braçadeira de madeira para minimizar um pouco do dano, então reuniu o ar a sua volta inspirando tudo que suas narinas podiam, e canalizou sua habilidade.

A onda de fogo atingiu por completo o peito do jolteon, jogando o corpo para traz, arrastado os pés na grama, tentando não perder o equilíbrio. Sentindo as pontas dos pelos queimarem com o poderoso ataque, o guerreiro da vila teve de ignorar a dor para não deixar nenhuma brecha em sua guarda.

— Vocês perdem os sentidos quando utilizam o choque do trovão, por alguns segundos ficam vulneráveis ao mesmo tempo que atiram por todos os lados. – revelou Gehudo voltando a katana para a guarda enquanto sua boca fumegava com a fumaça e as faíscas de seu ataque perfeito.

Lutando para se manter na guarda com os pelos brilhando com o fogo do inimigo, o jolteon revisou seu embate atrás de alguma fraqueza. A resposta do charmeleon imperial foi perfeita demais para que se aproveitasse da velocidade dele, também sentiu que a katana de madeira do oponente nem tremera com seu golpe. O fogo que o atingira tinha sido um lembrete para que ficasse atento com as habilidades especiais do soldado imperial.

— Confie em suas habilidades mais básicas garoto do raio. – aconselhou o charmeleon. – Deposita confiança demais em seus choquinhos, acaba se esquecendo do que seu corpo e capaz.

Antes que concluísse a fala, o soldado do império soprou seu fogo avermelhado na arma de madeira que carregava, e incendiando a katana.

— Agora venha, tente salvar sua vila. – provocou Gehudo apertando o cabo da espada de fogo com as duas mãos.

— Porque você fala tanto em uma luta? – Berrou o jolteon avançando com a katana de aço eletrocutado.

Cada espada se chocou em um estrondo abafado pela madeira, após o impacto das duas armas o charmeleon novamente atirou uma rajada de fogo, que errara a poucos centímetros o rosto do jolteon ao se jogara ao chão em uma pequena explosão de raios. Continuando o assalto com um novo golpe no peito de Gehudo, trazendo a espada de cima para baixo, o guerreiro imperial utilizou a braçadeira direita para impedir que a lâmina da katana continuasse viajando. Sem dar tempo para o jolteon entender o que havia acontecido, o charmeleon aplicou um pesado soco no rosto do guerreiro do trovão com a mão esquerda envolvida na braçadeira de madeira. Sentindo na espinha um extinto que desenvolvera nos anos de campanhas de guerra, Gehudo saltou para traz, evitando uma explosão de raios do inimigo.

O jolteon teve de afastar o inimigo antes que pudesse ser ferido mais gravemente. Precisava de um espaço para respirar e planejar.

Gehudo sabia qual era o motivo da explosão de choque, não poderia deixar que o oponente saboreasse esses momentos. Avançando com a espada de madeira, o charmeleon baixou a katana e baforou uma poderosa torrente de fogo que cumprira o papel de obrigar ao jolteon a evadir do ataque, se jogando ao chão em um rolamento mal feito. Aproveitando a brecha, o guerreiro do império lançou um corte flamejante bem a tempo de atingir a barriga do inimigo trovejante, lançando o corpo para o alto em quase dois metros que cairá de volta ao gramado totalmente caótico com a batalha.

Atingindo o chão, por um momento, a grama verde abraçou o corpo cansado do jolteon. Cada folha da grama parecia uma seda fofa dos países distantes, dos tambores de batalha que o exercito das chamas ecoava, uma melodia lenta e calma se formou, acariciando as longas orelhas amareladas do canino pedindo para que ele não se levantasse, para que ele não continuasse com a loucura de permanecer desperto.

Jogando o torso ferido e fumegante para cima, o jolteon recuperou a consciência do milésimo que a perdeu. Usando a katana para ajudar o corpo se levantar, o guerreiro da tempestade não deu importância para os pelos ainda queimando com o fogo e nem para o peitoral em brasas. Correndo com o auxilio das explosões de raios que criava com seu controle das correntes elétricas, não demorou para que sua katana novamente voltasse a assaltar a arma do oponente imperial.

Gehudo não esperava uma recuperação tão ligeira, foi pego desprevenido nos primeiro dois golpes, quase perdendo a espada flamejante com os ataques do jolteo. Acompanhando os golpes furiosos, o charmeleon logo voltou a soprar suas rajadas junto a seus velozes golpes da espada flamejante, trovejando a ar com o som poderoso das chamas sendo brandidas.

Se concentrando para que pudesse reunir força para outra onda do choque do trovão, o canino amarelo desviava de cada rajada de fogo que o charmeleon baforava, mas sentia que o calor aos poucos penetrava em sua armadura. Não podia continuar trocando golpes sem disciplina com um mestre da espada que Gehudo se provava a cada instante.

A troca de golpes das diferentes katanas foi interrompida com um lançar das garras do charmeleon. Segurando a alça da armadura do jolteon, o soldado das chamas levou o joenho para o peito do canino com um poderoso puxão, após o golpe, o lagarto de fogo notou as ondas de choque exalando do inimigo. Largando o canino, Gehudo incendiou a ponta da calda flamejante e se contorceu para um colossal golpe do apêndice. Sem muito tempo para reagir o guerreiro da vila teve de acreditar em sua força.

Abrindo os braços, o jolteon recebeu a poderosa calda na chapa de aço que protegia o abdômen do que sobrara de seu peitoral destruído e em seguida, ignorando a dor estridente que estremecera seu corpo, abraçou o rabo junto às chamas do charmeleon e jogou o corpo para traz, retirando por completo todo o senso de equilíbrio e abalado a pose de batalha por completo, o soldado imperial foi jogado ao chão sem nenhuma ferida, porem completamente exposto. Se virando para fitar o oponente da vila do raio, Gehudo não teve tempo de evitar o corte eletrificado atingir seu corpo, o presenteando com uma nova cicatriz.

Após o impacto do fio da katana, uma onda de raio atingiu o peito ferido.

De Gehudo, finalizando a luta.

O corpo sem energia do jolteon caiu ao mesmo tempo em que Gehudo atingiu o chão, acompanhado pelos estalos elétricos e raios que explodiram de seu corpo.

— Eu lhe disse... – Murmurou Gehudo, com a voz fraca e abafada pela terra em sua boca. – Não aposte todas as suas habilidades em... Um truque de luzes...

— Você não... Para...de...falar... – resmungou o jolteon com o rosto na grama queimada.

A general arcanine teve de admitir para si própria que estava impressionada com a capacidade de luta e adaptação do jovem jolteon. Receber o golpe por completo no peitoral fora uma ideia brilhante, Poucos guerreiros compreendem as inúmeras vantagens táticas que uma armadura proporciona, e o mais interessante era que fora o próprio Gehudo que ensinar-lhe esta lição durante o combate. Deveria lembrar-se de perguntar para o amigo charmeleon quando acordasse se fora tudo de proposito.

Bebericando o saque forte de um pires, a general olhou curiosa para ver qual seria a reação do magmar irritante que tivera de trazer. A face ainda estava pasma com o inimigo, mas a canina do fogo ficou feliz em notar que não existia mais ódio no rosto do nobre, tais sentimentos ignorantes levemente eram substituídos por um respeito puro.

— Ainda esta vivo rapaz do raio? – Gritou a oficial para o corpo imóvel e fumegante do jolteon.

A resposta veio como um espasmo do corpo estirado do guerreiro. Se levantando com extrema dificuldade, fumaça negra ainda exalava do corpo e dos pelos espetados do canino. O “do” de sua armadura se consistia em poucas lascas partidas e queimadas e amarras soltas, tremulando ao vento com manchas negras do queimado, as ombreiras já tinham se desintegrado além do reconhecimento. Sem dar mais importância, o jolteon soltou a única corda que ainda segura seu peitoral destruído e jogou ao chão, fincando a espada na terra, o guerreiro levou a braçadeira da mão esquerda quase completamente consumida por chamas e roeu as ultimas amarras que prendiam o equipamento que caíra aos pedaços no chão. O vento soprando nos pelos livres das armaduras e ataduras foi quase medicinal para os sentidos do guerreiro. Fechando os olhos por segundos que saboreou até o limite com uma respiração profunda, o jolteon recolheu a espada da terra fofa com a mão direita ainda coberta pela braçadeira e a devolveu para a bainha.

A general novamente foi obrigada a sorrir com o que via do incrível guerreiro.

— Só mais quatro! – Gritou a oficial rindo.

— Senhorita Tokokio! – Gritou uma voz de dentro das legiões do império das chamas. – Estou farto de o império estar sendo humilhado por esse pulguento que pisca, vou tratar de livrar esta praga do caminho do imperador.

Se revelando entre os soldados, um alto blaziken sem nenhum peça de armadura além de um leve uniforme branco e vermelho tomou seu caminho entre o gramado ate próximo do jolteon.

— Não existe honra em uma luta como essa, não deveria ter aceitado o desafio. – Criticou o Blaziken avaliando o estado do inimigo – Patético.

= Não tínhamos escolha, capitão Yoah – Respondeu a arcanine achando graça do amigo. – Ele conhecia as antigas leis, é o nosso dever como guerreiros do império aceitar o pedido do garoto.

Os olhos amarelos com pequenas ires azuis no centro do alto blaziken encontraram as orbitas negras brilhantes do jolteon. O soldado do império das chamas não assumira nenhuma pose nem trouxera uma arma, sem nenhum equipamento além de uma grosa corda que prendia a grande hakama branca que esvoaçava com o vento junto as longas penas que se estendiam da cabeça ate a cintura. As mãos de três dedos brilhavam com as seis garras na ponta de cada dedo, tão afiadas quanto à espada suja do guerreiro do trovão.

— Não terei pena de seu estado jolteon, você desafiou o império mais poderoso deste mundo e teve a ousadia de prolongar a sua patética compreensão de “liberdade”, lutando com o desespero no lugar de sua mente. – disse Yoah.

O guerreiro de pelos espetados tentava estudar o oponente, mas percebia que a cada segundo perdia a visão do olho direito com o inchaço que crescia no rosto. As palavras do blaziken atingiam suas orelhas, mas sua mente do guerreiro estava nebulosa demais para compreender e muito menos formular uma resposta. As únicas forças que podia controlar de seu corpo estavam se concentrando em manter as pernas firmes e o cabo da espada apertado.

— Lhe darei uma ultima chance garoto, largue sua arma e aceite que não e mais forte que um exército imperial. – levantado o punho, o capitão das chamas tentou reforçar suas palavras. – Não ah vergonha em aceitar a derrota rapaz.

—- Você... É só... O terceiro. – Respondeu o guerreiro do trovão, lutando para formular frases. – Vamos acabar logo com isso... Tenho mais... Três... pra derrotar depois... Que acabar... Com a sua... Cara...

A general do exercito do império das chamas cuspiu o saquê que saboreava junto com o que escorreu por suas narinas negras, em meio a tossidas e engasgos a canina gigante gargalhou descontroladamente.

— Ele e muito fofinho! – Berrou a oficial Tokokio.

O blaziken Yoah aceitou as palavras do jolteon como um desafio mais do que pessoal. Antes que o inimigo se equilibrasse em uma pose de batalha com a katana, o pássaro de fogo jogou o corpo para frente e explodiu os pés no gramado queimado com uma marcha veloz ate o guerreiro que protegia a pequena vila.

A poucos centímetros do nascido do trovão, o capitão imperial saltou do chão e girou as longas pernas no ar, trazendo uma corrente de chamas dançantes com cada movimento atrás de sua perna. Chocando as costas dos dedos exatamente no rosto do jolteon, o golpe perfeito ainda foi completado por uma explosão de chamas amarelas que jogou o corpo fraco do canino amarelo para longe. Antes que o corpo do canino do raio atingisse o blaziken novamente explodiu o ar a sua volta e avançou queimando tudo que seus pés tocavam. Preparando um poderoso punho para esmurrar o corpo do guerreiro do trovão.

Antes que o oponente finalizasse seu assalto, o jolteon explodiu seu corpo em raios e correntes elétricas para todos os lados. Mesmo assim o blaziken levou seu ataque adiante, afundando o punho no peito do guerreiro que ainda eletrocutando tudo a sua volta, com o impacto dos dedos do pássaro de fogo, novamente uma onda de fogo seguiu seu ataque e se espalhou pelo corpo do jolteon. Caindo com a força de um meteoro no chão, os sentidos do guerreiro do raio ainda conseguiram perceber a bola brilhante de chamas se formarem no bico do pássaro vermelho.

Lançando as chamas com uma força vulcânica, Yoah levantou uma fumaça negra da queima da grama e da terra, criando uma forte fumaça negra por todo o local da batalha. O blaziken tinha certeza que seu ataque foi o suficiente, se o pokémon de raio não sobrevivesse seria por pura fraqueza dele. Sem olhar de volta para a nuvem negra de fuligem, Yoah caminhou lentamente de volta para a formação do exercito imperial, certo de sua vitória decisiva.

Um estalar de raios dentro da neblina fez com que o blaziken parasse seu lento caminhar.

Estourando as centenas de raios que escapavam da aura de seu corpo, o jolteon com queimaduras e manchas negras no pelo, saltou das nuvens escuras com a katana empunhada invocando os raios nos punhos e nos pés. Girando a lamina junto à tempestade que brandia, o guerreiro golpeou contra o pássaro vermelho.

Antes que a espada acertasse as penas do blaziken, o capitão aparou a lamina temperada da katana com uma de suas garrafas afiadas, invocando as mesmas labaredas amarelas com o impacto que voaram em direção ao oponente. Um segundo golpe do guerreiro jolteon foi repelido pelas garras blindadas do pássaro, acompanhando os reflexos lentos do canino. Sem estratégias ou planejamentos o jolteon da tempestade continuou brandindo os relâmpagos e a katana, se concentrando somente em seus punhos e pé, o guerreiro aplicou todos os cortes e golpes que conhecia de seus treinamentos e mestres. Mas a defesa e reflexo do inimigo eram mais do que perfeitas, as garras retorcidas respondiam a cada impacto, e com cada aparada, uma explosão de fogo atingia o guerreiro do trovão. Entre os intervalos de cada golpe da katana o blaziken tinha velocidade suficiente para aplicar rápidos socos no corpo abalado do jolteon.

Perdendo as forças com cada soco que levava no rosto e nas costelas desprotegidas, a katana era mais jogada do que golpeada pela falta de energia do guardião da vila, trazendo a pesada lamina de volta para sua guarda por pura fora de vontade , para novamente se jogar junto a espada contra o blaziken poderoso, o jolteon só percebeu que a katana foi segurada pelo inimigo quando não conseguiu trazer a espada de volta para guarda.

— Já chega garoto. – ordenou Yoah tirando a katana das mãos fracas do inimigo. – Aceite a derrota, mantenha sua honra se presa tanto por ela.

Acertando uma palmada coberta por fogo na lamina suja da katana, com uma assustadora facilidade o capitão do exercito imperial partiu o aço da lamina em estilhaços que se dividiram no ar ao cair.

O semblante do jolteon demorou a compreender o que tinha acontecido mesmo vendo os cacos da antiga espada dos outros guardiões da vila caírem e tintilarem uns nos outros ao se chocarem na terra revirada e queimada.

— Não tenha vergonha de suas capaci- O pássaro vermelho observava os estilhaços da espada em sua mão, e não prestou atenção na reação do canino amarelo.

Lançando correntes estáticas para todas as direções, o guerreiro do trovão jogou seu punho direito envolto em lampejos e raios contra o rosto duro como pedra do oficial. Levando a mão esquerda para o pescoço de Yoah e invocando uma foça além de seu controle, o jolteon chamou um trovão das nuvens. Ecoando no céu para o seu próprio corpo e explodindo a terra, jogando a grama para todos os lados assim que o tentáculo de luz incandescente atingira seus pelos espetados, o guardião da vila forçou as correntes elétricas brilhantes para o corpo do pássaro imperial.

Yoah com o corpo esfumaçante sentia as correntes estáticas se espalharem e abalarem cada centímetro de seu corpo. Retribuindo o soco e ignorando a dor estridente, o blaziken girou um chute horizontal perfeito que acertou em cheio as costelas feridas do jolteon, trazendo as chamas escaldantes novamente para o corpo do inimigo.

O guerreiro da vila do raio não se abalou com as chamas que dançava em seu corpo, jogando a perna para traz a fim de manter o seu fraco equilíbrio, o jolteon também revidou, lançando o punho direito contra a defesa do blaziken, o pokemon do raio invocou um novo relâmpago dos céus que acertara os dois combatentes.

O pássaro vermelho do império foi atingido em cheio novamente pelo relâmpago que canino amarelo chamara dos céus, e de novo, Yoah teve de aguentar a eletricidade se dissipar pelo seu corpo, tremendo cada pena de seu ser. Revidando com mais ferocidade, o blaziken desferiu uma tempestade de socos e cortes com suas garras, gerando uma torrente de fogo ainda mais intensa que se espalhava nos pelos do jolteon, que tentava defender com os braços moles e lentos.

Com o corpo de pelos amarelos cambaleando para traz para não perder o equilíbrio, Yoah aproveitou a chance e lançou uma poderosa corrente de chamas em direção ao jolteon.

Levando as mãos para frente do corpo, o pokemon de pelos espetados recebeu as chamas em seus dedos. Controlando o pouco da eletricidade que restava em sua aura na palma das mãos para ajudar a defesa contra o fogo, o guerreiro do trovão aguentou o calor escaldante em seu corpo e se obrigou a ignorar as fagulhas que se alastravam em seu pelo. Voltando a avançar mesmo com os sentidos implorando para que não desse nem mais um passo, o jolteon desferiu um novo golpe, para imediatamente ser aparado pelas garras de Yoah.

Esperando o trovão ser invocado dos céus, o rosto do pássaro se voltou às nuvens cinzentas acima da longa planície esmeralda e das cabanas da vila. Voltando a fitar o jolteon ferido, Yoah não teve tempo para adaptar sua defesa perfeita para o golpe que o oponente revelara.

Brilhando o punho direito em branco cegante que iluminara mais que as chamas do blaziken, o jolteon revelara sua ultima carta do dia. Pulsando uma força diferente da eletricidade no punho, o canino da tempestade acertou a rápida defesa de Yoah, mas seu braço reforçado pela energia de seu espirito e seus anos de treinamento tiraram os antebraços defensivos do soldado imperial do caminho, e atingindo exatamente no bico do blaziken o jolteon novamente liberou suas correntes elétricas diretamente nas penas do capitão. O corpo alto do pássaro de fogo foi arremessado para longe, e ao atingir o gramado do chão, seu corpo deslizou por quase um metro até finalmente parar.

O jolteon permaneceu de pé, mas seu corpo ainda esfumaçava de sua própria eletricidade e chamas do inimigo.

Todo o exercito do império das chamas cairá em um terrível silencio os tambores não ecoavam mais e nem os gritos de torcida tiveram força para continuar. Nenhum soldado podia acreditar no que estava vendo diante de seus olhos, Yoah não era só um capitão de campanha. O blaziken Yoah Zhin Hao era um dos guerreiros mais fortes da proteção do próprio imperador. Nenhum dos pokemons de fogo daquele pelotão já presenciara uma derrota do capitão Yoah, e agora, todos ali presentes viam um jolteon lutando para manter a consciência de pé e o capitão do império ao chão desacordado.

A General Tokokio foi obrigada a se levantar ao ver o majestoso Yoah Zhin Hao perder. Devolvendo a garrafa de sake para um machomp que a servia, apanhou o cabo de sua arma, e Rangendo as placas de aço vermelho da armadura, a arcanine rumou adiante das tropas jogando sua gigantesca odachi por cima do ombro. Seus olhos azuis não saiam da imagem do guerreiro elétrico completamente esgotado, que treinamentos o jovem jolteon passara para adquirir tanta resistência e força, que tipo de mestre era esse que ensinara ao rapaz tantas formas de controlar os raios. Dezenas de perguntas se formavam a partir do canino de pelos amarelos e negros, coberto por cortes, queimaduras e trapos. Ele sozinho derrotara três soldados de elite escolhidos a dedo pela própria Tokokio, mesmo assim, a arcanine ainda mantinha o satisfatório sorriso escancarado no rosto. Coçando a juba pesada, várias laminas de grama solta e terra saltaram dos pelos alaranjados, a canina das chamas finalmente ficou a pouco metros do jolteon que impedia sozinho o avanço do maior império já erguido no mundo conhecido.

— E mesmo impressionante meu amigo do raio. – Elogiou a general. – Não tenha vergonha de... – Em uma pausa rápida, a arcanine se corrigiu. – Se, você for superado jolteon, sua derrota será digna de grandes canções nos quarteis e acampamentos de meus soldados.

O guerreiro do trovão não tinha movido um musculo após sua vitória contra o capitão blaziken. As brasas e fumaças acabaram se esgotando com o tempo, mas o corpo ainda estava sentindo a dor que viajava por todos os pontos sensíveis de sua pele. O jolteon com os pelos abalados e roupas e armadura destruídas só conseguiu largar os próprios braços molengas. Mantendo as pernas agachadas o canino girou seus olhos cerrados pelos ferimentos para a silhueta avermelhada que era a general do exercito imperial.

— Posso saber qual é o nome do maior guerreiro do raio que já encontrei? – Perguntou a general.

Ainda olhando para o chão, sem força para erguer o rosto, o protetor da vila do raio tentou respirar entre os longos e dolorosos espasmos que chocavam seu corpo.

— Kaido...Do Relâmpago Solitário. – Disse o guerreiro sem forças.

— Me diga uma coisa Kaido... – Pediu Tokokio fitando os olhos do jolteon. – Porque você luta?

As longas orelhas amarelas e espetadas tremeram com um fraco vento vindo das distantes pradarias verdes, o guerreiro teve de torcer o pescoço para contemplar o rosto da alta arcanine que sorria calorosamente em sua direção, cruzando a gigantesca bainha vermelha de sua odachi atrás da cabeça. Por um momento, o jolteon não viu uma oficial representando a voz louca de um imperador e seus soldados fanáticos por guerra. O sorriso farto e brilhante da canina foi o suficiente para tirar os sentidos do protetor da dormência quase mortal.

— Eu... Luto por aqueles que se escondem na vila, senhorita. – Respondeu o Jolteon com a voz fraca. – A vida... Deles não conhecem a batalha, nem a velocidade e desejos de um império invasor... A maior preocupação dessa gente não devia se resumir a agradar os olhos de um forasteiro...

— Muito altruísta guerreiro. – Assentiou a general imperial.

— E... Você? – Perguntou Kaido. – Porque luta?

Um risinho escapou novamente da canina. Durante o dia inteiro Tokokio, se lembrara de porque seguia os planos do imperador das chamas, o que vira se desdobrar diante de seus olhos a fez refletir por todos os seus guerreiros que cada vez mais testaram as capacidades do jolteon. Kohomato não era seu soldado mais poderoso porem era forte o bastante para testar os limites do rapaz. Nos planos, era para Gehudo ter testado suas capacidades de técnicas e habilidades, mas o resultado foi muito além de qualquer esperado, Yoah fora aconselhado apenas a assistir as batalhas para ler as capacidades do possível candidato. Tokokio não teve dificuldades em revelar os seus reais motivos para o esplendoroso guerreiro dos raios. Sentia que Kaido merecia saber logo a verdade do porque um vilão tão insignificante se tornara tão importante para as ambições de um império.

— É por você que eu luto. – Respondeu a general arqueando um sorriso.

Contagiado pelo lindo rosto da canina, o jolteon sorriu pela primeira vez no dia.

Jogando o braço com os últimos espasmos de sua consciência, Kaido do relâmpago solitário colocou a palma abaixo do pescoço peludo da arcanine e invocou as ultimas ondas elétricas que ainda tinha controle. Estalando um minúsculo espetáculo e luzes na armadura da general, o jolteon voltou os olhos negros para os azuis de Tokokio e sorriu.

— Só mais... três... – Murmurou o guerreiro da tempestade com o braço esticado ate o externo da armadura de Tokokio.

A oficial do exercito das chamas não quis dar mais nenhum segundo para esta batalha, levando a mão direita para junto com a esquerda que segurava o cabo da odachi embainhada, a arcanine lançou a arma juntou a bainha em uma meia lua horizontal, acertando a lateral do rosto do jolteon por completo, tirando o equilíbrio e o jogando ao chão totalmente desacordado.

Ao mesmo tempo, Tokokio conseguiu escutar os tambores e seus soldados ovacionando a vitória com berros e chamas cospidas para o alto, e os lamentos dos pokémons elétricos da vila, a longa batalha finalmente tinha se encerrando. A perceverana do jovem Kaido superara qualquer premeditação que a arcanince fizera, quase teve duvidas se o rapaz ainda tinha forças para conter seu golpe. Mas seu corpo estirado ao chão repleto de feridas oficializaram a vitória e o controle do império das chamas sobre uma nova fronteira. Se agaichando para próximo do rosto desacordado do jolteon, Tokokio notou pela primeira vez des de quando chegara como o guerreiro do trovão era jovem. Virando a face para a pequena vila dos pokemons de raio no alto da colina na distancia, toda aquela paz que o rapaz conhecera na vida seria tirada dele.

— Deve Saber da outra condição das regras antigas de batalha. Mestre Kaido – Disse Tokokio jogando a espada novamente sobre a ombreira. – As leis diziam que, “Se for derrotado, aquele que invocou o duelo devera ceder suas habilidades de luta para as forças do vencedor”, bem vindo ao império das chamas.

Fim

Notas finais
Obrigado por ler essa doideira que eu escrevi.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.